Ataca no gol

Semana passada me bateu uma TIRIÇA pra jogar um futebol. Resolvi procurar no Loquo, na parte de eventos/comunidade. Acabei encontrando um anúncio pra esse site aqui. Muito interessante, organiza partidas de futebol, o pessoal se inscreve ali, explica onde vai ser, quanto custa, que cor de camiseta tem que levar e pronto. Aqui um exemplo do convite:

Em menos de uma semana, já fiz o meu primeiro jogo, que foi esse aí. Por ser um negócio marcado assim à la loca, pensei que seria um nível bem pior, mas foi até bem decente. Bola boa, campinho bom. Só deu problema por que o outro time chegou atrasado, começamos 15 minutos mais tarde e ainda tinha um cara a mais no nosso time (alguém levou um +1, mas ninguém se conhecia, então não tinha como dizer quem era). Aí tivemos que revezar duas pessoas, o que é chato.

Como o outro time era pronto e estava treinando para um campeonato, perdemos de 3 a 1, marquei o gol do meu time. 😉

Ah, se tu chega atrasado ou deixa a galera na mão, tem um sistema pra marcar cartão amarelo ou vermelho pros jogadores. No Brasil, pra quem tá cansado de passar a tarde gastando celular pra ir atrás de gente pra jogar bola, esse site iria bem.

Anúncios

Só um churrasquinho

Dois aniversários importantes nesse 15 de Setembro: meu primo Gabriel, 7 anos, e meu time, o Grêmio, 107 anos. Nunca tinha me dado conta de que o Bibi nasceu no dia do centenário tricolor. E eu lembro muito bem daquele dia, eu tava no ônibus com minha amiga Letícia, estávamos discutindo A VIDA, alguns dias depois de eu ter decidido ir pra Londres.

Parabéns para os dois!

寿司は、貧しい人々の食べ物です!

Meu BIFE inicial com sushi era o valor: caro pra caralho, pelo que tu vai comer. Com o tempo, até dei o braço a torcer, tem umas coisas gostosas, especialmente nesses temakis da vida. Bom, qualquer sushi é bom se tu atolar de wasabi e shoyu. Mas uma coisa eu acho que não tem como negar: comida fria não mata a fome da mesma maneira. Para isso, nada bate comida italiana. Mas, ok, estou indo longe demais, voltando ao assunto original: sushi.

Compramos o equipamento básico, que seria a esteirinha de enrolar, o vinagre de vinho de arroz, wasabi, alga marinha e os recheios. É só fazer o arroz normal, sem tempero algum, depois espalhá-lo numa fôrma, para esfriar e temperá-lo com meio copo de vinagre de vinho de arroz. Depois disso, é uma barbada óbvia.

Olha, dá pra dizer que já comi em restaurantes japoneses com sushi muito piores do que esse que eu fiz (os de buffet livre, provavelmente). Para uma primeira tentativa, ficou bem demais, o arroz ficou perfeito, tanto em consistência quanto em gosto. O arroz fresquinho dá uma diferenciada boa.

Poréns: falta a manha de enrolar certinho, para o recheio ficar bem no meio e acertar a quantidade de arroz. Obviamente, faltou equilíbrio no meu sushi. E, claro, estudar uns sabores novos, estávamos um pouco limitados.

Agora, fazer o meu próprio serviu para provar o meu ponto inicial: sushi nunca deveria ser caro. Na verdade, na Austrália, onde tu chuta uma árvore e caem 23 asiáticos, sushi é a coisa mais barata que tem, pra matar aquela fome saindo de uma festa. Um rolo um pouco menor do que aquele ali da foto sai por “one dóra”. Um troço que é feito de puro arroz gelado e uns RESTOLHOS de comida não pode ser caro. Com duas xícaras de arroz, fizemos quase quarenta peças de sushi, deu pra janta e almoço de duas pessoas.

CHUPA, HASHI! CHUPA, GOKAN!

Even thieves, they couldn’t lie

Tenho testemunhado pequenos roubos a turistas diariamente aqui em Barcelona. Hoje foi um casal da Estônia, levaram seu laptop. A real é que as leis da Espanha são muito brandas com os ladrões, é quase uma parceria.

Aparentemente, qualquer roubo abaixo de 400 euros não dá cadeia. Eles são registrados, pagam uma multa e são liberados. Ou seja: roubar pode ser uma profissão bem interessante para quem mora aqui. Tem seus riscos, mas a quantidade de turistas desligados ajuda bastante no empreendimento. Na verdade, eles só podem encarcerar o indivíduo depois de pegá-los quatro vezes no mesmo ano. Virando o ano, a conta é zerada e pode-se começar a roubar de novo. Que beleza, não? É como multas na carteira de motorista.

Ou seja: se tu for um ladrão cuidadoso, se tu alvejar apenas velhinhas indefesas, se tu tiver um conhecimento interessante dos atalhos de Raval, Born e arredores da Rambla, tu pode te criar bem aqui nessa cidade.

Aí um cara me perguntou: e no teu país, como funciona? Bom, no MEU PAÍS, o furo é BEM mais embaixo. O negócio lá é sequestro relâmpago, assalto a mão armada, roubo a banco, corrupção desenfreada, formação de quadrilha. Ladroagem profissional, poucos saem de casa pra roubar pouquinho. Brasil não é lugar pra ladrão chinelão, esse se dá mal logo, toma porrada da polícia, vai pra cadeia com estuprador, assassino e sai de lá ainda pior. Nenhum dos dois tá certo, eu acho.

Dadario

Esqueci de postar essas fotos que fiz no apartamento novo do Dario, que morava com a gente. Boa vista, mas o foda é subir os seis andares só na escada, todos os dias.

Don’t let yourself go, girl

No outro dia, visitamos Tossa del Mar, que fica ali pertinho e era o objetivo maior da viagem. Belíssima praia, superpovoada por mergulhadores. Com meus humildes óculos de natação, pude nadar entre as pedras e dar uma olhada nos peixinhos. Também rolaram umas mães d’água. mas em menor número. É só prestar atenção, sem alarmes.

Em matéria de peixinhos coloridos, não é Tailândia nem Fernando de Noronha, mas deu pra curtir. Um bom fim de semana.