I remember the backstreets of Naples

Depois de sofrer por uma hora no trânsito entre Napoli e Pompeii, conseguimos devolver o carro no escritório correspondente. Napoli: PIOR cidade para dirigir, pelo pouco que pude provar. Ainda acabamos nos ralando por causa de mudanças indevidas no contrato de aluguel do carro, em Bari, e nos deram como se tivéssemos devolvido atrasado (o que não era verdade). No fim das contas, uma cobrança extra de 125 euros no meu cartão, pela qual estou recorrendo no momento e me devem responder em umas duas semanas. Tudo culpa do funcionário FDP negligente de Bari.

Dali, sem conhecer nada da geografia da cidade, tivemos uma dura caminhada até o local onde ficaríamos (quando poderíamos ter entrado no funicular tranquilamente). Napoli é muito curiosa, há a rua onde ficamos, Corso Vitorio Emanuelle, que faz circunda a parte antiga da cidade. De lá de cima, há escadarias bastante íngremes, escuras e suspeitas que levam até o centrão da cidade. Como já estávamos cagados de tanta gente dizendo que a cidade é superperigosa, acabei saindo sem a câmera um par de vezes, o que me impediu de tirar algumas das que seriam as melhores fotos de Napoli.

Como hospedagem, finalmente tivemos algo bem feito, que foi o AirBnb. Pegamos um quarto numa bela zona, num apartamento muito bem cuidado, antigo, onde tivemos muito descanso e silêncio. Tanto silêncio que acordamos muito tarde no primeiro dia. O dono do apê não estava, quem nos recebeu foi o colega dele, que acabou ficando fora grande parte do tempo. Perfeito. Aqui a página do lugar, se alguém quiser ir lá. Eu tava de cara com todos gastos desmedidos da viagem e com a merda que rolou com o aluguel do carro (NUNCA aluguem da MAGGIORE), cheguei a esse apartamento e finalmente consegui colocar os pensamentos em ordem.

E de comida, tivemos algumas boas experiências. A mais digna de nota foi a ida à Pizzeria Da Michele que é a suposta melhor pizzaria de Napoli, cheia de selos de qualidade e menções nos melhores guias do mundo. Pegamos o número 91 na ordem de chegada e o número 31 ainda estava sendo chamado. Demorou apenas uma hora e meia até eu ter uma pizza margherita com mozzarela dupla na minha frente, acompanhada de uma garrafinha de Fanta Laranja. A conta toda deu 15 euros, com gorjeta. Se a pizza é a melhor do mundo, eu não posso garantir. Mas é excelente e o fato de eles não aumentarem o preço é notável, dado o tamanho do lugar e a demanda monstruosa. E o detalhe: eles só produzem DOIS sabores de pizza, Marinara e Margherita. Dorme com essa, Nono Ludovico!

A galeria completa, aqui.

PS: em nenhum outro lugar no mundo, obviamente, teriam gostado tanto da minha camiseta do Napoli. Muitos pararam para olhar e perguntar de onde vinha. Até no aeroporto, todos da segurança vieram ver, chamaram outros. Poderia ter passado com uma mala cheia de cocaína, ninguém tava olhando o raio-x. Num restaurante, chamaram o chef para sair e ver. Sucesso total.

PS2: a resposta eu nem sei ao certo, mas acho que foi minha tia Vera que comprou essa camisa na Argentina, lá por 1990. Pirata.

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