Touch, I remember touch

Pois, agora que fechei um mês trabalhando constantemente, tive que me mexer pra conseguir um SMARTPHONE. Na loja da Telstra, não me deixaram pegar um plano a longo prazo, por não confiarem em mim, por eu não estar a tempo suficiente no país. Aí o irmão da Chi me conseguiu um iPhone antigo dele, já que ele acabou de pegar um novo. A coisa mais importante que eu precisava era ter um Google Maps na mão, caso, em algum trabalho, eu precise dirigir até um endereço que eu não conheça. Consequentemente, agora tenho uma conta no Instagram, que vocês, mesmo os que não participam da tal rede social fotográfica, podem conferir nesse endereço.

Screen Shot 2013-07-08 at 00.16.17 AM

Como o celular é antigo, a câmera não é das melhores, mas é divertido registrar algumas coisas que passariam em branco, de outra forma. Um pouco de fotos de backstage do que tem rolado por aqui.

Semana passada foi a melhor, em termos de trabalho, até agora. Fizemos dois trabalhos para a agência Leo Burnett, uma das maiores do mundo. Trabalhei em quatro dos cinco dias, incluindo uma viagem até Gold Coast para fotografar de cima de uma montanha russa, já que Sydney não tem montanha russa. Já posso dizer que fui pago para andar de montanha russa. No dia seguinte, voltamos para fotografar o resto da campanha dentro do estúdio. Uma campanha bem legal, estar dentro do estúdio de novo, Sun Studios, o mesmo estúdio que eu frequentava quando trabalhava aqui há cinco anos, foi muito gostoso, mas ao mesmo tempo me fez pensar em como teria sido massa se eu tivesse conseguido ficar na Australia em 2009. Esses quatro anos fora daqui realmente foram um limbo na minha vida profissional. Se eu tivesse ficado e continuado trabalhando como assistente, nesse momento já estaria possivelmente fotografando campanhas. Mas tudo bem, ainda dá pra recuperar esse tempo perdido. E Barcelona serviu para investir em outros QUESITOS dessa vida, como viagens, relacionamento e, o maior dos legados da cidade, a culinária. Mas não dá nem pra comparar em termos financeiros: no último mês, trabalhando apenas quinze dias, faturei o que eu faturaria em cinco meses no meu trabalho em Barcelona. É uma lavada. E fiz até um trampo de retocador. Engraçado como em mais da metade dos trabalhos que fiz aqui, fotografamos gente famosa, mas famosa na Austrália. Pra mim, são pessoas comuns. Essa mina, esse cara e esse aqui também.

Fico feliz em retomar o caminho que comecei, lá em 2006, trabalhando com gente foda, como Celso Chittolina. Tive a sorte de sempre cercar-me de vencedores, um dos conselhos que o Dr. Fábio Koff me deu pessoalmente, quando eu tinha 12 anos de idade (mentira). Trabalhar com o Sean Izzard é muito bom, além de ser um dos melhores fotógrafos da Austrália (por isso consegue clientes tão bons quanto Samsung), é um cara muito parceiro, de quem ainda vou aprender muito. E toda a equipe, incluindo produtoras, maquiadoras, estilistas e os outros assistentes com quem trabalhei, são muito gente fina. Em certo momento, dentro do estúdio, rolando foto afu e música boa, foi até um pouquinho emocionante, confesso.

Apenas uma sensação de estar fazendo a coisa certa, uma vontade de melhorar, de me aperfeiçoar. Não sou exatamente um perfeccionista, mas sempre me esforço bastante para dar o meu melhor, especialmente quando estou sendo bem pago por isso e trabalhando com gente que eu admiro. Acho que isso está sendo valorizado.

Agora que vou começar a receber pelos trabalhos que venho fazendo no último mês, vou colocar uma graninha de lado e remontar um kit de assistente/fotógrafo. Tenho uma lista gigante de coisinhas para comprar. Hoje de manhã desenhei um logo pra mim. Vou mandar fazer adesivinhos e calor em tudo que é meu. Vou colar um na testa da Chi.

HF copy_

Ficou um pouquinho Dead Kennedys, tá bonitão. Vou mandar fazer um cartão, também.

Em uma nota surpreendente (até pra mim), tô pesquisando para comprar um carro, para poder usar em trabalhos. Tem muito carro decente aqui por menos de $5.000. E essa é a grande magia desse país: poder aquisitivo. Em um mês de trabalho, já tenho fundos para investir num carro. Nesse, caberia bastante coisa. Esse tá bonito. Mas tô apaixonado mesmo por essa delícia aqui. Se bem que, nessa faixa de preço, é tudo com quilometragem altíssima. Acho que vou ter que esperar um pouco.

Ah, também fiz já 6 jogos como bandeirinha e 4 como árbitro, todos aqui na região de Nepean. Como árbitro, até aogra, só fiz jogos de sub-14 (dois de meninos, dois de meninas), mas é legal, dá pra dar uma corridinha. Como bandeira, hoje fiz dois jogos de homens, all ages. Aí o bicho pega mais, mas fui bem, dei muitos impedimentos, marquei até um pênalti, que era do meu lado. E ainda exigí um cartão amarelo para um carrinho na minha frente.

E é isso, por hoje. Desculpe o abandono momentâneo. em geral, é bom sinal. O ritmo deve ser mais ou menos esse, mas abandonar de vez acho que nunca o farei.

E hoje é aniversário da minha mãe, 57 anos. Parabéns, Dona Sílvia!

velhas fotos 046

4 comentários sobre “Touch, I remember touch

  1. Fanti, creio que tu deve ter um acervo grande de imagens. Porque não faz um teste para ser aceito no Istockphoto ou Shutterstock? Tem gente que REALMENTE ganha muito dinheiro vendendo fotos nesses locais.

    • Já pensei nisso, sim, Wagner. Mas as fotos que eu tenho não se prestam muito pra esse tipo de coisa. Eu poderia, sim, começar a fotografar tendo isso em vista, fazer fotos específicas para isso. É uma possibilidade.

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