Trabalho

Gente de Porto Alegre

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Sexta-feira passada eu tinha uma hora para matar durante a tarde. Estava caminhando pela Ramiro Barcelos. De repente, tive uma ideia e comecei a procurar um lugar onde pudesse fazer fotos das pessoas passando na rua. Encontrei um fundo branco na frente de uma agência do Santander. Era uma parede protegido por sombra, mas que tinha uma boa luz refletida pelo chão.

Comecei a abordar as pessoas, dizendo que estava fazendo um trabalho pessoal experimental de fotografia, perguntando se elas se importavam em posar para uma foto.

Acabei ficando uma hora e meia ali, consegui fotografar vinte e cinco pessoas das mais diversas aparências, eu realmente não estava buscando nada específico, apenas pessoas que passavam e pareciam que aceitariam posar para a foto. Não peguei o nome de ninguém, algo que eu gostaria de ter feito, mas agora é tarde.

A única coisa que sei é que vários deles trabalham no Centro Clínico Gaúcho, pois reconheceram seus colegas nas fotos anteriores. E tem um cara que estudava no Dohms, o famoso Sorriso. Ele também era meu chefe de seção quando trabalhei nas eleições.

Enfim, achei legal o exercício, por parecer que foram fotografados num estúdio, pelo variedade de estilos e etnias. Seria legal se eu conseguisse localizar cada pessoa através do Facebook, para marcá-las.

Fiquei bastante em dúvida entre publicar as fotos coloridas ou nessa versão, p&b. Eu acho p&b legal, mas em algumas a cor ficaria massa. Fico na dúvida.

Mas enfim, gostei do resultado, talvez volte lá para produzir mais.

Agradeço imensamente à boa vontade dos que pararam por um minuto para posar para as fotos. E, se algum de vocês quiser que eu tire a foto dor ar, é só avisar. Desculpe se a “revelação” que eu usei deixa algumas pessoas menos atraentes, mas era pra seguir nesse clima.

Aqui o resto das fotos.

História mais engraçada da tarde: uma mulher chegou e disse que não conseguia sorrir por que tava com anestesia. Eu falei que não tinha problema, que fosse séria mesmo. Cinco minutos depois, outra disse que não conseguia sorrir. Eu falei “Ah, foi no dentista, também?” Não, tive um derrame. Putz!


Morning has broken

Caminho de casa até o trabalho, pela beira da praia, 6:50 da matina. Sempre tem uns chinelos pela orla ou minas saindo de festas com os sapatos de salto alto na mão. No trabalho, Quim, Joan e Omar.


Visca Molins!

Meu colega de trabalho Joan joga futebol no que deve ser a quinta divisão da Espanha, no time do povo ao lado do dele, Molins del Rei. A Chi tinha ido para NYC e eu estava sozinho durante o fim de semana, por isso resolvi ir até Molins conferir o jogo do time dele, sobre o qual falamos bastante. Era um jogo importante, a temporada vem chegando ao seu final e seu time estava empatada com esse, concorrendo à promoção para a divisão acima. No jogo de ida, Molins ganhou fora de casa, o que gerou uma certa confusão, na qual Joan tomou uma porrada na cara. Isso apenas adicionava mais um tempero à partida.

Detalhe: aparentemente, 90% equipes pequenas da Catalunya têm uniforme vermelho e amarelo (cores da bandeira) e o uniforme reserva é preto.

Acabei chegando um pouquinho atrasado e me senti num dos poucos lugares disponíveis, fui descobrir ao final do primeiro tempo que sentei-me ao lado da mãe do Joan. Havia bom público. Quando cheguei, estava procurando o cabeça no campo, sabia que jogava de volante, mas não encontrei. Justo, pois estava sentado ao banco, de cara por não jogar justo no dia em que vários familiares e amigos foram vê-lo.

Joan é o camisa 6 das fotos.

Resultado: o canhoto camisa 8 foi o craque da partida com um bom gol de fora da área, Molins ganhou por 3 a 1 e joan conseguiu jogar uns 20 minutos no final, suficiente para cair e machucar a paleta. O importante é que ganhou! Dale Molins.


Protegido: Nice touch (senha: nome da minha banda)

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Off!

Semana passada aconteceu um evento de verão organizado pela empresa onde trabalho. Subimos a serra para uma espécie de resort e aí tivemos refeições, bebidinhas e atividades diversas, incluindo confeccionar um mosaico e gravar um videoclipe em estilo lipsync. Não estava mal.


Curro

Por algum motivo, tinha a câmera na mochila num dia desses de trabalho. Com a chegada da primavera, tá cada vez melhor sair nos intervalos para aproveitar o sol. Essa zona onde trabalho (Poblenou) é bem tranquila, não se vê um turista. Nas fotos, vemos:

1.A italiana Elisa, que trabalha de frente pra mim.
2.A italiana Alessia, que é minha melhor amiga do trabalho, com quem geralmente saio para tomar um chá ou ir até a praia. Ou apenas vamos para a sala de jogos para disputar um ping pong.
3.O dono do bar onde tomamos chá. O bar tá sempre vazio e ele não parece fazer a mínima questão de mudar isso.
4.Quim e Ferrán. Um senta ao meu lado todos os dias, o outro é meu querido superior.


Aparca

Ainda no dia de motorista.


A Mercedes-Benz

Domingo passado fiz um frilas que consistia em alugar um carro e sair por aí dirigindo-o. Servi de motora e modelo. Heh. Foi legal, se eu tivesse esse trabalho todo domingo de manhã, quando geralmente apenas se dorme, meu rendimento mensal aumentaria consideravelmente. A parte mais engraçada, porém, foi tentar fazer companhias alugarem um Mercedes para um cara de bigode e outro de cabelo pintado de branco.


Cedo madruga

Toda sexta-feira eu me arrependo de não ter levado a câmera para o trabalho, pois, quando saio, às três da tarde, o dia costuma estar bonito, o sol baixando em um ângulo bom, no inverno. Por isso levei na sexta passada e aproveitei para sair um pouquinho mais cedo de casa, para registrar o amanhecer do veranico que tá rolando nesse janeiro. De casa até a porta da empresa, com alguns colegas.


Privali@s

E aí, registrando, algumas fotos da belíssima festa de Natal da empresa, que foi há quase um mês. Foi numa quarta-feira, ou seja, ressaqueira do dia seguinte. Pelo menos tivemos a permissão para chegar às 11. ;)


Master of disaster

Como dá pra notar, comigo trabalhando, muito menos movimento por aqui.

Essa semana fecho dois meses no trabalho e já estou saindo de férias. Fui obrigado a pegar 5 dias de folga, acabei escolhendo a semana que vem, para aproveitar enquanto a mãe ainda está por aqui. Marcamos uma viagem bastante aleatória, com objetivo básico de fugir um pouco do frio que se acentua: estamos indo pra Marrakech, para passar a semana pré-Natal. Não sei bem o que esperar, só sei que comprei passagens e marquei um hotel. Ao menos alguma foto boa deve sair. ;)

O trabalho tá legal e melhorando: uma guria que não se dava comigo foi despedida (me senti como alguém que venceu um paredão do Big Brother) e rolaram umas reformulações, o que deixou um pessoal meio inseguro. Mas parece que o pior já passou.

Quarta-feira tivemos a festa de Natal da empresa e foi muito legal. Tema circense, muita comida interessante e bebida liberada pro pessoal, que bebeu demais, claro. No dia seguinte, tínhamos permissão pra chegar às 11 (normalmente começamos às 9). Mas ainda teve gente chegando às 11:30. Trabalhar de ressaca é sacanagem.


Chain of fools

Não fumar tem sido uma das coisas que mais me prejudicam socialmente nesse trabalho.

As pessoas se encontram na entrada do prédio pra fumar logo de manhã, eu só passo e dou um “oi”. Um grupo faz pausas a toda hora para um cigarro. Na hora do “café da manhã”, passam meia hora num bar enfumaçado. Eu tomo café da manhã em casa, antes de sair. Depois do almoço, enquanto a maioria vai para um bar tomar café e encher os pulmões de fumaça, eu vou para a sala de descanso deitar numa poltrona reclinável para ouvir música e dormir um pouquinho. No fim do dia, todos param na porta para fumar e conversas, eu vou buscar uma bicicleta na estação e vou embora.

-Num episódio de Friends, a Rachel começa a fumar só pra saber das fofocas no trabalho.

-Conheci uma guria em Londres que começou a fumar só pra poder ter breaks no pub onde trabalhava.

Não fumarei.


Privê

Bobagens no estúdio com os colegas, dois espanhóis, uma argentina e uma italiana.


Protegido: Let your honesty shine, shine, shine

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Relax, take your time

Em agosto, aparentemente, toda Espanha para e sai de férias. Por isso, tô meio ralado, tenho que esperar agora chegar setembro pra poder fazer o que eu planejava fazer: voltar a procurar trabalho até encontrar, depois de Copa do Mundo, de viagens, de mudança, etc. Paciência, falei com dois fotógrafos por telefone hoje e eles confirmaram: nem adianta mandar email ou ligar, ninguém vai responder. Afe. Bom, bora aproveitar o verão um pouquinho mais do que o previsto.


The rusty trombone

Feriadão passou, um carnaval de rua sem nenhum sentido que se instaurou nas ruelas de Barceloneta, nonstop, durante o feriadão. Barulheira, samba, fogos e bebedeira totalmente injustificados (não faço idéia do que seja a comemoração e nem tenho vontade de descobrir).

Pelo menos estava assim no sábado ao meio dia e ainda estava assim nessa segunda de noite, quando chegamos de viagem. Uma escapulida não-intencional porém PROVIDENCIAL.

Em breve falo mais sobre isso, já que amanhã devo começar a trabalhar num lugar meio xarope, vendendo televisores, câmeras e aparelhos de imagem. Um lance meio “Virgem de 40 anos“, como o Mala bem apontou. Vamos ver se vai dar certo.

Cheguei hoje do feriadão e vi QUINZE emails de uma espécie de supervisora explicando promoções, comissões e outras coisas absolutamente abstratas para alguém que nunca trabalhou no RAMO. Não tive a MÍNIMA condição de digerir qualquer coisa das dezenas de .docs, .ppts e .pdfs que ela me mandou. Pelo menos acho que serei pago para assistir a Copa em dezenas de televisores de alta resolução, o que não é nada mal.


Upelanza

1.Se tem uma coisa que eu não desejo nem pro meu pior inimigo é ter uma obra colada no seu prédio que começa a funcionar com britadeiras e serras circulares às oito da manhã. E ainda vai até o fim de junho.

2.Acho que brilhou um empreguinho pra me ocupar enquanto não encontro nada com fotografia publicitária. Na parte de equipamento fotográfico de uma grande loja de departamento espanhola. Trabalharia de tarde na maioria dos dias e ganharia comissão. A confirmar, ainda.

3.Comprei hoje ingressos pra noite de 19 de junho do festival Sónar, aqui em Barcelona. Vai rolar Hot Chip, LCD Soundsystem e Air.

4.Vídeo tosquinho que fiz para Dona Sílvia no Dia das Mães. A senha pra ver é “pipa”. A música de trilha é a preferida dela, não minha. ;)

5.Esqueci de dizer que foi a Chi que me apontou sobre o pôr-do-sol no prédio ontem, quando a gente subiu para fazer ioga.


Curtamente

Parabéns!


Be my samurai

Hoje recebi um email do SESC-RS avisando que fiquei entre os 10 primeiros colocados da categoria Fotógrafo Profissional.

Não ganhei os 2.000 reais, reservados apenas ao primeiro colocado, mas vou participar da exposição, que depois de Porto Alegre, passa por outras cidades do Estado. Legal, né?

Não sei qual dessas duas fotos foi a escolhida, mas eu votaria na do barco ao amanhecer, entre as duas.

Dia 22 de abril vai rolar um coquetel ali no SESC da Protásio, mas, por motivos óbvios, não poderei comparecer.

Ah, os três vencedores do VII Concurso SESC de fotografias:

Rudinei Kopp – categoria “Comerciário”

Diego Evangelista da Vara – Categoria “Profissional”

Niva Maria Scheid Pacheco – Categoria “Amador”


Vitae

Maoe. Depois de ser atrapalhado por um feriadão de Páscoa mais longo do que o esperado (mas muito bem aproveitado), começo a buscar por contatos com fotógrafos de Barcelona.

Agora, lá no meu portfolio, tá rolando um baixar currículo bacaninha, estilo cortesia da minha colega de quarto e excelente designer, como se pode ver nesse portfolio sensacional. Ela também estará buscando trampos a partir dessa terça.

Dedos cruzados! E quem souber de alguém que tem algum contato interessante para fotografia ou design gráfico (web design tá valendo), dá um grito.


Olho de pesh

Achei perdidas na minha Drop Box essas fotos feitas no quarto do hotel do trabalho em Brasília, com o Thomas. Diver.


Can you feel the light?

Uma coisa que vinha na minha lista de afazeres e que eu vinha adiando sempre era organizar o portfolio, afinal, em um site bonitinho. Por indicação do Pedro, resolvi usar o portfolio do Deviant Art. É branquinho, discreto e tem um sistema leve e fácil de usar. Curti.

Subi 4 galerias, para teste. Para ver, clique aqui.

Coisas a serem ainda avaliadas:

1.Tenho dúvidas quanto a essa foto da entrada. Não sei se não deveria colocar ali uma foto de qualquer outra coisa que não fosse meu olho. Por outro lado, acho que essa foto tá legal e mostrar meu instrumento de trabalho mais precioso (o olho, claro). Mas o que mais me incomodou foi a total semelhança daquela foto ali com essa foto aqui do Sean Izzard, um dos fotógrafos pra quem eu trabalhei em Sydney. É a foto do Facebook dele. Hmmm.

2.Edição é um troço ingrato, eu tinha escolhido umas fotos há duas semanas e deixado quieto. Fui olhar hoje e tinha mudado completamente de idéia. Mas enfim, vou mudando aos poucos.

Era isso por hora. 5:37, vou dormir.

PS: troquei essa foto da entrada. Que tal essa? Não sei. Sim, eu pareço um retardado.


You need somewhere to fall apart

O trabalho que vim fazer aqui está indo de vento em popa. Muito bem, tudo
excelente. Vamos acabar ainda antes do previsto, o que é bom. Temos passado o dia inteiro dentro de um belíssimo prédio apelidado de “Lata de Talco”, que é na verdade o prédio da Caixa Econômica Federal. Dentro dele, rolam uns vitrais muito do caralho, cada um representando um estado brasileiro, e é exatamente ali onde a gente tá baseado pra executar o trabalho. Os meus vitrais preferidos são os de Goiás, Rio de Janeiro e Brasília. Nas horas vagas, consegui sacar algumas fotos deles.


Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou

Em Brasília, dessa vez trabalhando afu. Excelente dia de trabalho hoje, amanhã será ainda melhor. Apesar de eu poder dormir por apenas 5 horas antes de pegar no batente novamente. Mas é para o bem.

Lembrei de uma música lado B dos Paralamas, que eu, estranhamente, sei rapear de CÓRE, até hoje, desde 1994, mesmo nunca tendo lido a letra.

Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor

Eles ficaram ofendidos com a afirmação
Que reflete na verdade o sentimento da nação
É lobby, é conchavo, é propina e jeton
Variações do mesmo tema sem sair do tom
Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei
Uma cidade que fabrica sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita gente pra pegar na saída

Pra fazer justiça uma vez na vida
Eu me vali deste discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado
Por um par se sapatos, um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
Se eu fosse dizer nomes, a canção era pequena
João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Rádio FM e televisão

Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou
São trezentos picaretas com anel de doutor

Tempos em que eu tinha uns 24 cd’s na minha coleção. “Vamo Batê Lata” em alta rotação.

De quebra, um vídeo velho porém genial:


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