No autographs, just throw money

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Ontem, por volta das 2 da manhã do Brasil, o Paraíba (vocalista da Fresno), estava testando uma ferramenta do Twitter chamada TwitCam. O propósito era testar o sistema, para, na segunda que vem, 7 de Setembro, fazer um TwitShow. Ou seja, fazer um show exclusivo, ao vivo, de graça, para quem quiser assistir, incluindo aí, claro, alguns dos seus mais de 42.000 seguidores, um Olímpico lotado.

Então, ele começou se aquecendo, sentado na frente do computador, ao teclado. E aí as pessoas começaram a pedir músicas, ele começou a tocar. Quando eu comecei a assistir, havia umas 60 pessoas. E o Paraíba foi cantando e o troço foi aumentando, 300, 400, 666, até bater num topo de 810 pessoas, um número considerável para uma madrugada de terça-feira.

Nessa brincadeira, tocou umas umas do Beeshop (projeto solo), Queen, Anberlin, Copeland, Muse, Oasis e até uma música inédita da Fresno, que ele disse que gosta muito, mas que não vai sair no CD, contra sua vontade. A música chama-se “Diga” e a versão ouvida ontem certamente já deve estar rolando em .mp3 por aí, visto que a qualidade do som era bem interessante, pra algo ao vivo, por webcam. Rolou também “Melhor Assim”, a primeira música da Fresno que eu gostei (a segunda foi “Stonehenge”, olha eu ali). O Paraíba até falou na hora que era um plágio de uma música da Sensifer (minha ex-banda, pra quem não sabe), o que é verdade.

E a cada vez que tentava parar, olhava o número de pessoas subindo e tocava outra. É realmente fascinante, para alguém FAMOSO, a oportunidade de ter um canal exclusivo, ao vivo, com tempo ilimitado, sem comerciais, sem censura ou rabo preso, para se comunicar diretamente ao fã, sem intermediários. Seja para falar bobagem, para tocar uma música ou para fazer nada. E com a quantidade de fãs xiitas que a Fresno tem, isso fica ainda mais interessante. Não é à toa que está ganhando cada vez mais prêmios todos os anos, deve ganhar mais alguns no VMB 2009, que rola daqui um mês.

A Fresno foi o artista brasileiro que, disparado, melhor aproveitou as facilidades que a internet disponibiliza para divulgação e construção de uma base de fãs fiéis. Começou com o Paraíba divulgando suas demos em mp3 pelo mIRC, com o pessoal do colégio. Daí, geometricamente, a partir da primeira demo, para todos cantos do Brasil. Tendo isso, a cartada certeira foi o, hoje em dia ultrapassado, Fotolog. Nele, são publicadas fotos diárias, com um parágrafo, divulgação de shows ou letras de canções. E, evidente, um espaço para que os adeptos pudessem manifestar todo seu amor pelas letras sentimentais da banda ou pelos integrantes.

Agora, novamente, a Fresno é pioneira, sempre alavancada pelos esforços e pela humildade do Paraíba. É claro que as fãs são apaixonadas por ele e acham ele o máximo, mas, quem conhece ele de verdade sabe que ele é um tipo humilde e até inseguro. Tem um talento nato pra música, uma voz que se destaca, é muito criativo e uma coisa que poucos artistas “famosos” da sua geração têm: ele realmente gosta de música e sabe cantar/tocar um monte de merda de cor. Se eu pedir pra ele tocar uma música da Sensifer, de surpresa, tenho certeza de que ele sabe a letra melhor do que eu. Tanto que, uma vez ele substituiu o Daniel (nosso letrista, guitarrista e compositor), sem ao menos ensaiar. Foi no dia, o Daniel passou mal, ele subiu no palco e tocamos sem maiores problemas. Por exemplo, quando artistas são convidados para uma participação especial em uma música alheia, geralmente lêem a letra em cima do palco. O Paraíba, se não sabe, aprende e decora.

E o que estou falando aqui não aborda a qualidade da música da Fresno (só gosto de algumas músicas específicas – o novo single “Redenção”, é uma delas). Acho que poderiam ir muito além, sem perder seu público. Conjunto Comercial taí pra provar isso (Paraíba, se tu não vai gravar isso a sério, podia repassar pro teu pai).

Como sempre, a Fresno mostra o caminho e deve seguir tendo sucesso, enquanto se mantiverem na frente da maioria velha e acomodada dos artistas brasileiros, que praticamente morreram com a chegada do .mp3, quando a Fresno nasceu.

PS: finalmente, o Twitter me serviu pra algo interessante.

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Baixe, baixe, baixe

Engraçado como se falar abertamente sobre baixar filmes, músicas e outras coisas “ilegais” abertamente em comerciais de servidores de internet. Claro que existem jeitos LEGAIS de se baixar filmes, mas todo mundo sabe que não é bem esse o praticado por 99% das pessoas no Brasil.

Pobricidade

Desde que comecei a usar Mac, sempre preferi o Safari ao Firefox (que era meu preferido no PC), por que achava o navegador da Apple mais rápido nos seus computadores. Porém, desde que comecei a ter uns problemas de “login time out” no Gmail, resolvi tentar de novo o Firefox, já que meu computador está bem mais rápido desde o upgrade.

E, nisso, instalei o Adblock Plus, por indicação do Mojo. Concordo que seja sacanagem olhar um site sem ver os sites sem ver a publicidade, afinal, como diz ali no texto do Tiago Dória, muitos não existiriam sem publicidade. Mas é inegável a diferença que faz, nesse teste rápido que fiz na capa do Terra:

terracomads

terrasemads

Sem contar algo muito importante, a razão do post do Tiago: fica MUITO mais rápida a navegação sem ter que carregar toda parafernália publicitária.

ελληνική γλώσσα

Dica pra quem tem Mac: BAIXA E RODA esse programinha, que vai deletar uns arquivos desnecessários de línguas que tu não usa (não esquece de desmarcar aquelas que tu usa, como português-BR e inglês). O programa nem acabou de rodar todo aqui, e já liberou mais de 4 giga do HD. Não garanto que não vá dar nenhuma merda depois, mas tou gostando de ver o resultado até agora.

De quebra, se alguém quiser dar uma lida num artigo interessante sobre limites impostos na publicidade do Oriente Médio, clica aqui.

Update: deu certo.