Try anything once

Somewhere – Provavelmente o pior dos quatro longas da Sofia Coppola. Exageradamente lento. Acho pouco provável que alguém se identifique com o personagem principal, um alienado e deprimido ator de Hollywood. Como fotografia, é bonito, tem algumas imagens bem bonitas, acompanhada de alguns músicas legais. E é isso.Nota 6.0

Oi?

Parc de la Ciutadella, pela enésima vez. É um bom parque.

PS: Feliz aniversário, Conan!

Bici?

Cheguei de uma longa e gostosa feijoada na casa de amigos e me deparei com todos os posts, vídeos e notícias sobre o absurdo que ocorreu na José do Patrocínio nesse fim de semana. Fiquei chocado demais. Provavelmente a coisa mais bárbara que aconteceu nas últimas décadas em Porto Alegre. É muito difícil de entender a motivação de um sujeito desses. Na boa, mas exagerando, é mais fácil entender a motivação de um assassino em série, de um estuprador, de um terrorista em série do que entender esse vídeo aqui. Cadeia é o mínimo para um sujeito desses.

Eu, como fã da bicicleta, apóio completamente a utilização das duas rodas como meio de transporte diário. Em Sydney, usava a bicicleta todos os dias para ir trabalhar e não tinha como ser mais rápido ou agradável a viagem até o escritório. Pedalando, vento na cara, ouvindo música. Em Barcelona, com o sistema de Bicing, a vida de ciclista tomou uma dimensão ainda maior. Uso a bicicleta para tudo, conto com ela.

-Uma coisa que impressiona em Barcelona, uma cidade relativamente pequena, bastante populosa, é que encontraram lugar para ciclovias. Posso ir a qualquer lugar da parte central da cidade sem precisar andar entre carros.

-Minha viagem do trabalho pra casa dura uns 12 minutos. Outro dia fiz o mesmo trajeto com um carro alugado para um trabalho e demorei 23.

-Passei 10 dias sem poder usar o sistema (por ter perdido meu cartão) e quase fiquei deprimido.

-Desde que me registrei no sistema, há 317 dias, usei a bicicletinha 633 vezes, totalizando 135 horas de pedaladas (quase seis dias em cima da bicicleta nos últimos 10 meses).

-30% das bicicletas têm probleminhas, às vezes é difícil achar onde estacionar, às vezes acordo de manhã e não há bicicletas na minha estação, ainda assim escolho o Bicing mil vezes antes de pegar ônibus ou metrô.

A liberdade e a qualidade de vida que a bicicleta permite é inigualável. Meus sinceros sentimentos àqueles que sofreram esse trauma, que sobreviveram a essa barbárie sem sentido. Deixo aqui o link do blog do movimento Massa Crítica, para que os interessados possam aderir e apoiar. Este post contém algumas idéias interessantes.

E quem sabe um dia alguém pode sair numa foto assim, em um Porto Alegre de verdade:

Adendo:

Falando com meu parceiro Sérgio Kalil, grande músico, produtor, um dos responsáveis por esse vídeo e um dos ativistas do Massa Crítica (além de ser um dos caras mais bondosos que eu conheço), desenvolvemos um pouco mais o assunto.

Acho que o que aconteceu transcende a discussão sobre bicicletas, sobre trânsito. O que esse cara fez tá totalmente fora de tom, totalmente desproporcional. Se esse cara que atropelou todo mundo realmente não curte bicicletas (sabe-se lá por que, de repente ele é dono de um posto de gasolina), ele deu o empurrão que faltava pra questão ser mais profundamente discutida, ganhar os jornais, a televisão, além da internet. Mesmo que tenha sido às custas de sangue dos ciclistas (por sorte ninguém morreu). Sérgio me diz que, em outros dias menos chuvosos, algumas crianças participam da manifestação.

Quem sabe da próxima vez, se esse cara não for mandado pra cadeia, ele vai ter que atropelar 2.000 e não 20.

Agora surgiu o vídeo mais chocante do acontecimento. Cuidado, imagens um pouco fortes. Se essa cena acontecesse em um filme, algumas pessoas diriam é não é plausível, afinal, quem faria isso?

Alguma repercussão internacional aqui e aqui. E aqui há um resumo de notícias pela itnernet.

Agbares

E aí a primeira banda com Conan e Maria Paula. Saindo de Sagrada Família até o Arc de Triomf. E um restinho do final de tarde.

I’ll be your prince

Black Swan – Finalmente estreou o Cisne Negro aqui em Barcelona e pude conferí-lo, depois de ler todo o FUROR da gente no Facebook falando que era o melhor filme da história. Certamente não é, não é um filme grandioso o suficiente para ser o melhor filme da história. É bom, claro, mas não é nem melhor que The Wrestler. Por sinal, o filme anterior do mesmo diretor tem um roteiro praticamente paralelo a esse, sem contar o final igual (e eu leio aqui que eles um dia foram o mesmo filme, que contava a história de amor entre um lutador de luta livre e uma bailarina). Seres humanos autodestrutivos, lesões corporais, sadomasoquismo, autosabotagem, etc, etc. Eu ri um pouco e não chorei nada. Nota 9.0

PS: Muito bem o Mickey Rourke no papel de mãe frustrada.

Nubes

Caminhando, sábado, nublado, indo pra casa do Francisco, para um churrasco.

Povonovo

Algumas fotos matinais, outras pela tarde, antes de encontrar meu parceiro CONAN, que está de visita esta semana.