Filmes 17/18

Pensou que eu esqueceria de colocar a lista de filmes desse ano? PENSOU ERRADO. 😉

Esse ano resolvi fazer diferente e lançar minha lista do ano junto com o Oscar, já que muitos filmes bons são lançados logo antes do evento. Problema é que esqueci de lançar antes, o Oscar acabou há umas duas horas.

Ou seja: minha lista desse ano contém filmes do Oscar desse ano e do ano passado.

MELHORES

Blade Runner 2049 9.7
The Florida Project 9.2
The Shape of Water 9.1
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri 9.1
Logan 9.1
Baby Driver 9.0
Lala Land 9.0
Thor Ragnarok 9.0

Blade Runner 2049: Venceu com folga, para mim. Foi o único filme que assisti no cinema duas vezes nesse ano passado. Também assisti o Blade Runner original três vezes em casa e ainda uma vez no cinema em preparação para a seqüência. Não apenas não me decepcionei como considero um filme melhor. Claro que o Blade Runner original, dentro do contexto em que foi lançado, deve ter sido chocante para quem assistiu no cinema. É um filme sensacional, com uma das melhores trilhas sonoras da história do cinema, efeitos especiais sinistros, diálogos inesquecíveis. Mas o filme novo é lindo demais, com destaque para a beleza de Ana de Armas e aquela incrível cena de sexo, que me lembrou essa aqui. Fico feliz que tenha ganho alguns Oscars.

The Florida Project: Dos filmes lançados na época do Oscar 2018, foi o que mais me encantou. O cotidiano pouco glamuroso das pessoas que vivem ao redor da Disney da Flórida, do ponto de vista de crianças. Atuações tão boas que parece um documentário.

The Shape of Water: eu gostei menos do que esperava, ainda assim um dos melhores filmes do ano. O homem-peixe é massa demais.

Three Billboards: gostei muito, principalmente da atuação do Woody Harrelson.

Logan: A criança mais violenta do cinema desde O Exorcista e Esqueceram de Mim. Seria empolgante apenas por isso.

Baby Driver: que filme BOM. Edição incrível, com música excelente e belas atuações. Algumas das melhores cenas de perseguição de automóveis que eu já vi, ficam ainda melhores depois de descobrir que são feitas, na sua maioria, na prática.

Lala Land: Quem não chorou com essa cena, não tem coração.

Thor Ragnarok: Engraçado pra caralho, todo crédito para a aposta ousada e certeira da Marvel em Taika Waititi.

MUITO BONS

Ladybird 8.8
Wind River 8.8
Call me by your name 8.8
Molly’s Game 8.7
Moana  8.7
I, Daniel Blake – 8.7
Wonder 8.7
Jumanji 8.6
Okja 8.6
The Disaster Artist 8.5
Dunkirk 8.5
I am Heath Ledger – 8.5
Lion 8.5
Guardians Of The Galaxy Ver.2 8.5
Manchester By The Sea 8.5
The Founder 8.5
American Made 8.5
I, Tonya 8.4
Patty Cake$ 8.4
T2 Trainspotting 8.4
Ingrid Goes West 8.3
The Big Sick 8.3
Spiderman Homecoming 8.3
Black Panther 8.3
Coco 8.3
Split 8.3

BONS

Gifted 8.2
Phantom Thread 8.2
Beauty and The Beast 8.1
Wonder woman 8.1
Lego Batman – 8.0
The Accountant 8.0
Alien Covenant 8.0
Good Time 7.9
Brigsby Bear 7.9
Logan Lucky 7.8
Cars 3 7.7
The Post 7.6
Good Time 7.5
My Name Is Doris 7.5
Rogue One 7.5
Mother! 7.5
McLaren 7.3

RUINS

Personal Shopper 7.2
It 7.0
Passengers 7.0
The Beguiled 6.5
Moonlight 6.5
Hidden Figures 6.5
Justice League 5.0

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2017 in Music

Como de praxe, eu posso ter parado de atualizar este espaço, mas sempre coloco o resumão do ano na música.

Nos top 5 artistas e álbuns mais escutados, uma certa redundância, exceto pela trilha sonora do Blade Runner, uma das minhas obsessões do ano. Assisti ao filme antigo umas três vezes antes de ir ao cinema duas vezes ver o 2049 (mais sobre filmes do ano no próximo post).

A lista dos Top 18 artistas mais apreciados no ano:

Vangelis e Mulatu Astatke, os que eu nunca tinha escutado antes, entraram com força no ranking.

Dos Top 5 álbuns, o único realmente lançado em 2017 foi o do The XX.

Aqui a lista completa dos Top 18 álbum mais escutados:

A obsessão com Blood Orange seguiu firme em 2017, especialmente no disco mais rodado de todos, Cupid Deluxe. Ganhou com sobras, tendo sido rodando umas dez vezes mais do que o segundo mais tocado.

Dos discos de 2017, o ranking ficou: The XX, Fleet Foxes, Future Islands, Spoon, Broken Social Scene, The War On Drugs e Feist. Dos sete artistas, quatro eu assisti ao vivo em 2017 (FF, FI, Spoon e Feist), um deles já tenho ingresso comprado para breve (TWOD).

E, por fim, a lista das canções mais rodadas:

A grande maioria delas naturalmente vêm dos discos mais escutados, com exceção de quatro ovelhas negras, explicadas abaixo:

Isaac Hayes – Hung Up On My Baby: musicão instrumental que caiu no meu colo aleatoriamente, soa exatamente como eu acho que Nova Iórque era nos anos 70/80.

Pogo – There You Are: esse cara é um baita subestimado. Música que marcou meu ano novo em Lombok e ficou para o ano inteiro.

Canyons – Apples & Pears: com um sample marotíssimo de Rita Lee SOLO dos 80’s, essa grudou no ouvido desde à primeira ouvida (e me levou a escutar bastante à original).

Jessica Brown-Findlay – “Anyone who knows what love is”: retirada direto de Black Mirror, que eu assisti bastante no verão passado. Bom episódio.

Climbing up the walls

Sempre que estou prestes a viajar as pessoas perguntam: tu tá empolgado? Eu nunca estou empolgado, na verdade. Até por que, em um primeiro momento, a minha única certeza é de que vou entrar em um avião. Também por que gosto da minha casa, gosto da minha rotina, gosto de Sydney. Poucas cidades podem ser tão gostosas quanto estar em Sydney, basicamente por causa das belas praias. E eu tenho aproveitado bastante, mesmo com temperaturas já chegando perto dos 20 graus. Desde que o sol esteja brilhando, dá praia, nem que seja só para ler e ver o mar.

Outra razão: eu rompi parcialmente os ligamentos do meu tornozelo esquerdo jogando bola. Foi no dia 24 de Janeiro e ainda não sarou 100%. Essa semana finalmente consegui dar uma corridinha na praia, tenho nadado quando consigo e andado de bicicleta quando convém. Tudo na esperança de recuperar os movimentos completamente e poder jogar futebol quando eu voltar do Brasil.

Essa viagem para o Brasil veio meio de surpresa, na verdade não tenho mais muitas motivações turísticas para ir ao Brasil, já visitei quase tudo que tinha vontade de visitar (com exceção de Minas Gerais e Lençóis Maranhenses). Mas, de vez em quando, é importante visitar os amigos, a família, principalmente minha vó, que já tem mais de 80 (muito bem de saúde, diga-se de passagem), e minha sobrinha, que acabou de completar 5 anos e já é uma pessoinha, com pensamentos e opiniões, acho que aí que começa a ficar divertido. Primeiro, ela não sabe que eu estou chegando, vamos fazer uma surpresa: eu vou entrar no Skype com ela, de dentro da casa dela. Vai ser divertido. Depois, quero fazer uma entrevista com ela, em vídeo, para que ela possa ver quando crescer, basicamente por que eu não tenho nem um pedacinho de vídeo meu quando eu era piá, falando.

Quando me perguntam de saudade de Porto Alegre, a verdade é que não tenho. Da última vez que fui, na Copa, há três anos, notei que qualquer coisa da qual eu tivesse saudade, não estava mais lá. Não faz mais sentido. Até o apartamento onde eu cresci está sendo depenado agora mesmo, para ser alugado. Acho que o ciclo de mudança para a Austrália finalmente se definiu, até por que, quando eu voltar, posso pedir minha cidadania Australiana. Aí a coisa fica séria! Ou não, também me permite poder morar em outros lugares, de repente. Vamos ver.

Claro que tem a saudade das pessoas, dos amigos, da família e até as pessoas em si, os brasileiros, sempre que vou acabo fazendo novos amigos, conhecendo amigos de amigos, gente muito boa. Existe um perfil de pessoa que vai à Australia todos os dias, a maioria vai pela aventura, vai para passar um ano ou dois e acabou. Em geral, não me identifico muito com eles.

Nesses três anos, estive um pouco ausente aqui, tenho plena consciência, é quase de propósito. Muita coisa aconteceu que eu gostaria de ter registrado aqui, por mais que ninguém leia, é bom manter um diário, para descarregar e também para poder reler no futuro, ter uma ideia clara de como eu pensava em certa data, quais eram meus planos e expectativas e depois comparar com o que aconteceu.

Vamos ver se consigo me disciplinar para voltar a escrever aqui.

Agora estou no vôo Sydney-Dubai, onde vou passar uma semana com minha família, já que o meu irmão Feli resolveu virar um dos melhores vendedores da Prudential no Brasil. Dali, com mil dólares a mais, ia até o Brasil, então resolvi fazer essa pausa, não tirava férias fora do Natal desde a Copa de 2014, esse é o lance do freelance, ninguém paga pelas tuas férias, sempre significa gastar dinheiro sem fazer dinheiro algum. Mas tudo bem, na verdade estou me forçando a isso como uma forma de partir para a próxima etapa da minha carreira, que é tentar fotografar bem mais do que dar assistência a fotógrafos. Venho fazendo isso mais e mais, mas de uma maneira natural, quero dar um gás consciente e planejado.

Cenas dos próximos capítulos.

PS: que massa é a Emirates, eles te dão TALHERES DE VERDADE. E o vôo está meio vazio, tenho três assentos para poder deitar atravessado, tenho meu travesseiro de estimação que trouxe de casa e um voo de 14 horas para dormir. Isso é empolgante! 😉

Música 2016

Vale notar que esse é o primeiro desde o nascimento do Sambamaioral em 2003 em que não faço um post no blog. Um pouco triste.

Nesse ano, o last.fm resolveu fazer por mim o trabalho de contabilidade e lançou esse link aqui. Mesmo assim, vou fazer o registro:

Artistas

Sem muitas surpresas, mas o Blood Orange entrou com força no final e garantiu um lugar no pódio. Show deles no dia 20 de janeiro, por sinal. Os dois primeiros, Bon Iver e M83, vieram acompanhados de dois shows excelentes, um na Opera House e outro no Enmore.

A lista dos primeiros 20, dos quais 4 eu vi ao vivo nesse ano (mais Deftones e Grimes):

Artistas 20

Albums

Entre os álbums, 3 de 2016, 1 de 2013 e um de 1974.

A lista completa, metade dos discos são de 2016:

Albums 20

E, finalmente, as músicas mais escutadas:

Músicas

Pela primeira vez em muito tempo nenhuma músicas instrumental no meu top 20.

Filmes 2016

acho que não teve para ninguém esse ano: arrival levou o troféu, com folga. por mais aleatórias e arbitrárias que sejam essas notinhas que dou aos filmes, por algum motivo elas sempre fazem sentido.

melhor:

arrival 9.5

muito bons:

swiss army man 8.9
the revenant 8.8
hateful 8 8.8
the lobster 8.7
deadpool 8.7 
war dogs 8.6
sausage party 8.6
nocturnal animals 8.6

bons:

nice guys 8.5
tangerine 8.5

captain fantastic 8.5
the big short 8.5
civil war 8.4
hacksaw ridge 8.3
Trumbo 8.0
Steve jobs 8.0

medíocres:

batman vs superman 7.7
jason bourne – 7.5
spotlight 7.5
burnt 7.5
the jungle book – 7.5

the secret life of pets 7.5


bobby 7.2
the good dinosaur 7.0
julieta 7.0
miles ahead 7.0
joy 6.7

terríveis:


Zoolander 2 5.8
zootopia 5.0
grimsby 3.0

2015 in Movies

E aqui vão os melhores filmes novos de 2015. Assisti a 31 filmes novos, poucos mais de um a cada 2 semanas. Mas com certeza assisti tantos antigos, sem contar séries, assisti a um por semana, praticamente, o que considero ideal.

Na ordem, os 7 melhores, depois uns muitos bons, os apenas bons, assistíveis e os dois LIXOS do ano, sendo o pior, The Cobbler, do Adam Sandler.

O melhor de todos, o argentino Relatos Salvajes. Filme bom, muito divertido. O resto tá ali, não tô com saco para falar muito. Como sempre, essas listas são para referência própria no futuro, principalmente quando alguém (o Gui) pede: me diz um filme para eu assistir.

best of 2016

relatos salvajes 9.4
chappie 9.3
whiplash 9.2
inside out 9.0
the martian 9.0
mad max fury road 9.0
what we do in the shadows 9.0

very good

birdman 8.8
star wars 8.7
creed 8.6
still alice 8.6
american sniper 8.6
southpaw 8.5
imitation game 8.5
locke 8.5
fury 8.5
foxcatcher 8.5
ex machina 8.4

good

trainwreck 8.3
wild 8.3
the theory of everything 8.0
get on up 8.0
big eyes 8.0
jurassic world 8.0

watchable

the intern 7.8
inherent vice 7.5
spectre 7.2
ted 2 7.0
montage of heck 7.0

rubbish

true story 5.0
the cobbler 4.0

2015 in Music

Como de costume, coloco aqui o resumo do que foi meu ano musical, com ajuda do Last.fm

Esse foi um ano no qual não escutei tanta música quanto o de costume. Trabalhando frilas e quase sempre em locação, não estúdio, não tinha a oportunidade de tocar música durante o trabalho. E no tempo em que estou na bicicleta, às vezes escuto música, mas na maior parte das vezes escuto podcasts.

O que eu mais escutei esse ano gira em torno dos shows que assisti. Dá para dizer que o grande vencedor do ano foi “Currents”, do Tame Impala. Mesmo que o show tenha decepcionado um pouco (volume baixo, cantor monótono), não tirou o brilho do disco, que segui escutando depois do show no pátio da Opera House. Spoon foi um grande disco e um grande show. Future Islands, no festival Laneway, foi o show do ano, para mim.

Duas bandas veteraníssimas que lançaram bons discos esse ano foram Blur e Mercury Rev. Dois excelentes shows em diferentes escalas. O primeiro foi numa arena gigante, que eles domaram mostrando toda experiência e repertório. O segundo foi um dos shows mais humildes de uma das melhores bandas que já vi ao vivo. Incrível como uma casa de apenas 500 lugares não tenha lotado com um Mercury Rev lançando um BOM disco novo. Mas enfim, não tirou o brilho do show, que foi inesquecível. Nos dois casos, escutei o disco novo ainda mais depois dos shows.

Não posso deixar de citar Mogwai tocando na Opera House no meu aniversário, certamente uma das coisas mais brutais que aquele palco já viu.

Foo Fighters em um estádio foi uma experiência legal, um show que eu devia à minha adolescência. A parte dos covers foi a mais legal. Ao contrário do Blur, o último disco não empolga, o que atrapalha um pouco o ritmo do show (música compridas e meio ruins).

Entre apresentações bastante decepcionantes, vale citar Bill Callahan e The Drones, ambos na Opera House.

Dentre músicas soltas, por alguma razão saí um pouco do que vinha sendo regra: músicas instrumentais. Apenas UMA no top 14, raro.

Acho que era isso por ora.