Corona Diaries #2

Hoje foi o dia menos produtivo desde o início da quarentena. Ainda assim, consegui manter as três coisas que tenho feito todos os dias desde o começo:

  1. No mínimo 100 apoios ao longo do dia (em séries de 30). Tive dias em que cheguei a 360.
  2. Assistir a um filme.
  3. Fazer um exercício de respiração.

Nos dias de tempo bom, também dou uma boa volta de bicicleta. Semana passada, por três dias seguidos, pedalei até a praia, que estava aberta depois de quase um mês, apenas para exercícios. Na sexta-feira, se invocaram com o pessoal que estava indo só para ficar parado dentro d’água e resolveram fechar tudo de novo. Agora só estão abrindo das 6 às 9 da manhã.

Em um dos dias, eu estava no gramado fazendo embaixadinhas e uma mulher pediu pra bater bola comigo. Ficamos jogando por quase uma hora, no fim descobri que ela jogou pela seleção australiana em duas Copas do Mundo, como zagueira e lateral. Chama-se Servet Uzunlar. Muito gente fina e cheia de habilidade. Atualmente, é técnica de futebol em uma escola da Central Coast de NSW.

Hoje foi a primeira vez em que tirei uma SIESTA em anos. Perdi esse costume depois que comecei a tomar café, algo que não bebo há duas semanas. Estou tentando largar esse costume (dependência) que tenho há uns 4 anos.

A expectativa aqui na Austrália é que, dentro da umas três semanas, as coisas possam começar a voltar ao normal, gradativamente. O governo lançou hoje um app para controlar as pessoas com as quais se tem contato, para tentar adiantar o dia em que poderemos sair com mais liberdade. Há uma discussão sobre se há perigo de abuso e invasão de privacidade da parte do governo.

A minha maior preocupação no caso é da falta de precisão do programa, já que ele usa o bluetooth (tecnologia que acho bem precária) para manter uma lista de pessoas com as quais tu teve contato direto por tempo prolongado. Não é um esquema sem falhas, com certeza, mas é uma ideia e eu acho que a intenção é boa.

Minha previsão é que em junho já se possa sair pra rua com mais tranquilidade, ainda tentando manter distância e usando máscaras. Voos domésticos e esportes profissionais sem torcida acho que vai poder também, mas para voltar torcida e viagens internacionais, só ano que vem. Pessoalmente, minha preocupação é se poderei ser visitado pela família em Abril de 2021, esse era o plano.

Quanto aos pagamentos quinzenais do governo, ainda não recebi uma resposta, mas a esperança ainda está de pé.

Na telinha, assisti Devs, Tiger King, a segunda temporada de Afterlife, entre outros vários filmes e documentários. Gostei bastante de Richard Jewel e Honey Boy, dos mais recentes. Entre os antigos revistos, destaque para um dos melhores filmes de todos os tempos.

A série que mais curti foi Drive To Survive, do Netflix. É uma série de F1 onde, meio que por acidente, acabaram focando nas equipes médias e pequenas, o que acaba sendo muito mais interessante e dramático do que acompanhar a temporada das equipes hegemônicas. Tanto que, na segunda temporada, fecharam com Mercedes e Ferrari e mal usaram desse acesso. O foco ainda ficou nas historinhas das medianas Red Bull, Renault e Haas. Recomendo bastante, mesmo pra quem, como eu, não acompanha Fórmula 1 há anos.

Outro destaque do entretenimento da CORONA SEASON tem sido no campo criativo. Semana passada, nosso amigo Paraíba fez uma live ÉPICA do estúdio de sua casa, mais de 4 horas, mais de 50 músicas, incluindo uma boa versão de Stonehenge com dedicatória especial ao ator do clipe, que já tem 1 milhão na contagem.

Outra live tão emocionante quanto surpreendente que rolou esse fim de semana foi o POST MALONE e Amigos (incluindo o batera do Blink-182, Travis Barker, que mandou bem demais) fazendo um excelente tributo ao Nirvana, com direito a live comments do Krist Novoselic via Twitter. POSTY se mostrou verdadeiro fã (ele tem STAY AWAY tatuado na cara) e não tocou Teen Spirit (por que ninguém precisa ouvir SLTS de novo. Na real podia não ter tocado Come As You Are também, foi uma das piores. As músicas que realmente fora foda demais: Lounge Act, Breed, Territorial Pissings, Very Ape e Stay Away. Me impressionei com a qualidade do som, muito bem mixado. Nunca prestei muita atenção nesse Post Malone, mas agora ganhou meu respeito eterno: tocou e cantou bem pra cacete, quase não errou as letras (não parecia estar lendo) e escolheu um ótimo setlist. Quando tudo isso terminar, deveriam faz uma tour com essa banda cover, tocar em uns festivais. Humilhou demais isso aqui.

Ah, vale citar que as duas lives arrecadaram muitas doações para ajudar o pessoal que precisa.

 

 

Strange News From Another Star

Nem sabe o que aconteceu. Um cara comeu um hambúrguer de morcego na China e agora todo mundo tá com medo de pegar uma gripe mortal. É sério!

Mandaram todo mundo ficar em casa por 3 meses, pra ver se conseguimos quebrar a corrente de infecções. Tem um monte de gente preocupada com a economia, dizendo que não tem como todo mundo ficar em casa sem trabalhar por tanto tempo sem quebrar. E tem gente aí dizendo que, se quebrar, vamos ter muito mais mortes do que se não fizermos nada e deixarmos os “velhinhos e doentes morrerem”. Deixar a seleção natural rolar solta.

Mas, velho, já faz muito tempo que não trabalhamos mais com seleção natural. As armas e a medicina terminaram com a seleção natural. O mundo não é mais do mais forte. O mundo é do mais rico, mais covarde e do mais filho da puta.

Agora, vou te dizer, acho que esse esquema veio em uma boa hora. O mundo estava sendo tomado por pulhas e ao mesmo tempo indo pras cucuias. A Australia passou dezembro/janeiro em chamas, milhões de animais selvagens morreram e ninguém fez nada, ninguém mudou suas rotinas, ninguém pensou em uma maneira de tentar abrandar o aquecimento global. Agora, finalmente, algo que nos afeta ainda mais diretamente. Quem sabe assim a galera tira a cabeça do próprio rabo e começa a agir. Uso exclusivo de energias renováveis, já. Não sei o que estamos esperando.

Essa crise veio para separar os amadores dos profissionais. Tem gente aí caindo pelas tabelas, não tá agüentando a pressão que é ter que tomar decisões quando as conseqüências são tão grandes. Na real, na política, sempre é assim, né? Mas a gente só colhe os frutos, podres ou doces, quando o mandato nem é mais o mesmo. Agora os frutos estão sendo colhidos ali na frente, dali duas semanas. O jogo ficou bem mais competitivo e tem uns malandros que já entraram no ritmo e tão fazendo tudo certo, pelo menos.

Aqui na Austrália o pavor baixou um pouco quando o governo anunciou um pagamento de 750 dólares por semana para quem perdeu emprego por causa do COVID-19. Assim fica bem mais aceitável estar parado por, no mínimo, 90 dias.

Em casa, estamos passando o tempo como podemos. Somos três aqui. Muitos jogos, todos dias, quebra-cabeças, cartas, WAR, Scrabble, o que tiver. Outro dia até isso rolou. Quem tá com sorte é quem ainda pode trabalhar de casa e tem uma casa com uma estrutura legal. Aqui é só a sacada mesmo, que tá salvando. Nunca foi tão usada. Mas a real é que, sair de casa, pra mim, tem sido estressante. Outro dia fui no super e não via a hora de chegar em casa. No outro, fui andar de bicicleta e fiquei de cara com a quantidade de gente ainda na rua. Pra casa, desgraça! Parece que a galera resolveu se exercitar muito mais com esse negócio de quarentena. De repente todo mundo é atleta.

Na primeira semana, relaxei bastante, estava indo dormir tarde e acordando tarde todos dias. Agora resolvi colocar ordem na casa e comecei uma rotina de exercícios, incluindo aí uma nova forma de meditação que descobri que, ao primeiro teste, funciona MUITO bem. Na verdade, mais do que uma meditação, é apenas um exercício de respiração. Pra mim, funcionou que foi uma beleza. Se eu conseguir fazer isso por 90 dias em seqüência, capaz de chegar ao fim dessa quarentena melhor do que no início. Na verdade, o exercício é bem parecido com o que eu já fazia para ficar prendendo a respiração por bastante tempo embaixo d’água, com a diferença da fase de segurar a respiração com o pulmão VAZIO, o que é bem mais difícil.

Enfim, apenas mais uma coisa para passar o tempo, preencher os dias, que ultimamente são todos iguais.

Um lado bom tem sido que a galera começou a conversar muito mais, mesmo que seja apenas pela internet. Pensando bem, até aqui em casa. Uma vez por dia, pelo menos, sentamos todos juntos para conversar, contar histórias. Isso tá sendo bem legal.

Tendo dito isso, ainda não fui atingido pessoalmente por essa praga, por isso talvez ainda não esteja completamente apavorado. Tenho algumas pessoas em grupo de risco com quem estou preocupado e ao menos folgo em saber que estão desobecendo o imbecil irresponsável que se diz presidente do Brasil e estão se cuidando dentro de casa.

Music 2019

Pra registrar aqui, o que meu Last.fm denuncia como as músicas mais ouvidas por mim.

Registro aqui também minha observação de que, como todo mundo de repente anda escutando podcasts no telefone, tenho escutado mais música quando estou com mais gente junto, principalmente no trabalho, no estúdio. Por isso, muita gente tem mais e mais escutado música mais ambiente, mais easy listening, o que não tem nada de errado.

A lista desse ano não tem muitas novidades, mas gostaria de destacar essa música aqui.



Movies 2019

Agora que fechou o Oscar, posso divulgar minha lista da temporada, com 51 filmes.

Entre os outros preferidos: um de guerra, um de quadrinhos, um originalíssimo, um libanês, um Tarantino, um documentário, um coreano e um brasileiro.

EXCELENTES

1917 9.5

Não tenho muitos filmes de guerra entre meus favoritos, mas esse conseguiu me tocar de maneira especial. Não foi só por causa do plano-seqüência, mas mais na capacidade de demonstrar a emoção e a falta de sentido da guerra.

Joker 9.2

Um dos poucos filmes que quis ver de novo no cinema. Mais que nada pela atuação do Joaquin Phoenix. Vale lembrar que é o segundo Oscar do Coringa, como personagem.

Uncut Gems 9.0

Uma pena que muitos estejam evitando esse filmaço por pensar que é “um filme do Adam Sandler”. É muito mais do que isso. O final fez meu coração parar.

Capernaum 9.0

O filme pra chorar dessa lista toda. O guri que interpreta o personagem principal é incrível.

Once Upon A Time In Hollywood 9.0

Acho que todos filmes do Tarantino, desde que comecei a fazer essa lista, entraram no Top 8. O cara é bom demais, mesmo com esse filme mais casual. A cena do “pega tsc tsc” do cachorro e a cena do lança-chamas foram demais, ri muito.

Free Solo 8.7

Excelente documentário. Bom pra roer as unhas.

Parasite 8.7

Tive a sorte de ver esse filme lá no início do ano, no Sydney Film Festival, quando já tinha ganho Cannes e ganhou o prêmio principal do SFF também. Também estive nas duas Q&A’s do diretor, que é engraçado e genial em doses iguais. Seguirei.

Marighella 8.7

Também vi no SFF, com direito a Q&A com Wagner Moura, na qual consegui enfiar uma perguntinha marota, inclusive. Pena que foi boicotado no Brasil.

MUITO BONS

Hotel Mumbai 8.5
The Lion King 8.5
Jojo Rabbit 8.5
Rocketman 8.4
Dolor y Gloria 8.3
Bacurau 8.2
The Edge Of Democracy 8.2
Booksmart 8.2
El Camino 8.2
The Irishman 8.2
Yesterday 8.1
Ford Vs. Ferrari 8.0
Little Women 8.0
Pavarotti 8.0
The Avengers – Endgame 7.9
Vox Lux 7.9
Toy Story 4 7.7

BONS

Spiderman Far From Home 7.5
If Beale Street Could Talk 7.5
Aladdin 7.5
At Eternity’s Gate 7.5
Good Boys 7.2
Hustlers 7.0
Star Wars : Rise of Skywalker 7.0
The Two Popes  7.0
Terminator: Dark Fate 7.0
Bombshell 7.0
Us 7.0
Ad Astra 7.0
The Guilty 7.0

RUINS

Everybody Knows 6.5
High Life 5.1
Instant Family 4.5

E a lista nova já começou com um candidato a pior filme, já: Sonic. Que bomba.

Movies 2018/19

Agora que passou o Oscar, posso colocar aqui minha listinha humilde.

A Ciambra foi com certeza meu filme favorito, apesar de ser de 2017, só chegou a mim em 2018. The Favourite foi espetacular, especialmente na parte técnica. Esse Yorgos Lanthimos entrou na lista de diretores para assistir a todos filmes.

BEST 8

A Ciambra – 9.1 – ESPETACULAR, nada a acrescentar.
The Favourite – 9.0 – Atuações espetaculares, adorei a luz natural e as lentes grande-angulares.
Minding The Gap – 8.8 – Vi esse no festival de documentários Antenna. Muito bom, tocante.
Blackkklansman – 8.8 – Sempre pode-se confiar no Spike Lee.
A Star Is Born 8.8 – Meio blockbuster, mas feito com carinho. É um pouco auto-indulgente da parte do Bradley Cooper, mas valeu a pena.
Incredibles 2 – 8.7 – Tão bom quanto o primeiro.
Eighth Grade – 8.7 – Esse correu por fora e foi bem. Vale conferir.
Spiderman – Into The Spiderverse – 8.7 – Animação sensacional, bastante original.

QUITE GOOD

Alita Battle Angel – 8.6 – Curti bastante o visual desse filme.

Mid90s – 8.6 – Excelente filme dirigido pelo Jonah Hill.
Won’t You Be My Neighbour? – 8.6 – Belo doco sobre um cara que eu não conhecia.
Solo – 8.5 – Sei que os fãs não curtiram, mas talvez seja um dos meus filmes favoritos da série Star Wars, pela simplicidade.
Ready Player One – 8.5 – Num clima bem parecido com Alita, um exercício divertido.
Crazy Rich Asians – 8.5 – Para uma comédia romântica sem-vergonha, foi muito bem feito.
Roma – 8.5 – Alfonso Cuarón nunca desaponta. Belo filme, especialmente na parte técnica.
Blockers – 8.5 – Surpreendeu muito essa comédia com atores meio B. Me prendeu bastante, gostei muito do Ike Barinholtz.
Bohemian Rhapsody 8.4 – Esse filme foi um dos que mais ficaram comigo depois de ter assistido, passei quase um mês assistindo documentários no YouTube sobre o Queen.
Juliet, Naked – 8.3 – Comédia romântica boa, bons atores. Ethan Hawke e Chris O’Dowd são excelentes.
Hereditary – 8.3 – Filme de terror bizarro, gostei da audácia.
Figlia Mia – 8.2 – Peguei esse no festival de cinema de Sydney, mais um belo filme italiano.
Blindspotting – 8.1 – Muito bom esse também.
Annihilation – 8.1 – Mais que nada pela cena do urso-caveira.
Deadpool 2 – 8.0 – Sempre bom.

Venom – 8.0 – Filme louco, gostei bastante. Surpreendeu.
First Man 8.0 – Podia ter sido melhor, mas foi massa de conhecer um pouco melhor a história.
Searching – 8.0 – Totalmente original na maneira de contar uma história através da tela de um computador.

HAS ITS MERITS

Love, Simon – 7.9
Can You Ever Forgive Me? – 7.8
Sicario Day of The Soldado – 7.7
TAG – 7.6
Green Book – 7.6
Ralph Breaks The Internet – 7.5
The Breaker Upperers – 7.5
Avengers Infinity War – 7.5
Creed 2 – 7.3
You Were Never Really Here – 7.3
Game Night – 7.2
Bad Times At The El Royale 7.1

OK

When Jeff Tried to Save the World – 7.0
Mission Impossible Fallout – 7.0
Hearts Beat Loud – 7.0
A Quiet Place – 6.9
On The Basis Of Sex – 6.8
Ant-Man and the Wasp – 6.5

CRAP

Red Sparrow – 5.5
Jurassic World – Fallen Kingdom – 5.0

Last.fm Music 2018 (& Podcasts)

Para não deixar passar em branco, colo aqui a situação do meu Last.fm durante o ano de 2018.

A grande mudança nos meus hábitos musicais veio com a – tardia – adoção do Spotify como meio principal de consumo de música. Motivo: comprei um computador novo com menos espaço no HD, se eu colocasse todos meus mp3 ali, não teria espaço para mais nada.

Entre prós e contras, acho que a mudança é boa, em geral. A saída da ilegalidade é definitivamente um pró. Procurar uma música ou artista e não achar é bastante frustrante. A parte das recomendações é bem legal, funciona bem. O acesso direto a lançamentos de HOJE é muito bom. E até escutar algumas músicas que nunca tinha escutado antes de artistas que acho que domino a discografia completa. Depender de estar online para escutar música é meio palha, porém.

Sem mais rodeios, vamos aos fatos.

Entre os cinco artistas que mais escutei, apenas uma novidade: Amen Dunes.

De resto, minha banda preferida (Radiohead), duas obsessões contemporâneas com timbres nostálgicos (M83 e Blood Orange) e um dos discos mais legais dos últimos anos (Iron & Wine – Beast Epic).

Na lista mais extensa, apenas duas outras novidades: Kid Francescoli e Arctic Monkeys (que eu não gostava na versão nervosinha de sempre e que se revelou bem melhor ao piano, como no último álbum). De resto, as parcerias de sempre.

Especificamente em discos:

Lançados em 2018, destaques para Negro Swan, do Blood Orange. Um disco conceitual, escutei bastante. Como citado, Tranquility Base Hotel & Casino, do Arctic Monkeys parece que não agradou muito os fãs costumeiros, por isso me agradou. Diferente, tem algumas músicas muito boas ali.

Amen Dunes – Love, passei muito tempo ouvindo esse disco. É um pouco estranho, mas por algum motivo deixei rodando bastante de fundo.

Um disco que só toquei por causa do Spotify foi esse Sing Into My Mouth, de covers do Iron & Wine com o vocalista do Band of Horses. A versão acústica de “This must be the place” é sensacional, foi uma das trilhas do ano.

Esse Play Me Again do Kid Francescoli, foi lançado em 2017, mas, por causa da música “Moon“, acabou me pegando de jeito e é bem legal, estilo Air.

Faixas únicas:

Canções presentes nas minhas playlists preferidas acabam tomando a frente. Todas essas canções têm razões específicas para estarem aí, destaco “Recto Verso”, que tem um sax maroto, bom para dias quentes como hoje. Já que temos a facilidade do Spotify, coloco aqui o link para uma playlist com essas músicas, se é que tem alguém ainda lendo isso aqui.

Acho que a quantidade de músicas escutadas foi diretamente afetada pelo meu apego aos podcasts, mania que tomou o mundo nos últimos anos. Talvez valha a pena citar os que eu mais escuto:

Armchair Expert, com Dax Sheppard e Monica Padman, entrevista meio aleatórias com celebridades e alguns menos conhecidos. A entrevista com Kristen Bell, a esposa dele, foi uma das mais legais.

WTF Podcast, com Marc Maron. Esse é um dos podcasts mais famosos do mundo, feito por um comediante que era meio fracassado até fazer sucesso com as longas entrevistas de celebridades em geral. Ele é meio resmungão, mas é parte da graça. Achava mais legal quando o motivo da entrevista não era necessariamente divulgar algum filme/livro/disco novo. Ultimamente tem sido assim. Gosto muito da entrevista com John C. Reilly.

Making Sense, com Sam Harris (acabou de mudar de nome, era Waking Up). Uns PAPOS MAIS CABEÇA, sempre bem interessante, mesmo que tu não conheça os convidados (mais do que entrevista, é uma conversa). O episódio com Yuval Harari é muito bom, recentemente Stephen Fry foi bem legal e esta conversa com Douglas Rushkoff foi muito informativa.

É isso.

Filmes 17/18

Pensou que eu esqueceria de colocar a lista de filmes desse ano? PENSOU ERRADO. 😉

Esse ano resolvi fazer diferente e lançar minha lista do ano junto com o Oscar, já que muitos filmes bons são lançados logo antes do evento. Problema é que esqueci de lançar antes, o Oscar acabou há umas duas horas.

Ou seja: minha lista desse ano contém filmes do Oscar desse ano e do ano passado.

MELHORES

Blade Runner 2049 9.7
The Florida Project 9.2
The Shape of Water 9.1
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri 9.1
Logan 9.1
Baby Driver 9.0
Lala Land 9.0
Thor Ragnarok 9.0

Blade Runner 2049: Venceu com folga, para mim. Foi o único filme que assisti no cinema duas vezes nesse ano passado. Também assisti o Blade Runner original três vezes em casa e ainda uma vez no cinema em preparação para a seqüência. Não apenas não me decepcionei como considero um filme melhor. Claro que o Blade Runner original, dentro do contexto em que foi lançado, deve ter sido chocante para quem assistiu no cinema. É um filme sensacional, com uma das melhores trilhas sonoras da história do cinema, efeitos especiais sinistros, diálogos inesquecíveis. Mas o filme novo é lindo demais, com destaque para a beleza de Ana de Armas e aquela incrível cena de sexo, que me lembrou essa aqui. Fico feliz que tenha ganho alguns Oscars.

The Florida Project: Dos filmes lançados na época do Oscar 2018, foi o que mais me encantou. O cotidiano pouco glamuroso das pessoas que vivem ao redor da Disney da Flórida, do ponto de vista de crianças. Atuações tão boas que parece um documentário.

The Shape of Water: eu gostei menos do que esperava, ainda assim um dos melhores filmes do ano. O homem-peixe é massa demais.

Three Billboards: gostei muito, principalmente da atuação do Woody Harrelson.

Logan: A criança mais violenta do cinema desde O Exorcista e Esqueceram de Mim. Seria empolgante apenas por isso.

Baby Driver: que filme BOM. Edição incrível, com música excelente e belas atuações. Algumas das melhores cenas de perseguição de automóveis que eu já vi, ficam ainda melhores depois de descobrir que são feitas, na sua maioria, na prática.

Lala Land: Quem não chorou com essa cena, não tem coração.

Thor Ragnarok: Engraçado pra caralho, todo crédito para a aposta ousada e certeira da Marvel em Taika Waititi.

MUITO BONS

Ladybird 8.8
Wind River 8.8
Call me by your name 8.8
Molly’s Game 8.7
Moana  8.7
I, Daniel Blake – 8.7
Wonder 8.7
Jumanji 8.6
Okja 8.6
The Disaster Artist 8.5
Dunkirk 8.5
I am Heath Ledger – 8.5
Lion 8.5
Guardians Of The Galaxy Ver.2 8.5
Manchester By The Sea 8.5
The Founder 8.5
American Made 8.5
I, Tonya 8.4
Patty Cake$ 8.4
T2 Trainspotting 8.4
Ingrid Goes West 8.3
The Big Sick 8.3
Spiderman Homecoming 8.3
Black Panther 8.3
Coco 8.3
Split 8.3

BONS

Gifted 8.2
Phantom Thread 8.2
Beauty and The Beast 8.1
Wonder woman 8.1
Lego Batman – 8.0
The Accountant 8.0
Alien Covenant 8.0
Good Time 7.9
Brigsby Bear 7.9
Logan Lucky 7.8
Cars 3 7.7
The Post 7.6
Good Time 7.5
My Name Is Doris 7.5
Rogue One 7.5
Mother! 7.5
McLaren 7.3

RUINS

Personal Shopper 7.2
It 7.0
Passengers 7.0
The Beguiled 6.5
Moonlight 6.5
Hidden Figures 6.5
Justice League 5.0

2017 in Music

Como de praxe, eu posso ter parado de atualizar este espaço, mas sempre coloco o resumão do ano na música.

Nos top 5 artistas e álbuns mais escutados, uma certa redundância, exceto pela trilha sonora do Blade Runner, uma das minhas obsessões do ano. Assisti ao filme antigo umas três vezes antes de ir ao cinema duas vezes ver o 2049 (mais sobre filmes do ano no próximo post).

A lista dos Top 18 artistas mais apreciados no ano:

Vangelis e Mulatu Astatke, os que eu nunca tinha escutado antes, entraram com força no ranking.

Dos Top 5 álbuns, o único realmente lançado em 2017 foi o do The XX.

Aqui a lista completa dos Top 18 álbum mais escutados:

A obsessão com Blood Orange seguiu firme em 2017, especialmente no disco mais rodado de todos, Cupid Deluxe. Ganhou com sobras, tendo sido rodando umas dez vezes mais do que o segundo mais tocado.

Dos discos de 2017, o ranking ficou: The XX, Fleet Foxes, Future Islands, Spoon, Broken Social Scene, The War On Drugs e Feist. Dos sete artistas, quatro eu assisti ao vivo em 2017 (FF, FI, Spoon e Feist), um deles já tenho ingresso comprado para breve (TWOD).

E, por fim, a lista das canções mais rodadas:

A grande maioria delas naturalmente vêm dos discos mais escutados, com exceção de quatro ovelhas negras, explicadas abaixo:

Isaac Hayes – Hung Up On My Baby: musicão instrumental que caiu no meu colo aleatoriamente, soa exatamente como eu acho que Nova Iórque era nos anos 70/80.

Pogo – There You Are: esse cara é um baita subestimado. Música que marcou meu ano novo em Lombok e ficou para o ano inteiro.

Canyons – Apples & Pears: com um sample marotíssimo de Rita Lee SOLO dos 80’s, essa grudou no ouvido desde à primeira ouvida (e me levou a escutar bastante à original).

Jessica Brown-Findlay – “Anyone who knows what love is”: retirada direto de Black Mirror, que eu assisti bastante no verão passado. Bom episódio.

Climbing up the walls

Sempre que estou prestes a viajar as pessoas perguntam: tu tá empolgado? Eu nunca estou empolgado, na verdade. Até por que, em um primeiro momento, a minha única certeza é de que vou entrar em um avião. Também por que gosto da minha casa, gosto da minha rotina, gosto de Sydney. Poucas cidades podem ser tão gostosas quanto estar em Sydney, basicamente por causa das belas praias. E eu tenho aproveitado bastante, mesmo com temperaturas já chegando perto dos 20 graus. Desde que o sol esteja brilhando, dá praia, nem que seja só para ler e ver o mar.

Outra razão: eu rompi parcialmente os ligamentos do meu tornozelo esquerdo jogando bola. Foi no dia 24 de Janeiro e ainda não sarou 100%. Essa semana finalmente consegui dar uma corridinha na praia, tenho nadado quando consigo e andado de bicicleta quando convém. Tudo na esperança de recuperar os movimentos completamente e poder jogar futebol quando eu voltar do Brasil.

Essa viagem para o Brasil veio meio de surpresa, na verdade não tenho mais muitas motivações turísticas para ir ao Brasil, já visitei quase tudo que tinha vontade de visitar (com exceção de Minas Gerais e Lençóis Maranhenses). Mas, de vez em quando, é importante visitar os amigos, a família, principalmente minha vó, que já tem mais de 80 (muito bem de saúde, diga-se de passagem), e minha sobrinha, que acabou de completar 5 anos e já é uma pessoinha, com pensamentos e opiniões, acho que aí que começa a ficar divertido. Primeiro, ela não sabe que eu estou chegando, vamos fazer uma surpresa: eu vou entrar no Skype com ela, de dentro da casa dela. Vai ser divertido. Depois, quero fazer uma entrevista com ela, em vídeo, para que ela possa ver quando crescer, basicamente por que eu não tenho nem um pedacinho de vídeo meu quando eu era piá, falando.

Quando me perguntam de saudade de Porto Alegre, a verdade é que não tenho. Da última vez que fui, na Copa, há três anos, notei que qualquer coisa da qual eu tivesse saudade, não estava mais lá. Não faz mais sentido. Até o apartamento onde eu cresci está sendo depenado agora mesmo, para ser alugado. Acho que o ciclo de mudança para a Austrália finalmente se definiu, até por que, quando eu voltar, posso pedir minha cidadania Australiana. Aí a coisa fica séria! Ou não, também me permite poder morar em outros lugares, de repente. Vamos ver.

Claro que tem a saudade das pessoas, dos amigos, da família e até as pessoas em si, os brasileiros, sempre que vou acabo fazendo novos amigos, conhecendo amigos de amigos, gente muito boa. Existe um perfil de pessoa que vai à Australia todos os dias, a maioria vai pela aventura, vai para passar um ano ou dois e acabou. Em geral, não me identifico muito com eles.

Nesses três anos, estive um pouco ausente aqui, tenho plena consciência, é quase de propósito. Muita coisa aconteceu que eu gostaria de ter registrado aqui, por mais que ninguém leia, é bom manter um diário, para descarregar e também para poder reler no futuro, ter uma ideia clara de como eu pensava em certa data, quais eram meus planos e expectativas e depois comparar com o que aconteceu.

Vamos ver se consigo me disciplinar para voltar a escrever aqui.

Agora estou no vôo Sydney-Dubai, onde vou passar uma semana com minha família, já que o meu irmão Feli resolveu virar um dos melhores vendedores da Prudential no Brasil. Dali, com mil dólares a mais, ia até o Brasil, então resolvi fazer essa pausa, não tirava férias fora do Natal desde a Copa de 2014, esse é o lance do freelance, ninguém paga pelas tuas férias, sempre significa gastar dinheiro sem fazer dinheiro algum. Mas tudo bem, na verdade estou me forçando a isso como uma forma de partir para a próxima etapa da minha carreira, que é tentar fotografar bem mais do que dar assistência a fotógrafos. Venho fazendo isso mais e mais, mas de uma maneira natural, quero dar um gás consciente e planejado.

Cenas dos próximos capítulos.

PS: que massa é a Emirates, eles te dão TALHERES DE VERDADE. E o vôo está meio vazio, tenho três assentos para poder deitar atravessado, tenho meu travesseiro de estimação que trouxe de casa e um voo de 14 horas para dormir. Isso é empolgante! 😉

Música 2016

Vale notar que esse é o primeiro desde o nascimento do Sambamaioral em 2003 em que não faço um post no blog. Um pouco triste.

Nesse ano, o last.fm resolveu fazer por mim o trabalho de contabilidade e lançou esse link aqui. Mesmo assim, vou fazer o registro:

Artistas

Sem muitas surpresas, mas o Blood Orange entrou com força no final e garantiu um lugar no pódio. Show deles no dia 20 de janeiro, por sinal. Os dois primeiros, Bon Iver e M83, vieram acompanhados de dois shows excelentes, um na Opera House e outro no Enmore.

A lista dos primeiros 20, dos quais 4 eu vi ao vivo nesse ano (mais Deftones e Grimes):

Artistas 20

Albums

Entre os álbums, 3 de 2016, 1 de 2013 e um de 1974.

A lista completa, metade dos discos são de 2016:

Albums 20

E, finalmente, as músicas mais escutadas:

Músicas

Pela primeira vez em muito tempo nenhuma músicas instrumental no meu top 20.

Filmes 2016

acho que não teve para ninguém esse ano: arrival levou o troféu, com folga. por mais aleatórias e arbitrárias que sejam essas notinhas que dou aos filmes, por algum motivo elas sempre fazem sentido.

melhor:

arrival 9.5

muito bons:

swiss army man 8.9
the revenant 8.8
hateful 8 8.8
the lobster 8.7
deadpool 8.7 
war dogs 8.6
sausage party 8.6
nocturnal animals 8.6

bons:

nice guys 8.5
tangerine 8.5

captain fantastic 8.5
the big short 8.5
civil war 8.4
hacksaw ridge 8.3
Trumbo 8.0
Steve jobs 8.0

medíocres:

batman vs superman 7.7
jason bourne – 7.5
spotlight 7.5
burnt 7.5
the jungle book – 7.5

the secret life of pets 7.5


bobby 7.2
the good dinosaur 7.0
julieta 7.0
miles ahead 7.0
joy 6.7

terríveis:


Zoolander 2 5.8
zootopia 5.0
grimsby 3.0

2015 in Movies

E aqui vão os melhores filmes novos de 2015. Assisti a 31 filmes novos, poucos mais de um a cada 2 semanas. Mas com certeza assisti tantos antigos, sem contar séries, assisti a um por semana, praticamente, o que considero ideal.

Na ordem, os 7 melhores, depois uns muitos bons, os apenas bons, assistíveis e os dois LIXOS do ano, sendo o pior, The Cobbler, do Adam Sandler.

O melhor de todos, o argentino Relatos Salvajes. Filme bom, muito divertido. O resto tá ali, não tô com saco para falar muito. Como sempre, essas listas são para referência própria no futuro, principalmente quando alguém (o Gui) pede: me diz um filme para eu assistir.

best of 2016

relatos salvajes 9.4
chappie 9.3
whiplash 9.2
inside out 9.0
the martian 9.0
mad max fury road 9.0
what we do in the shadows 9.0

very good

birdman 8.8
star wars 8.7
creed 8.6
still alice 8.6
american sniper 8.6
southpaw 8.5
imitation game 8.5
locke 8.5
fury 8.5
foxcatcher 8.5
ex machina 8.4

good

trainwreck 8.3
wild 8.3
the theory of everything 8.0
get on up 8.0
big eyes 8.0
jurassic world 8.0

watchable

the intern 7.8
inherent vice 7.5
spectre 7.2
ted 2 7.0
montage of heck 7.0

rubbish

true story 5.0
the cobbler 4.0

2015 in Music

Como de costume, coloco aqui o resumo do que foi meu ano musical, com ajuda do Last.fm

Esse foi um ano no qual não escutei tanta música quanto o de costume. Trabalhando frilas e quase sempre em locação, não estúdio, não tinha a oportunidade de tocar música durante o trabalho. E no tempo em que estou na bicicleta, às vezes escuto música, mas na maior parte das vezes escuto podcasts.

O que eu mais escutei esse ano gira em torno dos shows que assisti. Dá para dizer que o grande vencedor do ano foi “Currents”, do Tame Impala. Mesmo que o show tenha decepcionado um pouco (volume baixo, cantor monótono), não tirou o brilho do disco, que segui escutando depois do show no pátio da Opera House. Spoon foi um grande disco e um grande show. Future Islands, no festival Laneway, foi o show do ano, para mim.

Duas bandas veteraníssimas que lançaram bons discos esse ano foram Blur e Mercury Rev. Dois excelentes shows em diferentes escalas. O primeiro foi numa arena gigante, que eles domaram mostrando toda experiência e repertório. O segundo foi um dos shows mais humildes de uma das melhores bandas que já vi ao vivo. Incrível como uma casa de apenas 500 lugares não tenha lotado com um Mercury Rev lançando um BOM disco novo. Mas enfim, não tirou o brilho do show, que foi inesquecível. Nos dois casos, escutei o disco novo ainda mais depois dos shows.

Não posso deixar de citar Mogwai tocando na Opera House no meu aniversário, certamente uma das coisas mais brutais que aquele palco já viu.

Foo Fighters em um estádio foi uma experiência legal, um show que eu devia à minha adolescência. A parte dos covers foi a mais legal. Ao contrário do Blur, o último disco não empolga, o que atrapalha um pouco o ritmo do show (música compridas e meio ruins).

Entre apresentações bastante decepcionantes, vale citar Bill Callahan e The Drones, ambos na Opera House.

Dentre músicas soltas, por alguma razão saí um pouco do que vinha sendo regra: músicas instrumentais. Apenas UMA no top 14, raro.

Acho que era isso por ora.

If only

Seguindo o drama da vida privada, no dia 22 de junho recebi notícia de que tinham vendido meu apartamento. Eu tinha um mês e uma semana para cair fora. No fim, passei um fim de semana fazendo inspeções, vi 17 apartamentos/casas, escolhi uma casa a trezentos metros de distância e entrei com o processo para alugar.

E não é que ganhei de primeira? Sucesso total, casa de três quartos, com pátio, etc. Dez dias depois da nota de despejo, já tinha me mudado para a casa nova. Agora que está se estabilizando um pouco mais, já comprei uma churrasqueirinha para o pátio, tá ficando bonita. Tô ficando bom no JOGO DA PICANHA.

Estava discutindo com minha mãe outro dia, quando eu cheguei na Austrália eu só tinha minha câmera e meu computador, algumas roupas, uns livros. Hoje em dia, tenho TRÊS COLCHÕES E TRÊS CAMAS, uma geladeira, televisão, uma mesa de jantar enorme e pesada, um monte de cadeiras, uma geladeira, uma máquina de lavar roupas. Muito cedo não pretendo me mudar de novo, é tralha pra burro.

No exato momento em que recebi o email da imobiliária dizendo que eu podia me mudar para a casa nova, me envolvi num pequeno acidente de carro. Resultado: tive que pagar a franquia do seguro e ganhei um parachoque traseiro novo. Sobre quem é o culpa, as seguradoras decidirão. Mas como eu estava dando a ré, a desvantagem é total minha. O cara, quando saiu do carro, mentiu que estava parado atrás de mim, que eu dei no meio dele. O tamanho do risco do lado do carro dele mostra que ele tava em movimento e eu é que estava parado na hora do choque. O que fica claro NESSE VÍDEO que eu peguei do bar daonde eu saía é que parado ele não estava.

E, como se não fosse pepino suficiente, no mesmo dia fui comprar um celular novo, por que o meu antigo tava dando problema. Entrei num plano de dois anos com a Optus, para pegar um Samsung S6. E não é que, uma hora depois de estar usando o negócio, noto que a câmera estava quebrada? Puta azar. E, depois de passar 20 dias em negociações frustradas para receber um celular que não estivesse quebrado, consegui que eles me dessem apenas o que eu queria no primeiro momento: um celular que funciona. É foda. Agora só falta eu receber o QUINTO celular da Google na garantia em dois anos, para poder vendê-lo novinho e abater um pouco esse prejú todo.

Mas, calma, tem mais uma: estava jogando bola há três semanas e tomei uma ombrada no peito, alegado “jogo de corpo”. Resultado: uma costela quebrada. E como não tem como engessar uma costela, serão aí uns 2 meses até recuperação total.

Em compensação, o novo ano fiscal trouxe bastante trabalho, assim não tem tanto drama.

Compartilho com vocês o vídeo que editei para aquele trabalho voluntário que fiz com o hospital, fez bastante sucesso até agora, foi compartilhado na página do hospital, teve mais de 70 compartilhamentos no Facebook, o hospital vai mostrar na próxima reunião com os patrocinadores da fundação que sustenta o programa de música no hospital.

[youtube:https://www.youtube.com/watch?v=opa5UhEB2FE%5D

Enfim, logo se nota que os problemas todos que listei são bobagens se temos saúde plena. 🙂

E aí umas fotos dos últimos tempos, desde o último post.















More to come

O que rolou foi que tive que sair por aí a fazer um trabalho muito legal. E, como não tinha a carteira de motorista necessária, tive que contratar um motorista, que acabou sendo assistente também.

Se eu não tivesse falhado no teste de direção, nunca teria gasto o dinheiro que precisei pagar para ter um motorista. Mas acabou que tive um assistente e isso foi muito importante para que o trabalho saísse excelente.

Quem quiser conferir alguns dos retratos que fiz nessa viagem, pode ir aqui. Para vê-los dentro do layout do site, entre aqui. E, para ver o site inteiro, incluindo as fotos que outros fotógrafos fizeram em outros lugares, entre aqui (funciona melhor no Firefox).

Foi um trabalho bem divertido, que me proporcionou viajar até Byron Bay, um dos meus lugares preferidos da Austrália, além de Hunter Valley e Newcastle. A parte de fazer os retratos foi bastante fácil, complicado foi entrevistar as pessoas.

Uma pequena historinha de karma, para quem acredita nisso:

Depois de Abril ter sido um dos meses mais fracos desde que cheguei aqui, em Maio bati meu recorde DA VIDA de trabalho em um mês apenas. Bastante gratificante. E tudo isso começou a acontecer no dia seguinte a ter ido ao hospital fazer aquele trabalho voluntário. Esse mês, no primeiro dia livre que tive, voltei lá para pagar minhas dívidas. 😉

Abaixo, algumas fotos de bastidores e outras coisas das últimas semanas.



















E foi isso. Ah, sim, agora já posso dirigir de novo.

Shit going down

Há horas que tenho uma lista de coisas para escrever sobre e publicar aqui, por menos que as pessoas ainda venham aqui ler, por mais que hoje em dia seja tão fácil contar coisas em primeira mão às pessoas interessadas. Algo acontece e eu posso ligar diretamente para minha mãe, no WhatsApp ou Skype e contar tudinho. Afinal, o objetivo original de ter um blog, que era o velho e bom SambaMaioral foi de poder contar as histórias de Londres de uma maneira organizada e sem mandar aquele velho email cansado para todo mundo.

Na época, os três que ainda lêem blogs e muitos outros entravam lá e comentavam, respondiam uns aos outros. Eu andava todos os dias com um papel no bolso onde anotava os acontecimentos do dia. Depois, em casa, eu digitava tudo exatamente como estou fazendo agora, mas salvava num disquete de 1.4 megabytes. Caminhava da minha casa até a biblioteca, onde desfrutava da minha sagrada hora de internet diária. Entrava no blog, postava textos e fotos, abria um arquivo onde copiava e guardava todos textos e coisas que eu queria depois ler em casa, incluindo aí os comentários do blog e dados dos jogos do Grêmio que rolavam, naquela terrível campanha de 2004, quando o Cláudio Pitbull sempre fazia gols e o Grêmio sempre perdia.

Mas enfim, as coisas mudaram, agora eu tenho internet em casa o tempo todo (depois de dois meses sem internet), mas não tenho a mesma urgência para contar o acontece por aqui. Mas vamos lá.

Uma coisa que ainda não contei por aqui, mas que a maioria já sabe, é que tive minha residência permanente na Austrália. Ou seja, até 2020 minha permanência aqui está garantida. Muito antes disso, já posso pedir a cidadania e, consequentemente, um passaporte com cangurus na capa. A ver.

Logo depois dessa aprovação rolou um trabalho surpresa, que foi esse artigo sobre a Austrália que saiu na VIP de Maio. O amigo Rodrigo Levino, que trabalha na revista, me ofereceu o trampo e eu peguei, de última hora. Foi uma experiência bem legal, visitar Uluru e Melbourne experimentando atividades turísticas e excelentes restaurantes. Consegui muitas fotos boas e agora estou na expectativa de ver a revista fisicamente. Todo mundo já viu, menos eu. Algumas outras fotos da viagem, que não saíram na revista, eu adicionei ao meu site, confiram.

Também significou a mudança drástica no meu Instagram, onde passei a postar fotos feitas na minha câmera de verdade, não mais a do celular. Depois de ter postado tantas fotos da viagem, especialmente as de Uluru, tive alguns reposts importantes, como esse, do Instagram oficial da Austrália, e esse, da conta do estado de Northern Territories, que na real repostou umas cinco fotos minhas durante a viagem. Nessa brincadeira, ganhei centenas de novos seguidores e me senti um pouco forçado a dar um upgrade nas fotos do Instagram.

Durante quase dois anos, curti bastante todo exercício do Instagram, de ver a beleza no dia-a-dia, nas coisinhas pequenas. Acho que é um exercício interessante de fotografia e sempre fiz com bastante dedicação. Muitos fotógrafos usam o Instagram de maneira bem desleixada, para não dizer que tentaram e falharam. Eu posso até falhar, mas eu estou tentando. Mas esse é um assunto maior que um parêntese e serve para muitas coisas na vida. Me lembra de quando eu tinha uma banda e realmente tentávamos produzir a melhor música possível. E mesmo que isso não fosse exatamente um sucesso na maior parte do tempo, só o fato de dar o seu melhor e abrir seu coração na frente de uma platéia tem um valor muito bonito. E nas dezenas de shows que fizemos, houve ali alguns momentos de catarse onde muita gente entrou na mesma onda e curtiu.

Voltando ao Instagram, por muito tempo, minha reação foi postar umas fotos antigas, as minhas favoritas de viagem, que vocês já conhecem bem e andaram rondando meus portfolios. Vasculhando os baús dos últimos 5 anos, também descobri que fiz viagens inteiras que não renderam mais do que duas fotos interessantes, o que é um desperdício. Nessa viagem a trabalho, onde eu tinha um objetivo e um briefing a cumprir, acho que fiz muito bem, acabei conseguindo fotos muito bonitas e em número elevadíssimo. Enfim, por isso tudo comecei a levar minha câmera para a rua mais seguidamente, especialmente quando perto do mar, e segui postando apenas fotos da 5D.

Outra atividade de destaque, no movimento ainda existente de negação ao fim do verão, tive um adorável fim de semana em Jervis Bay, umas duas horas ao sul de Sydney.

Alugamos uma bonita casa em Vincentia, dali exploramos a região de Jervis Bay, que é embasbacante de tão bonita. Hyams Beach é uma das praias mais lindas que eu já vi. O pôr-do-sol nesse mesmo dia foi espetacular. Mas o melhor estava guardado para a última manhã na casa. Acordamos cedinho para ir ver o sol nascer e fomos brindados com quase dez golfinhos nadando muito perto da beira da praia. Se tivesse um pouquinho mais quente, eu teria jogado a câmera na areia e ido nadar com os golfinhos. Na real me arrependo um pouco de não ter ido.

Nesse mesmo dia, recebi notícia de que a polícia tinha ido bater na minha porta de casa. Eu não fazia ideia do motivo. Mas desconfiava. Resumindo: quatro meses antes, eu dei uma ré mal calculada e dei uma beijinho no carro de trás. Saí do carro para conferir, nada aconteceu com os carros, segui a vida. Problema é que houve testemunhas e elas anotaram o número da minha placa e deixaram um bilhete no outro carro. E o outro carro resolveu que eu não ter deixado meus dados era motivo suficiente para ir incomodar a polícia. Enfim, resultado final foi que recebi uma multa de 170 dólares por ter dado a ré de maneira inconsequente. E, basicamente, por não ter deixado meu telefone de contato no carro.

Outra coisa na qual me envolvi aqui, foi em um trabalho de caridade com o hospital de Randwick, na parte das crianças. Conversando com um cara que trabalha lá tocando música para os pacientes, me ofereci para ir fotografar os pacientes nos momentos de música. Ainda não sabemos exatamente como vai funcionar o resultado final dessas visitas, mas a primeira já foi bem especial.

E agora que sou residente permanente preciso ter uma carteira de motorista de NSW. Para isso, fiz um teste teórico, no qual fui muito bem, e hoje um teste de direção. No qual, segundo a opinião do meu avaliador, fui muito mal e rodei. Mesmo que nada de mais tenha acontecido. Agora, por uma semana não posso dirigir sem ter no carro alguém que tenha uma carteira de motorista de NSW. Tô ralado. Preciso muito passar nesse teste na próxima sexta feira.

Abaixo, algumas fotos ilustrando as aventuras desses últimos meses.

Good Thaimes (wink, wink)

Esse ano decidi passar natal e ano novo sozinho, na Tailândia. Tinha quase desistido de viajar, por que estava tudo meio caro. Mas uma baixada no preço durante a madrugada fez eu comprar a passagem.
O voo até Phuket, pela AirAsia, foi palha. Primeira vez que vi não servirem comida (a não ser pré-paga) numa viagem tão longa (três dias depois, um avião da mesma companhia, saindo do mesmo aeroporto, sumiu).

Phi Phi é a ilha aquela destruída pelo tsunami, há exatos dez anos. No dia 26 de dezembro, rolou o memorial, muito bonito, apesar de modestíssimo. Os restaurantes locais serviram comida grátis para o povo todo, para os turistas também. Bem gostoso.

Fora isso, o que tem de melhor nem está exatamente na ilha principal e, sim, em volta. Para isso servem os passeios de barco, onde nos levaram para mergulhar e ver os milhares de peixinhos coloridos, incluindo a celebridade maior, o peixe-palhaço, aka Nemo. De fato, bem bonitinho, vivendo dentro da anêmona dançante.

De noite, há muita festa, muita bebida, muito inglês, brasileiro, argentino, chileno, australiano, mas, principalmente, inglês bêbado. Na beira da praia, o destaque fica para os shows dos locais brincando com fogo. Alguns deles com menos de 10 anos, mandando ver nos malabarismos em alta velocidade. Impressiona.

A Tailândia é muito bonita, o lado mais negativo talvez seja o som: que língua mais desagradável de se escutar, muito anasalada.

Em Sydney, me dou direito a uma massagem por mês. Estando na Tailândia, um dos países oficiais da massagem, me prometi uma por dia. Em Phi Phi, foi fácil, variando preço e qualidade, a melhor mesmo foi a do último dia na ilha.

Os jovens festeiros da ilha são vistos a qualquer hora do dia ou da noite sendo tatuados, de maneira bastante casual, bebendo um baldinho de whisky, checando seus celulares, sendo perfurados pelo bambu, técnica tradicional da Tailândia.

Na segunda parte da viagem, peguei um barco para Koh Lanta, uma ilha um pouco mais tranquila. Alguns dizem que é ideal para casais em férias românticas, mas eu achei bem boa para estar sozinho. É difícil se enturmar em lugares como Phi Phi, onde tudo é festa, música alta, o pessoal sai em grandes grupos. Tive mais interações em Lanta.

Como a ilha é grande, bem maior do que Phi Phi, onde não há estradas, tive que tomar uma decisão drástica: aluguei uma scooter. Não dirigia uma motinho havia pelo menos 15 anos. Mas como o táxi do cais do porto até a minha cabana custaria mais ou menos o preço de alugar uma moto pelos 4 dias da minha estadia, acabou que tomei coragem e peguei a moto. Afinal, eu ando de bicicleta quase todos dias, não pode ser muito mais difícil, né? Quando eu tinha 12 anos, andava de GARELLI com meu primo Fábio para cima e para baixo, fazíamos corridas no meio da rua, passando por cima da calçada, lá no Barão do Caí, Zona Extremo Norte de Porto Alegre.

A real foi que a motinho rendeu alguns dos melhores momentos da viagem. Num dia meio chuvoso, dirigi até o outro lado da ilha, me perdi, acabei no meio do mato, onde só vi casas de locais. Dirigindo a scooter a quarenta por hora, bem tranquilo, vento na cara, escutando música, sozinho, no meio do nada em algum lugar da Ásia, me senti livre. É o tipo da coisa que podia DAR MERDA. Conseguia ouvir minha vó dizendo “MA NON É PERRRIGOOOOSO?” Era. Muita gente morre nas estradinha da Tailândia, por que tem muito buraco, cachorro pode sair de dentro do mato sem avisar, caminhonetes ultrapassam em estradas de duas mãos sem se importar se vem uma moto ou um tuktuk do outro lado. Mas deu tudo certo e foi muito bom.

Koh Lanta me proporcionou o mais espetacular pôr-do-sol que já vi. E vocês sabem que já vi MUITOS, incluindo os dois considerados os melhores do mundo: Oia, em Santorini, e… o do Guaíba, claro. Eu, com câmera na mão e celular com wifi, falando com nem me lembro quem no Skype, sacando fotos daquela beleza de todos jeitos possíveis. Foda.

Como alguns devem ter visto no Facebook, na minha foto de perfil, fiquei numa cabaninha clássica em Lanta. O problema é que, juntando dormir sem camiseta e andando de moto no vento e chuva, acabou que fiquei meio doente. Conheci uma sueca numa praia e ela é jogadora profissional de futebol. E ela conhecia a outra jogadora de futebol que conheci um ano antes, em Whitsundays. Almoçamos juntos e ela, vendo meu estado de saúde precário, me ofereceu para ficar na casa da família dela, na ilha. Sem pensar muito, fiz check out da minha cabana, recebi até uma diária de volta e fui para a casa dela, dentro de um condomínio fechado na beira da praia.

Chegando lá, caiu meu queixo: piscina, baia de dois andares, cinco camas, ar condicionado, ÁGUA QUENTE, algo que eu não via desde a chegada na Tailândia. Incrível a sorte. Ali passei os dois últimos dias do ano, tomei sopa, tomei um coquetel de remédios recomendados pelo meu farmacêutico local (o único local que sabia falar inglês direito, em toda viagem), tivemos uma janta boa na ceia de ano novo, nem bebemos, por que estávamos os dois doentes e assistimos aos fogos e balões de fogo subindo aos céus do pátio da casa dela, que tinha vista para o mar.

Depois desse acontecido aleatório e inesperado, me dei conta da sorte que tenho de vez em quando. Mostra que mesmo uma eventual gripe forte pode terminar em algo muito bom. Nos ensina a não reclamar, não perder tempo lamentando muito quando algo de ruim acontece. Logo ali na frente, algo bom vai acontecer, para equilibrar. Eu sei que é um clichê falar, mas eu finalmente me dei conta de verdade dessa história toda. Tenho tantos exemplos desse fenômeno na vida que nem vou detalhar, para evitar a fadiga. Mas geralmente é ligado ao nosso conforto, conservadorismo, acomodação. A gente não quer mudança, quer que as coisas continuem como estão. A gente só muda quando é forçado a mudar. E, geralmente, é para o bem.

O importante é focar sempre no lado positivo das coisas, não perder tempo com o negativo. Por sinal, semana passada recebi meu visto de residente permanente na Austrália. Só alegrias. Em pouco tempo, posso pedir cidadania australiana. Aí só me faltará um passaporte asiático e ganhei o War.

E uma coisa que aprendi vendo o GreNal: não se pode deixar o medo de perder ser maior que a vontade de ganhar. Ninguém precisa de mais um zero a zero nesta vida. Para atacar, tem que baixar a guarda, nem que seja por um segundo. E aí as coisas começam a acontecer.

O resto das fotos, aqui.

Movies 2014

Pela primeira vez na história do blog, não postei os filmes durante o ano e, sim, fui anotado num email eterno para mim mesmo. O resultado é o mesmo, apesar de ter assistido a mais filmes antigos do que novos este ano. Ainda assim, consegui chegar a uma sólida lista de 10 filmes de 2014 que merecem ser assistidos. Alguns foram lançados em 2013, eu sei, mas eu só vi no ano passado.

Puxando a fila, Boyhood, não tem nem o que dizer. Filmaço de um diretor dos prediletos da casa.

Wolf Of Wall Street foi muito bom também, achei bem injusto o LÉO não ter levado o Oscar dessa vez. A cena dele tentando entrar no carro é muito boa.

La Vie D’Adele foi FODA. Filme de acabar de ver e assistir de novo. Acho que vi umas três vezes na mesma semana, algo muito raro para mim.

Dallas Buyers Club é aquele filme clássico de Oscar. Vale conferir.

Interstellar é bom por que o Christopher Nolan. Mas aquele final deu o que pensar, que bizarro.

Nightcrawler foi uma grata surpresa. Atuação impressionante do Jake Gyllenhaal, filme bastante original e com aquele look REFN de noite e neon.

Her é outro bastante original. Qualquer filme que se arrisca em mostrar possíveis novas tecnologias de um futuro próximo me diverte.

American Hustle foi um show de atuações retratando uma época que fica sempre bonita de ver no cinema.

The Grand Budapest Hotel é mais um filme muito bom do Wes Anderson. Esse não tem erro. Dessa vez, ele inovou, fotografando quase todo o filme em quadrado, estilo STAGRÃ.

Guardians of The Galaxy foi o bom filme de herói do ano.

O resto é resto, levando o troféu de pior filme o novo Robocop.

Boyhood 9.4 
The Wolf of wall Street 9.3
La Vie d’Adele 9.2
Dallas Buyers Club  9.1
Interstellar 9.1
Nightcrawler 9.0
Her 9.0
American Hustle 9.0
The Grand Budapest Hotel 8.9
Guardians of The Galaxy 8.9
Rush 8.8
Ender’s Game 8.8
Desolation of Smaug 8.7
12 Years A Slave 8.7
Blue Jasmine 8.6
Don Jon 8.5
Saving Mr. Banks 8.5
The Secret Life of Walter Mitty 8.5
Inside Llewyn Davis 8.5
Nymphomaniac 8.5
Anchorman 2 8.4
Edge of Tomorrow  – 8.3
Gone Girl 8.2
The Inbetweeners 2 8.2
Philomena 8.2
X-Men Days of Future Past 8.0
Last Vegas 8.0
Monuments Men 8.0
Wish I Was Here 7.9
Chef 7.8
Goon 7.8 
Fading Gigolo 7.5
Frozen 7.5
Cloudy With a Chance of Meatballs 2  7.0
Robocop 7.0

Light ears

Eu sei que abandonei um pouco o espaço aqui, mas enfim, ninguém mais lê blogs. Ainda assim, para auto-referência, a tradicional lista anual de música. Como sempre, não é uma lista subjetiva, apenas demonstra o que o Last.fm registrou como mais tocado nos meus aparelhos.

Em termos de álbums, até que tivemos alguns bons novos nas paradas. Ultimamente, eu escuto música no computador mais pelas minhas playlists viciadinhas. Porém, no telefone, que também é registrado pelo Last.fm, escuto praticamente apenas discos novos, o que ajudou a deixar a situação um pouco mais atualizada.

Porém, dos 24 álbuns mais rodados, um disco novo na minha coleção, mas velho na história acabou ganhando o topo: coletânea de melhores do Paul Simon. O amigo do Garfunkel foi minha grande descoberta do ano em termos de música velha.

Em seguida, temos 2 discos desse ano e um do finzinho do ano passado.

Beyoncé lançou um disco que ouvi muito, nunca tinha escutado nada dela além dos singles, sem querer, e tenho certeza de que esse é o melhor que ele já produziu.

Future Islands foi a grande banda nova desse ano, para mim. O disco “Singles” é bom do início ao fim e essa apresentação é demais. Verei ao vivo no Laneway.

Damon Albarn lançou o primeiro disco solo com o nome dele mesmo e foi bom. Tem quatro músicas MUITO boas. Tive a chance de vê-lo ao vivo na Opera House, mas acabei deixando passar, foi bem na semana do “pânico terrorista” em Sydney.

Logo depois, Solange, com o EP True, foi muito escutado. Cada música boa.

Fora isso, o novo do Beck foi bem bom, fiz um revival de Gipsy Kings, aleatoriamente, e curti bastante, o novo do Spoon é muito bom, outro que estou para ver ao vivo, Mas Ysa é um EP bem bom. O resto tá ali na lista, pontinho vermelho do lado para os de 2014.

Nas músicas, essa baladinha no piano segue no topo das paradas, por ser simplesmente perfeita.

Seguindo, alguns dos meus chiclés de ouvido, canções que eu simplesmente não ouso pular quando vêm no shuffle. Esta, do Darjeeling Limited, esta maravilha sensacional da Grace Jones, remixando Piazzola, e esta beleza, que com certeza chegaria ao topo se o ano tivesse mais meses.

E apenas para registrar: as bandas mais escutadas.

Era isso.