Arena

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Graças aos irmãos Felipe e Roberto, que me compraram um ingresso, pude ir à inauguração da Arena do Grêmio, no dia 8 de Dezembro de 2012.

Historicamente, foi legal ter estado lá. O show em si, parecia mais bonito pelo telão do que ao vivo. Parece que foi um espetáculo mais projetado para a transmissão televisiva do que para os quase 60 mil presentes, na sua grande maioria pagantes.

As apresentações foram legais, especialmente a parte do Borghettinho tocando gaita. A banda militar também foi legal e todas outras coreografias foram no mínimo… adequadas? Talvez não seja a palavra. A única coisa completamente fora de contexto e sem nenhuma justificativa foi o Blue Man Group. E foi provavelmente a parte mais cara do espetáculo todo, se julgarmos por duração. Ninguém curtiu, ninguém entendeu. Tivessem contratado algum dos especulados, como AC/DC, Foo Fighters, até SHAKIRA… ou SKANK, que seja, pelo menos algo que tenha a ver com futebol, teria sido bem mais legal (e barato).

É aí que entra a outra parte da crítica: por que gastar 20 milhões de reais numa inauguração de estádio? Não sei se esse valor foi divulgado apenas para justificar os preços abusivos das entradas (que inclusive os sócios, que pagaram o ano inteiro mais caro para ir ao Olímpico como uma forma de ajudar na história da Arena, tiveram que comprar), mas foi um tiro no pé. E depois dizem que pagar 12 milhões para o Luxemburgo por títulos que não ganham há 17 anos é absurdo?

Claro que o interesse de fazer uma inauguração pomposa era da OAS e do Paulo Odone, para colherem os frutos desse sucesso que foi a construção. Mas por que isso tem que sair do bolso dos que foram assistir? Afinal, como já frisei antes, o espetáculo era melhor visto por quem não pagou e assistiu pela TV (as pessoas que realmente importam ao Odone e à OAS). Tudo que se via da TV (exceção do gramado LAMENTÁVEL) parecia bonito.

Pequenos detalhes já citados por muitos depois do jogo:

-MUITA coisa para terminar a obra. Escadas eram puro cimento, goteiras, cabos atravessados.
-As cadeiras imundas, por causa da obra ainda em andamento. Tive que buscar água e papel no banheiro para poder sentar sem deixar minha roupa branca de poeira.
-O telão ameaçou falhar, mas, na hora H, contando com uma hora de atraso no início do show, acabou funcionando.

Mas, já deu pra ver que foi tudo projetado sob medida e com planejamento. A parte da rampa que leva ao pátio de circulação é excelente, deixando espaço de sobra para estacionamento de veículos no térreo. O espaço entre as fileiras de cadeiras é um pouco apertado, mas isso é minimizado pelo fato de que cada grupo de cadeiras tem sua própria porta, assim, o máximo que se precisa caminhar para chegar à sua cadeira é meia fileira.

E um alerta: aqueles que escolheram a primeira fila de cadeiras (A) da parte superior do estádio terá problemas para ver o jogo. É o único anel que não tem acrílico no parapeito, tem uma barra de ferro e alguns cabos de aço. Prejudica bastante a visão do campo.

Fora isso, discordei um pouco da contratação do Hamburgo para a inauguração, mais do que nada por eles terem jogado um dia antes. É muito caça-níquel ir até o Brasil só pra recolher 800 mil euros e ainda sair reclamando. Não que não tenham jogado com vontade, pelo contrário, mas preferia ter algum time como Peñarol ou Nacional, que dariam mais dignidade ao evento.

Mais fotos, aqui.

ImpedCopa VII – Relato de um Temperley

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Eu nunca tinha participado de uma ImpedCopa. Tinha ido assistir uma vez, em 2010, mas não fiquei lá muito tempo. Quando foi anunciada essa sétima edição, vi que a data era possível pra mim. Me empolguei. Mas, divulgado o email de inscrição, demorei um pouco para enviar a minha. Acabei perdendo a primeira e a segunda chamadas. Achei que não ia jogar MESMO. Com sorte, depois de algumas desistências e com o acréscimo de times, acabaram me incluindo na terceira chamada. UFA!

A ImpedCopa, com sua fórmula esdrúxula, é praticamente uma gincana de futebol. Critérios de desempate são totalmente irracionais. Os times são escalados por uma cúpula de especialistas, o que acaba acarretando em bizarrices como os dois caras mais altos do campeonato serem escalados no mesmo time. E os dois caras mais baixos do campeonato serem colocados no meu time (se revelando zagueiros implacáveis y mordedores).

Meu time era o Deportivo Temperley e vestia vermelho com calções azuis. Uma combinação belíssima, como se pode ver em times como Junior de Barranquilla, Sampdoria, Atlético de Madrid, Paraguay e Hamburgo. Nos comunicamos por Facebook e montamos umas linhas básicas de estratégia e atitude em relação ao campeonato. Trapos, sinalizadores, festa, bebida, carne, tudo isso é muito legal. Mas EU estava pelo futebol, mesmo. E a sorte é que meu time também estava bastante focado. Cheguei a comer bastante carne durante o dia, mas não bebi quase nada, além de um copo de cachaça de butiá, que o time do Aldosivi administrou pra mim, numa tentativa de doping.

Nos encontramos pelas 12:30, com trapos e carne. Acertamos tudo e fomos ao que interessa: o futebol. Os jogos duravam 11 minutos, o que fazia com que todos jogassem correndo ao máximo e terminassem completamente mortos. Nosso time se postou bem na defesa, e saía em contra-ataques de ligação direta. A princípio eu ia jogar na ala esquerda, mas a falta de atacantes acabou me transformando em segundo atacante pela esquerda, voltando pra marcar.

Primeiro jogo, na quadra 2, contra o Albion, time dos irmãos Ceconello. Tomamos dois tirambaços na trave, eu perdi duas oportunidades de gol e acabei fazendo uma, de esquerda, dentro da área, após receber um presente do nosso técnico-jogador Daniel Cassol. 1×0 foi suficiente.

No segundo jogo, pegamos um time um pouco mais fraco e saímos logo ganhando. Apertei um zagueiro na saída de bola, roubei a redonda e cruzei de primeira para nosso pivô Serramalte, que matou e meteu no canto. Depois, guardei meu golzinho, de carrinho. E o Serra fechou o placar: Temperley 3×0 Sport Boys.

Com estes dois resultados, nos classificamos para o Bolicho, a Série A, descansamos por algum tempo, enquanto outros times se engalfinhavam em repescagens. Acabamos ficando no grupo do Aucas, Palestino e C.A.O.S. (Club Atlético Obras Sanitárias). Um grupo forte.

Primeiro jogo era contra o Aucas. Avisei que o camisa 8 era bom, um pivô esperto, o 5 também, um defensor movediço com bom chute de esquerda. Foi um jogo nervoso e cheio de faltas, que terminou em discussão entre Serra e o zagueiro adversário. Eu saí no meio do jogo e quando vi, já tinha acabado. 0x0. Seguíamos sem tomar gols. Enquanto isso, Palestinos, de Antenor Savoldi, batiam o C.A.O.S. e assumiam a ponta do grupo.

Nosso outro jogo era contra o C.A.O.S. Acabou sendo um jogo tranqüilo, os gols saíram ao natural. Escorei um escanteio que o bom ala direito Eduardo Krause empurrou pro gol. No segundo gol, dei outra assistência para o Serramalte e ficou por isso mesmo. 2×0. Com esse resultado, classificamos para as quartas de finais em segundo lugar do grupo.

Vieram as quartas de finais, mata-mata começava. Pegamos o Boyacá Chicó. Foi um jogo duro, resolvido num gol antológico de Cauê Braz, do meio do campo, na forquilha. O gol mais bonito do campeonato, alguns se adiantaram em afirmar. Ainda tive tempo de perder um gol embaixo das traves, num cruzamento longo. Completei, ela picou e beijo o travessão. O jogo terminou em mais uma discussão. O juiz marcou sola de um jogador nosso, a bola sobrou para Lelê, que completou para o gol, mas a falta já havia sido apitada. Confusão, o tempo passou e nós passamos de fase.

No som do DJ Egs, rolava uma versão pagodeira de “Eu gostava tanto de você”. O clima da final começava a tomar conta.

Nas semifinais, nos encontramos mais uma vez com os amarelados Aucas. Sorte nossa: o perigoso camisa 8 havia largado para fazer a Corrida Monumental. Já começava a criar-se uma rivalidade, juras de amor haviam sido reveladas ao final da partida anterior. E não é que o mesmo zagueiro fez outra daquelas faltas por trás? Tudo bem. O empate em 0x0 nos servia, por termos melhor campanha. Antes do jogo, alguns cochichos se ouviam: “Bota rasteira que o Vecchi demora pra cair”. Pois o goleiro camisa 6 de melenas esvoaçantes salvou o jogo, praticando pelo menos duas defesas capitais.

Chegamos à final de redes limpas, graças à solidez defensiva promovida pelo nosso trio cabeceador y afastador Allan, Christian e Cauê., capitaneados pelo valente CAN CERVERO Edson “Machete” Pinedo. O jogo era contra Libermorro FC, que chegou na final depois de passar por repescagens mil. Contra o time de melhor campanha. O favoritismo era todo deles: cresceram na hora certa.

Como é tradição da ImpedCopa, o campo foi tomado por sinalizadores e rolos de papel higiênico, atrasando o início da partida. Tudo bem. O jogo finalmente começou, mas não por muito tempo. Foi de novo interrompido por dois minutos, por causa da fumaça. Fiquei de cara. Recomeçada a partida, um bate-rebate, bumba meu boi. Escorei um cruzamento do Cauê. A bola raspou na minha cabeça, mas o juiz ignorou a ferramenta mais importante de um árbitro depois da visão: o ouvido. Anulou o gol. Veja o lance aqui. O jogo esfriou, nada mais aconteceu além de um voleio meia boca que foi vaiado por todos, a pedidos de “Carrinho, carrinho!”. E se anunciaram os pênaltis, fortemente comemorados pela plateia ensandecida.

Quem bate? Não tinha muita gente confiante, eu falei o clássico em cima do muro “Se precisar, eu bato”. Foram três pênaltis para cada time. Serra bateu o primeiro, o goleiro espalmou, a bola picou fora, entrou e saiu. UFA! Eles marcaram também. Cauê bateu o segundo, com força, outra vez na gaveta. Eles marcaram também. Christian chutou o terceiro com força, força demais. O goleiro foi no canto certo, mas a bola saiu por cima da trave. O jogador deles bateu bem outra vez, sem chance para Pinedo. E é Libermorro campeão da ImpedCopa VII.

Só nos restou engraxar a barba no costelão, que saiu pelas 22:30 da noite. Viva a ImpedCopa! Viva el Temperley! Valeu, comparsas! Honramos a camisa.

PS: Créditos dos vídeos para Vinícius Puccinelly. Na real, meio que lamento esse vídeo da final. Era tudo muito mais MÍTICO na minha cabeça. Eu jurava que a pausa tinha sido de DEZ MINUTOS, por exemplo. Foi de um pouco mais de dois minutos, apenas. E meu voleio parecia ter passado muito mais perto do gol, antes de ver esse vídeo.

O vídeo dos penais foi feito por Dudu Lorenz.
As fotos da final e qualquer outra foto que não tenha sido tirada por mim foram feitas pelo Ores, o maioral.

Guia ImpedCopa:

As fotos oficiais de cada time, por Lucas Cavalheiro

Os times e seus símbolos.
As escalações.

As camisetas.

Os resultados do Temperley:

1×0 Albion (Fanti)
3×0 Sport Boys (Serra 2, Fanti)
0x0 Aucas
2×0 C.A.O.S. (Krause, Serra)
1×0 Boyacá Chicó (Cauê, do meio da rua)
0x0 Aucas (classificado por melhor campanha)
0x0 Libermorro (2×3 nos pênaltis)

O álbum completo, aqui.

20 anos de glórias

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Minha primeira visita ao Estádio Olímpico que não foi para comer na Mosqueteiro aconteceu no dia 04 de Setembro de 1988, um GreNal válido pelo Campeonato Brasileiro. O Grêmio venceu por 1×0, gol de um alemão chamado Zé Roberto. Naquela época, eu nem sabia o que era futebol, não tinha decidido entre Grêmio ou Inter. Meu pai era colorado, mas não acompanhava futebol. Meu vô materno, recém falecido, era gremista, já havia jogado futebol profissional pelo Veranópolis. Um tempo depois desse primeiro jogo, avaliei os dois casos e decidi: se o vô realmente gosta de futebol, ele deve saber mais sobre o esporte que meu pai. Fui de Grêmio. Nesse mesmo ano, meu pai comprou uniformes do Grêmio, ainda com o título de campeão mundial fresquinho, apenas 5 anos antes, apesar de colorados garantirem, já naquela época, que o título mundial era uma glória do passado. Tudo bem.

Mas a minha história de verdade com o Olímpico começou depois que meu pai morreu, quando minha mãe nos colocou para estudar no turno da manhã. Ali na turma C do Dohms conheci aquele que foi meu maior parceiro de jogos no Olímpico, o GUI. Seu pai, Dr. Cláudio (vulgo DIÃO), abraçou a causa de garantir mais um gremista no Olímpico e foi no ano de 1992, quando o Grêmio atendia a compromissos de Série B pela primeira vez na sua história, que eu comecei a freqüentar o Olímpico Monumental.

Em 06.12.1992, fui ao primeiro jogo de uma série que só terminou ontem, 02.12.2012. Foi um Grêmio 3 x 1 Pelotas. Um bom começo. No segundo jogo, iniciamos em grande estilo: eu, Gui e Beto entramos com o time, para o embate que terminou em 0x0 contra o Brasil de Pelotas. Lembro de entrar de mãos dadas com Carlos Miguel (cara cheia de espinhas) e Paulão, um dos meus primeiros ídolos no Grêmio. Foi nessa época, também, que eu disse que o Carlinhos “Flecha Negra” jogava bem. Até hoje sofro por essa declaração. Mas a mantenho firme. Jogava MUITO, com seu mullet esvoaçante.

Quando se tem 9 anos de idade, nomes como Mabília, Dida, Alcindo (o do Kashima Antler), Fabinho (que perdeu os dentes na primeira – e maior de todas – batalha campal que assisti da arquibancada, entre Grêmio x Peñarol, numa Conmebol), Caio e Alfinete soavam quase folclóricos, parte de um novo mundo a ser explorado. Nessa época, eu jogava na escolinha do Grêmio, que tinha como professor o maior artilheiro da história do Olímpico, Alcindo, o Bugre Xucro.

Depois desse ensaio de final de ano vieram 1993, 1994, 1995, 1996 e 1997. foram anos de assiduidade quase doente. Ali vimos Gílson Cabeção, Dener, Nildo, Arce, Émerson, Rodrigo Mendes e tantos outros desfilarem vitórias sofridas e alguns poucos fracassos ainda mais sofridos. Por causa dessa época, Koff e Felipão são pessoas que respeitamos incondicionalmente até hoje. Acredito que compareci a no mínimo 95% dos jogos. Quando não era o pai do Gui que nos levava, íamos com o meu ex-tio Dionélio (nesse jogo a gente foi com ele).

Não preciso aqui listar os títulos que ajudamos a conquistar nesse intervalo, mas vale citar os embates históricos contra o Palmeiras (estávamos lá na desclassificação roubada da Copa do Brasil, nos 5×0 da briga do Dinho com o Válber), alguns bons GreNais e o lance mais inesquecível da minha história ali: aquele gol do Aílton contra a Portuguesa. Quase arremessei o Gui para as sociais na comemoração.

Naquela época de inocência, tudo era festa: passar a noite na Göethe, dormir tarde pra burro, ir pro colégio com a camisa tricolor na cintura no dia seguinte, tirar sarro dos poucos colorados que admitiam torcer para o Inter naquela época. Ali se criaram muitas dessas cobras que hoje, já ostentando alguns cabelos brancos, se esbaldam nas REDES SOCIAIS, se gabando dos títulos (finalmente) alcançados pelos amargos.

Alguns fatores fizeram com que eu me ausentasse entre o fim de 2008 e o fim de 2002, perdendo de acompanhar alguns bons times do Grêmio. O Grêmio da ISL, cheio de mercenários, me afastou do Olímpico. Quase não vi o Ronaldinho jogar no Olímpico, também perdi de acompanhar a Copa do Brasil de 2001. Tinha começado a faculdade, sempre tinha aula de noite, só ficava sabendo de resultados ao sair da PUCRS. Além disso, por 99 comecei a namorar, comecei a usar a internet, me distraí um pouco da obsessão que é o futebol. Só voltei a acompanhar em 2003.

Pode-se dizer que os últimos dez anos foram bem menos vitoriosos que os primeiros dez. Mas não é só de título que vive o amor pelo futebol, senão o Botafogo e o Atlético Mineiro não teriam torcida. Futebol se vive a cada dia, a cada esperança renovada. Em 2004 não tive a oportunidade cair junto, estava ocupado vendendo cervejas em Londres. Mas ia lá na biblioteca conferir o resultado dos jogos, muitas derrotas com gols de Cláudio Pitbull e cagadas de Baloy e Tavarelli. Sofri com aquele terrível Grêmio de Mano Menezes, que dependia de um guri de 16 anos para fazer uns golzinhos. Em 2007, tivemos uma Libertadores incrível, que foi curtida ao máximo, classificando sempre com as calças na mão em gols de Éverton, Tcheco, Diego Souza e Carlos Eduardo. Aquele time conseguiu chegar à final da Libertadores com Tuta e Patrício como titulares. Uma obra incrível de Mano Menezes.

Agora, nos mudamos para a Arena, vamos todos, sem exceção. Mas vai ser impossível, volta e meia, não olhar pra trás e lembrar da casa que nos acolheu de braços abertos durante esse tempo todo. E é difícil de acreditar que, nesse tempo todo, mais por medo de levar máquina fotográfica para o jogo do que qualquer outra coisa, é apenas a primeira vez em que fotografo o estádio Olímpico em dia de jogo. No último jogo

Tchau, Olímpico, mais do que nunca, Monumental!

Mais fotos, aqui.

Visca Molins!

Meu colega de trabalho Joan joga futebol no que deve ser a quinta divisão da Espanha, no time do povo ao lado do dele, Molins del Rei. A Chi tinha ido para NYC e eu estava sozinho durante o fim de semana, por isso resolvi ir até Molins conferir o jogo do time dele, sobre o qual falamos bastante. Era um jogo importante, a temporada vem chegando ao seu final e seu time estava empatada com esse, concorrendo à promoção para a divisão acima. No jogo de ida, Molins ganhou fora de casa, o que gerou uma certa confusão, na qual Joan tomou uma porrada na cara. Isso apenas adicionava mais um tempero à partida.

Detalhe: aparentemente, 90% equipes pequenas da Catalunya têm uniforme vermelho e amarelo (cores da bandeira) e o uniforme reserva é preto.

Acabei chegando um pouquinho atrasado e me senti num dos poucos lugares disponíveis, fui descobrir ao final do primeiro tempo que sentei-me ao lado da mãe do Joan. Havia bom público. Quando cheguei, estava procurando o cabeça no campo, sabia que jogava de volante, mas não encontrei. Justo, pois estava sentado ao banco, de cara por não jogar justo no dia em que vários familiares e amigos foram vê-lo.

Joan é o camisa 6 das fotos.

Resultado: o canhoto camisa 8 foi o craque da partida com um bom gol de fora da área, Molins ganhou por 3 a 1 e joan conseguiu jogar uns 20 minutos no final, suficiente para cair e machucar a paleta. O importante é que ganhou! Dale Molins.

Un siglo de amor a tus colores

Último ato da viagem a Sevilla, uma caminhada até o estádio do time mais tradicional da cidade, Real Bétis. E é isso.

Culé, Culé

Há algumas semanas, logo que o Celso Roth foi demitido do Grêmio, fui acionado pela imprensa esportiva de Porto Alegre para uma tarefa difícil: conseguir uma entrevista exclusiva com o possível (depois confirmado) futuro técnico do tricolor, Caio Júnior.  Ele estaria, segundo informações, assistindo ao treino do Barcelona a convite do primo do Messi, Maxi, que foi seu jogador no Flamengo e hoje joga no Olímpia do Paraguay. Peguei um táxi até a Ciutat Deportiva Joan Gamper, em Sant Joan Despí, e busquei de todas maneiras alguma informação sobre a presença do técnico brasileiro por lá.

Ninguém sabia de nada, passei duas horas de plantão por ali e não vi o tiozinho de óculos moderno e franjinha grisalha. Mas enfim, valeu pra conhecer o local, ainda pude testemunhar os fãs esperando na saída do treinamento. Alguns asiáticos, alguns catalães, algumas gurias arrumadas tentando um contato com os jogadores (a da foto tava pelo goleiro Valdés).

Uma hora e meia depois do primeiro jogar (Villa) ter saído do treino, apareceu o Messi, em seu possante Maserati. A maioria dos jogadores passaram reto, no máximo dando uma abanadinha, quando tanto (Dani Alves, Adriano, Mascherano, Piqué, etc). O Messi saiu por último, quando já não havia muitos fãs na calçada. Parou, conversou por mais de dois minutos com um cara aparentemente excepcional, tirou fotos com os jardineiros da rua e deu autógrafos para duas outras pessoas. Eu só aproveitei pra tirar umas fotos, mesmo, e falar alguma obviedade.

PS: lamentável a falta de foco correto nas fotos do Messi, mas enfim.

Timpik

Última sexta resolvi levar minha câmera para o futebol, para tirar umas fotos da gente com quem jogo toda semana há um ano. Às vezes tu passa um tempão vendo gente toda semana e no fim não tem sequer uma foto das pessoas.

Aí estão. Na foto geral, 2 colombianos, 2 peruanos, 1 marroquino, 2 franceses e 4 espanhóis.

Dos parceiros que costumam jogar ali, faltou 1 marroquino, Salah, que está registrado na primeira foto, que foi tirada na sua casa, após uma sessão de Fifa 12 do PS3, que tenho jogado seguidamente, agora que o frio impede o diário banho de mar.

Nesta sexta-feira, completo 90 jogos através do site.