Nona

Hoje (há controvérsias) minha vó Iolanda faz 80 anos. Da última vez em que estive no Brasil, em Abril de 2013, aproveitei para fazer uma entrevista rápida com ela, perguntando, basicamente, como ela conheceu meu vô Honorato, com quem ela casou-se e teve cinco filhos, sendo o mais velho deles o meu pai.

Geralmente tímida, me surpreendi com a rapidez com a qual ela se prontificou para gravar o vídeo, quando sugeri.

Feliz aniversário, vó querida. Beijos!

Barker

Eu achei que ia ter quatro dias trabalhando essa semana, acabei trabalhando cinco, seis se contar os jogos como bandeirinha no domingo. Já me deixa numa situação financeira parecido com as dos dois meses passados, com dezenove dias para acabar o ano.

Além de ajudar em castings, fui para Brisbane num bate-e-volta para assistir na fotografia de uma coruja, para um comercial. Coruja lindona, igual às do filme do Harry Potter. Além de fazer a assistência de fotografia e operar o computador onde descarregamos as fotos, tive que aproveitar cada momento livre para fazer um making of, que deve ser mandado para um editor profissional, vai ficar bonito, com certeza.

Na volta para Sydney, o voo atrasou duas horas, ficamos por lá, comendo, tomando uns drinks e nerdeando no Instagram(1, 2 e 3) 🙂

Na sexta-feira, fui fazer uns retratos para a empresa onde trabalha o Nego. A princípio, tinha orçado para fazer com luz natural, mas, por medo de tempo fechado, acabei conseguindo umas luzes emprestadas e vou dizer que o trabalho está ficando bem melhor do que a encomenda. Tá BONITO. Passei a noite retocando ontem e fiquei bem feliz com o resultado, até agora. Acho que vão gostar muito. Quando publicarem, postarei algumas. Por enquanto vai essa, sem retoque algum, do teste de luz (depois ficou melhor):

Thorn Portraits 0298

No sábado, acabei sendo chamado para fotografar um casting para dois trabalhos. Claro, já que estou lá, aproveitei para fazer uma luz bonita. Fiquei o dia inteiro sozinho no estúdio, vieram apenas dez pessoas em sete horas que eu estive lá. Mas o dia estava lindo e fiquei trabalhando na mesa da rua, aproveitando o solzinho, ouvindo uma Laura Pausini (obsessão do momento, com a desculpa de aprender italiano). Um dos caras que vieram para o casting ficou uma hora ali conversando comigo sobre carros. Ele escreve para uma revista de carros e estou precisando comprar um. Ele tentou me convencer a comprar um Holden antigão, entre 64 e 69, desses que se pode alugar para filmes, neutralizando muitos dos custos. E me explicou como posso fazer para deduzir um monte de coisas dos impostos como gastos de trabalho. Muita gente que veio ali achou que eu morava naquela casa, QUEM DERA! HEh.

Nesse assunto, visitamos nosso futuro apartamento outra vez, para medir o lugar. Ficamos satisfeitos com a inspeção mais detalhada, antes só tínhamos visto por uns quatro minutos, já que estávamos numa correria para ver dez apartamentos em três horas. Agora fiz uma planta baixa no Photoshop, como tinha feito em Barcelona. Agora podemos começar a criar retângulos do tamanho dos móveis pretendidos e jogar ali, vendo possíveis posições. ADORO.

festanoape2

Em cima, o andar debaixo. Embaixo, o andar de cima. As partes azuis (banheiros, guarda-roupas, corredor e cozinha, não precisam de móveis. A parte verde é uma sacada fechada. A rosa é a sala. Os degradês são as escadas. Laranja e roxo são os quartos. Um deles será escritório. Ainda não decidimos qual. Tem uns 70 metros quadrados, pelo que calculei. Mais que o dobro do apê de BCN. Upgrade!

Turkish Family Names

Depois de 3 anos e 5 meses convivendo diariamente com a Chi, depois de 3 meses em Sydney morando com os sogros (estamos procurando lugar pra morar, calma), finalmente entendi completamente a nomenclatura dos familiares em turco. Enquanto brasileiros chamam todo mundo de TIO e TIA, nos países de língua turca eles usam nomes bem mais específicos.

Isso ajuda a saber, quando tu fala de alguém, se é da família do teu pai ou da tua mãe. Se eu disser “Minha HALA me deu um presente”, tu vai saber que estou falando de umas das irmãs do meu pai. Se eu disser “Meu AMDJA é um gênio”, tu vai saber que estou falando de um dos irmãos do meu pai. Se eu disser “Meu DAIÊ ganhou na loteria”, tu vai saber que estou falando de um dos irmãos da minha mãe. E, finalmente, se eu disser “Minha DEIZE está de férias em Cancún”, tu vai saber que estou falando de uma irmã da minha mãe.

AGORA, se estamos falando de AGREGADOS, ou seja, pessoas de outras famílias que entram na minha família por meio de casamento, chamamos de ENISHDÊs os homens e IENGUES as mulheres.

E assim vai.

A lista completa, com a grafia correta, não exclusivamente fonética, como eu fiz, está no fim dessa página.

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Para ilustrar a ideia, um vídeo de 1981, 1982, uma joia de família, gravado com uma Super8 (acho). Cenas em Tramandaí, Porto Alegre e Canoas. E uma bela trilha sonora. Havia controvérsias sobre a posse dessa FITA, por isso, encomendei com meu irmão mais novo (cujo PARTO é a primeira do vídeo, que eu editei, claro) uma versão digital do vídeo, para que todos possam possuir e compartilhar. Eu não era nascido, o bebê que estrela a maior parte do vídeo é meu irmão mais velho, que completa 33 anos daqui um mês e dois dias. Também aparecem meu pai, minha mãe, meu vô Honorato, muitos tios e tias, primos, vários Passats e Fuscas, o Pôca-Banha, um vendedor de picolé, alguns mecânicos, um avião, caminhões, um cavalo e um D!*@$ #$%@*$.

A minha mãe é aquela BRINCANDO DE LUTINHA com meu primo mais velho, Rodrigo. A última seqüência mostra meu pai tentando vender um Fusca, na oficina da Transportadora Fanti, em Canoas. Domingos de um tempo em que o principal assunto do GreNal não era as brigas de torcida.

PS: Aproveito para testar um layout novo, já que FAZ TEMPO. Melhor? Pior?