I Thought It Was Only A Brand New Start

Quase dois meses sem escrever no blog, provavelmente a maior folga que tive desde que me mudei para a Austrália pela primeira vez, há mais de cinco anos. Dessa vez, folga aqui significa muito trabalho na vida real, o que é bom. Mês de outubro foi excelente, o de mais trabalho até agora, desde que cheguei. A vida de frilas realmente está dando pé, muito melhor do que eu esperava. Estou tendo uns 15 dias de trabalho por mês, o que é o ideal, não estou procurando mais. O que tenho no momento tá excelente. Novembro está seguindo o mesmo ritmo, felizmente, o que dá uma certa segurança para poder investir em alguns equipamentos.

Esse mês fiz um pedido grande da B&H de NYC, talvez a melhor loja do mundo para equipamentos de fotografia. Alguns acessórios que eu estava precisando, coisas aleatórias, cartões de memória, leitor de cartão, cabos, ferramentas, etc. Valeu a pena, mesmo com os 140 dólares de postagem, por que é tudo muito mais barato lá. Um compact flash de 16GB custa 160 dólares aqui, de lá comprei 2 por $83.

Depois de quase 4 anos de atividade intensa, sofrendo com intempéries e banhos de mar, minha 7D deu alguns sinais de cansaço. Deu um tal de ERROR 30. Como eu tinha que fazer um casting no dia seguinte, acabei comprando uma 5D Mark III. Tava precisando de uma câmera reserva, mesmo. E de uma full frame, principalmente. Praticamente raspou minha poupança acumulada nesses primeiros meses de trabalho (tenho uns dois meses de trabalho já feito, ainda a serem pagos), mas acho qeu vai se pagar em pouco tempo. Bela câmera. Que já usei ontem pela primeira vez num trabalho com os jogadores da Seleção Australiana, os famosos SOCCEROOS, que estão a caminho do Brasil para a copa de 2014. Gente fina.

E nesse ritmo, não podendo sair de casa no fim de semana devido às chuvas torrenciais insuportáveis, acabei fazer algo que eu deveria ter feito logo que cheguei: imprimir uns cartões. Não que tenha feito falta, acho que só umas duas vezes alguém me pediu “Do you have a card?”, mas é legal ter e não é caro. Usei o logo aquele dos adesivos e pronto. Acho que vai ficar simpático.

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E para ficar mais bonito, fui no embalo e registrei o domínio hfanti.com, que redireciona para aquele Tumblr que eu tinha feito com minhas fotos favoritas. Assim posso usar o email com o domínio ao invés do @gmail.com. Só falta agora ter um site de verdade… Cenas de um próximo capítulo.

Esse mês, a minha cunhada Eb, que está viver em Nova Iórque, morou aqui com a gente. Está fazendo um frilas de publicidade em Sydney antes de ir passar uns dois anos nos EUA. Logo que ela se for, é nossa vez de viajar um pouco, vamos passar uma semana pelas praias de Whitsundays, no nordeste da Austrália. Acho que vai ser bom. Quero ver se compro uma GoPro antes de ir, para aproveitar por lá, fazer uns vídeos embaixo da água. :)

De quebra, umas fotos de Tamarama e Maroubra, uma das minhas praias favoritas de Sydney, num dia de vento e ressaca.

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E aqui umas fotos do aniversário do parceiro Ricky, cujo avô veio da Alemanha e nunca mais voltou. Temática Oktoberfest, o pessoal se puxou nas roupas. Eu fui de jogador de futebol alemão, mesmo. Comecei retrancado, acabei o jogo vomitando como não fazia desde dezembro de 2011. Festa épica.

Strange news from another star

Bons dias por aqui. Tem feito sol forte, já estive na praia um par de vezes.

Semana passada, resolvi botar as contas em dia. Falei com um contador (excelente, indico se alguém precisar), ele me explicou que fui mal orientado em 2009, quando não paguei os impostos por estar indo embora antes do fim do ano financeiro. Por sorte, eu tinha guardado todas minhas notas e notinhas de gastos num envelope, que me acompanhou nesses cinco anos. E agora consegui pagar tudo direitinho e ainda não recebi nenhuma multa ou juros. Por que o governo daqui é muito gente fina. Enfim, tá tudo em dia, ufa. Que alívio.

Já aproveitei e declarei os últimos 4 anos, quando eu nem morava aqui, e os primeiros dois meses de trabalho que tive entre maio e junho. Também me pilhei e agora tenho PLANILHAS geniais. automatizadas, que me dão toda estatística de ganhos/dias de trabalho/gastos, etc. No fim do ano, vai ser bonito de ver, tudo certinho, só para entregar para o contador e pagar o leão.

Essa semana fiz um trabalho como assistente de produção, o que foi divertido, acho que fiz bem. É legal ir ao supermercado comprar comida, bebidas e lanches para um monte de gente, com o objetivo básico de agradar todo mundo, sem ter que preocupar-se muito com os preços.

Também assinei um serviço da compartilhamento de carro, tipo o Bicing de Barcelona. Se chama GoGet.

Comparado a ter um carro, com certeza é vantagem, pela grana. A maioria dos dias não usaria um carro, prefiro a bicicleta. Mas de vez em quando, é necessário, quando tem que carregar coisas para um trabalho. Como eu sou EMPRESA, assinei o plano empresarial, que é excelente.

Não paga mensalidade nem taxa de inscrição e o preço por hora é mais baixo. $6.35 por hora, $0.40 por km, inclui gasolina. Vou provar, vamos ver. Mas parece bom. Tudo vai depender do quão prático será o uso e a devolução dos carros.

Em notas menores, fui a um jogo do Western Wanderers, que é um dos times mais populares da A-League, por ser o time dos imigrantes. Gente que realmente gosta de futebol, ao contrário do australiano médio. Foi divertido, apesar de ser só um amistoso. Me surpreendi com a quantidade de gente que conheço no oeste de Sydney, tendo morado ali por apenas quatro meses. Vi muita gente conhecida no jogo. Claro que ter trabalhado como árbitro de futebol ajuda, pelo contexto.

Nos dias de folga, fomos a uma festa em Tamarama, uma das prainhas mais charmosas da costa de Sydney. Outro dia fomos a Gordon’s Bay, belíssimos lugar também. As praias de Sydney são realmente lindas.

Na dia seguinte, o amigo Felipe Neves convidou para testar uma câmera de vídeo que ele tinha por um dia. Fomos até Kurnell e Cronulla para isso. Um bom dia aleatório inesperado.

Aproveitei essa semana para fazer umas compras necessárias. Não estou nem perto de ter o kit ideal, mas esse é um item que estava fazendo falta, dois fotógrafos com quem trabalho já tinham me cobrado: um case de laptop para poder fotografar em cima de um tripé, mesmo estando em lugares como desertos ou praias.

Falando em fotos, não dá pra negar que tenho me divertido muito com o Instagram, especialmente com o celular novo, tendo ele sempre à mão ao observar pequenas coisas pela rua. Mas não quer dizer que não tiro mais fotos do dia-a-dia de vez em quando. Aqui algumas, bastante aleatórias.

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Pra quem gosta de cores, aí estão elas de volta. Algumas fotos foram tiradas com lentes que não são minhas, especialmente as bastante angulares. O resto das fotos, aqui no álbum do Facebook.

Beaconsfield Miners

Pois, duas semanas depois de termos entrado na casa, habemos internet!

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A mudança foi tranquila, até. Optamos pela opção confortável, não alugamos um caminhão e, sim, pagamos por entregas das coisas maiores que compramos de lojas (cama, colchão, geladeira, mesa de jantar e sofá). Claro, é bem mais fácil mudar-se para um lugar sem estar morando em outro e sem ter uma data exata para o dia da mudança. Ao longo de quatro dias, fizemos três viagens da casa dos pais da Chi até aqui, com carro cheio. Trouxemos máquina de lavar roupa, TRÊS mesinhas de cabeceira que acabamos comprando de lojas de antiguidades, cadeiras que compramos de segunda mão, entre mil outros badulaques que compramos de cozinha, além da TV, que compramos usada do Titanic.

E no último dia, trouxemos a Pajero do sogro cheinha. No caminho, coletamos o Nego, que queria aproveitar uma inocente carona para o Ikea e acabou vendo-se forçado a ajudar a descarregar o carro aqui com a gente. Na sequência, uma sessão hardcore de Ikea, da qual saímos SUANDO depois de passar quase vinte minutos tentando fazer caber tudo o que compramos, o que incluía um guarda-roupa enorme e a coisa mais pesada que eu já levantei sozinho. Não teríamos conseguido se não fosse a VALENTE ajuda do Nego e também, no dia seguinte, a parceria de ter emprestado a furadeira do sogro dele. Aparafusar todo aquele armário teria sido o suplício. Mesmo com furadeira, levamos umas quatro horas, em dois turnos.

Agradecimento eterno aos pais da Chi por nos terem dado teto por 3 meses e pouco. Economizamos uns dez mil dólares estando com eles nessa fase inicial da nossa volta à Austrália. Um pouco mais do que o dinheiro que gastamos para arrumar toda casa e o primeiro mês de aluguel e depósito. Mês mais caro da minha VIDA. Mas, UFA, certamente um dos meses em que mais faturei com trabalho. Cobriria os gastos, se não demorasse uns dois meses até eu receber todo o dinheiro. Esse mês, é apenas dia sete e já consegui dinheiro suficiente para cobrir os gastos essenciais. O que vier agora é lucro. Tô precisando de um lucro.

Em agosto, já que a torneira estava aberta, chutei o balde e aproveitei para comprar um celular novo. Estava usando o velho iPhone 3 do cunhado, estava me deixando na mão toda hora, bateria estava um lixo. Por isso, comprei um Google Nexus 4, por recomendação do CONCUNHADO. Estou bastante satisfeito. A bateria ainda é um problema, afinal, sendo um telefone tão GOSTOSO, tu acaba usando demais, o que mata a bateria. É inevitável. Ou seja: em dia de estar na rua, não ficar gastando bateria em BOBAGEM, apenas usar os essenciais. Mas é muito bom ter um telefone rápido, que realmente funciona. Em comparação ao iPhone, algumas grandes vantagens e quase nada de desvantagens. Tela gigante, rápido PRA BURRO, totalmente customizável, fácil de usar. Por exemplo, é só jogar vídeos de qualquer formato para dentro do celular e tocar pelo VLC sem medo algum, sem ter que ficar punheteando no iTunes para codificar os vídeos, passar para mp4, etc. IT JUST WORKS. Esse era o slogan da Apple. Tá perdendo espaço no mercado. Ah, também baixo o Sala de Redação direto ali, todos dias.

Só, outro problema, é que frita o uso da internet no celular. E ainda nessas primeiras semanas em casa sem internet residencial, torrei minha quota em uma semana. Acabei trocando de operadora, para uma que dá 2GB de data, ao invés dos 600 mega da Telstra. Grande empresa, essa tal de Exetel, indicação do Felipe. Também será nossa provedora de internet em casa. Maior serviço de atendimento ao consumidor, longuíssimo e explicados emails personalizados em menos de uma hora. Acho que o fato de eles não terem loja física ajuda: tudo centraliza no website e atendimento ao consumidor.

Em localização, a casa nova não podia ser melhor para mim. Estou a minutos de praticamente todos estúdios importantes de Sydney. Um dia depois de entrar nesse apê, fui chamado para um trabalho num estúdio a cinco minutos a pé, daqui. Um bom fotógrafo alemão, devo ter outros trabalhos com eles. O meu trabalho mais costumeiro fica a 15 minutos tranquilos de bicicleta. Bicicleta que eu acabei comprando, já também. Comprei uma usada, mas muito boa. Apenas 150 dólares, uma barbada. Branquinha, já amo ela, já coloquei meu adesivo. Mesmo com o DEDO DESTRONCADO, já andei pela cidade toda. Que delícia que é andar de bici por aí. Já tinha perdido 4kg com exercícios diários em Glenmore Park. Com essa bicicleta e as lombinhas marotas de Sydney vou voltar à melhor forma.

Já para a Chi, a localização não era essencial, até por que ela trabalha de casa e deve continuar assim no mínimo até o fim do ano, se não pra sempre. Mas acabamos nos surpreendendo bastante com as atrações do bairro. Alguns parquinhos simpáticos, tem um supermercado meia-boca a, literalmente, um minuto a pé da nossa porta dos fundos, do lado tem uma loja de bebidas (não sei se vocês sabe, mas aqui, como na Inglaterra, bebida alcoólica não é vendida em supermercado, só em lojas autorizadas e separadas). A dez minutos daqui, tem um café muito bonito chamado The Grounds of Alexandria. Sem contar as centenas de lojas gigantes, incluindo uma das minhas lojas favoritas do mundo: Bunnings Warehouse, vou lá quase todos dias. E o aeroporto fica tão perto que é mais barato pegar um táxi do que um trem. Já o centro de Sydney fica a 15 minutos pedalando. Uma barbada, mais rápido que o metrô.

O apartamento em si tá ficando bonito. Montamos um escritoriozinho maroto para a Chi trabalhar, a única coisa de essencial que falta é uma mesinha de centro e uma para colocar a TV em cima (no momento da postagem, já foi resolvido, encontrei uma barbada numa loja de usados, as duas combinando). E ver o que fazer com a sacada (comprei uma REDE, mas ainda não montei), mas esse é mais um plano que sairá da cabeça da Chi, a verdadeira mentora do esquema todo. Ah, também quero pendurar umas fotos emolduradas.

Em breve devemos convidar os vizinhos de prédio para uma janta de confraternização, parece que tem umas pessoas legais, é sempre bom conhecer e dar-se bem com os vizinhos. E, para deixar tudo perfeito, estou planejando uma partidinha semanal de futsal. Coloquei um anúncio no Gumtree e há interessados. Aê!

Barker

Eu achei que ia ter quatro dias trabalhando essa semana, acabei trabalhando cinco, seis se contar os jogos como bandeirinha no domingo. Já me deixa numa situação financeira parecido com as dos dois meses passados, com dezenove dias para acabar o ano.

Além de ajudar em castings, fui para Brisbane num bate-e-volta para assistir na fotografia de uma coruja, para um comercial. Coruja lindona, igual às do filme do Harry Potter. Além de fazer a assistência de fotografia e operar o computador onde descarregamos as fotos, tive que aproveitar cada momento livre para fazer um making of, que deve ser mandado para um editor profissional, vai ficar bonito, com certeza.

Na volta para Sydney, o voo atrasou duas horas, ficamos por lá, comendo, tomando uns drinks e nerdeando no Instagram(1, 2 e 3) :)

Na sexta-feira, fui fazer uns retratos para a empresa onde trabalha o Nego. A princípio, tinha orçado para fazer com luz natural, mas, por medo de tempo fechado, acabei conseguindo umas luzes emprestadas e vou dizer que o trabalho está ficando bem melhor do que a encomenda. Tá BONITO. Passei a noite retocando ontem e fiquei bem feliz com o resultado, até agora. Acho que vão gostar muito. Quando publicarem, postarei algumas. Por enquanto vai essa, sem retoque algum, do teste de luz (depois ficou melhor):

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No sábado, acabei sendo chamado para fotografar um casting para dois trabalhos. Claro, já que estou lá, aproveitei para fazer uma luz bonita. Fiquei o dia inteiro sozinho no estúdio, vieram apenas dez pessoas em sete horas que eu estive lá. Mas o dia estava lindo e fiquei trabalhando na mesa da rua, aproveitando o solzinho, ouvindo uma Laura Pausini (obsessão do momento, com a desculpa de aprender italiano). Um dos caras que vieram para o casting ficou uma hora ali conversando comigo sobre carros. Ele escreve para uma revista de carros e estou precisando comprar um. Ele tentou me convencer a comprar um Holden antigão, entre 64 e 69, desses que se pode alugar para filmes, neutralizando muitos dos custos. E me explicou como posso fazer para deduzir um monte de coisas dos impostos como gastos de trabalho. Muita gente que veio ali achou que eu morava naquela casa, QUEM DERA! HEh.

Nesse assunto, visitamos nosso futuro apartamento outra vez, para medir o lugar. Ficamos satisfeitos com a inspeção mais detalhada, antes só tínhamos visto por uns quatro minutos, já que estávamos numa correria para ver dez apartamentos em três horas. Agora fiz uma planta baixa no Photoshop, como tinha feito em Barcelona. Agora podemos começar a criar retângulos do tamanho dos móveis pretendidos e jogar ali, vendo possíveis posições. ADORO.

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Em cima, o andar debaixo. Embaixo, o andar de cima. As partes azuis (banheiros, guarda-roupas, corredor e cozinha, não precisam de móveis. A parte verde é uma sacada fechada. A rosa é a sala. Os degradês são as escadas. Laranja e roxo são os quartos. Um deles será escritório. Ainda não decidimos qual. Tem uns 70 metros quadrados, pelo que calculei. Mais que o dobro do apê de BCN. Upgrade!

Touch, I remember touch

Pois, agora que fechei um mês trabalhando constantemente, tive que me mexer pra conseguir um SMARTPHONE. Na loja da Telstra, não me deixaram pegar um plano a longo prazo, por não confiarem em mim, por eu não estar a tempo suficiente no país. Aí o irmão da Chi me conseguiu um iPhone antigo dele, já que ele acabou de pegar um novo. A coisa mais importante que eu precisava era ter um Google Maps na mão, caso, em algum trabalho, eu precise dirigir até um endereço que eu não conheça. Consequentemente, agora tenho uma conta no Instagram, que vocês, mesmo os que não participam da tal rede social fotográfica, podem conferir nesse endereço.

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Como o celular é antigo, a câmera não é das melhores, mas é divertido registrar algumas coisas que passariam em branco, de outra forma. Um pouco de fotos de backstage do que tem rolado por aqui.

Semana passada foi a melhor, em termos de trabalho, até agora. Fizemos dois trabalhos para a agência Leo Burnett, uma das maiores do mundo. Trabalhei em quatro dos cinco dias, incluindo uma viagem até Gold Coast para fotografar de cima de uma montanha russa, já que Sydney não tem montanha russa. Já posso dizer que fui pago para andar de montanha russa. No dia seguinte, voltamos para fotografar o resto da campanha dentro do estúdio. Uma campanha bem legal, estar dentro do estúdio de novo, Sun Studios, o mesmo estúdio que eu frequentava quando trabalhava aqui há cinco anos, foi muito gostoso, mas ao mesmo tempo me fez pensar em como teria sido massa se eu tivesse conseguido ficar na Australia em 2009. Esses quatro anos fora daqui realmente foram um limbo na minha vida profissional. Se eu tivesse ficado e continuado trabalhando como assistente, nesse momento já estaria possivelmente fotografando campanhas. Mas tudo bem, ainda dá pra recuperar esse tempo perdido. E Barcelona serviu para investir em outros QUESITOS dessa vida, como viagens, relacionamento e, o maior dos legados da cidade, a culinária. Mas não dá nem pra comparar em termos financeiros: no último mês, trabalhando apenas quinze dias, faturei o que eu faturaria em cinco meses no meu trabalho em Barcelona. É uma lavada. E fiz até um trampo de retocador. Engraçado como em mais da metade dos trabalhos que fiz aqui, fotografamos gente famosa, mas famosa na Austrália. Pra mim, são pessoas comuns. Essa mina, esse cara e esse aqui também.

Fico feliz em retomar o caminho que comecei, lá em 2006, trabalhando com gente foda, como Celso Chittolina. Tive a sorte de sempre cercar-me de vencedores, um dos conselhos que o Dr. Fábio Koff me deu pessoalmente, quando eu tinha 12 anos de idade (mentira). Trabalhar com o Sean Izzard é muito bom, além de ser um dos melhores fotógrafos da Austrália (por isso consegue clientes tão bons quanto Samsung), é um cara muito parceiro, de quem ainda vou aprender muito. E toda a equipe, incluindo produtoras, maquiadoras, estilistas e os outros assistentes com quem trabalhei, são muito gente fina. Em certo momento, dentro do estúdio, rolando foto afu e música boa, foi até um pouquinho emocionante, confesso.

Apenas uma sensação de estar fazendo a coisa certa, uma vontade de melhorar, de me aperfeiçoar. Não sou exatamente um perfeccionista, mas sempre me esforço bastante para dar o meu melhor, especialmente quando estou sendo bem pago por isso e trabalhando com gente que eu admiro. Acho que isso está sendo valorizado.

Agora que vou começar a receber pelos trabalhos que venho fazendo no último mês, vou colocar uma graninha de lado e remontar um kit de assistente/fotógrafo. Tenho uma lista gigante de coisinhas para comprar. Hoje de manhã desenhei um logo pra mim. Vou mandar fazer adesivinhos e calor em tudo que é meu. Vou colar um na testa da Chi.

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Ficou um pouquinho Dead Kennedys, tá bonitão. Vou mandar fazer um cartão, também.

Em uma nota surpreendente (até pra mim), tô pesquisando para comprar um carro, para poder usar em trabalhos. Tem muito carro decente aqui por menos de $5.000. E essa é a grande magia desse país: poder aquisitivo. Em um mês de trabalho, já tenho fundos para investir num carro. Nesse, caberia bastante coisa. Esse tá bonito. Mas tô apaixonado mesmo por essa delícia aqui. Se bem que, nessa faixa de preço, é tudo com quilometragem altíssima. Acho que vou ter que esperar um pouco.

Ah, também fiz já 6 jogos como bandeirinha e 4 como árbitro, todos aqui na região de Nepean. Como árbitro, até aogra, só fiz jogos de sub-14 (dois de meninos, dois de meninas), mas é legal, dá pra dar uma corridinha. Como bandeira, hoje fiz dois jogos de homens, all ages. Aí o bicho pega mais, mas fui bem, dei muitos impedimentos, marquei até um pênalti, que era do meu lado. E ainda exigí um cartão amarelo para um carrinho na minha frente.

E é isso, por hoje. Desculpe o abandono momentâneo. em geral, é bom sinal. O ritmo deve ser mais ou menos esse, mas abandonar de vez acho que nunca o farei.

E hoje é aniversário da minha mãe, 57 anos. Parabéns, Dona Sílvia!

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Gente de Porto Alegre

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Sexta-feira passada eu tinha uma hora para matar durante a tarde. Estava caminhando pela Ramiro Barcelos. De repente, tive uma ideia e comecei a procurar um lugar onde pudesse fazer fotos das pessoas passando na rua. Encontrei um fundo branco na frente de uma agência do Santander. Era uma parede protegido por sombra, mas que tinha uma boa luz refletida pelo chão.

Comecei a abordar as pessoas, dizendo que estava fazendo um trabalho pessoal experimental de fotografia, perguntando se elas se importavam em posar para uma foto.

Acabei ficando uma hora e meia ali, consegui fotografar vinte e cinco pessoas das mais diversas aparências, eu realmente não estava buscando nada específico, apenas pessoas que passavam e pareciam que aceitariam posar para a foto. Não peguei o nome de ninguém, algo que eu gostaria de ter feito, mas agora é tarde.

A única coisa que sei é que vários deles trabalham no Centro Clínico Gaúcho, pois reconheceram seus colegas nas fotos anteriores. E tem um cara que estudava no Dohms, o famoso Sorriso. Ele também era meu chefe de seção quando trabalhei nas eleições.

Enfim, achei legal o exercício, por parecer que foram fotografados num estúdio, pelo variedade de estilos e etnias. Seria legal se eu conseguisse localizar cada pessoa através do Facebook, para marcá-las.

Fiquei bastante em dúvida entre publicar as fotos coloridas ou nessa versão, p&b. Eu acho p&b legal, mas em algumas a cor ficaria massa. Fico na dúvida.

Mas enfim, gostei do resultado, talvez volte lá para produzir mais.

Agradeço imensamente à boa vontade dos que pararam por um minuto para posar para as fotos. E, se algum de vocês quiser que eu tire a foto dor ar, é só avisar. Desculpe se a “revelação” que eu usei deixa algumas pessoas menos atraentes, mas era pra seguir nesse clima.

Aqui o resto das fotos.

História mais engraçada da tarde: uma mulher chegou e disse que não conseguia sorrir por que tava com anestesia. Eu falei que não tinha problema, que fosse séria mesmo. Cinco minutos depois, outra disse que não conseguia sorrir. Eu falei “Ah, foi no dentista, também?” Não, tive um derrame. Putz!

Morning has broken

Caminho de casa até o trabalho, pela beira da praia, 6:50 da matina. Sempre tem uns chinelos pela orla ou minas saindo de festas com os sapatos de salto alto na mão. No trabalho, Quim, Joan e Omar.