Inferno Astral Over And Out

Pois terminou a semana de comemoração do meu aniversário. Por que a Chi ia num festival nesse fim de semana, acabamos comemorando antecipadamente, na casa dos pais dela, com kebab de galinha liberado para todos que fizessem a mão de viajar até o velho-oeste. Tivemos bom público, umas vinte pessoas no pico da festa. Mesmo assim, nem acabaram os drinks, sobrou bastante, ainda estão aqui. Aniversário de velho, já não se bebe tanto mais.

Obrigado a todos que compareceram em algum ou outro momento, obrigado aos pais da Chi por organizarem toda função da comida, foram bem demais. E estamos aí, cada vez mais velhos, todos.

Alguns registros:

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E o resto das fotos.

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Venga, Colibri

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Pois, pela primeira vez desde o Brasil, tiramos uns dias de férias totais. O destino: Airlie Beach, na região de Whitsunday. No segundo dia, por que o tempo tava bom, já fizemos um dos passeios de barco que duram o dia todo. Mergulhamos, comemos na praia, etc. Nos dias seguintes, a previsão era de chuva e acabamos ficando meio amorcegados no hotel, que era bem bom, com uma piscina sincera e um supermercado colado. Outro fator que contribuiu para nossa preguiça, foi um casal de suecos que estavam hospedados no mesmo lugar. Por sinal, ela é jogadora de futebol profissional, já jogou com a Marta no campeonato sueco. Muitas horas passamos com eles na piscina, fizemos um churrasco na área comum, no exato momento em que caiu uma chuvarada fenomenal. Gente finíssima.

Nos dias seguintes, até fomos à gostosa lagoa artificial no centro de Airlie Beach. Acabamos deixando para marcar a tour mais importante no último dia, o que acabou sendo um erro, por que era o primeiro dia de tempo perfeito, sem vento, na semana, por isso estava tudo lotado. Pena. Mas tudo bem, por que era o dia do aniversário da Chi e tínhamos uma janta planejada. O problema é que o restaurante onde planejávamos comer estava lotado. Acabamos indo no plano C, um restaurante marroquino. Acabou surpreendendo, muito bom. E foi ali, depois dessa janta, que rolou o momento pelo qual essa viagem vai ficar marcado: fiz o pedido da mão da minha senhorita. E ela aceitou. Aê!

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Mal sabia ela que eu já tinha os anéis desde o Brasil, só estava esperando um momento legal para fazer o pedido. Estavam os dois anéis escondidos dentro de uma meia de inverno desde Abril! Detalhe massa: são as alianças dos meus pais, que minha mãe me deu especialmente. 🙂

Pois agora fica todo mundo no “E quando é o casamento?”. Pois não sabemos. E só de pensar na impossibilidade de fazer uma festa na Austrália e no Brasil ao mesmo tempo, já me tira a motivação. O que fazer? Não sei. A pensar. Uma hora dessas brilha alguma ideia.

Mais algumas fotos, aqui no álbum do FB.

Strange news from another star

Bons dias por aqui. Tem feito sol forte, já estive na praia um par de vezes.

Semana passada, resolvi botar as contas em dia. Falei com um contador (excelente, indico se alguém precisar), ele me explicou que fui mal orientado em 2009, quando não paguei os impostos por estar indo embora antes do fim do ano financeiro. Por sorte, eu tinha guardado todas minhas notas e notinhas de gastos num envelope, que me acompanhou nesses cinco anos. E agora consegui pagar tudo direitinho e ainda não recebi nenhuma multa ou juros. Por que o governo daqui é muito gente fina. Enfim, tá tudo em dia, ufa. Que alívio.

Já aproveitei e declarei os últimos 4 anos, quando eu nem morava aqui, e os primeiros dois meses de trabalho que tive entre maio e junho. Também me pilhei e agora tenho PLANILHAS geniais. automatizadas, que me dão toda estatística de ganhos/dias de trabalho/gastos, etc. No fim do ano, vai ser bonito de ver, tudo certinho, só para entregar para o contador e pagar o leão.

Essa semana fiz um trabalho como assistente de produção, o que foi divertido, acho que fiz bem. É legal ir ao supermercado comprar comida, bebidas e lanches para um monte de gente, com o objetivo básico de agradar todo mundo, sem ter que preocupar-se muito com os preços.

Também assinei um serviço da compartilhamento de carro, tipo o Bicing de Barcelona. Se chama GoGet.

Comparado a ter um carro, com certeza é vantagem, pela grana. A maioria dos dias não usaria um carro, prefiro a bicicleta. Mas de vez em quando, é necessário, quando tem que carregar coisas para um trabalho. Como eu sou EMPRESA, assinei o plano empresarial, que é excelente.

Não paga mensalidade nem taxa de inscrição e o preço por hora é mais baixo. $6.35 por hora, $0.40 por km, inclui gasolina. Vou provar, vamos ver. Mas parece bom. Tudo vai depender do quão prático será o uso e a devolução dos carros.

Em notas menores, fui a um jogo do Western Wanderers, que é um dos times mais populares da A-League, por ser o time dos imigrantes. Gente que realmente gosta de futebol, ao contrário do australiano médio. Foi divertido, apesar de ser só um amistoso. Me surpreendi com a quantidade de gente que conheço no oeste de Sydney, tendo morado ali por apenas quatro meses. Vi muita gente conhecida no jogo. Claro que ter trabalhado como árbitro de futebol ajuda, pelo contexto.

Nos dias de folga, fomos a uma festa em Tamarama, uma das prainhas mais charmosas da costa de Sydney. Outro dia fomos a Gordon’s Bay, belíssimos lugar também. As praias de Sydney são realmente lindas.

Na dia seguinte, o amigo Felipe Neves convidou para testar uma câmera de vídeo que ele tinha por um dia. Fomos até Kurnell e Cronulla para isso. Um bom dia aleatório inesperado.

Aproveitei essa semana para fazer umas compras necessárias. Não estou nem perto de ter o kit ideal, mas esse é um item que estava fazendo falta, dois fotógrafos com quem trabalho já tinham me cobrado: um case de laptop para poder fotografar em cima de um tripé, mesmo estando em lugares como desertos ou praias.

Falando em fotos, não dá pra negar que tenho me divertido muito com o Instagram, especialmente com o celular novo, tendo ele sempre à mão ao observar pequenas coisas pela rua. Mas não quer dizer que não tiro mais fotos do dia-a-dia de vez em quando. Aqui algumas, bastante aleatórias.

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Pra quem gosta de cores, aí estão elas de volta. Algumas fotos foram tiradas com lentes que não são minhas, especialmente as bastante angulares. O resto das fotos, aqui no álbum do Facebook.

2 weeks in

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Então hoje faz duas semanas que chegamos na Austrália. A princípio, estamos na casa dos pais da Chi, até ter um trabalho fixo e, aí sim, achar um lugar legal pra morar. Mas vai dar.

O mais essencial já foi feito com facilidade nos primeiros dias:
1.Revi Titanic e Nego, conheci sua querida namorada Gemma.
2.Comprei um computador novinho em folha, um MacBookPro bonitinho.
3.Com a ajuda do Titanic e seus parceiros da MacStore, consegui consertar meu computador antigo, que tá servindo como HD de backup e tela extra para assistir seriados.
4.Tenho um número de celular.
5.Abri conta em banco. Levou 15 minutos. Por isso que a Chi ficou tão frustrada quando passamos uma hora e meia tentando resolver umas bobagens no Banco do Brasil. Fora que pra entrar ela teve que ficar NUA, quase. Enquanto aqui o banco nem tem porta, é como uma loja qualquer do shopping. Afinal, não tem dinheiro vivo, praticamente.
6.Refiz contatos com o pessoal com quem já tinha trabalhado na outra oportunidade em Sydney.
7.Estou organizando CV e portfolios.

Algumas vezes fomos pra cidade de carro, leva pouco mais de uma hora. conseguimos estacionar na frente da casa do Nego e passamos o domingo lá. Quando vamos pra City, no mínimo é pra passar o dia todo.

Já peguei o trem daqui de Glenmore Park pro centro cidade, que fica a 50km. O trem em si é tranquilo, bem suave e silencioso, leva pouco menos de uma hora até a Central Station. Tendo um livro ou computador, passa rapidinho. E custa 9 dólares, ida e volta. O único problema é ir da casa até a estação Penrith. Única opção plausível: de carro. Ou alguém dá uma carona, ou dá pra deixar o carro de graça no estacionamento da estação. São 9km daqui até a estação. Dá 10 minutos de carro. De bicicleta, levaria meia hora. Não é ideal, mas por enquanto é o que dá, pra não ter que pagar aluguel. E os pais da Chi nos tratam super bem, claro.

Nas fotos, algo da vizinhança, algo da cidade, uma visita à vó dela (que tem uns carros velhos enferrujados no pátio e umas dez bicicletas, ela não joga nada fora), um churrasco de formatura com direito a cordeiro inteiro no espeto, em homenagem a um primo dela que virou policial, visita a Elizabeth Bay, à bela morada do amigo Nego, janta no amigo Radge, um almoço com ex-colegas de trabalho da Chi em Manly (tentação de ir morar lá) e, fechando, gostosíssimo churrasco de domingo na Maison Yusuf, para o dia das mães. Fui encarregado do hummus. 🙂

O resto das fotos, aqui.

Last goodbyes

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Fora isso tudo, teve aniversario de um ano da minha fofura de sobrinha Luiza, que foi bem legal, uma boa oportunidade para ver alguns familiares que ainda não tinha conseguido ver nessa passagem pelo Brasil. E também de me despedir de vários outros.

Ultima semana serviu para acertar últimas coisinhas burocráticas de bancos e procurações e carteiras de motorista. Também passei dez dias lendo 8 diários da minha mãe, de 1980 a 1988. Muita coisa legal, especialmente as frases que soltávamos quando pequenos. E ainda alguns dias marcantes na história do Brasil, como trocas de moedas, jogos da Copa do Mundo e o titulo do Grêmio na Libertadores. 28 de Julho de 1983: “Hoje teve um jogo importante. Está todo mundo feliz. Tu, Beto, te assustou com os foguetes, deu ate’ pena.” Como ela escrevia todos os dias, qualquer fato minimamente relevante era citado. Um belo documento. Li como se fosse um seriado, temporada, por temporada, umas duas horas antes de dormir, todos dias. Como eu também estava no apartamento onde se passaram muitas das cenas, foi uma imersão total. Sonhava com aquilo toda noite.

E também fazer as malas, pegar algumas coisinhas encomendadas pelos amigos de Australia e, claro, festas de despedida no último fim de semana. Sexta no DNA com os amigos, domingo almoço na mamãe e janta na titia. Grandes presenças, incluindo a minha querida Vó Iolanda, que pra sair de casa é um parto. Dizer tchau pra todos é sempre um sufoco, mas tudo bem, eu já deveria estar acostumado.

E foi isso. Agora estamos no meio do voo de Santiago para Sydney, na expectativa dessa nova vida na Australia. Sorte pra nós! Volta e meia passo aqui para deixar alguma notícia.

Aqui, o resto das fotos.

Flight 666

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Depois que voltamos da viagem de um mês pelo Brasil, tínhamos apenas três semanas para aproveitar o que dava da família, dos amigos e de Porto Alegre. Muito videogame com os irmãos, muita comida, algumas interações com bons amigos.

No primeiro sábado, tivemos um dos melhores e mais ensolarados dias no Brasil. Ao meio-dia, comemos com minha mãe. Dali, fomos ao Aeroclube do Rio Grande do Sul, onde o capitão Ricardo Scussel Lonzetti nos levou para um belo voo panorâmico. Até eu pilotei um pouquinho o avião, todo tosco, mas pilotei.

Depois, fomos até Belém Novo, na casa do parceirão Gabriel. A Chi adorou a casa e a família dele. Ficou daquele jeito que eu sempre fico quando vou lá. Bombom e Conrado crescerão para ser grandes caras. Na volta, passamos na casa dos pais da Leto, para tirar uma foto do querido Herrera, o supercachorro dela, e acabamos entrando um pouquinho para conversar com seus queridos pais. Na seqüência, esticamos a noite na casa do grande amigo Iuri, um dos points mais quentes de toda Porto Alegre. Um dia perfeito.

Aqui, o resto das fotos, que também incluem uma visita à minha querida vó, ao consultório do Dr. Luiz Pinto, namorado da minha mãe, à casa do irmão do Nego, Sr. Fernando CP e seu filhote Gabriel e um passeio pela Redenção.

Boipeba

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Depois de 15 horas entre vans, ônibus e barcos, chegamos à Ilha de Boipeba. Graças às dicas da Charlene: uma van saiu do Vale do Capão às 20:30, pegamos o bus em Palmeiras as 22 horas, chegando a Feira de Santana as 4:30 da matina. Conectamos com o ônibus das 5:25, que nos deixou  em Valença às 9:30, para correr ao cais para pegar lancha rápida às 10 da manhã. Depois de carregar as malas por 20 minutos sob o sol escaldante, entramos na pousada pelas 12:00. Ufa!
 
A princípio, ficaríamos uns 3 dias em Morro de São Paulo e 3 dias em Boipeba. Por causa de algumas mudanças nas datas de Recife, acabamos ficando com menos dias para a Bahia, por isso acabamos cortando Morro de SP. Acho que acabou ficando melhor assim. Boipeba é uma ilhazinha ao sul de Morro de SP. Não há carros. O céu é estrelado demais. A lua estava cheia, fazendo o mar brilhar em prateado, marcando uma sombra dura na areia. Espetacular.
 
A maior parte do tempo passamos na praia da Cueira, emoldurada por belas e intermináveis palmeiras. Com o avanço gradual da maré, as palmeiras da primeira fileira se dobram em direção ao mar, criando providenciais sombras na praia.
 
Restaurantes recomendados: Restaurante da Analia (perto do portinho) e o Panela de Barro (mais para o centro da vila dos locais).
 
Ficamos hospedados na Pousada Tassimirim, por indicação do amigo Christian. Bom café da manhã, nos dois primeiros dias foi até atendimento exclusivo, pois eramos os únicos hospedes. Mas o grande hit da pousada é a localização. A 15 minutos caminhando do centrinho, 5 minutos da praia do Tassimirim, 25 minutos da Cueira. E a prainha da frente da pousada também quebra o galho, para ver o pòr do sol de dentro da agua quentíssima.
 
Valeu a pena, como fechamento da parte tropical da viagem. Dali, pegamos a lancha rápida, depois um ônibus até Bom Despacho, daonde pegamos a balsa para Salvador. E um táxi para o hotel, que ficava perto do Aeroporto, daonde saiamos para SP na manha seguinte. Pegamos um hotelzinho meia boca, mas que tinha piscina, café da manhã e uma papagaia muito simpática que cantava “Ilari-lari-è, Ò, Ò, Ò”.
 
E vou dizer: em toda viagem pela Bahia, incluindo os lugares mais interioranos e solitários, nunca senti qualquer especie de ameaça à segurança. Muito mais seguro do que os bairros mais abastados de Porto Alegre.

O resto das fotos, também beneficiadas pela recuperação dos arquivos, está aqui. Como o computador estragou no meio da estadia em Boipeba, acabei repetindo algumas fotos no último dia.