ImpedCopa VII – Relato de um Temperley

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Eu nunca tinha participado de uma ImpedCopa. Tinha ido assistir uma vez, em 2010, mas não fiquei lá muito tempo. Quando foi anunciada essa sétima edição, vi que a data era possível pra mim. Me empolguei. Mas, divulgado o email de inscrição, demorei um pouco para enviar a minha. Acabei perdendo a primeira e a segunda chamadas. Achei que não ia jogar MESMO. Com sorte, depois de algumas desistências e com o acréscimo de times, acabaram me incluindo na terceira chamada. UFA!

A ImpedCopa, com sua fórmula esdrúxula, é praticamente uma gincana de futebol. Critérios de desempate são totalmente irracionais. Os times são escalados por uma cúpula de especialistas, o que acaba acarretando em bizarrices como os dois caras mais altos do campeonato serem escalados no mesmo time. E os dois caras mais baixos do campeonato serem colocados no meu time (se revelando zagueiros implacáveis y mordedores).

Meu time era o Deportivo Temperley e vestia vermelho com calções azuis. Uma combinação belíssima, como se pode ver em times como Junior de Barranquilla, Sampdoria, Atlético de Madrid, Paraguay e Hamburgo. Nos comunicamos por Facebook e montamos umas linhas básicas de estratégia e atitude em relação ao campeonato. Trapos, sinalizadores, festa, bebida, carne, tudo isso é muito legal. Mas EU estava pelo futebol, mesmo. E a sorte é que meu time também estava bastante focado. Cheguei a comer bastante carne durante o dia, mas não bebi quase nada, além de um copo de cachaça de butiá, que o time do Aldosivi administrou pra mim, numa tentativa de doping.

Nos encontramos pelas 12:30, com trapos e carne. Acertamos tudo e fomos ao que interessa: o futebol. Os jogos duravam 11 minutos, o que fazia com que todos jogassem correndo ao máximo e terminassem completamente mortos. Nosso time se postou bem na defesa, e saía em contra-ataques de ligação direta. A princípio eu ia jogar na ala esquerda, mas a falta de atacantes acabou me transformando em segundo atacante pela esquerda, voltando pra marcar.

Primeiro jogo, na quadra 2, contra o Albion, time dos irmãos Ceconello. Tomamos dois tirambaços na trave, eu perdi duas oportunidades de gol e acabei fazendo uma, de esquerda, dentro da área, após receber um presente do nosso técnico-jogador Daniel Cassol. 1×0 foi suficiente.

No segundo jogo, pegamos um time um pouco mais fraco e saímos logo ganhando. Apertei um zagueiro na saída de bola, roubei a redonda e cruzei de primeira para nosso pivô Serramalte, que matou e meteu no canto. Depois, guardei meu golzinho, de carrinho. E o Serra fechou o placar: Temperley 3×0 Sport Boys.

Com estes dois resultados, nos classificamos para o Bolicho, a Série A, descansamos por algum tempo, enquanto outros times se engalfinhavam em repescagens. Acabamos ficando no grupo do Aucas, Palestino e C.A.O.S. (Club Atlético Obras Sanitárias). Um grupo forte.

Primeiro jogo era contra o Aucas. Avisei que o camisa 8 era bom, um pivô esperto, o 5 também, um defensor movediço com bom chute de esquerda. Foi um jogo nervoso e cheio de faltas, que terminou em discussão entre Serra e o zagueiro adversário. Eu saí no meio do jogo e quando vi, já tinha acabado. 0x0. Seguíamos sem tomar gols. Enquanto isso, Palestinos, de Antenor Savoldi, batiam o C.A.O.S. e assumiam a ponta do grupo.

Nosso outro jogo era contra o C.A.O.S. Acabou sendo um jogo tranqüilo, os gols saíram ao natural. Escorei um escanteio que o bom ala direito Eduardo Krause empurrou pro gol. No segundo gol, dei outra assistência para o Serramalte e ficou por isso mesmo. 2×0. Com esse resultado, classificamos para as quartas de finais em segundo lugar do grupo.

Vieram as quartas de finais, mata-mata começava. Pegamos o Boyacá Chicó. Foi um jogo duro, resolvido num gol antológico de Cauê Braz, do meio do campo, na forquilha. O gol mais bonito do campeonato, alguns se adiantaram em afirmar. Ainda tive tempo de perder um gol embaixo das traves, num cruzamento longo. Completei, ela picou e beijo o travessão. O jogo terminou em mais uma discussão. O juiz marcou sola de um jogador nosso, a bola sobrou para Lelê, que completou para o gol, mas a falta já havia sido apitada. Confusão, o tempo passou e nós passamos de fase.

No som do DJ Egs, rolava uma versão pagodeira de “Eu gostava tanto de você”. O clima da final começava a tomar conta.

Nas semifinais, nos encontramos mais uma vez com os amarelados Aucas. Sorte nossa: o perigoso camisa 8 havia largado para fazer a Corrida Monumental. Já começava a criar-se uma rivalidade, juras de amor haviam sido reveladas ao final da partida anterior. E não é que o mesmo zagueiro fez outra daquelas faltas por trás? Tudo bem. O empate em 0x0 nos servia, por termos melhor campanha. Antes do jogo, alguns cochichos se ouviam: “Bota rasteira que o Vecchi demora pra cair”. Pois o goleiro camisa 6 de melenas esvoaçantes salvou o jogo, praticando pelo menos duas defesas capitais.

Chegamos à final de redes limpas, graças à solidez defensiva promovida pelo nosso trio cabeceador y afastador Allan, Christian e Cauê., capitaneados pelo valente CAN CERVERO Edson “Machete” Pinedo. O jogo era contra Libermorro FC, que chegou na final depois de passar por repescagens mil. Contra o time de melhor campanha. O favoritismo era todo deles: cresceram na hora certa.

Como é tradição da ImpedCopa, o campo foi tomado por sinalizadores e rolos de papel higiênico, atrasando o início da partida. Tudo bem. O jogo finalmente começou, mas não por muito tempo. Foi de novo interrompido por dois minutos, por causa da fumaça. Fiquei de cara. Recomeçada a partida, um bate-rebate, bumba meu boi. Escorei um cruzamento do Cauê. A bola raspou na minha cabeça, mas o juiz ignorou a ferramenta mais importante de um árbitro depois da visão: o ouvido. Anulou o gol. Veja o lance aqui. O jogo esfriou, nada mais aconteceu além de um voleio meia boca que foi vaiado por todos, a pedidos de “Carrinho, carrinho!”. E se anunciaram os pênaltis, fortemente comemorados pela plateia ensandecida.

Quem bate? Não tinha muita gente confiante, eu falei o clássico em cima do muro “Se precisar, eu bato”. Foram três pênaltis para cada time. Serra bateu o primeiro, o goleiro espalmou, a bola picou fora, entrou e saiu. UFA! Eles marcaram também. Cauê bateu o segundo, com força, outra vez na gaveta. Eles marcaram também. Christian chutou o terceiro com força, força demais. O goleiro foi no canto certo, mas a bola saiu por cima da trave. O jogador deles bateu bem outra vez, sem chance para Pinedo. E é Libermorro campeão da ImpedCopa VII.

Só nos restou engraxar a barba no costelão, que saiu pelas 22:30 da noite. Viva a ImpedCopa! Viva el Temperley! Valeu, comparsas! Honramos a camisa.

PS: Créditos dos vídeos para Vinícius Puccinelly. Na real, meio que lamento esse vídeo da final. Era tudo muito mais MÍTICO na minha cabeça. Eu jurava que a pausa tinha sido de DEZ MINUTOS, por exemplo. Foi de um pouco mais de dois minutos, apenas. E meu voleio parecia ter passado muito mais perto do gol, antes de ver esse vídeo.

O vídeo dos penais foi feito por Dudu Lorenz.
As fotos da final e qualquer outra foto que não tenha sido tirada por mim foram feitas pelo Ores, o maioral.

Guia ImpedCopa:

As fotos oficiais de cada time, por Lucas Cavalheiro

Os times e seus símbolos.
As escalações.

As camisetas.

Os resultados do Temperley:

1×0 Albion (Fanti)
3×0 Sport Boys (Serra 2, Fanti)
0x0 Aucas
2×0 C.A.O.S. (Krause, Serra)
1×0 Boyacá Chicó (Cauê, do meio da rua)
0x0 Aucas (classificado por melhor campanha)
0x0 Libermorro (2×3 nos pênaltis)

O álbum completo, aqui.

6 comentários sobre “ImpedCopa VII – Relato de um Temperley

  1. Eu fui o cara que falei contigo dizendo ser visitante anônimo aqui do blog. Achei que teu time ia ganhar, pelos jogos que vi. Libermorro quase perdeu pro meu time (White Stars), e olha que nem da primeira fase passamos. Mas, enfim, copeiraram. Abraço e boa sorte em todo esquema australiano.

  2. Grande relato. Os anais não ficarão vazios. Ui.

    NÃO VEREI O VÍDEO PARA NÃO MACULAR MINHA MEMÓRIA

    TEMPERLEY QUERIDO, QUE BOM ESTAR CONTIGO

    Forte abraço, Fanti!

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