Beaconsfield Miners

Pois, duas semanas depois de termos entrado na casa, habemos internet!

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A mudança foi tranquila, até. Optamos pela opção confortável, não alugamos um caminhão e, sim, pagamos por entregas das coisas maiores que compramos de lojas (cama, colchão, geladeira, mesa de jantar e sofá). Claro, é bem mais fácil mudar-se para um lugar sem estar morando em outro e sem ter uma data exata para o dia da mudança. Ao longo de quatro dias, fizemos três viagens da casa dos pais da Chi até aqui, com carro cheio. Trouxemos máquina de lavar roupa, TRÊS mesinhas de cabeceira que acabamos comprando de lojas de antiguidades, cadeiras que compramos de segunda mão, entre mil outros badulaques que compramos de cozinha, além da TV, que compramos usada do Titanic.

E no último dia, trouxemos a Pajero do sogro cheinha. No caminho, coletamos o Nego, que queria aproveitar uma inocente carona para o Ikea e acabou vendo-se forçado a ajudar a descarregar o carro aqui com a gente. Na sequência, uma sessão hardcore de Ikea, da qual saímos SUANDO depois de passar quase vinte minutos tentando fazer caber tudo o que compramos, o que incluía um guarda-roupa enorme e a coisa mais pesada que eu já levantei sozinho. Não teríamos conseguido se não fosse a VALENTE ajuda do Nego e também, no dia seguinte, a parceria de ter emprestado a furadeira do sogro dele. Aparafusar todo aquele armário teria sido o suplício. Mesmo com furadeira, levamos umas quatro horas, em dois turnos.

Agradecimento eterno aos pais da Chi por nos terem dado teto por 3 meses e pouco. Economizamos uns dez mil dólares estando com eles nessa fase inicial da nossa volta à Austrália. Um pouco mais do que o dinheiro que gastamos para arrumar toda casa e o primeiro mês de aluguel e depósito. Mês mais caro da minha VIDA. Mas, UFA, certamente um dos meses em que mais faturei com trabalho. Cobriria os gastos, se não demorasse uns dois meses até eu receber todo o dinheiro. Esse mês, é apenas dia sete e já consegui dinheiro suficiente para cobrir os gastos essenciais. O que vier agora é lucro. Tô precisando de um lucro.

Em agosto, já que a torneira estava aberta, chutei o balde e aproveitei para comprar um celular novo. Estava usando o velho iPhone 3 do cunhado, estava me deixando na mão toda hora, bateria estava um lixo. Por isso, comprei um Google Nexus 4, por recomendação do CONCUNHADO. Estou bastante satisfeito. A bateria ainda é um problema, afinal, sendo um telefone tão GOSTOSO, tu acaba usando demais, o que mata a bateria. É inevitável. Ou seja: em dia de estar na rua, não ficar gastando bateria em BOBAGEM, apenas usar os essenciais. Mas é muito bom ter um telefone rápido, que realmente funciona. Em comparação ao iPhone, algumas grandes vantagens e quase nada de desvantagens. Tela gigante, rápido PRA BURRO, totalmente customizável, fácil de usar. Por exemplo, é só jogar vídeos de qualquer formato para dentro do celular e tocar pelo VLC sem medo algum, sem ter que ficar punheteando no iTunes para codificar os vídeos, passar para mp4, etc. IT JUST WORKS. Esse era o slogan da Apple. Tá perdendo espaço no mercado. Ah, também baixo o Sala de Redação direto ali, todos dias.

Só, outro problema, é que frita o uso da internet no celular. E ainda nessas primeiras semanas em casa sem internet residencial, torrei minha quota em uma semana. Acabei trocando de operadora, para uma que dá 2GB de data, ao invés dos 600 mega da Telstra. Grande empresa, essa tal de Exetel, indicação do Felipe. Também será nossa provedora de internet em casa. Maior serviço de atendimento ao consumidor, longuíssimo e explicados emails personalizados em menos de uma hora. Acho que o fato de eles não terem loja física ajuda: tudo centraliza no website e atendimento ao consumidor.

Em localização, a casa nova não podia ser melhor para mim. Estou a minutos de praticamente todos estúdios importantes de Sydney. Um dia depois de entrar nesse apê, fui chamado para um trabalho num estúdio a cinco minutos a pé, daqui. Um bom fotógrafo alemão, devo ter outros trabalhos com eles. O meu trabalho mais costumeiro fica a 15 minutos tranquilos de bicicleta. Bicicleta que eu acabei comprando, já também. Comprei uma usada, mas muito boa. Apenas 150 dólares, uma barbada. Branquinha, já amo ela, já coloquei meu adesivo. Mesmo com o DEDO DESTRONCADO, já andei pela cidade toda. Que delícia que é andar de bici por aí. Já tinha perdido 4kg com exercícios diários em Glenmore Park. Com essa bicicleta e as lombinhas marotas de Sydney vou voltar à melhor forma.

Já para a Chi, a localização não era essencial, até por que ela trabalha de casa e deve continuar assim no mínimo até o fim do ano, se não pra sempre. Mas acabamos nos surpreendendo bastante com as atrações do bairro. Alguns parquinhos simpáticos, tem um supermercado meia-boca a, literalmente, um minuto a pé da nossa porta dos fundos, do lado tem uma loja de bebidas (não sei se vocês sabe, mas aqui, como na Inglaterra, bebida alcoólica não é vendida em supermercado, só em lojas autorizadas e separadas). A dez minutos daqui, tem um café muito bonito chamado The Grounds of Alexandria. Sem contar as centenas de lojas gigantes, incluindo uma das minhas lojas favoritas do mundo: Bunnings Warehouse, vou lá quase todos dias. E o aeroporto fica tão perto que é mais barato pegar um táxi do que um trem. Já o centro de Sydney fica a 15 minutos pedalando. Uma barbada, mais rápido que o metrô.

O apartamento em si tá ficando bonito. Montamos um escritoriozinho maroto para a Chi trabalhar, a única coisa de essencial que falta é uma mesinha de centro e uma para colocar a TV em cima (no momento da postagem, já foi resolvido, encontrei uma barbada numa loja de usados, as duas combinando). E ver o que fazer com a sacada (comprei uma REDE, mas ainda não montei), mas esse é mais um plano que sairá da cabeça da Chi, a verdadeira mentora do esquema todo. Ah, também quero pendurar umas fotos emolduradas.

Em breve devemos convidar os vizinhos de prédio para uma janta de confraternização, parece que tem umas pessoas legais, é sempre bom conhecer e dar-se bem com os vizinhos. E, para deixar tudo perfeito, estou planejando uma partidinha semanal de futsal. Coloquei um anúncio no Gumtree e há interessados. Aê!

Barker

Eu achei que ia ter quatro dias trabalhando essa semana, acabei trabalhando cinco, seis se contar os jogos como bandeirinha no domingo. Já me deixa numa situação financeira parecido com as dos dois meses passados, com dezenove dias para acabar o ano.

Além de ajudar em castings, fui para Brisbane num bate-e-volta para assistir na fotografia de uma coruja, para um comercial. Coruja lindona, igual às do filme do Harry Potter. Além de fazer a assistência de fotografia e operar o computador onde descarregamos as fotos, tive que aproveitar cada momento livre para fazer um making of, que deve ser mandado para um editor profissional, vai ficar bonito, com certeza.

Na volta para Sydney, o voo atrasou duas horas, ficamos por lá, comendo, tomando uns drinks e nerdeando no Instagram(1, 2 e 3) 🙂

Na sexta-feira, fui fazer uns retratos para a empresa onde trabalha o Nego. A princípio, tinha orçado para fazer com luz natural, mas, por medo de tempo fechado, acabei conseguindo umas luzes emprestadas e vou dizer que o trabalho está ficando bem melhor do que a encomenda. Tá BONITO. Passei a noite retocando ontem e fiquei bem feliz com o resultado, até agora. Acho que vão gostar muito. Quando publicarem, postarei algumas. Por enquanto vai essa, sem retoque algum, do teste de luz (depois ficou melhor):

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No sábado, acabei sendo chamado para fotografar um casting para dois trabalhos. Claro, já que estou lá, aproveitei para fazer uma luz bonita. Fiquei o dia inteiro sozinho no estúdio, vieram apenas dez pessoas em sete horas que eu estive lá. Mas o dia estava lindo e fiquei trabalhando na mesa da rua, aproveitando o solzinho, ouvindo uma Laura Pausini (obsessão do momento, com a desculpa de aprender italiano). Um dos caras que vieram para o casting ficou uma hora ali conversando comigo sobre carros. Ele escreve para uma revista de carros e estou precisando comprar um. Ele tentou me convencer a comprar um Holden antigão, entre 64 e 69, desses que se pode alugar para filmes, neutralizando muitos dos custos. E me explicou como posso fazer para deduzir um monte de coisas dos impostos como gastos de trabalho. Muita gente que veio ali achou que eu morava naquela casa, QUEM DERA! HEh.

Nesse assunto, visitamos nosso futuro apartamento outra vez, para medir o lugar. Ficamos satisfeitos com a inspeção mais detalhada, antes só tínhamos visto por uns quatro minutos, já que estávamos numa correria para ver dez apartamentos em três horas. Agora fiz uma planta baixa no Photoshop, como tinha feito em Barcelona. Agora podemos começar a criar retângulos do tamanho dos móveis pretendidos e jogar ali, vendo possíveis posições. ADORO.

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Em cima, o andar debaixo. Embaixo, o andar de cima. As partes azuis (banheiros, guarda-roupas, corredor e cozinha, não precisam de móveis. A parte verde é uma sacada fechada. A rosa é a sala. Os degradês são as escadas. Laranja e roxo são os quartos. Um deles será escritório. Ainda não decidimos qual. Tem uns 70 metros quadrados, pelo que calculei. Mais que o dobro do apê de BCN. Upgrade!

Saudosa Maloca

Depois de mais de dois anos de bons serviços prestados, deixamos o apartamento na Barceloneta. Fora os vizinho xaropes da janela oposta à nossa e o barulho de obra que insistiu em rolar o ano passado inteiro, nos serviu muito bem e deixará saudades. É uma era que termina, viver na beira da praia, poder descer em um minuto para uma nadada rápida ou mesmo dormir na areia.

Quando voltamos da Itália, tínhamos duas semanas para livrar-nos de tudo na casa, esvaziar e limpar o apê para entregar as chaves. Esse foi o primeiro anúncio para vendas de coisas. No fim, conseguimos vender quase tudo para duas ou três pessoas que recém entraram em apartamentos. Grande parte foi para uma colega de trabalho da Chi. A outra metade foi uma guria da LÁTVIA que recém tinha brigado com o namorado e se mudou para um apartamento sozinha, ali na Barceloneta. Ela comprou as estantes, primeiro. Eu me ofereci para ajudar a levar, o que foi essencial, ela não conseguiria levar sozinha. Mas foi FODA, além dos quatro andares para descer do nosso apê, o dela também eram quatro andares. E, como todo apartamento da Barceloneta, sem elevador. No fim, muitas coisas que não vendemos, acabamos dando de presente para ela, que nos agradeceu com uma boa janta na sua nova casa.

Algumas coisas, como o armário branco grande, coloquei à venda a preço simbólico, apenas para que alguém viesse e ajudasse a levar escada abaixo. Algumas coisas coloquei diretamente na rua e foram recolhidas rapidamente pelos que passavam.

E assim foi, depois da pressão de ter que tirar tudo fora, dar tchau aos nossos bons vizinhos e seus novo filhinho Marc, nos mudamos da Barceloneta para o Raval. Apenas com quatro malas grandes, umas cinco bolsas de bobagens e a televisão, que ainda não conseguimos vender.

O apartamento novo é excelente, apesar da localização um pouco palha. Sempre tem uns suspeitos ali pela esquina. Mas tudo bem.

Aqui o resto das fotos.

E um vídeo bobo feito nos últimos dias antes de sair.

Barbacoa

O plano do dia era ir para alguma praia nas cercanias de Barcelona, mas a previsão do tempo era sinistra. Acabamos ficando pela vizinhança e no fim acabamos fazendo um churrasco no terraço, já que a água não caía. Foi um bom almoço, afinal. Metade das fotos foram feitas pela Dani, amiga da prima da Chi que não aparece em nenhuma delas.

Destaco três fotos dessa galeria:

1.Sacada da minha vizinha, que é uma tia de uns 50 anos. Se não me engano, aqui é permitido uma plantinha em casa, para uso pessoal.

2.Ano passado resolvi usar umas tintas que a Chi me deu uma vez e comecei a pintar esse quadro. Olhando de longe, até que é bonitinho. A foto original, da praia de Imbé, é essa. Nunca terminarei.

3.Não estamos esbanjando dinheiro. O preço da Freixenet aqui é 5 pila, nao 45, como em Porto Alegre.

Tenente

Almoço e janta no terraço. Primeiro, lasanha e salada. De noite, churrasquinho turco, pitta e hummus. Nada mal.

Baile

E aí o primeiro churrasquinho de responsa feito na terraza desde que começou o verão. Na real quem organizou foi o vizinho, mas pegamos a carona, acrescentamos alguns acepipes, alguns espetinhos de galinha, eu fiz um pratão de hummus e pronto.