Turkish Family Names

Depois de 3 anos e 5 meses convivendo diariamente com a Chi, depois de 3 meses em Sydney morando com os sogros (estamos procurando lugar pra morar, calma), finalmente entendi completamente a nomenclatura dos familiares em turco. Enquanto brasileiros chamam todo mundo de TIO e TIA, nos países de língua turca eles usam nomes bem mais específicos.

Isso ajuda a saber, quando tu fala de alguém, se é da família do teu pai ou da tua mãe. Se eu disser “Minha HALA me deu um presente”, tu vai saber que estou falando de umas das irmãs do meu pai. Se eu disser “Meu AMDJA é um gênio”, tu vai saber que estou falando de um dos irmãos do meu pai. Se eu disser “Meu DAIÊ ganhou na loteria”, tu vai saber que estou falando de um dos irmãos da minha mãe. E, finalmente, se eu disser “Minha DEIZE está de férias em Cancún”, tu vai saber que estou falando de uma irmã da minha mãe.

AGORA, se estamos falando de AGREGADOS, ou seja, pessoas de outras famílias que entram na minha família por meio de casamento, chamamos de ENISHDÊs os homens e IENGUES as mulheres.

E assim vai.

A lista completa, com a grafia correta, não exclusivamente fonética, como eu fiz, está no fim dessa página.

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Para ilustrar a ideia, um vídeo de 1981, 1982, uma joia de família, gravado com uma Super8 (acho). Cenas em Tramandaí, Porto Alegre e Canoas. E uma bela trilha sonora. Havia controvérsias sobre a posse dessa FITA, por isso, encomendei com meu irmão mais novo (cujo PARTO é a primeira do vídeo, que eu editei, claro) uma versão digital do vídeo, para que todos possam possuir e compartilhar. Eu não era nascido, o bebê que estrela a maior parte do vídeo é meu irmão mais velho, que completa 33 anos daqui um mês e dois dias. Também aparecem meu pai, minha mãe, meu vô Honorato, muitos tios e tias, primos, vários Passats e Fuscas, o Pôca-Banha, um vendedor de picolé, alguns mecânicos, um avião, caminhões, um cavalo e um D!*@$ #$%@*$.

A minha mãe é aquela BRINCANDO DE LUTINHA com meu primo mais velho, Rodrigo. A última seqüência mostra meu pai tentando vender um Fusca, na oficina da Transportadora Fanti, em Canoas. Domingos de um tempo em que o principal assunto do GreNal não era as brigas de torcida.

PS: Aproveito para testar um layout novo, já que FAZ TEMPO. Melhor? Pior?

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ImpedCopa VII – Relato de um Temperley

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Eu nunca tinha participado de uma ImpedCopa. Tinha ido assistir uma vez, em 2010, mas não fiquei lá muito tempo. Quando foi anunciada essa sétima edição, vi que a data era possível pra mim. Me empolguei. Mas, divulgado o email de inscrição, demorei um pouco para enviar a minha. Acabei perdendo a primeira e a segunda chamadas. Achei que não ia jogar MESMO. Com sorte, depois de algumas desistências e com o acréscimo de times, acabaram me incluindo na terceira chamada. UFA!

A ImpedCopa, com sua fórmula esdrúxula, é praticamente uma gincana de futebol. Critérios de desempate são totalmente irracionais. Os times são escalados por uma cúpula de especialistas, o que acaba acarretando em bizarrices como os dois caras mais altos do campeonato serem escalados no mesmo time. E os dois caras mais baixos do campeonato serem colocados no meu time (se revelando zagueiros implacáveis y mordedores).

Meu time era o Deportivo Temperley e vestia vermelho com calções azuis. Uma combinação belíssima, como se pode ver em times como Junior de Barranquilla, Sampdoria, Atlético de Madrid, Paraguay e Hamburgo. Nos comunicamos por Facebook e montamos umas linhas básicas de estratégia e atitude em relação ao campeonato. Trapos, sinalizadores, festa, bebida, carne, tudo isso é muito legal. Mas EU estava pelo futebol, mesmo. E a sorte é que meu time também estava bastante focado. Cheguei a comer bastante carne durante o dia, mas não bebi quase nada, além de um copo de cachaça de butiá, que o time do Aldosivi administrou pra mim, numa tentativa de doping.

Nos encontramos pelas 12:30, com trapos e carne. Acertamos tudo e fomos ao que interessa: o futebol. Os jogos duravam 11 minutos, o que fazia com que todos jogassem correndo ao máximo e terminassem completamente mortos. Nosso time se postou bem na defesa, e saía em contra-ataques de ligação direta. A princípio eu ia jogar na ala esquerda, mas a falta de atacantes acabou me transformando em segundo atacante pela esquerda, voltando pra marcar.

Primeiro jogo, na quadra 2, contra o Albion, time dos irmãos Ceconello. Tomamos dois tirambaços na trave, eu perdi duas oportunidades de gol e acabei fazendo uma, de esquerda, dentro da área, após receber um presente do nosso técnico-jogador Daniel Cassol. 1×0 foi suficiente.

No segundo jogo, pegamos um time um pouco mais fraco e saímos logo ganhando. Apertei um zagueiro na saída de bola, roubei a redonda e cruzei de primeira para nosso pivô Serramalte, que matou e meteu no canto. Depois, guardei meu golzinho, de carrinho. E o Serra fechou o placar: Temperley 3×0 Sport Boys.

Com estes dois resultados, nos classificamos para o Bolicho, a Série A, descansamos por algum tempo, enquanto outros times se engalfinhavam em repescagens. Acabamos ficando no grupo do Aucas, Palestino e C.A.O.S. (Club Atlético Obras Sanitárias). Um grupo forte.

Primeiro jogo era contra o Aucas. Avisei que o camisa 8 era bom, um pivô esperto, o 5 também, um defensor movediço com bom chute de esquerda. Foi um jogo nervoso e cheio de faltas, que terminou em discussão entre Serra e o zagueiro adversário. Eu saí no meio do jogo e quando vi, já tinha acabado. 0x0. Seguíamos sem tomar gols. Enquanto isso, Palestinos, de Antenor Savoldi, batiam o C.A.O.S. e assumiam a ponta do grupo.

Nosso outro jogo era contra o C.A.O.S. Acabou sendo um jogo tranqüilo, os gols saíram ao natural. Escorei um escanteio que o bom ala direito Eduardo Krause empurrou pro gol. No segundo gol, dei outra assistência para o Serramalte e ficou por isso mesmo. 2×0. Com esse resultado, classificamos para as quartas de finais em segundo lugar do grupo.

Vieram as quartas de finais, mata-mata começava. Pegamos o Boyacá Chicó. Foi um jogo duro, resolvido num gol antológico de Cauê Braz, do meio do campo, na forquilha. O gol mais bonito do campeonato, alguns se adiantaram em afirmar. Ainda tive tempo de perder um gol embaixo das traves, num cruzamento longo. Completei, ela picou e beijo o travessão. O jogo terminou em mais uma discussão. O juiz marcou sola de um jogador nosso, a bola sobrou para Lelê, que completou para o gol, mas a falta já havia sido apitada. Confusão, o tempo passou e nós passamos de fase.

No som do DJ Egs, rolava uma versão pagodeira de “Eu gostava tanto de você”. O clima da final começava a tomar conta.

Nas semifinais, nos encontramos mais uma vez com os amarelados Aucas. Sorte nossa: o perigoso camisa 8 havia largado para fazer a Corrida Monumental. Já começava a criar-se uma rivalidade, juras de amor haviam sido reveladas ao final da partida anterior. E não é que o mesmo zagueiro fez outra daquelas faltas por trás? Tudo bem. O empate em 0x0 nos servia, por termos melhor campanha. Antes do jogo, alguns cochichos se ouviam: “Bota rasteira que o Vecchi demora pra cair”. Pois o goleiro camisa 6 de melenas esvoaçantes salvou o jogo, praticando pelo menos duas defesas capitais.

Chegamos à final de redes limpas, graças à solidez defensiva promovida pelo nosso trio cabeceador y afastador Allan, Christian e Cauê., capitaneados pelo valente CAN CERVERO Edson “Machete” Pinedo. O jogo era contra Libermorro FC, que chegou na final depois de passar por repescagens mil. Contra o time de melhor campanha. O favoritismo era todo deles: cresceram na hora certa.

Como é tradição da ImpedCopa, o campo foi tomado por sinalizadores e rolos de papel higiênico, atrasando o início da partida. Tudo bem. O jogo finalmente começou, mas não por muito tempo. Foi de novo interrompido por dois minutos, por causa da fumaça. Fiquei de cara. Recomeçada a partida, um bate-rebate, bumba meu boi. Escorei um cruzamento do Cauê. A bola raspou na minha cabeça, mas o juiz ignorou a ferramenta mais importante de um árbitro depois da visão: o ouvido. Anulou o gol. Veja o lance aqui. O jogo esfriou, nada mais aconteceu além de um voleio meia boca que foi vaiado por todos, a pedidos de “Carrinho, carrinho!”. E se anunciaram os pênaltis, fortemente comemorados pela plateia ensandecida.

Quem bate? Não tinha muita gente confiante, eu falei o clássico em cima do muro “Se precisar, eu bato”. Foram três pênaltis para cada time. Serra bateu o primeiro, o goleiro espalmou, a bola picou fora, entrou e saiu. UFA! Eles marcaram também. Cauê bateu o segundo, com força, outra vez na gaveta. Eles marcaram também. Christian chutou o terceiro com força, força demais. O goleiro foi no canto certo, mas a bola saiu por cima da trave. O jogador deles bateu bem outra vez, sem chance para Pinedo. E é Libermorro campeão da ImpedCopa VII.

Só nos restou engraxar a barba no costelão, que saiu pelas 22:30 da noite. Viva a ImpedCopa! Viva el Temperley! Valeu, comparsas! Honramos a camisa.

PS: Créditos dos vídeos para Vinícius Puccinelly. Na real, meio que lamento esse vídeo da final. Era tudo muito mais MÍTICO na minha cabeça. Eu jurava que a pausa tinha sido de DEZ MINUTOS, por exemplo. Foi de um pouco mais de dois minutos, apenas. E meu voleio parecia ter passado muito mais perto do gol, antes de ver esse vídeo.

O vídeo dos penais foi feito por Dudu Lorenz.
As fotos da final e qualquer outra foto que não tenha sido tirada por mim foram feitas pelo Ores, o maioral.

Guia ImpedCopa:

As fotos oficiais de cada time, por Lucas Cavalheiro

Os times e seus símbolos.
As escalações.

As camisetas.

Os resultados do Temperley:

1×0 Albion (Fanti)
3×0 Sport Boys (Serra 2, Fanti)
0x0 Aucas
2×0 C.A.O.S. (Krause, Serra)
1×0 Boyacá Chicó (Cauê, do meio da rua)
0x0 Aucas (classificado por melhor campanha)
0x0 Libermorro (2×3 nos pênaltis)

O álbum completo, aqui.

Sup, nation?

Há algumas semanas tenho acompanhado um fenômeno de audiência na internet. Se trata de um americano de 26 anos chamado Phillip de Franco. Há tempos ele tem alguns canais no Youtube e hoje em dia o programa dele tem de 500 mil a 2 milhões de assistências por vídeo. Sendo um programa relativamente longo para Youtube (8 minutos, em média), que tem pelo menos 2 vídeos por semana e não tem caráter VIRAL e, sim, de notícias e assuntos do momento, é algo impressionante. Os vídeos dele somam quase 2 bilhões de visualições e ele tem 2 milhões de assinantes no seu canal principal.

A quantidade de gente (estatísticas dizem que em sua maioria são adolescentes americanas) que esse cara influencia quase que diariamente, não é de se subestimar. E logo vêm as eleições nos Estados Unidos e ele acaba de lançar um novo programa, esse aos domingos, falando apenas sobre política, resumindo os acontecimentos mais importantes da semana sobre os candidatos à presidência. Até aonde eu sei, o voto não é obrigatório nos U.S.A., então imagina se esse cara começa a influenciar essa gurizada para votar em seja lá quem for. 2 milhões de votos é apenas 1% do número de americanos com idade para votar, mas algumas eleições recentes foram decididas por menos votos.

Quem assiste pela primeira vez se assusta um pouco com o ritmo da edição, rapidíssimo e cheio de cortes e inserções. Tudo bem que ele é opinativo demais de vez em quando, que ele tem umas catchphrases um pouco bobas e fala um monte de bobagens. Às vezes ele se perde em assuntos que só interessam a ele mesmo, mas em geral é um programa bem interessante, eu recomendo. Ele é um cara legal e eu concordo com várias coisas que ele diz. Mesmo não sendo um jornalista formado, ele bota no chinelo muito programa de notícias de grandes redes de televisão. Esse cara vai longe.

Aqui um exemplo de um dos programas dele.

Summer of ’11

Depois de todas centenas de fotos das férias, faltava editar um vídeo com pedacinhos de filmagens feitas durante toda a viagem. Não tinha como objetivo ser algo mega caprichado, a câmera balança bastante, etc. Mas taí, ficou bonitinho, com música. De otra maneira, provavelmente nunca assistiria a esses vídeos. Se vê melhor ligando o HD.

What power he has, only I know

27 de Outubro de 2011, grande concerto de Bonnie ‘Prince’ Billy no Casino de L’Aliança del Poble Nou. Uma dessas raras vezes em que se vê um artista completo, de verdade, fazendo o que melhor sabe. Claro que o setlist sempre poderia ser melhor, mas o lance foi tão bom que não dá nem para reclamar. Destaques as duas músicas novas, já classícos instatâneos, “Quail and Dumplings” e “Black Captain“, tocadas com muita reverência e capricho, merecendo até versões um pouco retrabalhadas. “Master & Everyone” também saiu bonita.

Outro fator muito positivo foi a presença de Angel Olsen. Poderia muito bem estar anunciado como “Will Oldham & Angel Olsen”, tal o protagonismo da moça, que não tem medo de ser feliz e solta a voz, poderosíssima.

Tenho como regra não levar minha câmera para shows, não gosto de perder a atenção tentando fazer um vídeo ou foto. Mas, como eu sabia que era um teatro, que veria o show sentadinho, resolvi arriscar. E não me arrependi, consegui algumas imagens belíssimas de momentos chave do concerto. Colei tudo em um vídeo e subi no Youtube, em HD.

A abertura ficou por conta de El Hijo, que é um projeto de um dos caras da BOA BANDA Migala. Não sabia, mas desconfiava, pela voz. Não curti, porém.

You’re Lionel Richie

Um dia depois, no mesmo lugar do Will Oldham, Mogwai. Estava vendo a banda pela quarta vez, mas o local fez tudo ser mais especial. Como tinha passado por uma cirurgia leve (retirei mais duas das trocentas bolinhas de gordura que tenho no tórax), consegui furar a fila e sentar bem na primeira fila. Pena que um IDIOTA MENDIGO ROCK’N’ROLL resolveu agitar a galera, pulando no corredor, entre as cadeiras, ganhou uma San Migué dos roadies e instigou a o pessoal a se levantar e ficar de pá na frente das cadeiras. Estragou meu show, tive que sair dali, antes que alguém me desse um CODO no rim. Mas bom show, com participação especial do Gruff Rhys (ex-Super Furry Animals), fazendo uma rara versão ao vivo de “Dial-Revenge”, que só poderia ser cantada por ele, em WELSH. Ele também fez o show de abertura, meio hippie.

Aqui o setlist completo. Destaques para “Xmas Steps” e “2 rights makes 1 wrong”.