Take a swim in a deeper sea

Foto ridícula, ilustrando.

Semana passada comprei uma par de óculos de natação. O mar aqui na praia de Sant Sebastià é bem tranquilo, quase uma lagoa, na maioria dos dias. Tenho nadado por mais ou menos uma hora todos dias. Comecei no final da tarde, entre 17 e 18 horas, mas mudei para a manhã, acho que faz o dia mais produtivo.

A transparência da água varia, depende se o mar tem mais ondas ou está mais calminho. Mas o bom de nadar de óculos é a segurança que dá, mesmo estando lá no fundão, na terceira bóia, ainda consigo ver a areia no fundo. Acho que fica a uns quatro metros de profundidade, mas pelo menos eu sei que tá ali.

E também dá pra ver que rolam alguns peixes aqui na beira. Hoje mesmo estava nadando junto com um cardume de milhares, pequeninos, dourados, refletindo a luz do sol, em sincronia perfeita.

Meu estilo de natação é terrível: não sei nadar o CRAU. Até sei, mas não consigo respirar pelos dois lados, o que dificulta muito. Sempre que vou pegar ar pelo lado direito, tomo um caldo. Preciso de umas aulinhas básicas. Enquanto isso, sigo nadando embaixo d’água, como um sapo. É gostoso, é quase como voar, mas não é muito produtivo.

Minha primeira atividade da sessão de natação é chegar na beira do mar, me aquecer enquanto oxigeno bem o cérebro. Aí prendo a respiração e nado tocando a areia, até onde consigo, antes de subir para respirar de novo. Cada dia chego mais longe.

Say goodbye, don’t follow

E, finalizando, finalmente, todas fotos de Amsterdam. Que maratona! Isso que só ficamos dois dias e meio. O que deu bastante volume é que, nessa viagem, eu estava bastante (e muito bem) acompanhado. Teve muita foto de gente, enquanto em Berlin, Milão e Lisboa eu tava quase sempre sozinho. É bom pra fotos mais curiosas, mas eu também gosto de uns retratos.

A idéia inicial de ir pra lá foi da Noelia e do Scott, o casal das fotos. No fim, só conseguimos encontrá-los no último dia, para um café, uma hora antes de partirmos pro aeroporto.

The Med Burger

Ida marota ao bom Burger Meester do Pijp, onde saboreamos algumas das receitas da casa. Também criamos nossos próprios burgers, que estarão concorrendo a hambúrguer do mês. Quem ganha, além de um jantar a dois, pode comer sua criação o mês inteiro. Voltaria pra Amsterdam só por isso. Heh.

Claramente, o meu hambúrguer é uma cópia melhorada do excelente Cheddar McMelt, sanduíche que, estranhamente, é exclusivo do McDonald’s brasileiro (que eu saiba). Mas bom mesmo parece esse da Chi, com halloumi, o melhor queijo do mundo.

Just close your eyes and I’ll take you there

Esse novo template trouxe algumas mudanças que considero melhoras.

Além de poder colocar quatro colunas de fotos, ao invés de três (o outro é mais estreito), pude mudar a direção do link quando se clica nas fotos. Antes ia diretamente para o .jpeg original. Agora vai para uma página mais bonitinha, com a foto em tamanho grandinho. Não é tela cheia como antes, mas é grande.

Acho que fica mais prático, pode-se passar para a próxima foto apenas clicando na imagem. E, como pediu a Aline, pode-se comentar em uma foto específica. Isso já poderia ser feito antes, mas só se clicasse a partir do Google Reader.

Voilá. Mudei as galerias de até dois meses atrás, mais ou menos.

Ah, e o preto no fundo acho que valoriza as fotos, apesar de desvalorizar o texto. Melhor assim, não? Menos blá blá blá, mais foto. Eu prefiro.

E aí umas fotinhos de transição, se ajeitando de manhã, último dia antes de ir embora da Holanda.

Ginja

Albert Cuyp Mark, Pijp, Vondelpark, cervejinha no moinho, rodando de bici pela cidade, belíssima lua cheia na janela e pizza feita em casa, com vinho e frutas fresquinhas de sobremesa. Um bom dia.

Asa branca

Nas duas semanas em que fiquei sem acesso à internet de casa, me registrei na biblioteca local.

É uma biblioteca OK, suficiente, mas poderia ter bem mais coisas. Mesmo de famosos autores de língua espanhola, é muito difícil de encontrar algo. Em inglês, nem se fala. De primeira, peguei dois livros, um para ler em casa e outro, menorzinho e bem encapado, para ler na praia.

O livro de casa é uma antologia de contos moçambicanos chamada “As Mãos dos Pretos”, seguindo minha fascinação pela língua portuguesa falada na África. Como todo livro que compreende a obra de vários autores, tem coisas boas e coisas não tão boas. Ainda não fui muito fundo nesse.

Agora, o livro “de praia” foi um espetáculo. A experiência de ter lido Relato de un náufrago que estuvo diez días a la deriva en una balsa sin comer ni beber, que fue proclamado héroe de la patria, besado por las reinas de la belleza y hecho rico por la publicidad, y luego aborrecido por el gobierno y olvidado para siempre es, de Gabriel García Márquez, à beira da praia, alternando com alguns mergulhos, é inesquecível. Que bonito livro, tão simples.

Ainda mais do que em Crónica de una muerte anunciada, o título descreve exatamente o que vai acontecer no livro. Uma estratégia curiosa, especialmente numa história onde “pouco acontece”, mas que funciona muito bem para mostrar como, em um livro, muito mais importante do que O QUE ACONTECE é como o que aconteceu é contado pelo autor.

Baita livro.

– – Esse é o post #970 desse blog, no dia em que chegaremos a 66.666 acessos. Nice. 🙂 – –

PS1: Nada mais PALHA do que uma mina fazendo topless na beira da praia e tapando os seios quando sai do mar.
PS2: IMPOSSÍVEL não olhar quando uma mina joga FRESCOBOL de topless.
PS3: Bom videogame.
PS4: Pra quem não usa Google Reader, agora é possível assinar o blog por email, ali na coluna da direita. Recebes o post bonitinho para ler nas sua caixa de entrada. 😉

Backup plan to my backup plan, to back up my backup plan

Primeiras fotos que incluem o casal anfitrião. Compras num dos supermercados mais chinfrosos que eu já vi e picnic no excelente Vondelpark.