Pompeii

Quando uma professora, nos tempos do colégio, me descreveu Pompeia, falando sobre os corpos paralizados nas posições de morte, incluindo aí casais abraçados em suas camas, fiquei bastante impressionado. Mesmo assim, nunca imaginava poder ver de perto alguns desses corpos.

Quando despertamos em Agerola e olhamos pela janela (névoa e muita chuva), logo tivemos que abortar o plano de passar por Positano e Sorrento, dois dos lugares mais bem falados da Costa Amalfitana. Rumamos diretamente a Pompeii, nos arredores do Vesúvio e muito perto de Napoli, facilitando nossa viagem na manhã seguinte. Como estávamos por ali mesmo, resolvemos visitar o local das escavações de Pompeii. Por azar, a parte onde há mais corpos estava fechada por manutenção. Mas deu pra dar uma olhada em algumas das impressionantes “estátuas.

Vale ressaltar que o que se vê não são realmente os corpos das pessoas, mas, quando fizeram as escavações, encontraram buracos na larva dura, com ossos dentro. Estes buraco, encheram com gesso, e daí conseguiram recuperar o formato dos corpos. Em técnicas mais avançadas, utilizadas mais recentemente, se pode ver até roupas e expressões faciais. Ou ao menos isso foi o que eu entendi.

Bem interessante. Valeu a pena ter passado ali.

A galeria inteira, aqui.

Salerno / Agerola

A ideia original dessa viagem era conhecer a Croácia. Mas como não tínhamos muitas informações sobre o país e o mapa é um pouco apavorante, acabamos optando por conhecer um pouco da Costa Amalfitana. O problema é que, apesar das dezenas de amigos italianos que temos em Barcelona, ninguém foi capaz de nos orientar o suficiente para evitar as cagadas de planos que fizemos. Em primeiro lugar, tínhamos marcado três noites em Salerno, que é um LIXO de cidade, principalmente para quem está de carro. O nosso “hotel” (que não passava de um – bom – quarto no apartamento de uma mãe solteira) ficava num local impossível de encontrar olhando em mapas. E também, sacanamente, dizia que tinha estacionamento. Só que era a quatro quadras de distância, numa zona onde é proibido entrar carros e custava vinte euros por noite. RÁ! Então acabei indo lá, depois de passar três vezes na frente da câmera da polícia que registra quem entra na zona proibida. O dono da garagem disse que anota a placa para enviar à polícia e evitar multa, mas sei lá se isso vai dar certo.

No fim, explicamos a situação para a dona do hotel e cancelamos as duas noites seguintes, pagamos apenas pela primeira. Ela entendeu e disse que ia mudar esse negócio de garagem no site.

Jantamos num simpático restaurante da cidade e saímos CORRENDO dali na manhã seguinte. Na noite anterior, ao procurar hotéis alternativos, ficamos em dúvida entre dois. Um era do lado do outro, na cidadezinha de Agerola. Acabamos marcando OS DOIS, um para cada noite. Depois de andar por um par de horas pela sinuosa e movimentada estrada da costa amalfitana e passar por algumas cidadezinhas simpáticas porém lotadas, chegamos ao nosso destino, no topo de uma montanha, em busca de algum descanso bucólico. Não foi EXATAMENTE o que encontramos, mas foi bom o suficiente. Mas não o suficiente para fazer querer ficar duas noites. OUTRA VEZ, cancelamos o segundo hotel e marcamos um passo adiante, mais perto de Napoli, para não ter que sair tão cedo no outro dia. A próxima parada, era Pompeii.

Bom, a noite em Agerola acabou sendo agradável. De tarde, provamos uma mozzarela fresca incrível, passamos por umas fruteiras que tinham uma uva minúscula impressionante. Se chama uva fragola. Recomendo. E de noite comemos numa pizzaria bastante honesta.

Naquele dia, havia alguma comemoração na cidade, que de repente se encheu de gente pelas ruas, com muito foguetório. Não entendi nada.

O resto da galeria, AQUI.

Lokrum

Uma boa atração de Dubrovnik é uma ilhazinha que fica a 700 metros do centro, por água. Se chama Lokrum. Ela é relativamente bem cuidada e tem um lago minúsculo e calmo para relaxar à beira. Depois, caminhamos até a outra ponta, onde há uma praia de nudismo. Não é exatamente uma praia, são pedras grandes na beira do mar e todo mundo joga a toalha ali e fica nu. Enfim, nadando por ali e podendo observar embaixo da água que a condição era boa, encontrei um bom penhasco para saltar na água. Confirmei com um local que era tranquilo e acabei pulando umas cinco vezes. Muito bom.

Logo, no último dia, passamos a tarde inteira na praia de Banje, são essas fotos do fim. E era hora de pegar o barco para Bari, jornada que postarei em breve. Mal sabíamos que a melhor parte da viagem acabava de terminar.

Aqui está a galera toda, como de praxe.

Dubrovnik

No mesmo dia em que o Nego tinha sua última tarde como nosso hóspede em Barcelona, saímos para o aeroporto, para o que foram nossas últimas férias europeias por algum tempo. Fizemos uma viagem um pouco acidentada pelo mau planejamento e alguns probleminhas. Mas as primeiras duas noites, em Dubrovnik, Croácia, foram provavelmente a melhor parte. A cidade antiga, que é uma cidadezinha dentro de uma muralha, é um lugar bastante especial, que vale a visita.

O hotel onde ficamos tinha uma vista incrível e um bom quarto, mas a caminhada (escalada) para chegar até lá é de centenas de degraus. Não é para os fracos. Mas a vista quase compensa.

A prainha de Banje, a mais perto da cidade, nos serviu bem, principalmente no último dia. Com preguiça de pedir para deixar as malas no hotel e ter que voltar até o topo do morro para buscá-las antes de ir pegar o barco para a Itália, acabamos dormindo o dia inteiro no sol com as malas na areia, lendo, jogando cartas, entrando de vez em quando para dar uma refrescada. Um bom dia.

O resto das fotos, aqui.

Fisheye

Este casal de australianos, amigos da Chi que ficaram com a gente por um fim de semana, tiveram uma sorte incrível uns dias antes de chegar a Barcelona. Quando estavam participando do festival da Tomatina, em Buñol, perderam uma câmera dessas descartáveis, de filme. Minutos depois, ao chafurdar no suco de tomate da rua, encontraram uma Go Pro Hero alheia. Depois, aqui em casa, consegui extrair os vídeos que estavam na câmera e conseguimos ver a cara do pobre, também australiano, que perdeu a máquina no meio da bagunça. Ele gravou vídeos desde a chegada à cidade até o momento em que os caminhões começam a forçar passagem entre as pessoas. Vendo os vídeos com atenções, encontramos o Kim e a Ashley duas vezes entre os festeiros. Até a cena em que o cara olha pra câmera e o vídeo termina. Logo depois, a cena do Kim achando a câmera e gravando um vídeo rápido, sem ter certeza de que estava funcionando. Logo, mais um vídeo começa e a câmera é guardada no bolso, onde fica, gravando, por 8 minutos.

Dos vídeos da Tomatina, só tiro uma conclusão: não irei.

O resto das fotos, feitas num dia muito nublado, mas de água morna, AQUI.

San Sebastiá

Pois, depois de 3 meses inteiros vindo trabalhar de chinelo todos os dias, fiquei doente, gripado, dor de garganta. E pela primeira vez em muito tempo não pude ir direto pra praia depois do trabalho, para ler, nadar, tirar um cochilo. Então dei uma volta por aí, tirando algumas fotos da praia, que já não está mais tão cheia, depois da mudança de temperatura. Esse dia foi o melhor dia de jacarés desde que cheguei em Barcelona. Sorte do parceiro Kimmy, australiano que veio passar o fim de semana em Barcelona com sua namorada, Ashley.

Mais fotos aqui no FB.

Cinema Update

Ted – Primeiro filme de grande porte feito pelo Seth McFarlane. Bom começo, apesar de se apoiar bastante em Family Guy (o que é divertido para os fãs do seriado, como eu). Uma boa comédia. – Nota 9.0

Jiro Dreams of Sushi – Documentário muito bonito sobre o melhor chef de sushi do mundo, Jiro. Um senhor de mais de 80 anos que, claro, não admite aposentadoria.

Para viajar um pouco na bizarra e fascinante cultura japonesa e também para ficar curioso demais sobre como pode um restaurante tão simples ser considerado uma das maiores experiências culinarias do mundo. Nota 9.3

PS: como todo grande documentário, tem excelente trilha sonora. Destaco a dos créditos.

Não é exatamente CINEMA, mas recomendo bastante este curto documentário sobre o Dream Team, nas olimpíadas de Barcelona ’92. Um dos maiores times da história do esporte.