Phillipa Chicken

A tarde, no fim, não foi tão proveitosa quanto eu queria que fosse. Acabamos dando uma voltinha pela vizinhança, fomos num café onde tomei um chocolate e comi a terceira Tarte Tatin da expedição. Janta, foi num tal Café L’Homme, no Trocadero, com vista para a Torre Eiffel, iluminada em azul, com estrelas, como a bandeira da União Européia, que será presidida por seis meses pelo Sarkozy.

Comi FOIE GRAS, pela primeira vez. Tava bom, até. Depois jantei um peixe chamado SOLHA, que mais parece um linguado, pra mim. Muito bom e macio. Bom, depois de foie gras e escargots, só me falta comer CAVIAR.

No final da noite,fui convidado pelo meu ex-flatmate Stanislas pra uma house party na casa de uma amiga dele. Peguei um metrô e fui até a parada de Courcelles, onde eles me esperavam. Estava tão cansado, que dormi no metrô e perdi a parada, tendo que voltar.

Enfim, a festa até tava animadinha, um apartamento belíssimo, tinha umas 10 pessoas, todos franceses, boa gente. Até que, do nada, aparece o ex-namorado da dona da casa na rua, junto com dois CAPANGAS e a guria vai lá embaixo ver o que tá acontecendo. 7 minutos depois, ela volta porta adentro com o cara na cola. Ele entrou e já apontou alguma coisa pra mim, falou algo em francês, não faço a mínima idéia do que ele queria dizer, mas claramente ele tava com ciúmes da ex-namorada dele fazendo uma festa sem ele. É incrível como uma guria bailarina e bem de vida se mete com um cara tão marginal e desqualificado como aquele ali parecia ser. Deve ser um sofrimento pros pais ter que aturar esse tipo de coisa.

Deixando claro, eu mal tinha conversado com a mina, não teria nenhum motivo ele vir apontar pra mim, acho que o cara tava meio confuso. Sei que daí ele começou a discutir muito seriamente com os franceses e rolaram até uns empurrões, a coisa ficou feia e ameaças foram feitas. Foi decidido que todos sairiam do apartamento, pela porta dos fundos, por que os caras realmente temiam o perigo dos amigos desse paspalho que invadiu a festa. E assim se encerrou, ainda bem, por que precisava dormir urgente.

Na volta, resolvi testar o sistema de EMPRESTAR BICICLETAS de Paris. É um sistema bem maroto, tu pega uma bicicleta em qualquer lugar da cidade, passando um cartão de crédito na máquina. Paga um euro pra andar com a bicicleta por no máximo trinta minutos. Daí tu larga ela em qualquer outra parada. E pode usar uma bicicleta por meia hora durante vinte quatro horas, por apenas um euro. Bem divertido e a bicicleta é muito boa e macia, com cestinha, paralama, banco de mola, apenas 3 marchas essenciais. E numa cidade relativamente plana pra caralho como Paris, é só alegrias. E lá fui eu, atravessei a cidade em apenas 15 minutos, rasgando a madrugada com a magrela, passando pelo Louvre e vendo a iluminação belíssima da Champs Elysées, com a roda gigante no fundo.

Não preciso comentar que depois de ter largado a bicicleta relativamente perto do hotel, consegui me perder por 40 minutos até achar a tal Rue de Vaugirard. Parto infernal às 2 e meia da manhã.

Mais umas fotos do dia: é difícil pensar numa cidade mais bonita do que Paris.

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