Kaçış

Esta outra praia se chama Escape Beach e é uma das pagas (e mais caras) da região. Cada adulto paga TL 15 (6 euros) para entrar e tem à sua disposição cadeiras, guarda-sol, redes dentro da água, chuveiros e WIFI. Não é um mau negócio e a praia é bem bonitinha, passamos a tarde toda ali. O mergulho foi legal, tinha alguns peixes interessantes.

Mas Mare Monte era mais tranquila e só não tinha redes e internet.

Aile

Um momento mais familiar, com os pais da Chi e as priminhas, Iaren, Laren e Hÿra.

Mare Monte

A Chi já tinha ido algumas vezes para o Chipre antes, mas, sempre envolvida com família, nunca tinha explorado as praias dali. E a verdade é que o país tem várias praias excelentes. Umas das poucas praias e entrada gratuita do Chipre do Norte é essa, Mare Monte. Água limpa e cristalina, com um bônus: aqueles peixes que comem a pele morta do teu calcanhar. Dá um susto na primeira beliscada, mas depois é divertido e tu te sente rejeitado se eles não vêm na tua.

Nene

Como muitos deve saber, a Chi nasceu na Austrália, mas os pais dela nasceram no Chipre e estavam ali passando férias quando chegamos. Ela tem uma avó que ainda mora ali, além de vários tios e primos (com filhos pequenos), o que nos ocupou em grande parte do tempo. Como todos moram mais ou menos perto, na vila de Alsançak, era sempre café da manhã na casa da tia, almoço na casa da vó, etc.

Nós e os pais dela, que eu conheci ali pela primeira vez, estávamos ficando na casa de uma tia, que está na Austrália. Belo apartamento térreo, com piscina, bem na frente da casa da outra dia dela.

A vó dela, fumante inveterada, tem um jardim bem legal que ela mesma cuida, acordando às 5 da matina. Tem diversas árvores de frutas, incluindo manga, romã, limão, laranja e, principalmente, figos que colhíamos para o café da manhã. Várias destes traziam minhoquinhas de brinde. Sucesso total.

Chi Guevara

E pegamos o barco em direção ao Chipre. Barco moderninho, por dentro parecia um avião. O que não o impedia de chacoalhar e deixar o pessoal um pouco enjoado. O trajeto terminou tardando umas quatro horas, mais do que esperávamos.

Mas o pior foi quando chegamos. A Chi bobeou e só levou o passaporte cipriota dela. O problema é que estávamos chegando em Northern Cyprus, que é tudo menos Chipre, oficialmente. O único país que reconhece o Chipre do Norte é a Turquia, que os sustenta, patrocina e protege. Por isso, o Chipre do Norte não considera o passaporte cipriota documento. Ou seja, ela devia ter levado o passaporte Australiano para entrar ali. Eu mesmo, com o italiano, não tive problema algum.

Por sorte, o primo dela trabalha no porto e estava trabalhando quando chegamos, assim que foi possível deixá-la entrar sob a promessa de providenciar uma carteira de identidade turca-cipriota antes de ir embora do país. E esse foi o assunto e a função que dominou os três primeiros dias da nossa estadia no Chipre. E se o primo dela não estivesse ali ela seria mandada para a CADEIA (ou de volta para a Turquia).

After Sunset

E aí o sol sumiu mas o céu ficou ainda mais bonito, como costuma acontecer. Já era noite e eu voltei a entrar na água, tirei mil fotos da água com o reflexo do céu, molhei toda alça da câmera. Heh. E assim terminou Alanya, um bônus bem mais agradável que Atenas.

Before Sunset

De brinde, ganhamos um pôr-do-sol sensacional (melhor que o de Santorini, devo dizer). A Chi se sentiu mal e foi pra casa, mas eu fiquei ali uma hora mais, sacando fotos como um doente mental. Tirei tanta foto que vou ter que dividir as fotos entre antes e depois do sol sumir abaixo da linha do horizonte. Sei que é uma paulada de fotos e que ninguém vai ver, mas enfim.

Notem casais e minas loiras em profusão posando para fotógrafos turcos com o sol de fundo. Um grande negócio na região.