A shot in the arm

Esse ano a gente tinha decidido saltar o Primavera. Enquanto ano passado a oferta de artistas que eu gostava bastante era infinita, o elenco desse ano deixava bastante a desejar, o que piorou ainda mais com a saída da Björk. Mesmo assim, por acaso, ganhamos um par de ABONOS do parceiro Rodrigo Levino, que, igual ao ano passado, veio para Barcelona para o festival. Um amigo dele não conseguiu vir e acabou deixando os ingressos com ele, que nos repassou espetacularmente, ao qual agradeço bastante o gesto.

Na quinta-feira, conferi:

1.Mudhoney – Como o palco do Death Cab From Cutie era longe demais, cheguei e fui conferir o Mudhoney. Bom show, com bastante hits e um público decente. “Touch me I’m sick”, “Suck You Dry” (que eu cantava com a falecida SENSIFER) e “When tomorrow hits” foram bem boas. Mas nada comparado ao show que vi deles no TEATRO DE ELIS, há uns 13 anos.

2.Wilco – Considero essa apresentação melhor que a que vi no London Scala em 2004. Destaque total para “Jesus, etc”. “A shot in the arm”, “Spiders” e At Least That’s What You Said” também foram demais.

3.The xx – BOM trio. Show CORRETO, se puxaram nos timbres iguais aos do disco. Esses caras são bons.

4.Franz Ferdinand – Vi as primeiras 6 ou 7 músicas e cansei. Boas músicas, apresentação pilhada, só hits, mas falta emoção na música do FF.

5.Spiritualized – Então corri pro outro lado do mundo pra ver o Spiritualized, um dos shows mais hypados do dia, que eu veria só por causa do “Ladies and gents”, cd que eu possuo e curto. Tava bom o show, mas era tarde pra burro e eu tinha que trabalhar no dia seguinte. Quando dei toda volta no Fórum e estava desacorrentando minha bicicleta, eles começaram a tocar “Ladies and Gentlemen We’re Floating in Space”.

Na noite da sexta-feira, resolvi me poupar para aproveitar melhor os shows que eu realmente queria conferir, The Cure e M83.

Ignorando Rufus Wainwright e Girls, deitamos para tirar uma sesta, eu havia colocado o despertador para 8:50 para chegar no show do The Cure pelas 21:40 e pegar um lugar bom, o show começava às 22:10. O problema foi exatamente ali em cima: a Chi acordou num sobressalto às 22:20. Fui olhar meu despertador, eu botei o despertador pra 8:50 am, não 20:50. Se fosse por mim, cansado pra caramba, seria exatamente o horário em que eu acordaria. Meu cansaço me sabotou.

Nos vestimos correndo e pegamos um táxi, conseguindo entrar no Parc del Fórum quando soava “Just Like Heaven”. Ou seja: perdemos “In Between Days”, “Lovesong” e “High”, das que eu realmente curto. Logo rolaram “A Forest”, com “Parabéns pra você” ao Simon Gallup, “Lullaby” (melhor música que eu vi), “The Walk” (frenética), “Friday I’m in Love” (especial ouvir essa música numa sexta-feira) e um monte de músicas outras que são muito parecidas e meio palhas. Na real, claramente sou fã de “Best of” do The Cure.

Quando terminou “Disintegration”, largamos correndo pra pegar um lugar privilegiado para o M83, sem saber que o show tinha sido atrasado em 30 minutos (todos horários eram rigorosamente respeitados). No bis do Cure, rolaram “Lovecats”, “The Caterpillar”, “Close to Me”, “Let’s Go to Bed” e “Boys Don’t Cry”, das que eu gosto. Pena ter perdido. Ao menos não tocaram “A Night Like This” e “A Letter to Elise”, não me perdoaria de ter perdido estas. Foram 36 músicas no total.

Mas dá pra dizer que valeu a pena ter conseguido um lugar no gargarejo do M83, por que foi o melhor show do festival. Caras FODA mesmo. Um dia verei de novo. Grandes músicos, especialmente o baterista. Destaque total para a expectativa: será que o cara vai entrar pro solo de saxofone em “Midnight City”? E entrou, triunfante. Maior emprego: fazer um solo de saxofone por noite.

No sábado, tínhamos viagem para Ibiza, então só deu tempo de ver Father John Misty, no auditório Rockdelux. Mas foi decepção, afinal era só ele no violão, sem banda. Eu gosto bastante dos arranjos daquele disco. Mas enfim, ele se esforçou bastante para entreter a platéia com piadas e macaquices. E acabou o Primavera, patrocinado por Rodrigo Levino.

No sábado de noite ainda tocariam Beach House (excelente disco novo) e Justice, mas enfim.

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