Chapada Diamantina

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Então chega a parte que parecia mais complicada da viagem: o interior da Bahia. Chegando em Salvador, pegamos um taxi na pressa, para conseguir pegar o ônibus das 13:00. Perdendo esse, o próximo bus para a Chapada Diamantina sairia às 16:30, chegando là apenas 22:30, meio tarde demais para um lugar desconhecido. Depois de uma agradável viagem de 6 horas por chuvas torrenciais, nuvens lindas, sol forte, chegamos a Lençóis, a “capital da Chapada Diamantina”. Por indicação, resolvemos passar apenas uma noite ali, já que é um lugar mais turístico. Na real, so’ ficamos ali por que o transfer para o Vale do Capão não era dos melhores naquela hora.

Jantamos em um dos restaurantes locais, Quilombola, o que não foi nada mal. Comi um escondidinho de charque. Dormimos na Pousada Lua de Cristal, que é bastante honesta e faz questão de ter tudo exatamente como na descrição do Booking.com. Na manhã que tivemos na bonita cidadezinha, fizemos uma trilha para um lugar chamado Ribeirão do Meio. Há uma piscina natural para banho e uma especia de tobogã natural, numa pedra bem gasta. É época de seca, então a descida era meio dura nas ancas, mas deu pra se divertir e a caminhada foi tranquila.

Voltamos à pousada, tomamos um banho rápido e partimos pra rodoviária de Lençóis, para pegar o ônibus para Palmeiras, que atrasou uma hora, que gastamos comendo e tomando um suco gigante. Uma hora de viagem até Palmeiras, onde nos esperava uma van. O preço da viagem de Palmeiras ao Vale do Capão é de R$10, mas como éramos apenas 4, acabou ficando R$17 por pessoa. Pelo menos nos deixaram na porta da Pousada Pé No Mato, onde passaríamos três noites. Boa pousada, bastante limpa e correta, com café da manhã bem decente.

O grande destaque do Vale do Capão, fora o lindo céu estrelado e a beleza natural, ficou para seus pequenos restaurantes. Fomos ao Masala, Savi Café e à Pizzaria Capão Grande. Todos com comida vegetariana, todos excelentes, todos com gostosos sucos naturais, a conta mais cara foi de 32 reais, para duas pessoas. Assim dá gosto de ir a restaurantes. E todo pessoal dos restaurantes muito amáveis, sempre passei pelo menos 10 minutos conversando com donos ou cozinheiros ao fim das refeiçoes. Mas o melhor de todos foi a Pizzaria Capão Grande, que tem apenas dois sabores de pizza, um doce e um salgado. Uma pizza pequena serve tranquilamente duas pessoas e custa R$18. Um suco de meio litro sai por R$4. E ainda tem um chá muito gostoso, cortesia da casa. Maravilhoso lugar. Ah, eles também servem um mel-pimenta, criação do dono da pizzaria, que é genial.

No primeiro dia, acabamos não fazendo muito, ficamos pelo centrinho, entre os bêbados argentinos, vendo o jogo do Brasil, tomando uma cerveja barata. Quanto às trilhas, pegamos leve, só fizemos aquelas que não precisavam de guia.

– Angelica/Purificação: Combinamos com um argentino chamado Leo de irmos juntos. Acabamos não encontrando a sua casa, que ficava no meio do caminho, então seguimos viagem sozinhos. Acabamos encontrando a trilha sem problemas. O grande destaque foi a cachoeira da Purificacao, que, apesar de seca, ainda caia forte na paleta de quem se pusesse embaixo. Uma massagem violentíssima da natureza, a agua caindo como pedras fofas no pescoço, nas costas. Uma experiência intensa. Na volta, pela estrada de chão batido, ainda conseguimos uma carona de um arquiteto chamado Jaime e um surfista pedreiro de Foz do Iguaçu que sabia todos os cantos da Geral do Grêmio (e era a cara do James Franco, se o James Franco tivesse dentes tortos e uma barba ruiva de mendigo). De noite, encontramos os dois no concerto do centro da cidade (e’ impossível ver uma pessoa no Vale apenas uma vez) e pagamos uma cerveja.

– Cachoeira da Fumaça: Combinamos com uma portuguesa (Sara) e dois irmãos alemães (Félix e Rjonna) que conhecemos no ônibus de Salvador (e fizeram o trecho Lencois – Capão a pe’) para fazer a caminhada ate’ a Fumaça juntos. É uma caminhada bastante puxada no início (um subidão de pedras gastas, escorregadias), mas que fica tranquila depois da primeira hora de suor intenso. Mas vale a pena: a vista de cima da Cachoeira da Fumaca é realmente impressionante. Aqueles que não sofrem de vertigo agudo não resistirão à tentação de deitar no chão e rastejar até pender a cabeça para fora do penhasco. Olhando para baixo, se vê que a água que corre não chega a tocar o solo, evapora antes. Por isso o nome, Fumaça. Alguns mais corajosos, chegam a sentar na pedra, com as pernas balançando. 

Feita toda a provação da cachoeira, é hora de relaxar e curtir a água gelada da corredeira. Mas não dá pra relaxar muito. Reza a lenda (James Franco) que, em tempos de seca, pode acontecer uma chuva em outro lugar, gerando a tal TROMBA D’ÁGUA. O vento para, ouvem-se estrondos, como pedra batendo, cada vez mais perto. Um volume de água, a primeira água da chuva, que desce como um pequeno tsunami e varre tudo que estiver no leito do rio. Se estiveres muito perto da garganta da cachoeira, é bem provável que a água te leve. E a chance de sobreviver é nula, afinal, a água não chega ao chão, mas tu vai chegar, garantido. Dizem que duas pessoas já foram levadas pela tromba d’água. Também há a história do cara que foi de carro até o início da trilha, subiu sozinho, fumou um baseado e se atirou. Histórias do Vale. A volta foi quase tão difícil, porém mais rápida.

-Rio das Rodas: No último dia disponível, a pousada nos deixou guardar as mochilas e prometeu um banho no fim do dia. Então aproveitamos para ficar pelo centro, observando uma roda de capoeira d’angola. Cansamos daquilo e, por insistência da mina da pousada, caminhamos ao Rio das Rodas, o que valeu muito a pena. Era mais perto do que pensávamos, um lugar bem bonito e tranquilo. Tinha só uma outra menina lá, parecia uma sereia, sozinha, olhando o sol. 

E assim acabou a nossa exploração desse lugar muito especial, que se diferencia pelo espíirito de comunidade, sustentabilidade, parceria. Enquanto em lugares tão perto dali (Lençóis) alguns locais se oferecem para te guiar por duas quadras com a justificativa de que é “muito complicado chegar lá'”, qualquer pessoa no Vale está mais do que pronta para te desenhar uma mapinha para chegar nas piscinas e cachoeiras.

Ainda não sei se conseguirei recuperar as fotos do HD do meu computador que pifou, as únicas que tenho acesso são aquelas do dia da Fumaça, por que dei uma cópia num USB para os nossos companheiros de trilha.

O resto das fotos, aqui.

PS: Com a ajuda do amigo Titanic e seus comparsas de MacStore, consegui recuperar não apenas os arquivos, mas também o computador. Maravilha.

panoramic

3 comentários sobre “Chapada Diamantina

  1. Encantei demais nesse lugar… principalmente no Vale do Pati
    Fui nessa pizzaria na volta da trilha ao Pati. Muito boa. Único porém: nesse dia tava infestada de baratas, caindo do teto😛
    E quase trouxe um desses mel com pimenta pra casa.

    • Mas tu encanta em qualquer lugar, Rita…

      Que pena sobre as baratas, por que o restaurante é tão bonitinho dentro, também. Quase = nada. Acabei com o potinho em um mês.🙂

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