Música 2016

Vale notar que esse é o primeiro desde o nascimento do Sambamaioral em 2003 em que não faço um post no blog. Um pouco triste.

Nesse ano, o last.fm resolveu fazer por mim o trabalho de contabilidade e lançou esse link aqui. Mesmo assim, vou fazer o registro:

Artistas

Sem muitas surpresas, mas o Blood Orange entrou com força no final e garantiu um lugar no pódio. Show deles no dia 20 de janeiro, por sinal. Os dois primeiros, Bon Iver e M83, vieram acompanhados de dois shows excelentes, um na Opera House e outro no Enmore.

A lista dos primeiros 20, dos quais 4 eu vi ao vivo nesse ano (mais Deftones e Grimes):

Artistas 20

Albums

Entre os álbums, 3 de 2016, 1 de 2013 e um de 1974.

A lista completa, metade dos discos são de 2016:

Albums 20

E, finalmente, as músicas mais escutadas:

Músicas

Pela primeira vez em muito tempo nenhuma músicas instrumental no meu top 20.

Filmes 2016

acho que não teve para ninguém esse ano: arrival levou o troféu, com folga. por mais aleatórias e arbitrárias que sejam essas notinhas que dou aos filmes, por algum motivo elas sempre fazem sentido.

melhor:

arrival 9.5

muito bons:

swiss army man 8.9
the revenant 8.8
hateful 8 8.8
the lobster 8.7
deadpool 8.7 
war dogs 8.6
sausage party 8.6
nocturnal animals 8.6

bons:

nice guys 8.5
tangerine 8.5

captain fantastic 8.5
the big short 8.5
civil war 8.4
hacksaw ridge 8.3
Trumbo 8.0
Steve jobs 8.0

medíocres:

batman vs superman 7.7
jason bourne – 7.5
spotlight 7.5
burnt 7.5
the jungle book – 7.5

the secret life of pets 7.5


bobby 7.2
the good dinosaur 7.0
julieta 7.0
miles ahead 7.0
joy 6.7

terríveis:


Zoolander 2 5.8
zootopia 5.0
grimsby 3.0

2015 in Movies

E aqui vão os melhores filmes novos de 2015. Assisti a 31 filmes novos, poucos mais de um a cada 2 semanas. Mas com certeza assisti tantos antigos, sem contar séries, assisti a um por semana, praticamente, o que considero ideal.

Na ordem, os 7 melhores, depois uns muitos bons, os apenas bons, assistíveis e os dois LIXOS do ano, sendo o pior, The Cobbler, do Adam Sandler.

O melhor de todos, o argentino Relatos Salvajes. Filme bom, muito divertido. O resto tá ali, não tô com saco para falar muito. Como sempre, essas listas são para referência própria no futuro, principalmente quando alguém (o Gui) pede: me diz um filme para eu assistir.

best of 2016

relatos salvajes 9.4
chappie 9.3
whiplash 9.2
inside out 9.0
the martian 9.0
mad max fury road 9.0
what we do in the shadows 9.0

very good

birdman 8.8
star wars 8.7
creed 8.6
still alice 8.6
american sniper 8.6
southpaw 8.5
imitation game 8.5
locke 8.5
fury 8.5
foxcatcher 8.5
ex machina 8.4

good

trainwreck 8.3
wild 8.3
the theory of everything 8.0
get on up 8.0
big eyes 8.0
jurassic world 8.0

watchable

the intern 7.8
inherent vice 7.5
spectre 7.2
ted 2 7.0
montage of heck 7.0

rubbish

true story 5.0
the cobbler 4.0

2015 in Music

Como de costume, coloco aqui o resumo do que foi meu ano musical, com ajuda do Last.fm

Esse foi um ano no qual não escutei tanta música quanto o de costume. Trabalhando frilas e quase sempre em locação, não estúdio, não tinha a oportunidade de tocar música durante o trabalho. E no tempo em que estou na bicicleta, às vezes escuto música, mas na maior parte das vezes escuto podcasts.

O que eu mais escutei esse ano gira em torno dos shows que assisti. Dá para dizer que o grande vencedor do ano foi “Currents”, do Tame Impala. Mesmo que o show tenha decepcionado um pouco (volume baixo, cantor monótono), não tirou o brilho do disco, que segui escutando depois do show no pátio da Opera House. Spoon foi um grande disco e um grande show. Future Islands, no festival Laneway, foi o show do ano, para mim.

Duas bandas veteraníssimas que lançaram bons discos esse ano foram Blur e Mercury Rev. Dois excelentes shows em diferentes escalas. O primeiro foi numa arena gigante, que eles domaram mostrando toda experiência e repertório. O segundo foi um dos shows mais humildes de uma das melhores bandas que já vi ao vivo. Incrível como uma casa de apenas 500 lugares não tenha lotado com um Mercury Rev lançando um BOM disco novo. Mas enfim, não tirou o brilho do show, que foi inesquecível. Nos dois casos, escutei o disco novo ainda mais depois dos shows.

Não posso deixar de citar Mogwai tocando na Opera House no meu aniversário, certamente uma das coisas mais brutais que aquele palco já viu.

Foo Fighters em um estádio foi uma experiência legal, um show que eu devia à minha adolescência. A parte dos covers foi a mais legal. Ao contrário do Blur, o último disco não empolga, o que atrapalha um pouco o ritmo do show (música compridas e meio ruins).

Entre apresentações bastante decepcionantes, vale citar Bill Callahan e The Drones, ambos na Opera House.

Dentre músicas soltas, por alguma razão saí um pouco do que vinha sendo regra: músicas instrumentais. Apenas UMA no top 14, raro.

Acho que era isso por ora.

If only

Seguindo o drama da vida privada, no dia 22 de junho recebi notícia de que tinham vendido meu apartamento. Eu tinha um mês e uma semana para cair fora. No fim, passei um fim de semana fazendo inspeções, vi 17 apartamentos/casas, escolhi uma casa a trezentos metros de distância e entrei com o processo para alugar.

E não é que ganhei de primeira? Sucesso total, casa de três quartos, com pátio, etc. Dez dias depois da nota de despejo, já tinha me mudado para a casa nova. Agora que está se estabilizando um pouco mais, já comprei uma churrasqueirinha para o pátio, tá ficando bonita. Tô ficando bom no JOGO DA PICANHA.

Estava discutindo com minha mãe outro dia, quando eu cheguei na Austrália eu só tinha minha câmera e meu computador, algumas roupas, uns livros. Hoje em dia, tenho TRÊS COLCHÕES E TRÊS CAMAS, uma geladeira, televisão, uma mesa de jantar enorme e pesada, um monte de cadeiras, uma geladeira, uma máquina de lavar roupas. Muito cedo não pretendo me mudar de novo, é tralha pra burro.

No exato momento em que recebi o email da imobiliária dizendo que eu podia me mudar para a casa nova, me envolvi num pequeno acidente de carro. Resultado: tive que pagar a franquia do seguro e ganhei um parachoque traseiro novo. Sobre quem é o culpa, as seguradoras decidirão. Mas como eu estava dando a ré, a desvantagem é total minha. O cara, quando saiu do carro, mentiu que estava parado atrás de mim, que eu dei no meio dele. O tamanho do risco do lado do carro dele mostra que ele tava em movimento e eu é que estava parado na hora do choque. O que fica claro NESSE VÍDEO que eu peguei do bar daonde eu saía é que parado ele não estava.

E, como se não fosse pepino suficiente, no mesmo dia fui comprar um celular novo, por que o meu antigo tava dando problema. Entrei num plano de dois anos com a Optus, para pegar um Samsung S6. E não é que, uma hora depois de estar usando o negócio, noto que a câmera estava quebrada? Puta azar. E, depois de passar 20 dias em negociações frustradas para receber um celular que não estivesse quebrado, consegui que eles me dessem apenas o que eu queria no primeiro momento: um celular que funciona. É foda. Agora só falta eu receber o QUINTO celular da Google na garantia em dois anos, para poder vendê-lo novinho e abater um pouco esse prejú todo.

Mas, calma, tem mais uma: estava jogando bola há três semanas e tomei uma ombrada no peito, alegado “jogo de corpo”. Resultado: uma costela quebrada. E como não tem como engessar uma costela, serão aí uns 2 meses até recuperação total.

Em compensação, o novo ano fiscal trouxe bastante trabalho, assim não tem tanto drama.

Compartilho com vocês o vídeo que editei para aquele trabalho voluntário que fiz com o hospital, fez bastante sucesso até agora, foi compartilhado na página do hospital, teve mais de 70 compartilhamentos no Facebook, o hospital vai mostrar na próxima reunião com os patrocinadores da fundação que sustenta o programa de música no hospital.

[youtube:https://www.youtube.com/watch?v=opa5UhEB2FE%5D

Enfim, logo se nota que os problemas todos que listei são bobagens se temos saúde plena. 🙂

E aí umas fotos dos últimos tempos, desde o último post.















More to come

O que rolou foi que tive que sair por aí a fazer um trabalho muito legal. E, como não tinha a carteira de motorista necessária, tive que contratar um motorista, que acabou sendo assistente também.

Se eu não tivesse falhado no teste de direção, nunca teria gasto o dinheiro que precisei pagar para ter um motorista. Mas acabou que tive um assistente e isso foi muito importante para que o trabalho saísse excelente.

Quem quiser conferir alguns dos retratos que fiz nessa viagem, pode ir aqui. Para vê-los dentro do layout do site, entre aqui. E, para ver o site inteiro, incluindo as fotos que outros fotógrafos fizeram em outros lugares, entre aqui (funciona melhor no Firefox).

Foi um trabalho bem divertido, que me proporcionou viajar até Byron Bay, um dos meus lugares preferidos da Austrália, além de Hunter Valley e Newcastle. A parte de fazer os retratos foi bastante fácil, complicado foi entrevistar as pessoas.

Uma pequena historinha de karma, para quem acredita nisso:

Depois de Abril ter sido um dos meses mais fracos desde que cheguei aqui, em Maio bati meu recorde DA VIDA de trabalho em um mês apenas. Bastante gratificante. E tudo isso começou a acontecer no dia seguinte a ter ido ao hospital fazer aquele trabalho voluntário. Esse mês, no primeiro dia livre que tive, voltei lá para pagar minhas dívidas. 😉

Abaixo, algumas fotos de bastidores e outras coisas das últimas semanas.



















E foi isso. Ah, sim, agora já posso dirigir de novo.

Shit going down

Há horas que tenho uma lista de coisas para escrever sobre e publicar aqui, por menos que as pessoas ainda venham aqui ler, por mais que hoje em dia seja tão fácil contar coisas em primeira mão às pessoas interessadas. Algo acontece e eu posso ligar diretamente para minha mãe, no WhatsApp ou Skype e contar tudinho. Afinal, o objetivo original de ter um blog, que era o velho e bom SambaMaioral foi de poder contar as histórias de Londres de uma maneira organizada e sem mandar aquele velho email cansado para todo mundo.

Na época, os três que ainda lêem blogs e muitos outros entravam lá e comentavam, respondiam uns aos outros. Eu andava todos os dias com um papel no bolso onde anotava os acontecimentos do dia. Depois, em casa, eu digitava tudo exatamente como estou fazendo agora, mas salvava num disquete de 1.4 megabytes. Caminhava da minha casa até a biblioteca, onde desfrutava da minha sagrada hora de internet diária. Entrava no blog, postava textos e fotos, abria um arquivo onde copiava e guardava todos textos e coisas que eu queria depois ler em casa, incluindo aí os comentários do blog e dados dos jogos do Grêmio que rolavam, naquela terrível campanha de 2004, quando o Cláudio Pitbull sempre fazia gols e o Grêmio sempre perdia.

Mas enfim, as coisas mudaram, agora eu tenho internet em casa o tempo todo (depois de dois meses sem internet), mas não tenho a mesma urgência para contar o acontece por aqui. Mas vamos lá.

Uma coisa que ainda não contei por aqui, mas que a maioria já sabe, é que tive minha residência permanente na Austrália. Ou seja, até 2020 minha permanência aqui está garantida. Muito antes disso, já posso pedir a cidadania e, consequentemente, um passaporte com cangurus na capa. A ver.

Logo depois dessa aprovação rolou um trabalho surpresa, que foi esse artigo sobre a Austrália que saiu na VIP de Maio. O amigo Rodrigo Levino, que trabalha na revista, me ofereceu o trampo e eu peguei, de última hora. Foi uma experiência bem legal, visitar Uluru e Melbourne experimentando atividades turísticas e excelentes restaurantes. Consegui muitas fotos boas e agora estou na expectativa de ver a revista fisicamente. Todo mundo já viu, menos eu. Algumas outras fotos da viagem, que não saíram na revista, eu adicionei ao meu site, confiram.

Também significou a mudança drástica no meu Instagram, onde passei a postar fotos feitas na minha câmera de verdade, não mais a do celular. Depois de ter postado tantas fotos da viagem, especialmente as de Uluru, tive alguns reposts importantes, como esse, do Instagram oficial da Austrália, e esse, da conta do estado de Northern Territories, que na real repostou umas cinco fotos minhas durante a viagem. Nessa brincadeira, ganhei centenas de novos seguidores e me senti um pouco forçado a dar um upgrade nas fotos do Instagram.

Durante quase dois anos, curti bastante todo exercício do Instagram, de ver a beleza no dia-a-dia, nas coisinhas pequenas. Acho que é um exercício interessante de fotografia e sempre fiz com bastante dedicação. Muitos fotógrafos usam o Instagram de maneira bem desleixada, para não dizer que tentaram e falharam. Eu posso até falhar, mas eu estou tentando. Mas esse é um assunto maior que um parêntese e serve para muitas coisas na vida. Me lembra de quando eu tinha uma banda e realmente tentávamos produzir a melhor música possível. E mesmo que isso não fosse exatamente um sucesso na maior parte do tempo, só o fato de dar o seu melhor e abrir seu coração na frente de uma platéia tem um valor muito bonito. E nas dezenas de shows que fizemos, houve ali alguns momentos de catarse onde muita gente entrou na mesma onda e curtiu.

Voltando ao Instagram, por muito tempo, minha reação foi postar umas fotos antigas, as minhas favoritas de viagem, que vocês já conhecem bem e andaram rondando meus portfolios. Vasculhando os baús dos últimos 5 anos, também descobri que fiz viagens inteiras que não renderam mais do que duas fotos interessantes, o que é um desperdício. Nessa viagem a trabalho, onde eu tinha um objetivo e um briefing a cumprir, acho que fiz muito bem, acabei conseguindo fotos muito bonitas e em número elevadíssimo. Enfim, por isso tudo comecei a levar minha câmera para a rua mais seguidamente, especialmente quando perto do mar, e segui postando apenas fotos da 5D.

Outra atividade de destaque, no movimento ainda existente de negação ao fim do verão, tive um adorável fim de semana em Jervis Bay, umas duas horas ao sul de Sydney.

Alugamos uma bonita casa em Vincentia, dali exploramos a região de Jervis Bay, que é embasbacante de tão bonita. Hyams Beach é uma das praias mais lindas que eu já vi. O pôr-do-sol nesse mesmo dia foi espetacular. Mas o melhor estava guardado para a última manhã na casa. Acordamos cedinho para ir ver o sol nascer e fomos brindados com quase dez golfinhos nadando muito perto da beira da praia. Se tivesse um pouquinho mais quente, eu teria jogado a câmera na areia e ido nadar com os golfinhos. Na real me arrependo um pouco de não ter ido.

Nesse mesmo dia, recebi notícia de que a polícia tinha ido bater na minha porta de casa. Eu não fazia ideia do motivo. Mas desconfiava. Resumindo: quatro meses antes, eu dei uma ré mal calculada e dei uma beijinho no carro de trás. Saí do carro para conferir, nada aconteceu com os carros, segui a vida. Problema é que houve testemunhas e elas anotaram o número da minha placa e deixaram um bilhete no outro carro. E o outro carro resolveu que eu não ter deixado meus dados era motivo suficiente para ir incomodar a polícia. Enfim, resultado final foi que recebi uma multa de 170 dólares por ter dado a ré de maneira inconsequente. E, basicamente, por não ter deixado meu telefone de contato no carro.

Outra coisa na qual me envolvi aqui, foi em um trabalho de caridade com o hospital de Randwick, na parte das crianças. Conversando com um cara que trabalha lá tocando música para os pacientes, me ofereci para ir fotografar os pacientes nos momentos de música. Ainda não sabemos exatamente como vai funcionar o resultado final dessas visitas, mas a primeira já foi bem especial.

E agora que sou residente permanente preciso ter uma carteira de motorista de NSW. Para isso, fiz um teste teórico, no qual fui muito bem, e hoje um teste de direção. No qual, segundo a opinião do meu avaliador, fui muito mal e rodei. Mesmo que nada de mais tenha acontecido. Agora, por uma semana não posso dirigir sem ter no carro alguém que tenha uma carteira de motorista de NSW. Tô ralado. Preciso muito passar nesse teste na próxima sexta feira.

Abaixo, algumas fotos ilustrando as aventuras desses últimos meses.