Centrinho

E aí o centrinho da capital de Andorra, Andorra La Vella, um dos lugares mais baratos da Europa para bebidas e eletrônicos. Comemos num restaurante PALHA.

PS: hoje faz 22 anos da morte do meu pai e eu estarei bebendo uma Brahma Extra em Sevilla em sua homenagem. Queria também mandar um beijo pra minha mãe, pra minha vó e pra vocês.

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Vale?

Levei os dois paulistanos Rodrigo Levino e Marcelo Costa para comer no Kiosco ao fim do show do Mercury Rev. Deliciados com a qualidade do hambúrguer (tudo é feito artesanalmente, desde o pão até o ketchup agridoce) e os preços módicos praticados na casa (5 pila pelo básico, quase tão barato quanto um kebab qualquer), eles começaram a me falar sobre os preços praticados hoje em dia na capital paulista.

É um assunto que me deixa sempre muito apavorado, o aumento vertiginoso dos preços no Brasil. De uns anos pra cá, com essa história de SÉTIMA ECONOMIA DO MUNDO e etc, todo mundo acha que o país virou um lugar para magnatas. Que todo mundo tem grana pra caralho. Ok, tem uma galera que tem grana pra caralho, mas tem uma galera que não tem nada. Tem alguma coisa muito errada aí e logo isso vai estourar em algum lado.

Quando um lugar cobra 28 reais pelo hambúrguer básico, temos problemas. E o erro não está nem no preço e sim em quem paga. NUNCA pagaria esse valor por um hambúrguer (especialmente desde que eu faço um hambúrguer delicioso com minhas próprias mãos).

Se alguém vende camisas PÓLO que nem “de marca” são por 200 reais, alguém deve comprar. Não entendo como uma loja dessas segue aberta. Afinal, uma camisa pólo NUNCA vai ser mais do que uma camisa pólo. De camisa pólo não passa, eu garanto. Nenhuma camisa pólo deveria custa mais de 30 reais.

NOVENTA reais o espeto corrido? Mais 10%? Mais bebida? Mínimo 105 reais nessa conta, por pessoa. Quem paga por isso? Por favor.

E me dizem que ingressos para o show do Bob Dylan em SP chegavam a custar mais de 1100 reais. MIL E CEM REAIS. Porra, tem um show do ERIC CLAPTON rolando HOJE no Royal Albert Hall, em Londres e custa entre 70 e 90 libras. E o problema é justamente: se podem cobrar 1100 reais é por que algum idiota paga.

Outro exemplo gritante foi o caso dos jogos de Peñarol x Inter em Montevideo. Aqui a lista de preços de ingressos:

A continuación les detallamos el valor de las entradas para el encuentro del jueves:
TRIBUNA ÁMSTERDAM- $ 190 (socios $130)
TRIBUNA COLOMBES- $ 150 (socios $100)
TRIBUNA OLÍMPICA- $ 290 (socios $200)
TRIBUNA AMÉRICA- $ 350 (socios $220)
TRIBUNA AMÉRICA (sector de Inter)- $ 1000

Ou seja, torcedor colorado que quisesse acompanhar o Inter no Uruguay, além da viagem (desconsiderando gaúchos moradores daí) teria que morrer entre três e cinco vezes mais grana do que os carboneros. Um absurdo, um disparate flagrante, claramente levando em conta o quão PATOS são os brasileiros, os novos-ricos da América.

Acho que a chave dessa situação não é apenas que muita gente no Brasil realmente tem grana para gastar, mas que há uma grande parcela da classe média que não tem tanta grana assim e adora ostentar, dizer que gastou não sei quanto em algo que na verdade não custa tanto assim. É claro que não quero aqui pregar pela baratização de tudo, pelo Made In China geral. Afinal, há gastos em tudo, isso tem que ser coberto de alguma maneira. Mas não vão me convencer de que essas coisas que eu listei realmente valem o preço cobrado no Brasil. Há preços honestos e há preços abusivos. Brasileiro falha em notar isso. E ainda tem a galera que não tem grana MESMO e compra a versão pirata de um Nike Shox. Ou pior: poupa vários meses de salário para poder comprar um verdadeiro (que invariavelmente vai ser roubado na rua, qualquer dia desses).

Na questão das roupas, posso dar o testemunho das pessoas com quem convivi em Sydney e em Barcelona: todo mundo compra seus básicos (camisetas, casacos, jeans) nas lojas baratas, como Cotton On, JayJay´s, H&M, Zara, Celio, Lefties, etc. São tipo as Renner e C&A daqui. Porém bem mais baratas. Hoje em dia, no diabo do Brasil, até essas lojas vêm subindo os preços, sistematicamente. O pessoal vai pagando, eles vão subindo.

E o pior: lojas como Zara, que vendem em Barcelona uma camiseta em oferta por 3 euros, aposto que empacotam o resto de tudo que não vendem e mandam pra loja do Iguatemi, em Porto Alegre. Chegando ali, colocam a mesma camiseta a 30 reais e vende como água.

Sem contar o estupro que são os impostos no Brasil, principalmente no que toca eletrônicos. Televisores, videogames, a diferença de preço é exorbitante e grande parte da culpa é dos impostos. E depois não sabem por que a pirataria é tão profissional no Brasil e por que a Sony nunca fez propaganda de Playstation 3 no país. O mercado é todo por fora. É um imposto muitas vezes infrutífero, por que não recolhe nada, muito pouca gente compra jogos e consoles originais. Meu irmão acaba de comprar a mesma TV que eu comprei aqui por 300 euros. Em Porto Alegre, na Multisom, sai por 1200 reais, chorando. Preço da etiqueta: R$1400,00.

E a história de que algumas aréas de São Paulo ficaram mais caras do que Manhattan? Mesmo com o trânsito impraticável, qualidade de vida frustrante e casos tipo esse. Enfim, apenas colocando em palavras desordenadas algo que eu vinha discutindo há um tempo com alguns amigos.

Mercado de cosas viejas

No exato sábado em que o verão chegou em Barcelona, fomos a um brechó comunitário conferir o movimento. Fomos junto com a Gráinne, irlandesa colega de trabalho da Chi. Elas acabaram nem comprando nada, eu, que fui de furão, acabei comprando uma camiseta simpática. Depois, com a crise que o Bicing enfrente nos dias de sol, acabamos tendo que caminhar de volta à praia. É praticamente impossível encontrar um lugar para estacionar as bicicletas na praia em dias de sol forte.

Half way there

A oferta de shows em Londres é um negócio que não deixa de me embasbacar. Fazia horas que eu não dava uma olhada no Stargreen.co.uk

DÁ RAIVA. Tem mais ou menos DOIS SHOWS muito grandes POR DIA. Não digo bons, mas GRANDES. Pra citar alguns:

Dia 6 de maio, uma QUINTA-FEIRA, tem Doves, Deerhunter, Black Eyed Peas, e The National, pra citar alguns dos DEZESSETE shows pela cidade. Uma semana depois, temos Kiss, Westlife, Pavement e Third Eye Blind. Dia 21 de Maio tem Chemical Bros. e Eric Clapton, APENAS. 25 de Maio, Alicia Keys, Mayer Hawthorne (tocará em Barcelona um pouco antes), fun. e UNKLE. UM dia depois, Paul Weller, Jonsi, Cornershop. Dia 31, pra fechar o mês, Lady Gaga e Sunny Day Real State. EI, LONDRES, VAI TOMAR NO CU!

E tem para todos os gostos. Dia 13 de junho, pode escolher: Chris Isaak, Bon Jovi ou Chris Brown. 16 de junho, Stone Temple Pilots ou Richard Ashcroft. 22 de junho, Bon Jovi, Norah Jones, Hold Steady ou Charlotte Gainesbourg. 27 de junho, Paul McCartney ou Al Green. 30 de junho, Broken Social Scene, Kings of Leon, Jack Johnson, Tony Bennett ou Jeff Tweedy. EI, LONDRES, VAI TOMAR NO CU!

FALA SÉRIO. Não consigo acreditar que qualquer outra cidade tenha tanta FUNÇÃO em um só dia. Nem Nova Iórque. Não pode ser.

Tu vuò fà l’americano

Meu colega de apartamento Dario pediu pra eu fotografá-lo todo pimpão na Vespa ’74 que ele acabou de adquirir. Aí estão algumas fotos.

Cruyff

Vi uma camiesta do Benfica, que o Vavo comprou e ele me deu o site. Esse site chamado FG Retrô, aparentemente sediado no interior de SP, manufatura réplicas de camisetas de época de vários times do mundo. Comprei uma do Bahia dos anos 80 e uma da CBD, 78. Chegaram ontem e são bem boas.

Também fiquei tentando pela do Palmeiras, mas acabei achando que era exagero. Pena que ainda não fizeram nenhum do Grêmio. Do Inter já fizeram até casaquinho.

Say please

O Cuper me convidou pra passar o findi na casa dele, já que o Vavo está recebendo outras visitas, e aqui estou. No fim da tarde, dei uma caminhada pela Oscar Freire, que é uma das ruas mais metidas a besta do mundo. Mas é verdade que tem muitas lojas muito bonitas, exemplos de arquitetura, fachadas e disposição de produtos. Uma loja que não tem nem um ano e é muito legal é a da Havaianas:

E dispõe, claro, de toda GAMA de cores de chinelos. Arrebentei o meu outro dia, aproveitei para comprar uma amarela. Sempre procuro comprar uma cor que ainda não tive.

Outra loja que é sempre interessante é a da Melissa, que tá sempre mudando de cara. Mas o que eu gosto mesmo de lá é o CHEIRO, aquele cheiro da borracha que eles usam, que coisa boa.

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Em notícias não relacionadas, dois bons discos recentes:

***Disquinho do Monsters Of Folk, banda formada pelos frontmen M. Ward, Jim James, Conor Oberst e o bom guitarrista Mike Mogis. Músicas basicamente acústicas, algumas delas excelentes. E não é por que sou FÃ, mas as melhores são as que têm participação do Jim James. Torrent aqui.

***Brendan Benson é um dos caras do Racounteurs, mas também é, a julgar por esse disco chamado My Old, Familiar Friend, um bom artista solo. Quem quer um disco de rock leve pra gostar de cara, baixa o disco.

Aqui tem outros. Aliás, bom blog cheio de coisa boa pra baixar, esse. Incluindo esse disco solo do vocalista do Interpol, que baixarei agora.

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E, pra fechar, um cara que cantar MUITO grave.