Faltou luz mas era dia

Quando o amigo Conan veio visitar Barcelona, ele me disse que a primeira coisa que notou quando entrou na minha casa é que a gente não tinha uma televisão. Bom, isso acaba de mudar. Depois de um ano inteiro sem assistir TV (fora Copa do Mundo e alguns jogos na casa de amigos), aproveitamos uma oferta de 25% de desconto da Pc City (que está fechando suas portas na Espanha) e adquirimos, online, uma TV de LCD Panasonic Viera de 32″. Com entrega em casa, saiu por 325 euros, o que eu considerei um valor imbatível. Depois de executar a compra, entrei de volta no site para ler melhor as especificações e não havia mais a televisão. Demos sorte, era exatamente o último modelo.

Quatro dias depois, a televisão chegou. A princípio, eu tinha pensado na TV apenas para assistir filmes e seriados em formato digital. A televisão, apesar de maior, acaba melhorando muito arquivos da internet. Um episódio de The Office, que tem 175 mega para 22 minutos, aparece na tela da TV com qualidade melhor do que qualquer canal que não seja HD. Bom, passeando pelas lojas de eletrônicos, eu tinha algumas alternativas de conexões:

1.Um aparelho de DVD que tivesse entrada USB para poder tocar os arquivos do computador. Isso sairia por uns 60 euros.

2.Comprar um cabo adaptador da Apple e um cabo de HDMI. Sairia por 43 euros e permitiria tocar qualquer coisa que aparece na tela do computador, incluindo jogos do Grêmio e todos filmes com legendas, como funcionam no computador.

3.Comprar uma torre de disco duro multimídia, que é conectada diretamente à televisão e tocar tudo que é tipo de arquivo digital. A opção mais cara e mais limitada sairia por uns 90 euros, no mínimo.

No fim, julgando que um aparelho de DVD não serve para muita coisa hoje em dia, acabamos comprando, por 39,90, um diminuto aparelho de TDT que tem entrada USB que lê a maioria dos arquivos de vídeo (com possibilidade de legenda), foto e música. E ainda tem saída HDMI, que eu queria bastante. Além dos 39,90, gastamos ainda 14 euros num cabo HDMI e 8 em um cabo normal de RF e, voilá, de repente, de adultos descolados que podiam dizer “Não tenho TV em casa e não me faz falta”, passamos a ter uma movimentada salinha de TV onde passaremos a, com certeza, ver muito mais filmes e também bastante esportes ao vivo, que era a coisa que mais me fazia falta. Caso eu ainda sinta falta de ligar o computador, é só comprar o cabo da Apple de 30 euros e ligar no HDMI.

Ontem, descobri que a TV aberta espanhola é tão interessante quando a NET de Porto Alegre. Tem uns 80 canais, os principais todos têm lindas transmissões em HD, vários dos canais de filmes têm tecla SAP e pode-se colocar legendas (em espanhol), o que é interessante pra Chi estudar o idioma, algo que ela vem tentando. Para estrear a TV, assisti ao bom jogo do Thomaz Bellucci contra o Djokovic, em HD (lindo). Com meus intensos treinos de ping pong no intervalo trabalho, é ainda mais legal apreciar uma boa partida de tênis. O brasileiro teve um momento em que parecia que estava garantido nas finais contra o Nadal: já tendo ganho primeiro set por 6 a 4, quebrou o saque do sérvio e ia levando o segundo set por 3 a 1. Aí, de repente, o Djokovic engatou uma seqüência avassaladora, quebrando totalmente a confiança do guri e não parou mais. Fechou o segundo set em 6 a 4 e o terceiro em 6 a 1, para decepção do bigode do Larri Passos. Um resultado que acabou sendo decepcionante , mas mostrou a força do canhoto brazuca, que hoje amanheceu em vigésimo segundo no ranking mundial (antes era o #33). Acompanharei mais esse tal de Thomaz Bellucci.

Na seqüência, rolou o jogo do Real Madrid, que acompanhei de canto, mas que realmente não me interessava tanto (já que não estava jogando contra o Barcelona). Boa vitória, porém, com gol de Kaká e 4 do agora artilheiro do espanhol Cristiano Ronaldo. Adiou o título do Barça.

Já para estrear as sessões cinematográficas, baixei a animação L’illusioniste, que concorreu ao Oscar de melhor animação. Belíssimos gráficos, especialmente no que diz respeito aos cenários, mostrando Paris, Dover, Londres, alguma cidade no interior da Escócia e Edinburgh. O filme em si tem um ritmo bastante lento, se comparado às animações de hoje em dia, mas é um alívio ver algo com cores tão sutis e reais, em 2D, praticamente um filme mudo, também. Classudo. Nota 9.0

Para alimentar o USB, conectei um velho HD externo de 110 Giga que eu tinha vazio no armário e voilá: é só encher de filmes e seriados e temos entretenimento instantâneo para todo o sempre. E, nesse mesmo HD externo, se conectado, posso gravar qualquer programa que esteja passando na TV. Ocupa 2GB por hora.

Também precisamos mudar bastante a geografia da casa. Agora, nosso quarto contém também o guarda-roupa, algo que não entendo por que não fizemos antes. Ficou mais com cara de quarto. Já a salinha que fica do lado do banheiro ganhou a TV, o que torna o ambiente mais útil e bem aproveitado. Tá com mais cara de casa. Só sobra menos espaço para os visitantes, quando vêm dormir, vão estar no sofá cama que usamos para assistir TV. Menos espaço para deixar malas, também, ou seja: quem vier visitar, não pode trazer muita bagagem. 😉

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