Taste so good in the bun

Cheguei em casa hoje com uma VONTADE DE COMER UM CACETINHO.

Lembrei de um velho livro de receitas que estava sempre pela cozinha no apartamento em Porto Alegre. Há pouco mais de 10 anos, aquilo ainda era uma relíquia, uma jóia e um tesouro, com receitas que passam de mãe para filha. Hoje em dia, a coisa está completamente banalizada: GOOGLE “como fazer cacetinho” e VOILÁ. Delícia e magia ao alcance de qualquer LEIGO como eu.

Pois bem, verifiquei umas 3 ou 4 receitas e fiz uma média de quantidades e tempos. Minhas doses finais:

-1 pedaço de fermento fresco do tamanho de uma BORRACHA PLÁSTICA FABER CASTELL (aprox 30 gramas)
-1 colher de chá de açúcar
-1 colher de chá de sal
-1 copo d’água morna
-300 gramas de farinha de trigo
-1 colher de chá de azeite de oliva
-1 colher de sopa de margarina

Primeiro, coloque o disco “Harvest Moon”, do Neil Young, pra tocar.

Bueno. Jogue a margarina, um pouco da farinha e o sal numa bacia. Dilua o fermento fresco com a água morna e açúcar. Joga essa mistura junto com o resto, na bacia. Ali, comece a misturar, misturar e adicionar farinha (pode misturar com uma colher, se não quiser ficar com os dedos melecados). Até que a massa deixa de ficar grudenta e passa a ficar homogênea e maleável, com aquele cheiro gostoso de massa. OK.

Assim que ela parar de grudar nas paredes da bacia, comece a botar a MÃO NA MASSA. Tire da bacia e passe pra mesa, jogue um pouco de farinha na mesa e comece a trabalhar a massa ali, sempre com a palma da mão, amassando ela pra frente e dobrando nela mesma. Faça isso por uns dez minutos. OK.

Feche ela numa bolinha, coloque de volta na bacia, tape com um pano e deixe descansar até dobrar de tamanho (mais ou menos 1 hora).

OBS: o azul da camisa do Grêmio foi arbitrariamente manipulado para que fosse demonstrado o verdadeiro azul que o Grêmio deveria vestir. Ou pelo menos algo perto disso.

Vá pra praia, leia uns cinco capítulos da história mais célebre do Nélson Rodrigues, veja um tiozinho ostentando uma ereção constrangedora ser massageado por uma chinesa na areia e volte pra casa. OK.

ÓTIMO:

Agora, dê mais uma trabalhadinha rapida na massa e enrole-a no formato de um baguete fino. Com uma faca, corte em pedaços de aprox. 10 centímetros e deite-os sobre a fôrma untada, conforme foto:

Tape com um pano e deixe descansar e crescer por mais 30 minutos. Agora, os três maiores segredinhos dessa receita:

1.Com um estilete (limpo, obviamente) faça um corte no topo do pãozinho, que vai conferir aquele LOOK especial de cinema, com aquela abertura SEXY no topo, que também vai ajudar na hora de assar o miolo.

2.Depois de aquecer o forno a 220 graus, BORRIFE água no lombo dos CACETINHOS.

3.Um dos segredos da CROCÂNCIA da casca é a presença de VAPOR dentro do forno. Para isso, deixe um travessa de água ali dentro, para ir evaporando e fazendo a magia acontecer.

OK.

Observe pelo vidro do forno, sem abrir, quando os pãezinhos começarem a dourar. Depende do forno, mas ali pelos 10 ou 15 minutos isso deve acontecer. BORRIFE mais um pouco de água FILTRADA em cima dos pães e espere 5 minutos.

Tire a BANDEJA e sinta o cheirinho.

OBS: sim, eu pareço um MINDINGO na foto.

Abra um dos pãezinhos ainda mornos com uma faca, passe um pouco de MANTEIGA AVIAÇÃO, espere 5 segundos até derreter e DELICIE-SE. Recomendo pra caralho, não sei como nunca tinha tentado isso antes.

Lindos, não? Nem acreditei quando experimentei, o gosto tava excelente. Ok, não é EXATAMENTE como o cacetinho de padaria, com aquela casca fininha e o miolo branquinho macio, mas é um belo dum pãozinho. Um dia eu chego lá, variando algumas coisas no preparo.

Ah, fermento fresco é o lance mais estranho pra quem não é muito acostumado com a cozinha, como eu. Pode ser comprado em tabletes na sua padaria mais próxima ou até no supermercado. Comprei um blocão há dois meses por um euro, pra fazer pizza, e ainda não cheguei na metade.

Era isso. Jamie Oliver que se cuide.

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12 comentários sobre “Taste so good in the bun

  1. bah, era todo um momento mesmo, usar a borracha pela primeira vez, ficar limpando ela na parede, mudar de lado e se iludir que ela era novinha outra vez. :~

  2. aham, ja ouvi muito dessas máquinas. deve ser bem mais gostoso, mais certinho. mas a diversão de soquear uma massa e vê-la crescer é legal também. 🙂

    • haha, acabei de comer o ultimo dos nove que fiz ontem! fica pra próxima. não é convidada pra comer, tem que ser convidada pra fazer. heh. participar é bem mais legal, incluindo a parte de ir pra praia.

      vou tentar um pão fofo também, próxima vez. com leite e ovos. mas preciso arranjar um liquidificador e uma fôrma.

  3. Pingback: E aí que eu me refiro « sambamaioral
  4. Pingback: Superburger Me « ***

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