Lawnfest

No fim do ano passado passei um par de dias buscando um quadras de BOCHA NA GRAMA para o trabalho. Com um carro alugado, andei pela cidade toda e documentei os mais adequados para a tal foto. Outro dia dei uma revisada nas fotos e achei umas interessantes. Aqui estão algumas e no álbum lá no FB o resto. 😉

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Paraglider

Ölüdeniz também é um dos lugares mais ideais do mundo para o salto de paraglider. As condições geográficas (um pico chamado Mount Baba, 2 mil metros de altura à beira do mar) fazem que com que a variações bruscas de clima sejam raras, fazendo com que os voos sejam muito mais seguros e previsíveis. Por essas e outras, topei fazer um voo tandem. Levei minha câmera, inclusive.

Foi legal, mas eu fiquei um pouquinho enjoado depois que o cara insistiu em fazer umas piruetas e só queria saber em descer de uma vez. Ele tava filmando tudo numa GoCam, com o intuito de me vender os arquivos depois, o que eu deixei claro que não queria, visto que tinha minha própria câmera em mãos. Ele insistiu, depois no final me mostrou o vídeo e fez a oferta: uns 50 euros, quase o preço do voo. Mandei ele plantar batatas, claro.

PS: os turcos adoram tanto paraglider que colocar uma imagem estilizada do esporte na bandeira.

Ligamentos

Depois de vinte anos jogando futebol pelo menos uma vez por semana (em Barcelona pelo menos sete vezes por mês), consegui me machucar o suficiente para não pode caminhar, muito menos jogar futebol. Na semana anterior à lesão, fiz exercícios como nunca. A irmã, duas primas e uma amiga da Chi estavam ali em casa e eu acabei indo ficar na casa do Francisco por três, já que ele estava viajando e também precisava de alguém para cuidar da Salsinha (sua gata). Como estava meio descompromissado com a patroa, acabei jogando futebol quatro vezes na semana, sendo que em dois desses dias andei de bicicleta por mais de 20km para ir e voltar dos campos de futebol. Enfim, estava em chamas, nunca estive melhor fisicamente.

Na terça-feira dessa semana pegada, porém, fui jogar futebol em um campo de parquê perfeito, lá em cima do Monte Tibidabo. Além de ser grátis, jogaram alguns caras bem bons, foi um futebol mais legal do que o normal. O único porém foi que eu tomei uma pancada na canela de um cara do meu próprio time, voei no ar e caí com todo peso sobre o lado direito do meu corpo. Fiquei uma semana com nádega, músculos da perna e cotovelo doloridos. Mas isso não foi problema, joguei futebol igual nos dias seguintes. O ruim mesmo foi uma semana depois, no mesmo lugar, com os mesmos caras.

Já passava de uma hora e meia de jogo quando roubei a bola de um cara que até é bem bom jogador. Ele era último homem e tentou me driblar, eu roubei a bola e ia ficar na cara do gol. Rapidamente, o cara não admitiu a perda de bola que seria crucial para uma possível reação no nosso time, que vinha perdendo por dois gols de diferença, e me enfiou o pé entre as pernas e a bola, fazendo com que eu torcesse o pé esquerdo pra dentro, colocando todo o peso do corpo naquele tornozelo virado. Um daqueles momentos que acontecem muito rápido, mas que acontecem em câmera lenta dentro da nossa cabeça: o pé virando, os ligamentos esticando até o máximo, o barulho dos ossos estalando. Como ainda estava quente, não senti muita dor, até continuei jogando um pouco, de goleiro. Mas não deu cinco minutos e um par de passes leves para eu me dar conta de que a coisa era mais séria e de que eu teria que, afinal, parar de jogar.

Abandonei a quadra, andei ainda um quilômetro lomba abaixo, mancando, até chegar na minha bicicleta e pedalei com uma perna só, a outra só apoiando, 9,5 km até minha casa. Cheguei em casa, fiz gelo, tomei banho, um dorflex e fui dormir.

Quando acordei no dia seguinte, não conseguia tocar o pé no chão, o inchaço finalmente tinha tomado conta. Fui fazer aquele xixi matinal, sentei no vaso e de repente me de baixou a pressão, deu teto preto e eu caí pro lado, no banheiro. Bati a cabeça no chão e tive convulsões. O engraçado é que não fiquei totalmente inconsciente, sentia que estava me debatendo, ouvia o barulho, mas não conseguia me controlar. Não durou muito, consegui levantar e fazer o tal xixi. Entrei no box e fiquei tomando água gelada na cabeça até sentir-me melhor. Pronto.

Peguei um ônibus, fui até o médico em um pé só e no fim o diagnóstico não era tão ruim assim: uns quatro dias até conseguir caminhar de novo. Exatamente quantos dias faltavam para começarem minhas férias. Perdi três dias de trabalho. Depois de bastante gelo, pé pra cima, anti-inflamatório pesado, repouso e duas temporadas de séries de TV assistidas, vi que a estimativa da médica, bastante jovem, foi perfeita. Acabei nem levando as muletas para a viagem.

Sobre as séries de TV:

1.Recomendo MUITO o seriado Louie, escrito e dirigido pelo comediante mais conhecido pelo seu número de stand up Louis CK. Genial. Vale bastante a pena ver cada um dos 13 episódios que abordam algo um pouco autobiográfico da vida de um comediante de 42 anos, divorciado, com duas filhas. Torrent pra primeira temporada aqui.

2.Parks & Recreation – Esperava mais desse programa. Tem dois personagens bons: o Aziz Ansari, apenas por ser ele, e o cara que tem as duas pernas quebradas.

Take a swim in a deeper sea

Foto ridícula, ilustrando.

Semana passada comprei uma par de óculos de natação. O mar aqui na praia de Sant Sebastià é bem tranquilo, quase uma lagoa, na maioria dos dias. Tenho nadado por mais ou menos uma hora todos dias. Comecei no final da tarde, entre 17 e 18 horas, mas mudei para a manhã, acho que faz o dia mais produtivo.

A transparência da água varia, depende se o mar tem mais ondas ou está mais calminho. Mas o bom de nadar de óculos é a segurança que dá, mesmo estando lá no fundão, na terceira bóia, ainda consigo ver a areia no fundo. Acho que fica a uns quatro metros de profundidade, mas pelo menos eu sei que tá ali.

E também dá pra ver que rolam alguns peixes aqui na beira. Hoje mesmo estava nadando junto com um cardume de milhares, pequeninos, dourados, refletindo a luz do sol, em sincronia perfeita.

Meu estilo de natação é terrível: não sei nadar o CRAU. Até sei, mas não consigo respirar pelos dois lados, o que dificulta muito. Sempre que vou pegar ar pelo lado direito, tomo um caldo. Preciso de umas aulinhas básicas. Enquanto isso, sigo nadando embaixo d’água, como um sapo. É gostoso, é quase como voar, mas não é muito produtivo.

Minha primeira atividade da sessão de natação é chegar na beira do mar, me aquecer enquanto oxigeno bem o cérebro. Aí prendo a respiração e nado tocando a areia, até onde consigo, antes de subir para respirar de novo. Cada dia chego mais longe.

Patinar y patinar

Depois de Berlin e Roma, a tour Tony Hawk & Friends passou pela praia de Barceloneta e, segundo as contagens oficiais, 25 mil pessoas testemunharam o maior skatista do mundo, lenda total, Tony Hawk executando um 900° (depois de muito tentar, cair, se esfolar e reclamar da falta de apoio do público).

Como DJ’s da função, que era patrocinada por Quicksilver, os vocalistas do No Use For A Name e Lagwagon.
Falhei em comparecer ao show acústico que ia rolar depois ali por perto, não tinha idéia. Também presentes na trupe Birdhouse, o brasileiro Sandro Dias e o próprio filho da lenda, Hudson “Riley” Hawk, que fez umas acrobacias em parceria com o pai.

Diz o Tonião, que nunca se apresentou para tanta gente. Eu duvido disso, assim como duvido que havia 25 mil pessoas ali ontem.

Para imagens mais oficiais e privilegiadas do evento, aqui.

Próxima e última parada: Brighton, Inglaterra.