20 anos de glórias

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Minha primeira visita ao Estádio Olímpico que não foi para comer na Mosqueteiro aconteceu no dia 04 de Setembro de 1988, um GreNal válido pelo Campeonato Brasileiro. O Grêmio venceu por 1×0, gol de um alemão chamado Zé Roberto. Naquela época, eu nem sabia o que era futebol, não tinha decidido entre Grêmio ou Inter. Meu pai era colorado, mas não acompanhava futebol. Meu vô materno, recém falecido, era gremista, já havia jogado futebol profissional pelo Veranópolis. Um tempo depois desse primeiro jogo, avaliei os dois casos e decidi: se o vô realmente gosta de futebol, ele deve saber mais sobre o esporte que meu pai. Fui de Grêmio. Nesse mesmo ano, meu pai comprou uniformes do Grêmio, ainda com o título de campeão mundial fresquinho, apenas 5 anos antes, apesar de colorados garantirem, já naquela época, que o título mundial era uma glória do passado. Tudo bem.

Mas a minha história de verdade com o Olímpico começou depois que meu pai morreu, quando minha mãe nos colocou para estudar no turno da manhã. Ali na turma C do Dohms conheci aquele que foi meu maior parceiro de jogos no Olímpico, o GUI. Seu pai, Dr. Cláudio (vulgo DIÃO), abraçou a causa de garantir mais um gremista no Olímpico e foi no ano de 1992, quando o Grêmio atendia a compromissos de Série B pela primeira vez na sua história, que eu comecei a freqüentar o Olímpico Monumental.

Em 06.12.1992, fui ao primeiro jogo de uma série que só terminou ontem, 02.12.2012. Foi um Grêmio 3 x 1 Pelotas. Um bom começo. No segundo jogo, iniciamos em grande estilo: eu, Gui e Beto entramos com o time, para o embate que terminou em 0x0 contra o Brasil de Pelotas. Lembro de entrar de mãos dadas com Carlos Miguel (cara cheia de espinhas) e Paulão, um dos meus primeiros ídolos no Grêmio. Foi nessa época, também, que eu disse que o Carlinhos “Flecha Negra” jogava bem. Até hoje sofro por essa declaração. Mas a mantenho firme. Jogava MUITO, com seu mullet esvoaçante.

Quando se tem 9 anos de idade, nomes como Mabília, Dida, Alcindo (o do Kashima Antler), Fabinho (que perdeu os dentes na primeira – e maior de todas – batalha campal que assisti da arquibancada, entre Grêmio x Peñarol, numa Conmebol), Caio e Alfinete soavam quase folclóricos, parte de um novo mundo a ser explorado. Nessa época, eu jogava na escolinha do Grêmio, que tinha como professor o maior artilheiro da história do Olímpico, Alcindo, o Bugre Xucro.

Depois desse ensaio de final de ano vieram 1993, 1994, 1995, 1996 e 1997. foram anos de assiduidade quase doente. Ali vimos Gílson Cabeção, Dener, Nildo, Arce, Émerson, Rodrigo Mendes e tantos outros desfilarem vitórias sofridas e alguns poucos fracassos ainda mais sofridos. Por causa dessa época, Koff e Felipão são pessoas que respeitamos incondicionalmente até hoje. Acredito que compareci a no mínimo 95% dos jogos. Quando não era o pai do Gui que nos levava, íamos com o meu ex-tio Dionélio (nesse jogo a gente foi com ele).

Não preciso aqui listar os títulos que ajudamos a conquistar nesse intervalo, mas vale citar os embates históricos contra o Palmeiras (estávamos lá na desclassificação roubada da Copa do Brasil, nos 5×0 da briga do Dinho com o Válber), alguns bons GreNais e o lance mais inesquecível da minha história ali: aquele gol do Aílton contra a Portuguesa. Quase arremessei o Gui para as sociais na comemoração.

Naquela época de inocência, tudo era festa: passar a noite na Göethe, dormir tarde pra burro, ir pro colégio com a camisa tricolor na cintura no dia seguinte, tirar sarro dos poucos colorados que admitiam torcer para o Inter naquela época. Ali se criaram muitas dessas cobras que hoje, já ostentando alguns cabelos brancos, se esbaldam nas REDES SOCIAIS, se gabando dos títulos (finalmente) alcançados pelos amargos.

Alguns fatores fizeram com que eu me ausentasse entre o fim de 2008 e o fim de 2002, perdendo de acompanhar alguns bons times do Grêmio. O Grêmio da ISL, cheio de mercenários, me afastou do Olímpico. Quase não vi o Ronaldinho jogar no Olímpico, também perdi de acompanhar a Copa do Brasil de 2001. Tinha começado a faculdade, sempre tinha aula de noite, só ficava sabendo de resultados ao sair da PUCRS. Além disso, por 99 comecei a namorar, comecei a usar a internet, me distraí um pouco da obsessão que é o futebol. Só voltei a acompanhar em 2003.

Pode-se dizer que os últimos dez anos foram bem menos vitoriosos que os primeiros dez. Mas não é só de título que vive o amor pelo futebol, senão o Botafogo e o Atlético Mineiro não teriam torcida. Futebol se vive a cada dia, a cada esperança renovada. Em 2004 não tive a oportunidade cair junto, estava ocupado vendendo cervejas em Londres. Mas ia lá na biblioteca conferir o resultado dos jogos, muitas derrotas com gols de Cláudio Pitbull e cagadas de Baloy e Tavarelli. Sofri com aquele terrível Grêmio de Mano Menezes, que dependia de um guri de 16 anos para fazer uns golzinhos. Em 2007, tivemos uma Libertadores incrível, que foi curtida ao máximo, classificando sempre com as calças na mão em gols de Éverton, Tcheco, Diego Souza e Carlos Eduardo. Aquele time conseguiu chegar à final da Libertadores com Tuta e Patrício como titulares. Uma obra incrível de Mano Menezes.

Agora, nos mudamos para a Arena, vamos todos, sem exceção. Mas vai ser impossível, volta e meia, não olhar pra trás e lembrar da casa que nos acolheu de braços abertos durante esse tempo todo. E é difícil de acreditar que, nesse tempo todo, mais por medo de levar máquina fotográfica para o jogo do que qualquer outra coisa, é apenas a primeira vez em que fotografo o estádio Olímpico em dia de jogo. No último jogo

Tchau, Olímpico, mais do que nunca, Monumental!

Mais fotos, aqui.

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