Imbé aos olhos de uma australiana

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Tinha bastante curiosidade em saber qual seria a impressão da Chi sobre Imbé e arredores. Para uma australiana que morou por três anos na Espanha, dois países que oferecem praias belíssimas, Imbé não deveria agradar, a princípio. Eu alertei, precavido: pense na pior praia do mundo. Talvez tu te surpreenda. A verdade é que ela tem gostado bastante (fora o torrão que tomamos no primeiro dia de sol pleno, mostrando claramente que há uma diferença entre a força dos raios que chegam a Barcelona e aqueles que tostam peles desavisadas em poucos minutos no sul do Brasil).

Eu sou suspeito para falar por que adoro o Imbé e a casa que temos aqui desde 1984.

Nada como ler um livro na rede depois do almoço. Sem internet. Nada como jogar canastra de duplas até as 4 da manhã. Nada como um campeonato de pingue-pongue. Nada como um sanduíche na torradeira no fim da tarde, depois de pegar uns jacarés no mar cinzento. Banho de mar que veio pedido pelo suor de um jogo de futebol descalço, na grama rala, contra um selecionado de bicuíras de pele curtida e tornozeleiras.

A Chi tem aprendido português de maneira intensiva, todos os dias. Seja na televisão, no jornal, na revista, no gibi. Mas o melhor é quando ela encontra alguém que não fala inglês, tipo a atendente de alguma loja em Canoas. Pessoas que não têm vergonha de gesticular, de expressar-se, de ensinar e aprender. Aí a coisa flui e ela tem ido muito bem, todos estão positivamente surpresos. Um dos conceitos que ela já absorveu nos primeiros dias é o de chinelagem, compreendendo chinelo, chinelão, chinelona. Muito praticado no litoral sul, desde os carros estacionados à beira-mar bombando o Sertanejo Universitário ou o Gangnam Style até um jogo baixado com uma trinca de 5, uma de 6, uma de 8 e uma de valetes, só pra pegar o morto na canastra. Chinelagem pura. Ela tá pegando o espírito. Mas ainda se surpreende ao ver um sujeito chicoteando um cavalo que puxa uma carroça cheia de qualquer coisa.

A falta de internet é algo que eu vinha precisando havia um tempo. Se há internet, eu sou um dos que passa mais tempo conectado, com certeza. Não havendo, posso passar dias sem sentir falta. No Ano Novo, por exemplo, havia um sinal de wifi e não consigo contar nos dedos quantas vezes peguei o iPhone da Chi para conferir compulsivamente Facebook e Gmail. É uma doença que assola a todos, principalmente aqueles com iPhone e 3G. É um dos motivos pelos quais nunca adquiri tais aparelhos. Um dia sucumbirei, inevitavelmente, mas por enquanto tá ótimo assim.

Eu adoro internet e entendo que há um preconceito com o computador. Algumas pessoas falham em perceber que ele é uma ferramenta que aglutina várias outras que antes tomavam nosso tempo: jornal, televisão, rádio, livros, telefone. Hoje em dia muita gente que usa um computador conectado à internet no trabalho passa o dia em chats e Facebooks, joguinhos em geral. Além de trabalhar um pouco. Antes da internet, muita gente passava o dia pendurado no telefone e rabiscando bonecos de palitinho. Já me dirás o que é melhor.

O certo é que de vez em quando é bom tirar umas férias da tal internet. Checar emails e mensagens uma vez por semana deveria ser mais do que suficiente.

Aí algumas fotos de voltas pela gloriosas praias de Imbé e Tramandaí, além do dia em que conhecemos o primeiro da nova geração da valorosa família Lonzetti, nossos vizinhos de sempre aqui em Imbé.

Francisco tem apenas 7 meses e tem os olhos mais azuis do mundo, para orgulho da mamãe Lílian. Promovemos o primeiro encontro entre a Luíza e o Francisco, que é um mês mais novo que ela, mas é bem maior e mais pesado. Ele tava meio com sono aquele dia e não deu muito papo pra ela. Tá se fazendo de difícil.

Também há a presença do Tio Beto, que com aquele óculos ali tá igual ao Jack Nicholson

Aproveito para registrar os pêsames pelo falecimento do nosso querido ex-vizinho da praia, Seu Lino. Partiu deixando como legado uma bela família de cinco filhos e dez netos.

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O resto das fotos, aqui.

2 comentários sobre “Imbé aos olhos de uma australiana

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