Gotta go return some videotapes

Buenas, se o primeiro trabalho for servir de referência pro que vem pela frente, estou muito bem servido, sim senhor. Trabalhei para aquele fotógrafo de arquitetura com quem já tinha trabalhado lá por novembro.

Fotografamos uma casa de praia de um multimilionário australiano que já morou em tudo que é lugar. Um excelente exemplo de como ser podre de rico sem deixar de aproveitar a vidad e ser uma pessoa miserável e odiável. Mesmo assim, é quase impossível fugir daquele leve RANÇO de quem não tem muito com o que se preocupar na vida, aos quarenta anos. Levemente afetado, mas não o culpo. Na verdade, é exagero dizer isso, afinal, ele passou a maior parte das 24 horas que passei lá ou limpando a casa ou preparando deliciosas comidas e petiscos pra gente (ninguém tem empregada na Austrália

A praia se chama Boomerang Beach e é um cenário paradisíaco. É difícill olhar pro mar no fim da tarde e não ver pelo menos 3 golfinhos por minuto, saltando na água (água de mar mais gelada na qual já nadei – estou constantemente quebrando esse recorde).

As refeições foram um caso à parte. Foi mais uma daquelas típicas situações surreais nas quais estou ficando craque em me meter. Por exemplo, eu, semibêbado, conversando com a esposa do diretor geral da National Geographic (ela também trabalha na revista) sobre história da colonização, os porquês de as colônias britânicas como Estados Unidos e Austrália terem prosperado tanto e as colônias francesas, espanholas e portuguesas terem “fracassado”, mesmo com todos os recursos naturais dos paíse onde se instalaram. Ela me indicou um livro sobre isso que parece muito interessante, chamado Guns, Germs and Steel. E sobre as civilizações antigas de Cambodia, que comandavam a Ásia inteira há milhares de anos e seu principal templo, o Angkor, sobre o qual eu nunca tinha ouvido falar antes. Enfim, uma aula particular, muito interessante.

Pena que, depois de comer e beber um pouco e conversar muito, só tínhamos mais umas 4 horas pra dormir antes de acordar às 5 da manhã pra pegar a luz do sol nascente.

Curiosidade: no caminho pra lá, 4 horas de carro de Sydney, paramos para tomar um café na pequenina cidade de Bulahdelah, que tem apenas 1600 habitantes. 2 deles (Paul e Mary) moraram comigo em Londres. Uma boa porcentagem.

Algumas fotos, espero que não tenha nada de problema em publicá-las. A primeira é em Bulahdelah, depois tem várias da casa, piscina genial, vista imbatível.

4 comentários sobre “Gotta go return some videotapes

  1. valeu, muitas dessas coisas a mulher tinha me falado, especialmente essa de viver com animais e ser imune às doenças. bom, assim não preciso ler o livro. heh.

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