Tacale pau nesse carrinho

fordescape2002

Tentando quebrar um pouco a seqüência de negligência a esse blog, posto aqui algo importante, um marco: comprei meu primeiro carro há uma duas semanas. Basicamente para usar no trabalho, mas tá valendo. Ford Escape 2002, 90 mil km rodados. Apenas um dono, que morreu, por isso venderam.

Foi um bom achado, tem uma par de coisinhas para arrumar, mas estou bastante satisfeito com o carro, até agora. Espero que dure ao menos uns 5 anos, quando espero ter dinheiro para comprar um carro zero, sem ter que me preocupar com problemas de segunda mão.

Ainda seguirei na bicicletinha, sempre que possível. Muitas vezes é muito mais prático e até rápido, dependendo de onde estou indo e da situação de trânsito e estacionamento, os dois grandes problemas de carros, no dia-a-dia. Me sinto tão idiota e preguiçoso quando o dia está ensolarado e eu estou preso no trânsito.

No mais, tem sido um ano atípico, ao mesmo tempo cheio de aventuras, altos e baixos, mas não entrarei em detalhes, já faz um tempo que esse blog deixou de ser aquilo que era em 2004, quando blogs ainda tinham visitas e as pessoas comentavam, etc. Mas ao mesmo tempo era algo meio privado, meio gueto.

Eu sei que não tenho mais publicado as notas dos filmes aqui, mas não se preocupem, está tudo anotado para ser publicado num montinho no fim do ano. De qualquer forma, não custa avisar: assistam Boyhood. Com certeza um dos melhores filmes do ano. Richard Linklater é FODA.

Inferno Astral Over And Out

Pois terminou a semana de comemoração do meu aniversário. Por que a Chi ia num festival nesse fim de semana, acabamos comemorando antecipadamente, na casa dos pais dela, com kebab de galinha liberado para todos que fizessem a mão de viajar até o velho-oeste. Tivemos bom público, umas vinte pessoas no pico da festa. Mesmo assim, nem acabaram os drinks, sobrou bastante, ainda estão aqui. Aniversário de velho, já não se bebe tanto mais.

Obrigado a todos que compareceram em algum ou outro momento, obrigado aos pais da Chi por organizarem toda função da comida, foram bem demais. E estamos aí, cada vez mais velhos, todos.

Alguns registros:

HF__4794

HF__4796

HF__4806

HF__4861

E o resto das fotos.

Saídas & Entradas

E passaram as festas, finalmente, o ano novo está aí.

Tenho uma pilha de fotos aleatórias para postar, alguns assuntinhos a tratar, para quem tempo para sentar e bater um papo.

Como tiramos uma semana de férias no início de dezembro, meu mês, financeiramente, foi bem fraco, bateu mais ou menos na metade da média, infelizmente. Mas tudo bem, relaxamos. Último dia de trabalho do ano foi ajudar a organizar a festa de Natal do pessoal querido com quem trabalho mais regularmente. Foi bem legal, inclusive fiz umas fotos durante a festa, no estúdio, do pessoal que estava lá, todos, maioria homens peludos, vestindo o mesmo vestido. Ficou bacana.

Em outras notícias, estou me puxando para aprender italiano. Era uma coisa que eu tenho na minha lista de afazeres há tempos. Minha mãe pediu para eu achar algum app ou website que ensinasse inglês para ela, acabei achando esse excelente chamado Duolingo. É viciante, é como um joguinho. Recomendo muito. Depois que acabar o italiano, quero fazer o alemão também, para tentar melhorar um pouquinho, lembrar algo dos oito anos de estudos que tive no Dohms.

Meus melhores presentes de Natal:

1.Violão novo, cordas de nylon, menorzinho, bem macio. Com o violão METAL que o pai da Chi tinha me dado, meus dedos ficavam em carne viva. Com esse, toco por horas sem problemas.

2.Um jogo FÍSICO de Scrabble. Muito bom, jogamos quase todos dias desde que ganhei. A gente vinha jogando pelo app do smartphone, mas ao vivo é bem mais legal.

Fora isso, tivemos comemorações COMEDIDAS (duas em casa, duas na casa de outros), sem excessos, nem cheguei a beber mais que DOIS drinks por ocasião. O equivalente a QUATRO KEEP COOLERS, aprox.

Falando em bebidinhas, pouco antes do Natal, hospedamos aquele casal de suecos queridos que conhecemos em Airlie Beach. Nos presentearam quatro garrafas de uma cidra sueca chamada Rekordelig, que é tão gostosa que parece refrigerante. Viro uma garrafa dessas, com gelo, em cinco minutos. Um perigo. A de manga com framboesa é fatal.

Temos ido bastante à praia, sempre que possível, o tempo tem ajudado bastante. A pedal, a praia mais perto fica a 25 minutos daqui, é Coogee. É uma delícia. E a costa de Sydney é uma coisa de cair o queixo, fizemos a caminhada toda entre Coogee e Bondi, passando por Tamarama, Clovelly e Gordons Bay, levou duas horas, mas valeu cada segundo. Que coisa linda. Confiram as fotos todas no álbum do FÊICE. Conseguimos ver muita gente que a gente gosta nessas festas, a maioria registradas nas fotos, por que, afinal, não posso carregar minha câmera a TODOS lugares, TODOS dias. É pesadinha. Na real, só não tenho fotos do ano novo.

HF__2561

HF__4147

HF__4138

HF__4091

HF__4084

HF__3798

HF__3613

HF__3563

HF__3518

HF__3516

HF__3438

HF__2770

HF__2579

Era isso por agora. Espero que tenha tido boas festas, feliz 2014!

2013 no ouvido

Pode-se dizer que em 2013 eu fui bastante relaxado, não procurei nada muito novo. Ouvi muita velharia, muita coisa que só se pode ouvir sozinho, em headphones. Incluindo aí trilha sonora da novela Tieta, músicas de Madonna e Laura Pausini e o artista sensacional que faz covers de trilha de videogame ACAPELLA, Smooth McGroove, que eu ouvi muito no meu iPod Shuffle, nos primeiros meses na Austrália, enquanto corria e suava para tentar perder os quilos que ganhei durante os cinco meses de férias no Brasil.

Ele e mais outros três foram artistas que escutei em 2013 que eu não vinha escutando antes: The Radio Dept, Rodriguez, Frank Ocean e Volcano Choir.

The Radio Dept eu só tinha ouvido na trilha sonora de Marie Antoinette, mas nunca tinha prestado atenção. Foi um dos casos em que explorar a biblioteca de outras pessoas no Last.fm vale a pena. Quando eu vejo uma banda sendo a mais escutada por uma pessoa, algo de bom ela tem que ter. Foi assim que descobri Of Montreal.

Rodriguez foi, obviamente, por causa do documentário. Frank Ocean é muito bom. E Volcano Choir, o disco antigo deles eu não tinha curtido, mas o novo é como se fosse um Bon Iver inédito. bom demais, com certeza o disco novo que mais ouvi este ano.

Os discos novos que mais escutei:

algums2013

Volcano Choir – Repave
Vampire Weekend – Modern Vampires of The City
Daft Punk – Random Access Memories
Cass McCombs – Big Wheel and Others
Arcade Fire – Reflektor
Rodrigo Amarante – Cavalo
The National – Trouble Will Find Me

Esses são mais antigos, mas ficaram no topo da lista em 2013, muito rodados:
old2013
Frank Ocean – Channel: Orange
Radio Dept – Clinging to a Scheme
Deftones – Koi No Yokan
Father John Misty – Fear Fun
Sixto Rodriguez – Cold Fact

Aquela que recebe o troféu e música mais rodada de 2013: Smooth McGroove – Dire Docks Acapella

Seguida de perto por Laura Pausini – Destinazione Paradiso, vício meu, motivado pela minha vontade de aprender italiano.

A música de 2013 que eu mais escutei é na verdade um cover de um hit, The Stepkids – Get Lucky.

E a música SÉRIA de 2013 que eu mais escutei, vem apenas em décimo quarto na lista geral: Volcano Choir – Acetate. Muito boa, porém.

Aqui os resumos do Last.fm, para registro:

E, para fechar o ano, fiz um Mixcloud com algumas das músicas mais apresentáveis que eu escutei este ano.

Destaque para Jig-Saw Puzzle, dos Stones. Eu adoro Rolling Stones, gosto mais deles que de Beatles, mas nunca escutei toda discografia. Estou fazendo isso aos poucos. Então, todo ano, descubro uma música nova para mim. Essa maravilha é a do ano.

Como disse, tem muita coisa que escuto de maneira PRIVADA, em headphones. Os meus dois momentos de escutar música atualmente são bem definidos:

1.Em estúdio, com um monte de gente, trabalhando, com playlists pré-definidas ou feitas na hora. Como é muita coisa variada, como se fosse um rádio, essas músicas acabam não entrando nas estatísticas do Last.fm

2.Nos fones, enquanto ando de bicicleta. Nesse caso, limita um pouco ao que tenho no celular, que só tem 16GB de espaço. Não tenho mais levado meu iPod pra rua – na verdade tenho usado o coitado muito pouco, ele tá meio capenga (pausa sozinho se estou em movimento). Só uso quando escuto em casa, com ele paradinho, ligado às caixas de som.

Sobre shows, nada a declarar, tenho quase certeza de que não fui em nenhum em 2013, talvez pela primeira vez nos últimos 20 anos. Posso estar enganado.

Venga, Colibri

HF__3041

HF__3066

HF__2853

HF__2960

HF__3175
Pois, pela primeira vez desde o Brasil, tiramos uns dias de férias totais. O destino: Airlie Beach, na região de Whitsunday. No segundo dia, por que o tempo tava bom, já fizemos um dos passeios de barco que duram o dia todo. Mergulhamos, comemos na praia, etc. Nos dias seguintes, a previsão era de chuva e acabamos ficando meio amorcegados no hotel, que era bem bom, com uma piscina sincera e um supermercado colado. Outro fator que contribuiu para nossa preguiça, foi um casal de suecos que estavam hospedados no mesmo lugar. Por sinal, ela é jogadora de futebol profissional, já jogou com a Marta no campeonato sueco. Muitas horas passamos com eles na piscina, fizemos um churrasco na área comum, no exato momento em que caiu uma chuvarada fenomenal. Gente finíssima.

Nos dias seguintes, até fomos à gostosa lagoa artificial no centro de Airlie Beach. Acabamos deixando para marcar a tour mais importante no último dia, o que acabou sendo um erro, por que era o primeiro dia de tempo perfeito, sem vento, na semana, por isso estava tudo lotado. Pena. Mas tudo bem, por que era o dia do aniversário da Chi e tínhamos uma janta planejada. O problema é que o restaurante onde planejávamos comer estava lotado. Acabamos indo no plano C, um restaurante marroquino. Acabou surpreendendo, muito bom. E foi ali, depois dessa janta, que rolou o momento pelo qual essa viagem vai ficar marcado: fiz o pedido da mão da minha senhorita. E ela aceitou. Aê!

HF__3188

Mal sabia ela que eu já tinha os anéis desde o Brasil, só estava esperando um momento legal para fazer o pedido. Estavam os dois anéis escondidos dentro de uma meia de inverno desde Abril! Detalhe massa: são as alianças dos meus pais, que minha mãe me deu especialmente. 🙂

Pois agora fica todo mundo no “E quando é o casamento?”. Pois não sabemos. E só de pensar na impossibilidade de fazer uma festa na Austrália e no Brasil ao mesmo tempo, já me tira a motivação. O que fazer? Não sei. A pensar. Uma hora dessas brilha alguma ideia.

Mais algumas fotos, aqui no álbum do FB.

I Thought It Was Only A Brand New Start

Quase dois meses sem escrever no blog, provavelmente a maior folga que tive desde que me mudei para a Austrália pela primeira vez, há mais de cinco anos. Dessa vez, folga aqui significa muito trabalho na vida real, o que é bom. Mês de outubro foi excelente, o de mais trabalho até agora, desde que cheguei. A vida de frilas realmente está dando pé, muito melhor do que eu esperava. Estou tendo uns 15 dias de trabalho por mês, o que é o ideal, não estou procurando mais. O que tenho no momento tá excelente. Novembro está seguindo o mesmo ritmo, felizmente, o que dá uma certa segurança para poder investir em alguns equipamentos.

Esse mês fiz um pedido grande da B&H de NYC, talvez a melhor loja do mundo para equipamentos de fotografia. Alguns acessórios que eu estava precisando, coisas aleatórias, cartões de memória, leitor de cartão, cabos, ferramentas, etc. Valeu a pena, mesmo com os 140 dólares de postagem, por que é tudo muito mais barato lá. Um compact flash de 16GB custa 160 dólares aqui, de lá comprei 2 por $83.

Depois de quase 4 anos de atividade intensa, sofrendo com intempéries e banhos de mar, minha 7D deu alguns sinais de cansaço. Deu um tal de ERROR 30. Como eu tinha que fazer um casting no dia seguinte, acabei comprando uma 5D Mark III. Tava precisando de uma câmera reserva, mesmo. E de uma full frame, principalmente. Praticamente raspou minha poupança acumulada nesses primeiros meses de trabalho (tenho uns dois meses de trabalho já feito, ainda a serem pagos), mas acho qeu vai se pagar em pouco tempo. Bela câmera. Que já usei ontem pela primeira vez num trabalho com os jogadores da Seleção Australiana, os famosos SOCCEROOS, que estão a caminho do Brasil para a copa de 2014. Gente fina.

E nesse ritmo, não podendo sair de casa no fim de semana devido às chuvas torrenciais insuportáveis, acabei fazer algo que eu deveria ter feito logo que cheguei: imprimir uns cartões. Não que tenha feito falta, acho que só umas duas vezes alguém me pediu “Do you have a card?”, mas é legal ter e não é caro. Usei o logo aquele dos adesivos e pronto. Acho que vai ficar simpático.

card3 final

E para ficar mais bonito, fui no embalo e registrei o domínio hfanti.com, que redireciona para aquele Tumblr que eu tinha feito com minhas fotos favoritas. Assim posso usar o email com o domínio ao invés do @gmail.com. Só falta agora ter um site de verdade… Cenas de um próximo capítulo.

Esse mês, a minha cunhada Eb, que está viver em Nova Iórque, morou aqui com a gente. Está fazendo um frilas de publicidade em Sydney antes de ir passar uns dois anos nos EUA. Logo que ela se for, é nossa vez de viajar um pouco, vamos passar uma semana pelas praias de Whitsundays, no nordeste da Austrália. Acho que vai ser bom. Quero ver se compro uma GoPro antes de ir, para aproveitar por lá, fazer uns vídeos embaixo da água. 🙂

De quebra, umas fotos de Tamarama e Maroubra, uma das minhas praias favoritas de Sydney, num dia de vento e ressaca.

IMG_6216

IMG_6217

IMG_6221

IMG_6227

IMG_6229

IMG_6230

E aqui umas fotos do aniversário do parceiro Ricky, cujo avô veio da Alemanha e nunca mais voltou. Temática Oktoberfest, o pessoal se puxou nas roupas. Eu fui de jogador de futebol alemão, mesmo. Comecei retrancado, acabei o jogo vomitando como não fazia desde dezembro de 2011. Festa épica.

Beaconsfield Miners

Pois, duas semanas depois de termos entrado na casa, habemos internet!

IMG_5595

A mudança foi tranquila, até. Optamos pela opção confortável, não alugamos um caminhão e, sim, pagamos por entregas das coisas maiores que compramos de lojas (cama, colchão, geladeira, mesa de jantar e sofá). Claro, é bem mais fácil mudar-se para um lugar sem estar morando em outro e sem ter uma data exata para o dia da mudança. Ao longo de quatro dias, fizemos três viagens da casa dos pais da Chi até aqui, com carro cheio. Trouxemos máquina de lavar roupa, TRÊS mesinhas de cabeceira que acabamos comprando de lojas de antiguidades, cadeiras que compramos de segunda mão, entre mil outros badulaques que compramos de cozinha, além da TV, que compramos usada do Titanic.

E no último dia, trouxemos a Pajero do sogro cheinha. No caminho, coletamos o Nego, que queria aproveitar uma inocente carona para o Ikea e acabou vendo-se forçado a ajudar a descarregar o carro aqui com a gente. Na sequência, uma sessão hardcore de Ikea, da qual saímos SUANDO depois de passar quase vinte minutos tentando fazer caber tudo o que compramos, o que incluía um guarda-roupa enorme e a coisa mais pesada que eu já levantei sozinho. Não teríamos conseguido se não fosse a VALENTE ajuda do Nego e também, no dia seguinte, a parceria de ter emprestado a furadeira do sogro dele. Aparafusar todo aquele armário teria sido o suplício. Mesmo com furadeira, levamos umas quatro horas, em dois turnos.

Agradecimento eterno aos pais da Chi por nos terem dado teto por 3 meses e pouco. Economizamos uns dez mil dólares estando com eles nessa fase inicial da nossa volta à Austrália. Um pouco mais do que o dinheiro que gastamos para arrumar toda casa e o primeiro mês de aluguel e depósito. Mês mais caro da minha VIDA. Mas, UFA, certamente um dos meses em que mais faturei com trabalho. Cobriria os gastos, se não demorasse uns dois meses até eu receber todo o dinheiro. Esse mês, é apenas dia sete e já consegui dinheiro suficiente para cobrir os gastos essenciais. O que vier agora é lucro. Tô precisando de um lucro.

Em agosto, já que a torneira estava aberta, chutei o balde e aproveitei para comprar um celular novo. Estava usando o velho iPhone 3 do cunhado, estava me deixando na mão toda hora, bateria estava um lixo. Por isso, comprei um Google Nexus 4, por recomendação do CONCUNHADO. Estou bastante satisfeito. A bateria ainda é um problema, afinal, sendo um telefone tão GOSTOSO, tu acaba usando demais, o que mata a bateria. É inevitável. Ou seja: em dia de estar na rua, não ficar gastando bateria em BOBAGEM, apenas usar os essenciais. Mas é muito bom ter um telefone rápido, que realmente funciona. Em comparação ao iPhone, algumas grandes vantagens e quase nada de desvantagens. Tela gigante, rápido PRA BURRO, totalmente customizável, fácil de usar. Por exemplo, é só jogar vídeos de qualquer formato para dentro do celular e tocar pelo VLC sem medo algum, sem ter que ficar punheteando no iTunes para codificar os vídeos, passar para mp4, etc. IT JUST WORKS. Esse era o slogan da Apple. Tá perdendo espaço no mercado. Ah, também baixo o Sala de Redação direto ali, todos dias.

Só, outro problema, é que frita o uso da internet no celular. E ainda nessas primeiras semanas em casa sem internet residencial, torrei minha quota em uma semana. Acabei trocando de operadora, para uma que dá 2GB de data, ao invés dos 600 mega da Telstra. Grande empresa, essa tal de Exetel, indicação do Felipe. Também será nossa provedora de internet em casa. Maior serviço de atendimento ao consumidor, longuíssimo e explicados emails personalizados em menos de uma hora. Acho que o fato de eles não terem loja física ajuda: tudo centraliza no website e atendimento ao consumidor.

Em localização, a casa nova não podia ser melhor para mim. Estou a minutos de praticamente todos estúdios importantes de Sydney. Um dia depois de entrar nesse apê, fui chamado para um trabalho num estúdio a cinco minutos a pé, daqui. Um bom fotógrafo alemão, devo ter outros trabalhos com eles. O meu trabalho mais costumeiro fica a 15 minutos tranquilos de bicicleta. Bicicleta que eu acabei comprando, já também. Comprei uma usada, mas muito boa. Apenas 150 dólares, uma barbada. Branquinha, já amo ela, já coloquei meu adesivo. Mesmo com o DEDO DESTRONCADO, já andei pela cidade toda. Que delícia que é andar de bici por aí. Já tinha perdido 4kg com exercícios diários em Glenmore Park. Com essa bicicleta e as lombinhas marotas de Sydney vou voltar à melhor forma.

Já para a Chi, a localização não era essencial, até por que ela trabalha de casa e deve continuar assim no mínimo até o fim do ano, se não pra sempre. Mas acabamos nos surpreendendo bastante com as atrações do bairro. Alguns parquinhos simpáticos, tem um supermercado meia-boca a, literalmente, um minuto a pé da nossa porta dos fundos, do lado tem uma loja de bebidas (não sei se vocês sabe, mas aqui, como na Inglaterra, bebida alcoólica não é vendida em supermercado, só em lojas autorizadas e separadas). A dez minutos daqui, tem um café muito bonito chamado The Grounds of Alexandria. Sem contar as centenas de lojas gigantes, incluindo uma das minhas lojas favoritas do mundo: Bunnings Warehouse, vou lá quase todos dias. E o aeroporto fica tão perto que é mais barato pegar um táxi do que um trem. Já o centro de Sydney fica a 15 minutos pedalando. Uma barbada, mais rápido que o metrô.

O apartamento em si tá ficando bonito. Montamos um escritoriozinho maroto para a Chi trabalhar, a única coisa de essencial que falta é uma mesinha de centro e uma para colocar a TV em cima (no momento da postagem, já foi resolvido, encontrei uma barbada numa loja de usados, as duas combinando). E ver o que fazer com a sacada (comprei uma REDE, mas ainda não montei), mas esse é mais um plano que sairá da cabeça da Chi, a verdadeira mentora do esquema todo. Ah, também quero pendurar umas fotos emolduradas.

Em breve devemos convidar os vizinhos de prédio para uma janta de confraternização, parece que tem umas pessoas legais, é sempre bom conhecer e dar-se bem com os vizinhos. E, para deixar tudo perfeito, estou planejando uma partidinha semanal de futsal. Coloquei um anúncio no Gumtree e há interessados. Aê!