Nesim 3.0

De última hora, resolvi embarcar junto numa viagem para Melbourne, cidade que eu ainda não havia visitado, para o aniversário de 30 anos de um primo da Chi que eu ainda não conhecia. No fim, a festa foi muito legal, valeu a pena a mão. Publico algumas das fotos, mais além publicarei as outras da cidade.

O tema da festa era espacial, eu acabei ficando responsável por construir o FOGUETE. Acho que ficou satisfatório. Muita gente se puxou na fantasia. Eu, como quando peguei o avião nem sabia que era temática a festa, acabei improvisando uma fantasia meio Star Wars.

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(Por problemas técnicos, vou desrespeitar a ordem cronológica da viagem e falar de São Paulo antes da Bahia – ainda tenho esperanças de recuperar inteiramente os arquivos da Chapada Diamantina e de Boipeba)

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A última parada da nossa interminável viagem por esse Brasil, completando 7 estados visitados, o que faz a Chi conhecer mais estados do que a maioria dos brasileiros: 8 dias em São Paulo.

Acho que é a quinta vez que venho para São Paulo. Posso dizer que a cidade melhorou. Em comparação a outras capitais do Brasil, que vivem num retrocesso bastante ridículo, SP ao menos se destaca demonstrando uma vontade de melhorar, uma vontade de competir com outras metrópoles do mundo nos quesitos em que ela pode se aproximar.
 
As ciclovias aos domingos são uma amostra disso. Só falta agora ativá-las em todos dias da semana. Numa pequena volta de bicicleta, nota-se a quantidade bastante elevada de bicicletas. Alguns podem dizer que até de bicicleta se pega engarrafamento em SP. Pode ser verdade.

A ideia inicial era dividir nossa estadia entre a casa de 2 ou 3 dos nossos amigos, mas acabamos ficando com preguiça e tava tão bom na aconchegante e bonita casa da minha amiga Letícia, que acabamos ficando por ali mesmo. No fim, por causa do tempo nublado, quando nao chuvoso, acabamos vendo pouco da cidade. Alguma passeada pela Liberdade, Ibirapuera, MASP, um pastel de feira na Aclimação, um restaurante japonês bom e um peruano gostoso mas de atendimento risível, um sanduíche de mortadela no Mercado com a Cecília e o Tarta, uma incursão infernal pelo centrão e o metrò na hora do rush, visitas a alguns amigos queridos em uma pequena turne culinária pela casa das pessoas, um bom show da Fresno na sexta-feira a noite, uma mini-reunião de despedida na casa da Leto e aqui estamos no avião para Porto Alegre, aonde passaremos 3 semanas até embarcarmos em definitivo para Sydney, no dia 29 de Abril. 

Conseguimos um voo bonzinho: Poa, Guarulhos, Santiago, Sydney, em apenas 22 horas, um recorde. E o voo mais longo é operado pela Qantas, que é considerada uma das melhores companhias aéreas do mundo. Saiu por USD1600 por cabeça.

Algumas coisas morreram nessa viagem:

1.Meu Asics preto abriu o bico de jacaré.

2.Meu pobre computador queimou, depois de 5 anos e meio de uso e abuso, abriu as pernas enquanto eu processava algumas fotos de Boipeba e assistia Californication ao mesmo tempo. Ele vinha desligando sozinho, por estar quente demais, desde a viagem para Santorini, em Agosto de 2011.

3.Minha vontade de voltar para SP, assim como morreu minha vontade de voltar para Londres, da última vez que fomos lá. Cidades lotadas, de tempo feio.

Também matei minha saudade da querida Letícia Gonzales, que eu não via desde Corinthians 2×0 Gremio, em Outubro de 2009, no Pacaembu. 

É uma pena termos nos visto tão poucas vezes desde que eu fui para Londres, em Março de 2004. Já são NOVE anos entre Londres, Porto Alegre, Paris, Tokyo, Sydney, São Paulo, Barcelona, e dá para contar nos dedos das mãos quantas vezes pude sentar e conversar com ela. A verdade é que ela é a única pessoa que eu conheci na Famecos com quem eu me importo e mantenho algum contato. Pois é, eu sou bastante critico e seletivo com relação a amigos. Mas pode confiar: essa é de fé e é um privilégio tè-la como amiga. E eu fico satisfeito em ver que, apesar de estar vivendo em Sao Paulo, essa cidade que me agrada pouco alem das pessoas boas que vivem nela, ela pareça feliz, profissional (está trabalhando na TPM) e pessoalmente, saudável e querida como sempre. 

Tive a oportunidade de finalmente conhecer de verdade o namorado dela, o Fabrício, que é um cara muito gente fina, engraçado, de bom humor, gente boa mesmo. Além de ser um excelente diretor de arte (quem quiser conferir o trabalho dele, é só pegar uma cópia de duas das melhores revistas disponíveis no Brasil, a Super Interessante e a Vida Simples, da Abril, onde ele trabalha há 10 anos recém feitos). Outra: ele permitiu que eu jogasse o Playstation 3 dele, algo que há muito tempo eu não fazia. Em nove horas e meia VIREI God Of War: Acsension, bom beat’em up.

Vida longa aos dois! Obrigado Letícia por nos receber tão bem. Quando for pra zona sul de Poa vou passar pra abanar pro Herrera.

Ah, e a casa deles é um espectáculo à parte, muito bem decorada, cheia de detalhes legais, infinitas tomadas e uma rede. E tem um dos meus sonhos de consumo: um mictório instalado no banheiro. Invejei.

Fiquei de ver o Parada e o Levino e aqui me desculpo por não ter tido pilha para sair de casa nos dias em que poderia ter saído. Efeitos de São Paulo.


O resto das fotos, aqui.

Recife & Olinda

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Recife!

Além da ida a Japaratinga, passamos alguns dias em Recife, na casa de Zenzi e Tarta. Na verdade, foi mais como um pitstop, um descanso do resto da viagem. Entre jogar Wii (montamos uma boa banda em Rock Band), assistir a coisas aleatórias no Netflix (muito bom canal), escutar alguns dos belos vinís da casa e ficar parado na frente do ventilador, preparamos muita comida boa (Cecília também faz excelentes comidinhas) e acabamos saindo pouco, fora ir ao supermercado.

Apenas no penúltimo dia levei a Chi pro Recife antigo, depois encontramos o casal anfitrião e fomos a Olinda, onde comemos no delicioso (porém um pouquinho caro) restaurante Oficina dos Sabores. Pedimos duas abóboras tradicionais da casa, recheadas, uma com camarão e lagostim e a outra com charque e leite de côco.

Sempre é bom passar por Recife e, mais uma vez, obrigado por tudo, Cecília e Marcelo.

Mais umas fotos, aqui.

Noronha on the cheap

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-=-=-=- Quebrando um pouco com o ritmo de ultimamente (muita foto e pouco texto), abro espaço para uma espécie de guia para aqueles que nunca foram a Fernando de Noronha -=-=-=-

Muita gente pensa em Fernando de Noronha como um lugar apenas para lua de mel, muito caro, etc. Mas, na verdade, vou provar que dá pra fazer tranquilamente por mais barato do que muitos destinos por aí. Gastamos 1000 reais por cabeça em 5 dias (sem contar passagens, por que usamos milhas – Noronha é paraíso das milhas):

*600 reais em taxas ecológicas – 446 da TPA, por 5 dias (que, dizem, não é em nada investida na Ilha). 200 da taxa nova, essa do Eike Batista, que construiu passarelas, chuveiros e melhor acesso às praias. Sem pagá-la, tu não entra no Sueste, no Sancho, no passeio de Barco e, futuramente, na Praia do Leão. Ou seja: nos melhores lugares da ilha, se tu não for surfista. Pagamos 65 reais a mais por que a Chi é gringa.

*900 reais em acomodação – Quem diria que, ao ficar na casa de um legítimo gringo, teríamos a experiência de local em Noronha? Pagamos 30 reais a mais por dia por que pegamos pelo Booking.com, se tivéssemos ligado diretamente para o George, seriam apenas 150 reais por dia, quarto de casal, com banheiro privativo, ar condicionado e geladeira. Ainda há uma cama de solteiro, para uma criança. E uma cozinha pequena para preparar um café da manhã ou janta. Acho que a maioria das pousadas servem café da manhã, mas cobram no mínimo 250 reais por dia e tem gente que acha normal pagar 500 a diária. Ah, pros hóspedes que se comportam, é possível que o George suba na árvore para catar um côco e servir uma água fresquinha. Ficar na casa dele foi como ficar na casa de um amigo.

Contato direto com o George, para marcar o quarto: 81 990371-58 ou 81 8749-3208

*300 reais – Passeio de barco para dois, incluindo observação de golfinhos e parada de uma hora para mergulho na praia do Sancho, em cima de um coral com muitos peixes e inclusive uma tartarugona. Ali também servem um almoço bem caprichado. Eu passei um pouco mal depois do mergulho e só consegui comer deitado, de olhos fechados, com a Chi servindo peixe na minha boca. Fora o passeio de barco e a comida, inclui ainda, num outro barco, um passeio com umas pranchinhas chamadas Sub. Eles te rebocam e tu vai manejando a prancha, com a possibilidade de mergulhar até cinco metros. É divertido, mas no lugar onde nos levaram a única coisa que tem pra ver é o barco grego encalhado. Só vi uma arraia. Ah, o capitão do catamarã é o Chico, filho adotivo do George.

*140 em três jantas para dois – Na real, gastamos 80 num camarão com alho e óleo no Restaurante da Edilma que tava bom, mas acho que não escolhemos o prato certo: meu camarão alho e óleo é difícil de bater. Da próxima vez, quero pedir o peixe fresco feito na folha de bananeira. Mas tem que pedir com antecipação.

Há muitos restaurantes que cobram no mínimo 50 reais por cabeça por qualquer comida, mas acho que comida não é exatamente o atrativo da ilha. Melhor deixar isso para outras partes do nordeste. Uma tigela de açaí pode chegar a 18 reais, por exemplo. Uma tapioca, a coisa mais banal do mundo, pode chegar a 12. Melhor deixar esse tipo de coisa para o continente.

Se der preguiça de preparar comida, o que eu recomendo mesmo é o xis do Restaurante Ousadia, que fica na frente da Praça Flamboyant. Entre 6 e 12 reais, um xis bem bacana, caprichado. A Chi pegou um Xis Burger de 8 reais e gostou muito, eu peguei o Xis Calabresa e tava excelente, a 10 reais. Completando com uma batata frita (um pouco cara, 13 reais). E o buffet de sorvete deles é gostoso e barato, 34/kg, preço melhor do que em Imbé. Por 35 reais, total, dá um bom tapa-buraco noturno para dois. Uma das opções mais honestas do local.

*100 reais de supermercado – Nas outras duas jantas (massa com molho de tomate, abóbora e parmesão) e em todos cafés da manhã (bauru e iogurte), comemos na pousada mesmo. Boa opção, trocaria o camarão alho óleo por outro prato daquela massa que a Chi preparou. Nesses 100 reais também entram umas bobagens comidas na rua, tipo empadas, barrinhas de cereal e etc, pra enganar o estômago durante o dia.

Recomendo levar umas barras de cereal na mochila, na Ilha tudo é caro demais, o pessoal que leva suplementos pra ilha explora demais os turistas (e os locais). Pra ter uma ideia, se um cara quiser levar uma moto pra ilha, tem que pagar uma taxa de 15 mil reais. Isso um local me falou. Imagina a extorsão. Dizem que uma carga de tijolos que custaria 400 reais no continente, chega à ilha custando uns 2500 reais. Por isso que as casas dos locais são bastante pobrezinhas. Imagina o sufoco para fazer uma reforma.

Quanto ao transporte, o ônibus que roda a BR-363, a mais curta BR do Brasil, com 7 km, custa 3 reais e serve muito bem. Claro que a caminhadinha para chegar em praias como Sancho e Leão é puxada, mas sempre dá pra contar com a boa vontade do pessoal endinheirado que aluga buggys. O aluguel de um buggy fica por 150 reais a diária, 120 se der sorte, 100 se tu alugar diretamente de um local, um buggy deles mesmo. Tá carinho, se tu pensar que um buggy velho daqueles deve custar uns 2000 reais. Mas até tá barato se tu considerar que a licença pra ter um carro vale 70 mil reais. E que não se pode colocar mais carros na ilha, só pode trocar a licença de um velho para um novo. Mas enfim, o que importa é que o bus da ilha serve, para quem não quer gastar muito.

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No que toca a programação, da outra vez eu tinha ficado 7 noites, dessa vez fiquei 5 noites e ainda assim achei tempo demais. 4 noites é o ideal.

Dia 1 – O voo da gol chega na ilha às 16:30. 17 horas tu tá na pousada, dá tempo de descer pra Praia do Cachorro pra ver o belíssimo pôr-do-sol.

Dia 2 – Dá pra dedicar uma tarde inteira à praia do Sancho, que é considerada a quarta praia mais bonita do mundo. Pegar a sombra de uma bananeira e relaxar, dormir, ler, nadar até o coral.

Dia 3 – Passeio de barco, mencionado ali em cima.

Dia 4 – Ida à Baía do Sueste para procurar as tartarugas. Para nadar na parte dos corais, onde se encontram algumas tartarugas, é obrigatório o uso de coletes, que podem ser alugados por módicos 5 reais. A dica: nadar em direção à pequena faixa de areia, em uma linha reta. Uns bons metros antes de chegar lá, onde umas ondas estão sempre quebrando, encontramos, além de arraias e lagostas, uma turma de sete tartarugas marinhas, entre grandes e menores. Passamos uns bons quarenta minutos nadando com elas, de vez em quando quase topando com uma, quando se presta atenção à outra. Melhor coisa é vê-las subindo para pegar ar, ouvir a respiração delas. Maravilha de bicho.

Ah, não esqueça de observar, na beirinha da praia, os filhotinhos de tubarão-limão rondando. Em certo momento, havia uns dez cercando a gente. Mas não tem problema nenhum, eles nunca atacaram ali, estão bem alimentados pelo equilibradíssimo ecossistema da ilha. Na real, primeira vez que vi tubarão de pertinho, primeira vez que comi tubarão (tubalhau, bolinho de tubarão na Edilma, bem bom, indicação do padre da ilha).

Uma dica esperta: uma fatia de torta pode soar caro a 8 reais, mas a torta de Prestígio que tavam vendendo no barzinho do Sueste vale a pena, é boa e muito bem servida. Mandou bem, Eike Batista!

Cansado de ver tartarugas, é só sair do Sueste e pegar a estradinha para a esquerda. Em 15 minutos caminhando numa estrada de barro seco (com sorte ganhas uma carona), chegas à Praia do Leão, que foi, pra mim, a mais gostosa de todas. Ficamos ali deitados, na frente da pedra que realmente parece um leão marinho, até começar a chover. Pena que não rolam peixinhos nem nada. A única coisa que se pode ver são os ninhos de tartaruga, com as marcas das patas delas na areia.

Dia 5 – Como o voo só é às 16:30, dá tempo de acordar tarde, deixar as malas pelas 12 horas no aeroporto e caminhar 15 minutos até a Baía de Sueste, para dar um abraço de despedida nas tartarugas.

Nós tivemos um dia a mais do que isso e acabou sendo um pouco inútil: batemos cabeça na Praia da Conceição, com mares muito fortes, depois quase quebrei a perna na Praia do Meio e tomei um caixote na Praia do Cachorro. Acabei voltando pro Sueste, mesmo, pra observar os atobás pescando. Coisa linda aquele bicho.

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Para terminar, umas palavras a mais sobre o tal do George Gringo, onde ficamos. Gente finíssima, contou cada história. Não chegamos nem a provar as palestras do Ibama. Primeiro por que a Chi ia ter dificuldade em entender (não lembro se tinham legendas). Segundo, por que as histórias do George com certeza são melhores. Passamos uma noite inteira escutando histórias sobre golfinhos, curandeiros, veleiros, etc.

Ele é um escocês de 64 anos, criado em Liverpool (sotaque igual ao do George Harrison), que morou por alguns anos na Andaluzía e acabou comprando um veleiro lá, de onde partiu, navegando o mundo todo. Acabou em Fernando de Noronha, onde mora há 24 anos. Por 10 anos trabalhou na ilha como guia de nado com golfinhos, prática que é considerada uma das mais eficazes no tratamento da depressão. Acho que foi em 1999 que entrou uma lei proibindo o nado com cetáceos em todo território brasileiro. Não é meu objetivo contar toda a história da vida dele, mas vale a pena escutar da boca do próprio. Grande contador de histórias, grande ator e um cara de bom coração. Uma figuraça que vale a viagem. Também conhecemos um dos filhos dele, de 4 anos, Margeo. Bom guri.

Depois de ter passado por lugares como Menorca e Formentera, estava com um pé atrás sobre Noronha. Especialmente do que a Chi acharia da ilha. Mas eu estava bastante enganado: a abundância da natureza preservada faz toda a diferença em Noronha. E é Brasil, não é Espanha. Para o bem e para o mal.

O resto das fotos, aqui.

Ravalejando

Algumas imagens das primeiras semanas morando no “bairro mais chinelo de Barcelona”, o Raval. Destaque para a excelente feijoada vegetariana que eu e a Chi preparamos. Não lembrava que eu gostava tanto de feijão preto. Comi por 3 dias seguidos, de tanto que fizemos. E nem fez falta o pé de porco, orelha de porco, bacon, salsichas e outras carnes que fazem parte da receitada da feijoada. Estava saborosa demais.

Também uma exposição legal do CCCB, formada por obras feitas com material reciclado.

O resto das fotos, aqui.

I remember the backstreets of Naples

Depois de sofrer por uma hora no trânsito entre Napoli e Pompeii, conseguimos devolver o carro no escritório correspondente. Napoli: PIOR cidade para dirigir, pelo pouco que pude provar. Ainda acabamos nos ralando por causa de mudanças indevidas no contrato de aluguel do carro, em Bari, e nos deram como se tivéssemos devolvido atrasado (o que não era verdade). No fim das contas, uma cobrança extra de 125 euros no meu cartão, pela qual estou recorrendo no momento e me devem responder em umas duas semanas. Tudo culpa do funcionário FDP negligente de Bari.

Dali, sem conhecer nada da geografia da cidade, tivemos uma dura caminhada até o local onde ficaríamos (quando poderíamos ter entrado no funicular tranquilamente). Napoli é muito curiosa, há a rua onde ficamos, Corso Vitorio Emanuelle, que faz circunda a parte antiga da cidade. De lá de cima, há escadarias bastante íngremes, escuras e suspeitas que levam até o centrão da cidade. Como já estávamos cagados de tanta gente dizendo que a cidade é superperigosa, acabei saindo sem a câmera um par de vezes, o que me impediu de tirar algumas das que seriam as melhores fotos de Napoli.

Como hospedagem, finalmente tivemos algo bem feito, que foi o AirBnb. Pegamos um quarto numa bela zona, num apartamento muito bem cuidado, antigo, onde tivemos muito descanso e silêncio. Tanto silêncio que acordamos muito tarde no primeiro dia. O dono do apê não estava, quem nos recebeu foi o colega dele, que acabou ficando fora grande parte do tempo. Perfeito. Aqui a página do lugar, se alguém quiser ir lá. Eu tava de cara com todos gastos desmedidos da viagem e com a merda que rolou com o aluguel do carro (NUNCA aluguem da MAGGIORE), cheguei a esse apartamento e finalmente consegui colocar os pensamentos em ordem.

E de comida, tivemos algumas boas experiências. A mais digna de nota foi a ida à Pizzeria Da Michele que é a suposta melhor pizzaria de Napoli, cheia de selos de qualidade e menções nos melhores guias do mundo. Pegamos o número 91 na ordem de chegada e o número 31 ainda estava sendo chamado. Demorou apenas uma hora e meia até eu ter uma pizza margherita com mozzarela dupla na minha frente, acompanhada de uma garrafinha de Fanta Laranja. A conta toda deu 15 euros, com gorjeta. Se a pizza é a melhor do mundo, eu não posso garantir. Mas é excelente e o fato de eles não aumentarem o preço é notável, dado o tamanho do lugar e a demanda monstruosa. E o detalhe: eles só produzem DOIS sabores de pizza, Marinara e Margherita. Dorme com essa, Nono Ludovico!

A galeria completa, aqui.

PS: em nenhum outro lugar no mundo, obviamente, teriam gostado tanto da minha camiseta do Napoli. Muitos pararam para olhar e perguntar de onde vinha. Até no aeroporto, todos da segurança vieram ver, chamaram outros. Poderia ter passado com uma mala cheia de cocaína, ninguém tava olhando o raio-x. Num restaurante, chamaram o chef para sair e ver. Sucesso total.

PS2: a resposta eu nem sei ao certo, mas acho que foi minha tia Vera que comprou essa camisa na Argentina, lá por 1990. Pirata.

Festa Junina 2012

No dia em que trocávamos emails planejando fazer um churrasco no terraço para assistir à horda celebrar San Juan na praia, o pessoal da imobiliária ligou avisando que não podíamos mais fazer fogo lá em cima, que era proibido e que tínhamos que nos livrar da churrasqueira. Bom, deu pra aproveitar por dois aninhos. Acabamos trocando a função para um HOT DOG geral, acompanhado de joguinho da Euro2012. Fizemos a mão de colocar a TV lá em cima e foi um bom evento.

San Juan é uma das maiores festas da cidade de Barcelona, certamente a maior do ano na praia. Milhares e milhares de pessoas, música bombando alto até altas horas. A gente nem colocou o pé na areia, só vimos lá de cima. Nossos vizinhos do lado estavam se divertindo jogando foguetes no pessoal que vinha na rua para mijar entre os carros. Demos boas risadas assistindo a isso.

Sim, a camisa xadrez foi de propósito, caipira. 😉