Brasil 2014

Então passei quase três semanas em Porto Alegre, o que foi legal, mas também, como previsto, significou uma perda MASSIVA de grana. Não pelo que gastei em Poa, mas pelo que perdi de trabalho aqui. Simplesmente rolou o maior trabalho do ano, 12 dias direto, e eu perdi. Mas tudo bem. Vamos ao lado positivo.

Razão maior: ver a Luiza. Isso teve bastante. Copa? Assisti a Alemanha x Argélia, que não foi ruim, mas poderia ter sido bem melhor. Claro que perdi a parte mais divertida da Copa em Porto Alegre, que teria sido a fase de grupos, principalmente Holanda x Austrália. Mas deu para marcar essa casinha: jogo de Copa do Mundo, VISTO.

No mais, muita confraternização com os amigos e família. Quase não tirei fotos disso tudo, por que não queria ficar andando com a câmera para cima e para baixo, principalmente considerando os graus de álcool e assemelhados consumidos. E comida, muita comida.

Em palavras-chave, o que rolou, em ordem cronológica, sem citar nomes de pessoas envolvidas para proteger identidades e não esquecer alguém: Divina Comédia, Ceva no Pátio, Armazém do Sabor, churras, Copa, Nutrivida, um cartão de celular da Oi que nunca funcionou, “Lá vem o Marcos”, Poker, Pingüim, Mercado Público, Aniversário de prima, Ossip 2, Carta na Mesa, Chicafundó, Caverna do Ratão, Show de Stand Up particular, Despedidas de gente indo para Austrália, Churras com primo, Cidade Baixa/Silencio, Domingo em família, visita tio, visita vó, Japesca Cevicheria, churrasco familiar, Zaffari, Fazenda Barbanegra, 1×7, (má) Pizzaria Fornão, Odessa, Telúrico, Livraria Multicultura, Churrasco Confraria da Costela, Churrascaria Laçador, Casa Azul, Pizzinha, The Best Food, janta com Dinda, Aniversário no Antique, Playstation 4, Thomas Pub, Marley’s, Suprem, final da Copa, pizza na vó, fazer malas, almoço Bristol, aeroporto e TCHAU.

Deu para ver bastante gente, quase todo mundo que eu queria ver.

No Mercado público, comprei uma CUIA e uma BOMBA. Pela primeira vez, tenho meu próprio EQUIPAMENTO para chimarrão. Nunca tive o costume de tomar, dessa vez resolvi tentar. Acho que vai rolar, só tenho que aprender a preparar melhor, as duas primeiras vezes ficaram meio bagunçadas.

Agradeço a todos que participaram de confraternizações e CHALAÇAS MIL, velhos e novos amigos, vocês sabem quem são. Foi intenso, deu para dar uma recarregada nas pilhas. Era isso. Agora é tocar a vida aqui, que o bicho tá pegando e o próximo ano será importantíssimo.

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Long time no see

Alô. Quebrando o que provavelmente foi o maior silêncio da história desse blog, justo quando ele completou dez anos de idade. Sempre lembrando que o INSTA tá sempre ativo.

Muita coisa andou acontecendo, muito trabalho, algumas mudanças e a maior novidade é que estarei passando duas semanas no Brasil entre 28 de junho e 14 de julho. Saio de Porto Alegre um dia depois da final da Copa.

Achei uma passagem não muito cara, comprei, com o principal intuito de ver a família, especialmente minha sobrinha Luíza, com quem tenha batido uns papos no Skype.

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Também estarei presente para o aniversário da minha mãe. Mas há pouco tempo consegui um ingresso para o jogo do dia 30, o #54, que deve ser Portugal/Alemanha x Bélgica/Rússia, se não der nenhuma zebra. Única burrada foi ter comprado apenas um ingresso, depois fiquei sabendo que tinha muita gente querendo, inclusive meus irmãos. Vou acabar indo no jogo sozinho, quando poderia ir de galera.

Agora a ideia é intensificar bastante o trabalho por aqui, nessas duas últimas semanas, para poder passar quinze dias tranquilos no Brasil, curtindo a Copa em horários não-desumanos, vendo os amigos e a família.

E na volta do Brasil, será a hora de pagar meus impostos por aqui, pela primeira vez pagarei por um ano inteirinho. Vai ser legal ver minha planilha totalmente preenchida, com as médias, todos valores certinhos. Aí é só entregar para o contador e correr para o abraço. Vamos ver quanto da minha poupança esse leão vai morder.

De quebra, algumas fotos que saíram nos últimos tempos, incluem algo da Biennale, Anzac Day e Coogee. O resto das fotos, aqui.

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Saídas & Entradas

E passaram as festas, finalmente, o ano novo está aí.

Tenho uma pilha de fotos aleatórias para postar, alguns assuntinhos a tratar, para quem tempo para sentar e bater um papo.

Como tiramos uma semana de férias no início de dezembro, meu mês, financeiramente, foi bem fraco, bateu mais ou menos na metade da média, infelizmente. Mas tudo bem, relaxamos. Último dia de trabalho do ano foi ajudar a organizar a festa de Natal do pessoal querido com quem trabalho mais regularmente. Foi bem legal, inclusive fiz umas fotos durante a festa, no estúdio, do pessoal que estava lá, todos, maioria homens peludos, vestindo o mesmo vestido. Ficou bacana.

Em outras notícias, estou me puxando para aprender italiano. Era uma coisa que eu tenho na minha lista de afazeres há tempos. Minha mãe pediu para eu achar algum app ou website que ensinasse inglês para ela, acabei achando esse excelente chamado Duolingo. É viciante, é como um joguinho. Recomendo muito. Depois que acabar o italiano, quero fazer o alemão também, para tentar melhorar um pouquinho, lembrar algo dos oito anos de estudos que tive no Dohms.

Meus melhores presentes de Natal:

1.Violão novo, cordas de nylon, menorzinho, bem macio. Com o violão METAL que o pai da Chi tinha me dado, meus dedos ficavam em carne viva. Com esse, toco por horas sem problemas.

2.Um jogo FÍSICO de Scrabble. Muito bom, jogamos quase todos dias desde que ganhei. A gente vinha jogando pelo app do smartphone, mas ao vivo é bem mais legal.

Fora isso, tivemos comemorações COMEDIDAS (duas em casa, duas na casa de outros), sem excessos, nem cheguei a beber mais que DOIS drinks por ocasião. O equivalente a QUATRO KEEP COOLERS, aprox.

Falando em bebidinhas, pouco antes do Natal, hospedamos aquele casal de suecos queridos que conhecemos em Airlie Beach. Nos presentearam quatro garrafas de uma cidra sueca chamada Rekordelig, que é tão gostosa que parece refrigerante. Viro uma garrafa dessas, com gelo, em cinco minutos. Um perigo. A de manga com framboesa é fatal.

Temos ido bastante à praia, sempre que possível, o tempo tem ajudado bastante. A pedal, a praia mais perto fica a 25 minutos daqui, é Coogee. É uma delícia. E a costa de Sydney é uma coisa de cair o queixo, fizemos a caminhada toda entre Coogee e Bondi, passando por Tamarama, Clovelly e Gordons Bay, levou duas horas, mas valeu cada segundo. Que coisa linda. Confiram as fotos todas no álbum do FÊICE. Conseguimos ver muita gente que a gente gosta nessas festas, a maioria registradas nas fotos, por que, afinal, não posso carregar minha câmera a TODOS lugares, TODOS dias. É pesadinha. Na real, só não tenho fotos do ano novo.

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Era isso por agora. Espero que tenha tido boas festas, feliz 2014!

Strange news from another star

Bons dias por aqui. Tem feito sol forte, já estive na praia um par de vezes.

Semana passada, resolvi botar as contas em dia. Falei com um contador (excelente, indico se alguém precisar), ele me explicou que fui mal orientado em 2009, quando não paguei os impostos por estar indo embora antes do fim do ano financeiro. Por sorte, eu tinha guardado todas minhas notas e notinhas de gastos num envelope, que me acompanhou nesses cinco anos. E agora consegui pagar tudo direitinho e ainda não recebi nenhuma multa ou juros. Por que o governo daqui é muito gente fina. Enfim, tá tudo em dia, ufa. Que alívio.

Já aproveitei e declarei os últimos 4 anos, quando eu nem morava aqui, e os primeiros dois meses de trabalho que tive entre maio e junho. Também me pilhei e agora tenho PLANILHAS geniais. automatizadas, que me dão toda estatística de ganhos/dias de trabalho/gastos, etc. No fim do ano, vai ser bonito de ver, tudo certinho, só para entregar para o contador e pagar o leão.

Essa semana fiz um trabalho como assistente de produção, o que foi divertido, acho que fiz bem. É legal ir ao supermercado comprar comida, bebidas e lanches para um monte de gente, com o objetivo básico de agradar todo mundo, sem ter que preocupar-se muito com os preços.

Também assinei um serviço da compartilhamento de carro, tipo o Bicing de Barcelona. Se chama GoGet.

Comparado a ter um carro, com certeza é vantagem, pela grana. A maioria dos dias não usaria um carro, prefiro a bicicleta. Mas de vez em quando, é necessário, quando tem que carregar coisas para um trabalho. Como eu sou EMPRESA, assinei o plano empresarial, que é excelente.

Não paga mensalidade nem taxa de inscrição e o preço por hora é mais baixo. $6.35 por hora, $0.40 por km, inclui gasolina. Vou provar, vamos ver. Mas parece bom. Tudo vai depender do quão prático será o uso e a devolução dos carros.

Em notas menores, fui a um jogo do Western Wanderers, que é um dos times mais populares da A-League, por ser o time dos imigrantes. Gente que realmente gosta de futebol, ao contrário do australiano médio. Foi divertido, apesar de ser só um amistoso. Me surpreendi com a quantidade de gente que conheço no oeste de Sydney, tendo morado ali por apenas quatro meses. Vi muita gente conhecida no jogo. Claro que ter trabalhado como árbitro de futebol ajuda, pelo contexto.

Nos dias de folga, fomos a uma festa em Tamarama, uma das prainhas mais charmosas da costa de Sydney. Outro dia fomos a Gordon’s Bay, belíssimos lugar também. As praias de Sydney são realmente lindas.

Na dia seguinte, o amigo Felipe Neves convidou para testar uma câmera de vídeo que ele tinha por um dia. Fomos até Kurnell e Cronulla para isso. Um bom dia aleatório inesperado.

Aproveitei essa semana para fazer umas compras necessárias. Não estou nem perto de ter o kit ideal, mas esse é um item que estava fazendo falta, dois fotógrafos com quem trabalho já tinham me cobrado: um case de laptop para poder fotografar em cima de um tripé, mesmo estando em lugares como desertos ou praias.

Falando em fotos, não dá pra negar que tenho me divertido muito com o Instagram, especialmente com o celular novo, tendo ele sempre à mão ao observar pequenas coisas pela rua. Mas não quer dizer que não tiro mais fotos do dia-a-dia de vez em quando. Aqui algumas, bastante aleatórias.

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Pra quem gosta de cores, aí estão elas de volta. Algumas fotos foram tiradas com lentes que não são minhas, especialmente as bastante angulares. O resto das fotos, aqui no álbum do Facebook.

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Sábado de manhã, fomos ao Flemington Market, que seria tipo a CEASA de Sydney. Levei a câmera, depois de muitos dias da coitada descansando em casa. Resolvi tentar contar uma história das pessoas que frequentam o mercado, tanto vendedores quanto compradores. Por mais que eu goste das minhas fotos, às vezes falta esse senso de unidade, de séries, projetos. Por isso, esse teste. Outra coisa que não faço muito: processei tudo em preto e branco. Eu adoro cor, é difícil abrir mão de algumas coisas como a cor desse peixe. Por outro lado, algumas fotos só ficam boas em p&b. E fotos fora de foco e com ruído muitas vezes ficam bem sem cor.

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Legal? O resto das fotos, aqui.

Brasil?

Quando cheguei em Barcelona, comecei a jogar futebol com um pessoal através do site Timpik.com. Era uma turma boa, a da sexta-feira à noite. Perfeito final para uma semana de trabalho, jogar uma bolinha amistosa, porém séria, com bons jogadores de todas as nacionalidades (colombianos, peruanos, franceses, marroquinos, italianos e até alguns espanhóis). No início, era um dos colombianos que criava o evento no Timpik, onde todos os jogadores se inscreviam para jogar. O problema é que ele o fazia no iPhone e não tinha tempo para estar confirmando os inscritos, resolvendo desistências de última hora, organizando os times. Isso gerava falta de jogadores e suas consequências: atrasos, perda de credibilidade da partida, falta de dinheiro para pagar a quadra, jogos ruins.

Por isso, logo que me familiarizei com os jogadores mais regulares, me ofereci para organizar as partidas no site, afinal, eu trabalhava a tarde inteira no computador. Eles aceitaram de bom grado. Então comecei. Fiz uma lista de jogadores que vinha sempre, outros que vinham de vez em quando, classifiquei por assiduidade. Quando algum se atrasava, tinha algum problema, cancelava algum jogo de última hora, eu colocava um “menos” do lado do nome. Com o tempo, foi-se criando, naturalmente, um ranking de fiabilidade, assiduidade. Eu também cuidava critérios de qualidade dos jogadores também, para manter a partida no nível corrido e competitivo que eu gosto. Qualidade, assiduidade, fiabilidade e BUEN ROLLO (algo como BOAS VIBRAÇÕES) tinham mais ou menos o mesmo peso. Amizade vinha em segundo plano, mas era natural gostar mais de jogadores que sempre vinham, jogavam direitinho e não causavam problemas. E, sempre, os jogadores chegavam com a camisa certa (escura ou clara) de seus times conforme a minha escolha (que tentava ser justo, afinal, não gosto de ganhar fácil nem de perder fácil, gosto de jogo equilibrado).

Com esses critérios observados e o corte de jogadores que estavam sempre atrasados, estragando o início das partidas, o jogo do grupo SOM LA GENT BLAUGRANA (ns) começou a pegar fama no site como um jogo bom de se jogar. Tínhamos sempre dois goleiros, nunca faltavam jogadores, começávamos na hora, o pessoal era gente fina. Assim, sempre sobrava dinheiro no final do trimestre, o que era convertido em desconto para aqueles sete que pagavam o semestre todo de uma vez, garantindo a quadra.

Ou seja, eu não fazia aquele trabalho de organização por que ganhava um salário para isso e, sim, por que me beneficiaria indiretamente, tanto quanto beneficiaria a todos os outros, que teriam um bom jogo para relaxar na sexta à noite e ainda pagariam menos ao final do mês.

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E é assim que deveria funcionar a política, na minha opinião. Os políticos deveriam ajudar a organizar o país por que podem, por que têm condições e por que querem que o país funcione bem para que, no final da semana, possam jogar um jogo gostoso, divertido, justo para todos, não por que vão ganhar um salário milionário. Os bons salários deveriam ser pagos aos bons professores e bons médicos, primeiramente. E, quem sabe, eles poderia ser os políticos, voluntários. Ou, quem sabe, poderíamos ser todos senadores, votando diretamente em leis através da internet. Afinal, no Brasil, apesar da aparente falta de dinheiro para coisas como água potável e estradas, tem um dos mais eficientes sistemas de eleições, tudo eletrônico, funcionando perfeitamente. Sem falar no pagamento de impostos, que hoje em dia pode ser feito sem maiores complicações pela internet. Não vejo por que um sistema de votação via internet, com número de eleitor, seria menos eficiente que tudo ser votado uns poucos mancomunados.

É muita grana que o governo tem para fazer desse país um dos melhores do mundo, como deveria ser. Não temos tornados, não temos terremotos, não temos tsunamis, apenas uma enchente aqui e ali, muitas vezes causada pelo próprio ser humano, indiretamente. Recursos naturais não faltam, por outro lado. E gente qualificada, mesmo com o sistema educacional debilitado, SOBRA. Tem muito brasileiro qualificado indo trabalhar no exterior, para ganhar o salário que merece, depois de ralar tanto para estudar, seja para ter faculdade pública ou pagar a particular.

Algumas pessoas no Facebook estavam difundindo a ideia de que políticos deveriam ser obrigados a inscrever seus filhos em escolas públicas e tratarem da sua saúde no SUS. Acho interessante. Não funcionaria, na prática, mas a ideia deveria ser essa: que todos se importassem por que afetaria diretamente suas vidas.

Na boa, o que falta para o Brasil é acabar com essa cara de pau, esse circo que é a política brasileira, com todos os gastos exorbitantes para voar o pessoal para Brasília, pessoal que “trabalha” de terça a quinta, todo o nepotismo indireto dos secretários, dos cargos de confiança, dos garçons ganhando 15 mil reais por mês, da funcionária pública levando o cachorrinho para passear em pleno expediente, do dinheiro repassado para a empreiteira do marido da filha do governador, do pastor racista, homofóbico e misoginista ser nomeado Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (algo como o Maradona ser nomeado Presidente da Comissão de Antidoping da Copa do Mundo). O pessoal paga imposto que não termina mais para ter SUS, escola pública e polícia. Acaba pagando outra vez com Unimed, colégio particular caríssimo e segurança particular. E aquele estado de terror constante do brasileiro, sempre olhando em volta, girando o pescoço como uma coruja, quando vai estacionar o carro, esperando que algum bandido saia de dentro da lata de lixo, da copa de uma árvore. Se tu tem um carro, estatisticamente, mais cedo ou mais tarde, tu vai ser assaltado. Não tem saída. É pagar o seguro e entregar as chaves, quando pedirem.

É tanta coisa inacreditável que chega a banalizar, o povo perde o poder de indignação diante de tanta bizarrice. E eu gostei de ver, apesar de nem estar morando no país, o povo indo à luta, saindo às ruas. Não sei exatamente como isso vai acontecer, na prática, mas a mudança urge. E, se temos que aproveitar que o foco está todo no Brasil por causa da Copa e das Olimpíadas, para exibir essa face hedionda do Brasil, que assim seja. E esse será o grande legado da Copa, que ninguém esperava. Tudo bem, já levaram bilhões de reais na construção dos estádios e, infraestrutura, que é bom e é o que realmente conta, deixaram pra lá. Mas essa mudança de mentalidade, se ocorrer de fato, vai ser muito benéfica. Mas não pode parar por aqui, tem que atingir o X da questão, que é a corrupção e a sacanagem política, a cara de pau. Eu nunca fui muito a favor dessa Copa, na real me interessava por ela tanto quanto se tivesse acontecendo em outro país. Mas agora já tô achando bom, pelas consequências que vemos neste junho de 2013. Que não pare por aqui, que se organize e realmente mude o país. Não vejo a hora de te encontrar de cara nova, Brasil.

Bom ressaltar: não sou contra nem a favor do PT. Sou a favor das pessoas honestas. Eu mesmo votei no Lula, depois lamentei que ele tenha entrado no jogo sujo também, mesmo tendo feito coisas boas.

Eu sei que é difícil comparar um país de dimensões continentais como o Brasil com o Uruguai, que é menor que o Rio Grande do Sul, mas olhem um pouquinho para este senhor, que em pouco tempo no poder já agilizou ideias que caem de maduro, como a rejeição de mimos do governo por parte dos políticos, a legalização e o consequente controle das drogas e do aborto (dois temas da sociedade que são apenas varridos para baixo do tapete enquanto são ignorados e tidos como ilegais) e o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Palmas pra ele.

PS: É claro que sou contra depredação, vandalismo, violência. Não acho bonito, não faria, não acho que seja o caminho, só desvia o foco e dá margem para manchetes diversionistas. Quem faz isso ou é burro demais ou está do lado dos sem-vergonhas.