If only

Seguindo o drama da vida privada, no dia 22 de junho recebi notícia de que tinham vendido meu apartamento. Eu tinha um mês e uma semana para cair fora. No fim, passei um fim de semana fazendo inspeções, vi 17 apartamentos/casas, escolhi uma casa a trezentos metros de distância e entrei com o processo para alugar.

E não é que ganhei de primeira? Sucesso total, casa de três quartos, com pátio, etc. Dez dias depois da nota de despejo, já tinha me mudado para a casa nova. Agora que está se estabilizando um pouco mais, já comprei uma churrasqueirinha para o pátio, tá ficando bonita. Tô ficando bom no JOGO DA PICANHA.

Estava discutindo com minha mãe outro dia, quando eu cheguei na Austrália eu só tinha minha câmera e meu computador, algumas roupas, uns livros. Hoje em dia, tenho TRÊS COLCHÕES E TRÊS CAMAS, uma geladeira, televisão, uma mesa de jantar enorme e pesada, um monte de cadeiras, uma geladeira, uma máquina de lavar roupas. Muito cedo não pretendo me mudar de novo, é tralha pra burro.

No exato momento em que recebi o email da imobiliária dizendo que eu podia me mudar para a casa nova, me envolvi num pequeno acidente de carro. Resultado: tive que pagar a franquia do seguro e ganhei um parachoque traseiro novo. Sobre quem é o culpa, as seguradoras decidirão. Mas como eu estava dando a ré, a desvantagem é total minha. O cara, quando saiu do carro, mentiu que estava parado atrás de mim, que eu dei no meio dele. O tamanho do risco do lado do carro dele mostra que ele tava em movimento e eu é que estava parado na hora do choque. O que fica claro NESSE VÍDEO que eu peguei do bar daonde eu saía é que parado ele não estava.

E, como se não fosse pepino suficiente, no mesmo dia fui comprar um celular novo, por que o meu antigo tava dando problema. Entrei num plano de dois anos com a Optus, para pegar um Samsung S6. E não é que, uma hora depois de estar usando o negócio, noto que a câmera estava quebrada? Puta azar. E, depois de passar 20 dias em negociações frustradas para receber um celular que não estivesse quebrado, consegui que eles me dessem apenas o que eu queria no primeiro momento: um celular que funciona. É foda. Agora só falta eu receber o QUINTO celular da Google na garantia em dois anos, para poder vendê-lo novinho e abater um pouco esse prejú todo.

Mas, calma, tem mais uma: estava jogando bola há três semanas e tomei uma ombrada no peito, alegado “jogo de corpo”. Resultado: uma costela quebrada. E como não tem como engessar uma costela, serão aí uns 2 meses até recuperação total.

Em compensação, o novo ano fiscal trouxe bastante trabalho, assim não tem tanto drama.

Compartilho com vocês o vídeo que editei para aquele trabalho voluntário que fiz com o hospital, fez bastante sucesso até agora, foi compartilhado na página do hospital, teve mais de 70 compartilhamentos no Facebook, o hospital vai mostrar na próxima reunião com os patrocinadores da fundação que sustenta o programa de música no hospital.

Enfim, logo se nota que os problemas todos que listei são bobagens se temos saúde plena. :)

E aí umas fotos dos últimos tempos, desde o último post.















More to come

O que rolou foi que tive que sair por aí a fazer um trabalho muito legal. E, como não tinha a carteira de motorista necessária, tive que contratar um motorista, que acabou sendo assistente também.

Se eu não tivesse falhado no teste de direção, nunca teria gasto o dinheiro que precisei pagar para ter um motorista. Mas acabou que tive um assistente e isso foi muito importante para que o trabalho saísse excelente.

Quem quiser conferir alguns dos retratos que fiz nessa viagem, pode ir aqui. Para vê-los dentro do layout do site, entre aqui. E, para ver o site inteiro, incluindo as fotos que outros fotógrafos fizeram em outros lugares, entre aqui (funciona melhor no Firefox).

Foi um trabalho bem divertido, que me proporcionou viajar até Byron Bay, um dos meus lugares preferidos da Austrália, além de Hunter Valley e Newcastle. A parte de fazer os retratos foi bastante fácil, complicado foi entrevistar as pessoas.

Uma pequena historinha de karma, para quem acredita nisso:

Depois de Abril ter sido um dos meses mais fracos desde que cheguei aqui, em Maio bati meu recorde DA VIDA de trabalho em um mês apenas. Bastante gratificante. E tudo isso começou a acontecer no dia seguinte a ter ido ao hospital fazer aquele trabalho voluntário. Esse mês, no primeiro dia livre que tive, voltei lá para pagar minhas dívidas. ;)

Abaixo, algumas fotos de bastidores e outras coisas das últimas semanas.



















E foi isso. Ah, sim, agora já posso dirigir de novo.

Shit going down

Há horas que tenho uma lista de coisas para escrever sobre e publicar aqui, por menos que as pessoas ainda venham aqui ler, por mais que hoje em dia seja tão fácil contar coisas em primeira mão às pessoas interessadas. Algo acontece e eu posso ligar diretamente para minha mãe, no WhatsApp ou Skype e contar tudinho. Afinal, o objetivo original de ter um blog, que era o velho e bom SambaMaioral foi de poder contar as histórias de Londres de uma maneira organizada e sem mandar aquele velho email cansado para todo mundo.

Na época, os três que ainda lêem blogs e muitos outros entravam lá e comentavam, respondiam uns aos outros. Eu andava todos os dias com um papel no bolso onde anotava os acontecimentos do dia. Depois, em casa, eu digitava tudo exatamente como estou fazendo agora, mas salvava num disquete de 1.4 megabytes. Caminhava da minha casa até a biblioteca, onde desfrutava da minha sagrada hora de internet diária. Entrava no blog, postava textos e fotos, abria um arquivo onde copiava e guardava todos textos e coisas que eu queria depois ler em casa, incluindo aí os comentários do blog e dados dos jogos do Grêmio que rolavam, naquela terrível campanha de 2004, quando o Cláudio Pitbull sempre fazia gols e o Grêmio sempre perdia.

Mas enfim, as coisas mudaram, agora eu tenho internet em casa o tempo todo (depois de dois meses sem internet), mas não tenho a mesma urgência para contar o acontece por aqui. Mas vamos lá.

Uma coisa que ainda não contei por aqui, mas que a maioria já sabe, é que tive minha residência permanente na Austrália. Ou seja, até 2020 minha permanência aqui está garantida. Muito antes disso, já posso pedir a cidadania e, consequentemente, um passaporte com cangurus na capa. A ver.

Logo depois dessa aprovação rolou um trabalho surpresa, que foi esse artigo sobre a Austrália que saiu na VIP de Maio. O amigo Rodrigo Levino, que trabalha na revista, me ofereceu o trampo e eu peguei, de última hora. Foi uma experiência bem legal, visitar Uluru e Melbourne experimentando atividades turísticas e excelentes restaurantes. Consegui muitas fotos boas e agora estou na expectativa de ver a revista fisicamente. Todo mundo já viu, menos eu. Algumas outras fotos da viagem, que não saíram na revista, eu adicionei ao meu site, confiram.

Também significou a mudança drástica no meu Instagram, onde passei a postar fotos feitas na minha câmera de verdade, não mais a do celular. Depois de ter postado tantas fotos da viagem, especialmente as de Uluru, tive alguns reposts importantes, como esse, do Instagram oficial da Austrália, e esse, da conta do estado de Northern Territories, que na real repostou umas cinco fotos minhas durante a viagem. Nessa brincadeira, ganhei centenas de novos seguidores e me senti um pouco forçado a dar um upgrade nas fotos do Instagram.

Durante quase dois anos, curti bastante todo exercício do Instagram, de ver a beleza no dia-a-dia, nas coisinhas pequenas. Acho que é um exercício interessante de fotografia e sempre fiz com bastante dedicação. Muitos fotógrafos usam o Instagram de maneira bem desleixada, para não dizer que tentaram e falharam. Eu posso até falhar, mas eu estou tentando. Mas esse é um assunto maior que um parêntese e serve para muitas coisas na vida. Me lembra de quando eu tinha uma banda e realmente tentávamos produzir a melhor música possível. E mesmo que isso não fosse exatamente um sucesso na maior parte do tempo, só o fato de dar o seu melhor e abrir seu coração na frente de uma platéia tem um valor muito bonito. E nas dezenas de shows que fizemos, houve ali alguns momentos de catarse onde muita gente entrou na mesma onda e curtiu.

Voltando ao Instagram, por muito tempo, minha reação foi postar umas fotos antigas, as minhas favoritas de viagem, que vocês já conhecem bem e andaram rondando meus portfolios. Vasculhando os baús dos últimos 5 anos, também descobri que fiz viagens inteiras que não renderam mais do que duas fotos interessantes, o que é um desperdício. Nessa viagem a trabalho, onde eu tinha um objetivo e um briefing a cumprir, acho que fiz muito bem, acabei conseguindo fotos muito bonitas e em número elevadíssimo. Enfim, por isso tudo comecei a levar minha câmera para a rua mais seguidamente, especialmente quando perto do mar, e segui postando apenas fotos da 5D.

Outra atividade de destaque, no movimento ainda existente de negação ao fim do verão, tive um adorável fim de semana em Jervis Bay, umas duas horas ao sul de Sydney.

Alugamos uma bonita casa em Vincentia, dali exploramos a região de Jervis Bay, que é embasbacante de tão bonita. Hyams Beach é uma das praias mais lindas que eu já vi. O pôr-do-sol nesse mesmo dia foi espetacular. Mas o melhor estava guardado para a última manhã na casa. Acordamos cedinho para ir ver o sol nascer e fomos brindados com quase dez golfinhos nadando muito perto da beira da praia. Se tivesse um pouquinho mais quente, eu teria jogado a câmera na areia e ido nadar com os golfinhos. Na real me arrependo um pouco de não ter ido.

Nesse mesmo dia, recebi notícia de que a polícia tinha ido bater na minha porta de casa. Eu não fazia ideia do motivo. Mas desconfiava. Resumindo: quatro meses antes, eu dei uma ré mal calculada e dei uma beijinho no carro de trás. Saí do carro para conferir, nada aconteceu com os carros, segui a vida. Problema é que houve testemunhas e elas anotaram o número da minha placa e deixaram um bilhete no outro carro. E o outro carro resolveu que eu não ter deixado meus dados era motivo suficiente para ir incomodar a polícia. Enfim, resultado final foi que recebi uma multa de 170 dólares por ter dado a ré de maneira inconsequente. E, basicamente, por não ter deixado meu telefone de contato no carro.

Outra coisa na qual me envolvi aqui, foi em um trabalho de caridade com o hospital de Randwick, na parte das crianças. Conversando com um cara que trabalha lá tocando música para os pacientes, me ofereci para ir fotografar os pacientes nos momentos de música. Ainda não sabemos exatamente como vai funcionar o resultado final dessas visitas, mas a primeira já foi bem especial.

E agora que sou residente permanente preciso ter uma carteira de motorista de NSW. Para isso, fiz um teste teórico, no qual fui muito bem, e hoje um teste de direção. No qual, segundo a opinião do meu avaliador, fui muito mal e rodei. Mesmo que nada de mais tenha acontecido. Agora, por uma semana não posso dirigir sem ter no carro alguém que tenha uma carteira de motorista de NSW. Tô ralado. Preciso muito passar nesse teste na próxima sexta feira.

Abaixo, algumas fotos ilustrando as aventuras desses últimos meses.

Good Thaimes (wink, wink)

Esse ano decidi passar natal e ano novo sozinho, na Tailândia. Tinha quase desistido de viajar, por que estava tudo meio caro. Mas uma baixada no preço durante a madrugada fez eu comprar a passagem.
O voo até Phuket, pela AirAsia, foi palha. Primeira vez que vi não servirem comida (a não ser pré-paga) numa viagem tão longa (três dias depois, um avião da mesma companhia, saindo do mesmo aeroporto, sumiu).

Phi Phi é a ilha aquela destruída pelo tsunami, há exatos dez anos. No dia 26 de dezembro, rolou o memorial, muito bonito, apesar de modestíssimo. Os restaurantes locais serviram comida grátis para o povo todo, para os turistas também. Bem gostoso.

Fora isso, o que tem de melhor nem está exatamente na ilha principal e, sim, em volta. Para isso servem os passeios de barco, onde nos levaram para mergulhar e ver os milhares de peixinhos coloridos, incluindo a celebridade maior, o peixe-palhaço, aka Nemo. De fato, bem bonitinho, vivendo dentro da anêmona dançante.

De noite, há muita festa, muita bebida, muito inglês, brasileiro, argentino, chileno, australiano, mas, principalmente, inglês bêbado. Na beira da praia, o destaque fica para os shows dos locais brincando com fogo. Alguns deles com menos de 10 anos, mandando ver nos malabarismos em alta velocidade. Impressiona.

A Tailândia é muito bonita, o lado mais negativo talvez seja o som: que língua mais desagradável de se escutar, muito anasalada.

Em Sydney, me dou direito a uma massagem por mês. Estando na Tailândia, um dos países oficiais da massagem, me prometi uma por dia. Em Phi Phi, foi fácil, variando preço e qualidade, a melhor mesmo foi a do último dia na ilha.

Os jovens festeiros da ilha são vistos a qualquer hora do dia ou da noite sendo tatuados, de maneira bastante casual, bebendo um baldinho de whisky, checando seus celulares, sendo perfurados pelo bambu, técnica tradicional da Tailândia.

Na segunda parte da viagem, peguei um barco para Koh Lanta, uma ilha um pouco mais tranquila. Alguns dizem que é ideal para casais em férias românticas, mas eu achei bem boa para estar sozinho. É difícil se enturmar em lugares como Phi Phi, onde tudo é festa, música alta, o pessoal sai em grandes grupos. Tive mais interações em Lanta.

Como a ilha é grande, bem maior do que Phi Phi, onde não há estradas, tive que tomar uma decisão drástica: aluguei uma scooter. Não dirigia uma motinho havia pelo menos 15 anos. Mas como o táxi do cais do porto até a minha cabana custaria mais ou menos o preço de alugar uma moto pelos 4 dias da minha estadia, acabou que tomei coragem e peguei a moto. Afinal, eu ando de bicicleta quase todos dias, não pode ser muito mais difícil, né? Quando eu tinha 12 anos, andava de GARELLI com meu primo Fábio para cima e para baixo, fazíamos corridas no meio da rua, passando por cima da calçada, lá no Barão do Caí, Zona Extremo Norte de Porto Alegre.

A real foi que a motinho rendeu alguns dos melhores momentos da viagem. Num dia meio chuvoso, dirigi até o outro lado da ilha, me perdi, acabei no meio do mato, onde só vi casas de locais. Dirigindo a scooter a quarenta por hora, bem tranquilo, vento na cara, escutando música, sozinho, no meio do nada em algum lugar da Ásia, me senti livre. É o tipo da coisa que podia DAR MERDA. Conseguia ouvir minha vó dizendo “MA NON É PERRRIGOOOOSO?” Era. Muita gente morre nas estradinha da Tailândia, por que tem muito buraco, cachorro pode sair de dentro do mato sem avisar, caminhonetes ultrapassam em estradas de duas mãos sem se importar se vem uma moto ou um tuktuk do outro lado. Mas deu tudo certo e foi muito bom.

Koh Lanta me proporcionou o mais espetacular pôr-do-sol que já vi. E vocês sabem que já vi MUITOS, incluindo os dois considerados os melhores do mundo: Oia, em Santorini, e… o do Guaíba, claro. Eu, com câmera na mão e celular com wifi, falando com nem me lembro quem no Skype, sacando fotos daquela beleza de todos jeitos possíveis. Foda.

Como alguns devem ter visto no Facebook, na minha foto de perfil, fiquei numa cabaninha clássica em Lanta. O problema é que, juntando dormir sem camiseta e andando de moto no vento e chuva, acabou que fiquei meio doente. Conheci uma sueca numa praia e ela é jogadora profissional de futebol. E ela conhecia a outra jogadora de futebol que conheci um ano antes, em Whitsundays. Almoçamos juntos e ela, vendo meu estado de saúde precário, me ofereceu para ficar na casa da família dela, na ilha. Sem pensar muito, fiz check out da minha cabana, recebi até uma diária de volta e fui para a casa dela, dentro de um condomínio fechado na beira da praia.

Chegando lá, caiu meu queixo: piscina, baia de dois andares, cinco camas, ar condicionado, ÁGUA QUENTE, algo que eu não via desde a chegada na Tailândia. Incrível a sorte. Ali passei os dois últimos dias do ano, tomei sopa, tomei um coquetel de remédios recomendados pelo meu farmacêutico local (o único local que sabia falar inglês direito, em toda viagem), tivemos uma janta boa na ceia de ano novo, nem bebemos, por que estávamos os dois doentes e assistimos aos fogos e balões de fogo subindo aos céus do pátio da casa dela, que tinha vista para o mar.

Depois desse acontecido aleatório e inesperado, me dei conta da sorte que tenho de vez em quando. Mostra que mesmo uma eventual gripe forte pode terminar em algo muito bom. Nos ensina a não reclamar, não perder tempo lamentando muito quando algo de ruim acontece. Logo ali na frente, algo bom vai acontecer, para equilibrar. Eu sei que é um clichê falar, mas eu finalmente me dei conta de verdade dessa história toda. Tenho tantos exemplos desse fenômeno na vida que nem vou detalhar, para evitar a fadiga. Mas geralmente é ligado ao nosso conforto, conservadorismo, acomodação. A gente não quer mudança, quer que as coisas continuem como estão. A gente só muda quando é forçado a mudar. E, geralmente, é para o bem.

O importante é focar sempre no lado positivo das coisas, não perder tempo com o negativo. Por sinal, semana passada recebi meu visto de residente permanente na Austrália. Só alegrias. Em pouco tempo, posso pedir cidadania australiana. Aí só me faltará um passaporte asiático e ganhei o War.

E uma coisa que aprendi vendo o GreNal: não se pode deixar o medo de perder ser maior que a vontade de ganhar. Ninguém precisa de mais um zero a zero nesta vida. Para atacar, tem que baixar a guarda, nem que seja por um segundo. E aí as coisas começam a acontecer.

O resto das fotos, aqui.

Movies 2014

Pela primeira vez na história do blog, não postei os filmes durante o ano e, sim, fui anotado num email eterno para mim mesmo. O resultado é o mesmo, apesar de ter assistido a mais filmes antigos do que novos este ano. Ainda assim, consegui chegar a uma sólida lista de 10 filmes de 2014 que merecem ser assistidos. Alguns foram lançados em 2013, eu sei, mas eu só vi no ano passado.

Puxando a fila, Boyhood, não tem nem o que dizer. Filmaço de um diretor dos prediletos da casa.

Wolf Of Wall Street foi muito bom também, achei bem injusto o LÉO não ter levado o Oscar dessa vez. A cena dele tentando entrar no carro é muito boa.

La Vie D’Adele foi FODA. Filme de acabar de ver e assistir de novo. Acho que vi umas três vezes na mesma semana, algo muito raro para mim.

Dallas Buyers Club é aquele filme clássico de Oscar. Vale conferir.

Interstellar é bom por que o Christopher Nolan. Mas aquele final deu o que pensar, que bizarro.

Nightcrawler foi uma grata surpresa. Atuação impressionante do Jake Gyllenhaal, filme bastante original e com aquele look REFN de noite e neon.

Her é outro bastante original. Qualquer filme que se arrisca em mostrar possíveis novas tecnologias de um futuro próximo me diverte.

American Hustle foi um show de atuações retratando uma época que fica sempre bonita de ver no cinema.

The Grand Budapest Hotel é mais um filme muito bom do Wes Anderson. Esse não tem erro. Dessa vez, ele inovou, fotografando quase todo o filme em quadrado, estilo STAGRÃ.

Guardians of The Galaxy foi o bom filme de herói do ano.

O resto é resto, levando o troféu de pior filme o novo Robocop.

Boyhood 9.4 
The Wolf of wall Street 9.3
La Vie d’Adele 9.2
Dallas Buyers Club  9.1
Interstellar 9.1
Nightcrawler 9.0
Her 9.0
American Hustle 9.0
The Grand Budapest Hotel 8.9
Guardians of The Galaxy 8.9
Rush 8.8
Ender’s Game 8.8
Desolation of Smaug 8.7
12 Years A Slave 8.7
Blue Jasmine 8.6
Don Jon 8.5
Saving Mr. Banks 8.5
The Secret Life of Walter Mitty 8.5
Inside Llewyn Davis 8.5
Nymphomaniac 8.5
Anchorman 2 8.4
Edge of Tomorrow  – 8.3
Gone Girl 8.2
The Inbetweeners 2 8.2
Philomena 8.2
X-Men Days of Future Past 8.0
Last Vegas 8.0
Monuments Men 8.0
Wish I Was Here 7.9
Chef 7.8
Goon 7.8 
Fading Gigolo 7.5
Frozen 7.5
Cloudy With a Chance of Meatballs 2  7.0
Robocop 7.0

Light ears

Eu sei que abandonei um pouco o espaço aqui, mas enfim, ninguém mais lê blogs. Ainda assim, para auto-referência, a tradicional lista anual de música. Como sempre, não é uma lista subjetiva, apenas demonstra o que o Last.fm registrou como mais tocado nos meus aparelhos.

Em termos de álbums, até que tivemos alguns bons novos nas paradas. Ultimamente, eu escuto música no computador mais pelas minhas playlists viciadinhas. Porém, no telefone, que também é registrado pelo Last.fm, escuto praticamente apenas discos novos, o que ajudou a deixar a situação um pouco mais atualizada.

Porém, dos 24 álbuns mais rodados, um disco novo na minha coleção, mas velho na história acabou ganhando o topo: coletânea de melhores do Paul Simon. O amigo do Garfunkel foi minha grande descoberta do ano em termos de música velha.

Em seguida, temos 2 discos desse ano e um do finzinho do ano passado.

Beyoncé lançou um disco que ouvi muito, nunca tinha escutado nada dela além dos singles, sem querer, e tenho certeza de que esse é o melhor que ele já produziu.

Future Islands foi a grande banda nova desse ano, para mim. O disco “Singles” é bom do início ao fim e essa apresentação é demais. Verei ao vivo no Laneway.

Damon Albarn lançou o primeiro disco solo com o nome dele mesmo e foi bom. Tem quatro músicas MUITO boas. Tive a chance de vê-lo ao vivo na Opera House, mas acabei deixando passar, foi bem na semana do “pânico terrorista” em Sydney.

Logo depois, Solange, com o EP True, foi muito escutado. Cada música boa.

Fora isso, o novo do Beck foi bem bom, fiz um revival de Gipsy Kings, aleatoriamente, e curti bastante, o novo do Spoon é muito bom, outro que estou para ver ao vivo, Mas Ysa é um EP bem bom. O resto tá ali na lista, pontinho vermelho do lado para os de 2014.

Nas músicas, essa baladinha no piano segue no topo das paradas, por ser simplesmente perfeita.

Seguindo, alguns dos meus chiclés de ouvido, canções que eu simplesmente não ouso pular quando vêm no shuffle. Esta, do Darjeeling Limited, esta maravilha sensacional da Grace Jones, remixando Piazzola, e esta beleza, que com certeza chegaria ao topo se o ano tivesse mais meses.

E apenas para registrar: as bandas mais escutadas.

Era isso.