Música

I want you to show me

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Um dos lugares da minha lista de viagens para a Chi era o litoral de Santa Catarina. Por uma decisão de grupo, que incluía meu vizinho Ricardo, acabamos vindo para o Rosa, uma boa praia, um belo exemplo do que é SC: vegetação densa, geografia (e provavelmente leis ambientais) que impede grandes construções muito perto da praia, ondas fartas. Marchamos um pouquinho em pousada, que não é a coisa mais barata do mundo, mas valeu a pena. 7 bons dias, que começaram com mau tempo, quando fizemos a caminhada do Rosa até o Ouvidor (caminho também conhecido como Terra Média), acompanhados de um fiel cãozinho (adoro quando isso acontece), mas depois embalaram bem, com sol forte. Tô todo descascado. Ainda tivemos a ilustre visita do Mala e sua namorada, no fim de semana.

Ficamos numa boa pousada, também. Muito limpa, com internet, perto da praia. Mas não vou colocar o link por que o dono não merece, é um patife.

Vale destacar a música da semana, em versão apresentada tocada mil vezes pelo Ricardo.

O resto das fotos, aqui.


O ano musical no SambaMaioral 2012

Fim do ano, hora de registrar o que mais rodou nesse ano musical. Na verdade, não foi um ano de muita música, especialmente, não foi um ano de muita música nova. No trabalho, por exemplo, a música deu lugar a entrevistas e documentários. Um pouco antissocial, mas foi o que rolou.

Por isso, a música ficou mais pra voltas de bicicleta e momentos pinçados do dia-a-dia. Como sempre, a estatística vem de um dos meus sites favoritos, o Last.fm.

Enquanto ano passado, Fleet Foxes liderou loucamente com mais de 1200 escutadas, esse ano a coisa ficou bem mais equilibrada, pois não houve um lançamento arrebatador como o Helplessness Blues. Os discos mais novos que colocaram artistas entre os mais escutados foram os de M. Ward, Father John Misty, Tallest Man On Earth e Beach House, todos artistas que eu já conhecia antes (FJM já conhecia pelo Fleet Foxes).

Picture 1

Já nas músicas isoladas, não tem nem o que dizer: uma playlist do meu iPod dominou, que foi a das minhas músicas instrumentais favoritas. Poucas conseguiram furar essa barreira, apenas uma delas sendo uma novidade, “Myth”, do Beach House, que ganha, automaticamente, o título de música nova do ano, pra mim.

Picture 2

Ah, esse ano teve o Mixcloud, também, que alguns ouviram e gostaram, mas que acabou sendo deixado de lado.

No que toca concertos, tivemos um Primavera inesperado, graças à caridade de Rodrigo Levino. Fora isso, poucos shows, mas bem escolhidos. Ficando velho, meio que cansei de ir a shows dos quais conheço menos de 80% das músicas.

Melhores do ano:

1.m83 @ Primavera Sound 2012
2.Bon Iver @ Poble Sec
3.Leonard Cohen @ Palau Sant Jordi
4.The Cure @ Primavera Sound 2012
5.Wilco @ Primavera Sound 2012
6.Noel Gallagher @ Razzmatazz
7.The Tallest Man On Earth @ Casino del Poblenou
8.Father John Misty @ Primavera Sound 2012


When they said “Repent”, I don’t know what they meant

Eu já tinha perdido a chance de ver dois shows do Leonard Cohen. Estava para perder a terceira. Sempre mesma desculpa: além de um pouco caro, é aquele show em arena, todo mundo sentado, assistindo ao show pelo telão (a não ser que tu pague um valor relativamente alto e consiga comprar a tempo alguma das cadeiras que ficam pertinho do palco).

Pois dois dias antes desse show em Barcelona, resolvi dar uma olhada na página do show no Last.fm e vi uma oferta de duas entradas em um lugar não tão longe por quase metade do preço. E resolvi comprar, de aniversário pra Chi, que não vai estar comigo no dia do aniversário dela, 4 de dezembro. Era um grupo de 6 amigos que iam ao show, mas duas pessoas não chegaram a tempo e eles venderam por barato, afinal, não tinha lotado. O cara que me passou os ingressos, assistimos ao show todos juntos, tem uma das profissões mais peculiares que já ouvi falar ao vivo: técnico de câmeras de segurança de um presídio.

Enfim, voltando ao show, foi legal, mas foi aquilo que eu esperava: arena. Deu até pra tirar uns cochilos em alguns momentos, cansadão que eu tava. Mas teve momento belíssimos, o show. Destacaria “Bird on a Wire”, em versão blueseira, “Who By Fire” em versão guitarra espanhola (um dos guitarristas dele é catalão) e “The Partisan”.

A banda dele realmente é muito boa, mas os solos de violino ficaram meio xaropes e repetitivos ainda na primeira parte do show. Mas respeitei demais o velho Leo, 78 anos, 30 músicas, esbanjando vitalidade (e o vozeirão de sempre). Entrava e saía do palco literalmente saltitando.

Dois dias depois, de quebra, ainda vimos o show do Tallest Man On Earth, que foi no Casino del Poblenou, um dos melhores lugares de Barcelona para shows intimistas. Já foi o quarto show dele que vi, então não empolgou MUITO. Mas foi legal, teve muitas coisas diferentes dos anteriores, incluindo uma versão no piano para “The Dreamer”.


I was not magnificent

27 de julho passado fomos ao esperadíssimo show do Bon Iver, no Poble Espanyol. Chegamos cedo, conseguimos um lugar no gargarejo, sentamos nas cangas, jogamos canastra até o começo do show da Beth Orton, que abriu. Foi legal, mas nem chegou a empolgar. Um par de músicas boas. Acho que a melhor foi “Concrete Sky”.

Com vinte minutos de atraso, entrou a banda toda, Bon Iver, 9 integrantes, incluindo dois bateristas. Foi um show muito bom, mas eu esperava ainda mais, poucas vezes transcendeu, ficou um pouco JAM em alguns momentos, disperso, com tanta gente no palco.

Melhores momentos pra mim foram a introdução, com sobreposição de vozes de “Woods”, depois o reggae desconstruído de “Minnesota, WI”, a versão diferente, mais pesada, de “Blood Bank” e o singalong de “Skinny Love”, a música que nunca falta nos shows deles, para que todos possam cantar junto o “MAMAMA MAMAMA MAAAA“.

A foto é desse site. Mais fotos, aqui e aqui.


Song Poop

Pois depois de muito observar o pessoal jogando pelo Facebook, recebi um desafio do meu irmão e resolvi tentar o tal joguinho, Song Pop.

E, claro, viciei um pouco. Na primeira semana completa de competições, ganhei de 20 dos 22 adversários que tive. Dos dois que me ganharam, tem uma mina desconhecida que jogou apenas um jogo e a outra pessoa eu não sei quem foi.

Desde que tenho iPod, sempre joguei uma versão “analógica” desse jogo, que é colocar o iPod todo, com suas vinte mil músicas, no shuffle e ir tentando descobrir quem toca. Tu pode dizer que é fácil por que o iPod é meu, mas, não se engane, eu não escutei nem 40% de tudo que tem no meu iPod. ;)

Joguei muito isso com o Nego na Austrália e também com a Chi.

Inclusive, num jogo outro dia com o Nego, Song Pop me roubou. Fiz até um print screen para comprovar, meu saldo de gols era melhor, pô:

BEM JOGADO, porém, Mr. Nigga.

E é isso. Quem quiser me desafiar, é só chamar lá no Faceblue. Aliás, coloquei uma regra: com gente desconhecida, só jogo até garantir uma vantagem de 3 pontos. Com gente conhecida, jogo até cansarem. ;)


MXC

Nova mixtape lá no Mixcloud.


A shot in the arm

Esse ano a gente tinha decidido saltar o Primavera. Enquanto ano passado a oferta de artistas que eu gostava bastante era infinita, o elenco desse ano deixava bastante a desejar, o que piorou ainda mais com a saída da Björk. Mesmo assim, por acaso, ganhamos um par de ABONOS do parceiro Rodrigo Levino, que, igual ao ano passado, veio para Barcelona para o festival. Um amigo dele não conseguiu vir e acabou deixando os ingressos com ele, que nos repassou espetacularmente, ao qual agradeço bastante o gesto.

Na quinta-feira, conferi:

1.Mudhoney – Como o palco do Death Cab From Cutie era longe demais, cheguei e fui conferir o Mudhoney. Bom show, com bastante hits e um público decente. “Touch me I’m sick”, “Suck You Dry” (que eu cantava com a falecida SENSIFER) e “When tomorrow hits” foram bem boas. Mas nada comparado ao show que vi deles no TEATRO DE ELIS, há uns 13 anos.

2.Wilco – Considero essa apresentação melhor que a que vi no London Scala em 2004. Destaque total para “Jesus, etc”. “A shot in the arm”, “Spiders” e At Least That’s What You Said” também foram demais.

3.The xx – BOM trio. Show CORRETO, se puxaram nos timbres iguais aos do disco. Esses caras são bons.

4.Franz Ferdinand – Vi as primeiras 6 ou 7 músicas e cansei. Boas músicas, apresentação pilhada, só hits, mas falta emoção na música do FF.

5.Spiritualized – Então corri pro outro lado do mundo pra ver o Spiritualized, um dos shows mais hypados do dia, que eu veria só por causa do “Ladies and gents”, cd que eu possuo e curto. Tava bom o show, mas era tarde pra burro e eu tinha que trabalhar no dia seguinte. Quando dei toda volta no Fórum e estava desacorrentando minha bicicleta, eles começaram a tocar “Ladies and Gentlemen We’re Floating in Space”.

Na noite da sexta-feira, resolvi me poupar para aproveitar melhor os shows que eu realmente queria conferir, The Cure e M83.

Ignorando Rufus Wainwright e Girls, deitamos para tirar uma sesta, eu havia colocado o despertador para 8:50 para chegar no show do The Cure pelas 21:40 e pegar um lugar bom, o show começava às 22:10. O problema foi exatamente ali em cima: a Chi acordou num sobressalto às 22:20. Fui olhar meu despertador, eu botei o despertador pra 8:50 am, não 20:50. Se fosse por mim, cansado pra caramba, seria exatamente o horário em que eu acordaria. Meu cansaço me sabotou.

Nos vestimos correndo e pegamos um táxi, conseguindo entrar no Parc del Fórum quando soava “Just Like Heaven”. Ou seja: perdemos “In Between Days”, “Lovesong” e “High”, das que eu realmente curto. Logo rolaram “A Forest”, com “Parabéns pra você” ao Simon Gallup, “Lullaby” (melhor música que eu vi), “The Walk” (frenética), “Friday I’m in Love” (especial ouvir essa música numa sexta-feira) e um monte de músicas outras que são muito parecidas e meio palhas. Na real, claramente sou fã de “Best of” do The Cure.

Quando terminou “Disintegration”, largamos correndo pra pegar um lugar privilegiado para o M83, sem saber que o show tinha sido atrasado em 30 minutos (todos horários eram rigorosamente respeitados). No bis do Cure, rolaram “Lovecats”, “The Caterpillar”, “Close to Me”, “Let’s Go to Bed” e “Boys Don’t Cry”, das que eu gosto. Pena ter perdido. Ao menos não tocaram “A Night Like This” e “A Letter to Elise”, não me perdoaria de ter perdido estas. Foram 36 músicas no total.

Mas dá pra dizer que valeu a pena ter conseguido um lugar no gargarejo do M83, por que foi o melhor show do festival. Caras FODA mesmo. Um dia verei de novo. Grandes músicos, especialmente o baterista. Destaque total para a expectativa: será que o cara vai entrar pro solo de saxofone em “Midnight City”? E entrou, triunfante. Maior emprego: fazer um solo de saxofone por noite.

No sábado, tínhamos viagem para Ibiza, então só deu tempo de ver Father John Misty, no auditório Rockdelux. Mas foi decepção, afinal era só ele no violão, sem banda. Eu gosto bastante dos arranjos daquele disco. Mas enfim, ele se esforçou bastante para entreter a platéia com piadas e macaquices. E acabou o Primavera, patrocinado por Rodrigo Levino.

No sábado de noite ainda tocariam Beach House (excelente disco novo) e Justice, mas enfim.


Strong Enough

Mixtape exclusiva de mulheres cantando solo.


Fita para Luiza

Aí uma mixtape feita especialmente para a minha recém-nascida sobrinha Luiza. Calminha, para não assustá-la.


You can call me Nancy

Mixtape saindo mais cedo essa semana, devido às celebrações da Páscoa. Clica aqui para escutar. Espero que gostem.


Poppetmusicmachine

Hoje é aniversário de dois anos meu e da Chi juntos, ao mesmo tempo dois anos meus vivendo em Barcelona e estamos viajando para comemorar. Se todos no mundo conseguissem encontrar uma pessoa tão boa para suas vidas, com certeza teríamos um planeta mais feliz. ;)

Te amo, Chi!

Divulgo aqui algumas fotos praticamente inéditas do primeiro dia em que nos conhecemos, lá pelo dia 7 de novembro de 2008. O lugar, Oxford Art Factory, em Sydney. São da câmera da Noelia, acho.

PS: Por isso mesmo, a mixtape da semana saiu mais cedo e vai dedicada a ela.


When someone great is gone

Nova mixtape do fim de semana, escutem lá. :)


Badfish

Já está lá no mixcloud a nova mixtape. Espero que gostem. :)


Thankful

Saiu a quarta mixtape, pra quem tiver afim. Vai dedicada aos veranistas de Imbé. ;)


I go home

Mixtape número 3 no ar, pra quem estiver afim de escutar algo diferente.


If you have to stay

Segunda mixtape tá no ar, pra quem tá naqueles dias de querer algo novo pra escutar no trabalho, etc. ;)

Há alguns pedidos para falar mais entre as músicas, mas por enquanto vou deixar para o final mesmo. Meu objetivo não é ficar falando, é mais mostrar algumas músicas talvez desconhecidas de bandas famosas, algumas bandas desconhecidas, coisas assim.

Vamos ver, de repente faço algum teste com uma faixa de fala no meio ou algo assim. Mas, se eu estou escutando, prefiro ter as músicas todas num talagaço, como uma mixtape de verdade.


Radio Gaga

Quando tinha lá uns 13, 14 anos, escutava bastante rádio (Poprock e Ipanema, principalmente, Atlêntida também). Sempre curti, tinha ilusão de poder ser DJ de rádio, escolher as músicas, etc. Mas com o declínio fatal das rádios e o súbito poder do império do mp3. Lá por 2000, quando a banda larga passou a ser mais popular e o Napsters e Soulseeks bombavam demais, a rádio começou a ser escanteada (graças à baixa qualidade, repetição insistente de músicas ruins, jabá). Eu cheguei a gravar um Clube do Ouvinte com o Claudio Cunha e a Katia Suman, na Ipanema, e fiz um programa legal com o Arthur de Faria na Poprock, mas nunca consegui de fato entrar no mundo das rádios. A troca do curso de Jornalismo pelo de Publicidade também ajudou nisso.

Pois já não é de hoje que a internet permite podcasts, mixtapes, etc, e me surpreende que eu nunca tenha parado para fazer algo assim. Há umas semanas, ouvi alguns cloudcasts do Douglas Dickel e pensei que poderia fazer parecido. Pois ontem, segundo dia do ano de 2012, organizei uma playlist e gravei um comentário besta ao final. Esse blog sempre foi em português e não pretendo mudar isso, mas achei correto colocar o podcast em inglês, para poder, de repente, ter ouvintes de fora do Brasil. Provavelmente não vai acontecer, mas enfim, deixa assim.

Quem quiser ouvir minha primeira experiência, é só clicar aqui (não descobri como colocar o widget diretamente no WordPress).

Na hora de gravar a parte falada, subi para o terraço, por que a casa estava cheia e eu tinha vergonha de gravar na frente de todo mundo. Era noite e tava frio, por isso o barulho de vento pegou no microfone em alguns momentos.

Mas gostei desse teste, pretendo manter esse programa a cada duas semanas.


2011 no meu iPod

Fim de ano, arredondando as estatísticas musicais do meu Last.fm, como de costume.

Muitos dos meus favoritos lançaram disco novo. Foram 12 os discos lançados em 2011 ouvidos mais de 10 vezes por mim. Em ordem de mais tocados:

Fleet Foxes – Helplessness Blues
Bon Iver – Bon Iver
M83 – Hurry Up, We’re Dreaming
Radiohead – The King of Limbs
Mogwai – Hardcore Will Never Die, But You Will
PJ Harvey – Let England Shake
My Morning Jacket – Circuital
The Strokes – Angles
Foo Fighters – Wasting Light
Bonnie Prince Billy – Wolfroy Goes To Town
Jens Lekman – An Argument With Myself EP
Boy and Bear – With Emperor Antarctica EP

Se nota como o download de mp3 cada vez mais banaliza a experiência de ouvir discos. Mesmo assim, acho que, em épocas de discos entre 15 e 20 reais, eu teria comprado uns oito desses.

Me recordo especialmente da expectativa para o lançamento do Be Here Now, do Oasis. Depois de GASTAR o Morning Glory desde o estouro mundial de “Wonderwall” e “Don’t look back in anger”, estavam todos muito ligados no próximo disco. Lembro de receber minha Showbizz pelo correio, ela continha uma descrição faixa-a-faixa do disco. O cara lia, ficava imaginando, depois de algumas semanas, comprava o CD, escutava lendo as letras, etc. Imagina quantas vezes eu escutei o Be Here Now em 1997. Dava um dedo para ter a estatística de músicas escutadas de toda vida.

Voltando a 2011, aqui os 20 artistas mais ouvidos esse ano no meu iPod:
 

1 Play
1,223
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643
3 Play
641
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563
6 Play
496
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10 Play
408
11 Play
390
12 Play
380
12 Play
380
14 Play
379
15 Play
346
16 Play
338
17 Play
326
18 Play
305
19 Play
300
19 Play
300

Fleet Foxes quase dobrando o número de rodagens do segundo lugar, Radiohead, que tem Bon Iver na cola. Destaque para NENHUM artista brasileiro no topo. Tem até dois argentinos, porra. Completando, 12 americanos, 5 ingleses e 1 sueco.

Aqui, as 20 músicas mais rodadas, muitas repetidas do ano passado:

1 Loved track
120
2 Loved track
119
3 Loved track
113
4 Loved track
110
5 Loved track
97
5 Loved track
97
7 Loved track
91
8 Loved track
86
8 Loved track
86
10 Loved track
85
11 Loved track
84
12 Loved track
83
13 Loved track
82
13 Loved track
82
15 Loved track
81
16 Loved track
80
17 Loved track
79
17 Loved track
79
17 Loved track
79
20 Loved track
78

“Albatross”, minha música preferida, segue no topo, perseguida de perto por outras 3 músicas instrumentais. Há mais duas instrumentais nas 20 primeiras.

Das 100 músicas músicas escutadas mais de 40 vezes esse ano, apenas 15 foram lançadas, de alguma forma, em 2011. A maioria é do disco mais escutado, o Helplessness Blues, do Fleet Foxes, que tive o prazer de ver ao vivo duas vezes recentemente.

Devendra Banhart – Brindo
Fleet Foxes – Blue Spotted Tail
Fleet Foxes – Bedouin Dress
Fleet Foxes – Lorelai
Fleet Foxes – Grown Ocean
Boy & Bear – Rabbit Song
Fleet Foxes – Battery Kinzie
Fleet Foxes – Helplessness Blues
Radiohead – Staircase (live From the Basement)
Fleet Foxes – Sim Sala Bim
Fleet Foxes – Montezuma
Bon Iver – Beth / Rest
Radiohead – Lotus Flower
Bon Iver – Calgary
Radiohead – Separator

Nem vou entrar em listar todos shows que vi esse ano, por causa do Primavera, mas acho que dá pra destacar os sete melhores:

1.Mercury Rev, Poble Espanyol, Primavera Sound Festival
2.Fleet Foxes, na sala Pau Casalls
3.Bonnie Prince Billy, no Casino del Poblenou
4.M. Ward, Parc Del Fórum, Primavera Sound Festival
5.Smashing Pumpkins, Razzmatazz
6.Mogwai, Casino del Poblenou
7.PJ Harvey, Parc Del Fórum, Primavera Sound Festival

Acho que é isso de música para 2011.


I just want to get there faster

Dia 6 fui ver Smashing Pumpkins ao vivo. Claro, não é mais D’Arcy, Jimmy Chamberlin e James Iha, mas pelo menos foi legal encontrar o Billy “Funéreo da Mão Vermelha” Corgan tão de perto (o Razzmatazz é bem menor que o Opinião, por exemplo).

Claro, depois de passar tanto tempo de relacionamento com companheiros de banda, se tu tem a chance de escolher as pessoas que vão tocar contigo, tu escolhe como quiser e não tem tanto direito de encher o saco dos caras. E acho que ele escolheu bem. A baixista nova, Nicole Fiorentino, é a típica gótica gatinha e pega pesado na palheta (ganhei uma dela, por sinal). O guitarrista novo (John Cusack japonês) é competente e discreto. Já o baterista é um monstrinho de 21 anos. Bem escolhido, aqui tem um vídeo dos primeiros testes com ele, a partir do minuto 5. Ele perdeu peso e tá mais estiloso agora. Ele ganhou bastante confiança, mas ainda olha pro Tio Billy buscando aprovação depois de alguma acrobacia difícil.

O palco tava bonitinho, apesar das luzes muito fortes, me faziam virar a cara de vez em quando (eu tava na primeira fila). O show em si foi massa, várias versões extendidas, solos, músicas novas (que tavam boas, mas o som tava meio bagunçado no começo, foi melhorado depois). Músicas preferidas do set: Siva, Window Paine, Frail and Bedazzled, Zero e Cherub Rock. Tonight, Tonight também foi massa. Aqui o setlist completo.

PS: a banda de abertura, Ringo Deathstarr, não mostrou nada de muito bom além da baixista bonita, alta, ruiva e nariguda.


Just to be out in this free again

Fomos ao show de Fleet Foxes nesse domingo. O show que vimos no Primavera só serviu de teaser, ver os caras num lugar fechado, com acústica excelente e setlist mais completo era necessário.

O lugar não poderia ser mais perfeito, a Sala Pau Casals do L’Auditori é um dos palcos mais luxuosos que eu já vi, próprio para um concerto de música clássica. Já o setlist decepcionou um pouquinho, por ter sido muito parecido com o do Primavera, adicionando algumas poucas, porém duas importantíssimas: “Bedouin Dress” e “Lorelai”. Acho que o setlist foi igual a esse.

Claro que a qualidade de som não se compara, as harmonias vocais foram demais, ajudadas pelo silêncio do público em momentos-chave, como “Blue Spotted Tail”. Outra grande lance do show foram as animações psicodélicas projetadas no fundo do palco. Bom demais, imagino que seja obra do irmão do vocalista, que é responsável por boa parte do visual da banda, incluindo o clipe de “White Winter Hymnal” e este outro aí embaixo, para mim uma das melhores músicas do show, que ganhou todo um significado depois desse clipe.

Músicas que eu queria que tocasse e nada: “Montezuma”, “Tiger Mountain Peasant Song” e “Meadowlarks”. Dispensáveis: “The Plains/Bitter Dancer”, “He doesn’t know why” e “Grown Ocean” (que tava bem caída ao vivo, dessa vez).

Destaque negativo foi a falta de sal da banda de abertura, Vetiver, de quem eu esperava bastante. Faltou pegada, pretensão, gana. Boo.


What power he has, only I know

27 de Outubro de 2011, grande concerto de Bonnie ‘Prince’ Billy no Casino de L’Aliança del Poble Nou. Uma dessas raras vezes em que se vê um artista completo, de verdade, fazendo o que melhor sabe. Claro que o setlist sempre poderia ser melhor, mas o lance foi tão bom que não dá nem para reclamar. Destaques as duas músicas novas, já classícos instatâneos, “Quail and Dumplings” e “Black Captain“, tocadas com muita reverência e capricho, merecendo até versões um pouco retrabalhadas. “Master & Everyone” também saiu bonita.

Outro fator muito positivo foi a presença de Angel Olsen. Poderia muito bem estar anunciado como “Will Oldham & Angel Olsen”, tal o protagonismo da moça, que não tem medo de ser feliz e solta a voz, poderosíssima.

Tenho como regra não levar minha câmera para shows, não gosto de perder a atenção tentando fazer um vídeo ou foto. Mas, como eu sabia que era um teatro, que veria o show sentadinho, resolvi arriscar. E não me arrependi, consegui algumas imagens belíssimas de momentos chave do concerto. Colei tudo em um vídeo e subi no Youtube, em HD.

A abertura ficou por conta de El Hijo, que é um projeto de um dos caras da BOA BANDA Migala. Não sabia, mas desconfiava, pela voz. Não curti, porém.


You’re Lionel Richie

Um dia depois, no mesmo lugar do Will Oldham, Mogwai. Estava vendo a banda pela quarta vez, mas o local fez tudo ser mais especial. Como tinha passado por uma cirurgia leve (retirei mais duas das trocentas bolinhas de gordura que tenho no tórax), consegui furar a fila e sentar bem na primeira fila. Pena que um IDIOTA MENDIGO ROCK’N'ROLL resolveu agitar a galera, pulando no corredor, entre as cadeiras, ganhou uma San Migué dos roadies e instigou a o pessoal a se levantar e ficar de pá na frente das cadeiras. Estragou meu show, tive que sair dali, antes que alguém me desse um CODO no rim. Mas bom show, com participação especial do Gruff Rhys (ex-Super Furry Animals), fazendo uma rara versão ao vivo de “Dial-Revenge”, que só poderia ser cantada por ele, em WELSH. Ele também fez o show de abertura, meio hippie.

Aqui o setlist completo. Destaques para “Xmas Steps” e “2 rights makes 1 wrong”.


Ai, fone

A Chi ganhou um iPhone do trabalho e dele saíram os únicos registro que ela fez do Primavera Sound. Eu não tentei entrar com a câmera em nenhum dia, primeiro pela comodidade de não estar carregando o peso a noite inteira e segundo pelo receio de ser barrado na entrada por considerarem a máquina profissional. Resolvi me abster e apenas curtir os shows. Aí algumas das fotos e também outras fotos aleatórias, incluindo o mais de meio quilo de amoras que eu colhi em árvores perto da praia. Estou com unhas e dedos manchados de roxo até agora. Fizemos uma torta. Precisa ser aprimorada, mas já foi gostosinha.


Waving Goodbye, I’m Not Saying Hello

Atenção: post mais para referência minha do que qualquer outra coisa.

E acabou, enfim, o tal Primavera Sound Festival. Nunca tinha ido em nenhum desses festivais que se passa a adolescência ouvindo falar e babando na escalação, tipo Reading, Coachella, Big Day Out (Planeta Atlântida não conta). Pois dessa vez o lineup era sedutor demais, não pude ignorar. Com certeza nunca tinha visto tantos shows em tão pouco tempo e é, sim, cansativo. Tem que se poupar bastante, sentar pra descansar o máximo que puder, senão vai faltar gás já no inicinho da madrugada, quando rolam alguns dos shows mais importantes. Vamos a comentários rápidos sobre cada show que eu consegui ver:

Quarta-feira:
Echo & The Bunnymen: por atrasos fora do meu controle (ver patroa), acabei conseguindo entrar em Poble Espanyol apenas para ver as últimas 3 músicas. Pelo menos deu pra ver “Lips Like Sugar” ao vivo. Já valeu alguma coisa.

Quinta-feira:


Of Montreal: show divertido e bastante competente desses bizarros.

Big Boi: me decepcionei um pouco ao ver que ele ia tocar sem banda, apenas com um DJ e um MC de apoio. Mesmo assim, show muito bom, cheio de dancinhas engraçadas e a presença de jovens do público balançando o popozão no palco. Rolaram algumas do Outkast, também. Agora, as 4 músicas que eu mais gosto do disco dele, ele não tocou, FDP.

Grinderman: conheço NADA da banda, mas resolvi dar uma olhada pela presença amedrontadora do Nick Cave. Como estava um pouco longe, sentado na grama, não entendi nada. Se estivesse no GARGAREJO, certamente, teria aproveitado bem mais.

The Walkmen: Acabei saindo de fininho para o palco Pitchfork para conferí-los. Consegui ver algumas músicas que eu gosto, incluindo “The Rat”. Bom vocalista.

Interpol: Primeiro show que fui ver no palco LLEVANT, que deveria ser chamando Palco Far Far Away. Era totalmente separado do resto, tinha que caminhar uns 15 minutos pra chegar lá e tava sempre lotadaço. Enfim, conseguimos ver o show de uma distância aceitável. BOM setlist, mas perdi as últimas três músicas para conseguir um lugar decente no show do Flaming Lips. “The New” foi foda. E é o terceiro show que vejo do Interpol, cada um com um baixista diferente.

Flaming Lips: um SHOW, como sempre. Mais do mesmo: versões prolongadas, balões coloridos, LÍNGUA-DE-SOGRA, meninas de vestidinho no palco. Wayne Coyne é um pirado desgraçado, um dos caras mais pilhados do mundo, parece que tá sempre viajando no ácido. Respeito muito, dizem que depois do show ele tava andando entre a galera, no festival, curtindo uns shows. Destaques para “Race for the prize”, “Do You Realize” e “She Don´t use Jelly”. Setlist aqui.

Poderia ter visto Girl Talk, que eu tinha bastante curiosidade, mas era às 4 da matina lá no palco afastado. Peguei minha bicicleta e fui pra casa.

Sexta-feira:

Como não fui trabalhar, acordei 13h e fiquei tranquilo, almocei, limpei a casa, tomei um banho de mar, tirei uma pestana na beira da praia. Acabei saindo pro festival só pelas 19h20 mesmo, até por que desisti de tentar entrar para ver Sufjan Stevens, que era às 17h, em um anfiteatro com entrada limitada. E depois teria que esperar mais de uma hora para meu próximo show de interesse.

M.Ward: Cheguei em cima da hora mas consegui um lugar muito na frente, não estava muito concorrido. Grande erro da galera: um dos melhores shows do festival, com certeza. M. Ward é um cara foda, a banda dele é muito massa, especialmente um tiozinho que toca violão e o guitarrista solo. FODA. Tocaram praticamente todas que eu gosto dele, incluindo “Whole Lotta Losin”, do Monster of Folk. Destaque para “Poison Cup”, a balada “Post War”, a canheira “Right in the Head” e a emocionante “To Go Home”, de Daniel Johnston. No fim, ainda rolou “Roll Over Beethoven”, para delírio da massa dançante.

The National: Mais uma vez por motivos de força maior, não consegui pegar um bom lugar para ver esse show que eu queria bastante. Não consegui chegar nem a 1km perto do palco, de tanta gente que tinha. Com um pouco de vento, se ouvia muito pouco. Tentamos escutar umas duas músicas, que pareciam excelentes (“Bloodbuzz Ohio” e “Mistaken For Strangers”) e desistimos.

Ariel Pink´s Haunted Grafitti: Acabamos indo ver esse showzinho aê. Valeu por ver “Round and Round”, que foi considerada melhor música do ano passado pela Pitchfork. Mesmo ela estava meio caída, banda meio bagunçada ao vivo, o vocalista é muito relapso.

Belle & Sebastian: Tiramos esse show para assistir sentados na grama, de longe. Mé. Tocaram uma música que eu conheço.

Explosions in The Sky: Interessante, mas quem já viu eles em um show próprio, com som bem regulado, sabe que é muito melhor do que aquilo ali.

Pulp: Tá certo que o Jarvis Cocker é um cara preza, que Pulp tem várias músicas boas, mas nada justifica todo o FRISSÔN que estava rolando. Muita gente, muita loucura. Não aguentei muito tempo, saí fora. Há rumores de que um cara pediu a namorada em casamento no meio do show, em um lance meio ensaiado com o JC.

Sábado:

O dia de destaque, para mim. Descansamos bem e chegamos às 17:15, faltando quize minutos para o início do primeiro show.

Tallest Man On Earth: O barulho de um show em outro palco prejudicou um pouco o início da apresentação, mas logo o foco foi retomado e foi um show legal, por ter sido bastante diferente dos outros dois que eu vi dele. Pela primeira vez, ele trouxe dois amigos para o palco para fazer umas versões full band das músicas do disco. Rolou “The Dreamer”, “King of Spain” e “There´s no leaving now”, com ele tocando um tecladinho. No final, a linda namorada dele (que é mais alta que ele) entrou no palco para o já tradicional dueto em “Thrown right at me”. Achei a seleção de músicas no final meio infeliz, apesar de “You´re going back” ter permitido o link com “By Your Side”, da Sade, que eu ainda não tinha visto ao vivo. Setlist aqui.

Fleet Foxes: Um dos shows mais esperados do festival. Ficamos no grade depois do show anterior para garantir a proximidade. Sucesso total, grande banda, belos cantores, um futuro brilhante pela frente. Um privilégio poder conferí-los ainda em estágio seminal. Destaques para “Grown Ocean” e “Ragged Wood”, furiosa, e “Helplessness Blues”. Podiam ter tocado bem mais tempo, mas havia um limite por causa do início do jogo do Barcelona (que eu nem fui ver, era no palco lá longe). Curti o moreno multi-instrumentalista, deve ter tocado uns nove instrumentos diferentes durante o show todo. Setlist.

Depois desses dois showzaços, descansamos um pouco. Sentamos nas escadas na frente do palco RayBan para conferir do se tratava o Einstürzende Neubaten, mas não agradou às minhas colegas de festival, o velho vocalista era meio CREEPY. Acabamos voltando pro palco San Miguel para garantir um lugar legal para o próximo show, que era dos bons.

PJ Harvey: Melhor do que eu esperava. Que mulher FODA, elegantérrima em seu vestido branco com penas presas no cabelo negríssimo. A banda dela é muito cancheira, só uns tiozinho tchuco. Baita show. Tocou todas as que eu gosto do bom disco novo e ainda várias antigas das mais pedidas. Destaques para “Big Exit” e “All and Everyone”. Setlist.

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Mogwai: É a terceira vez que vejo eles ao vivo (a primeira foi em 2002, no Rio), todos os shows bastante diferentes uns dos outros, mas esse foi especial. Palco gigante, uma massa hipnotizada, eles pareciam bastante empolgados. Recém tinham visto o jogo do Barcelona e parabenizaram os espanhóis pela vitória (o batera tava com a camisa do Barça). Excelente setlist, ajudado pelo fato de o último disco ser bom pra caralho. “Mogwai Fear Satan” pegou um galera com as calças na mão. Pessoalzinho batendo palma, de repente se cagaram nas calças.

Animal Collective: Sentamos para ver por dois minutos. Suficiente para decidir colocar a viola no saco e ir dormir.

E assim foi o último dia sediado no belo Parc Del Fórum, lugar mais do que ideal para um evento desse vulto.

Outros shows que queria, mas não consegui ver nem uma musiquinha sequer, por um motivo ou outro: Deerhunter, Shellac, James Blake, Battles, El Guincho e John Cale.

Domingo:

Depois de passar o dia deitado NU na areia de Sitges, tomei um banho de chuveiro ali mesmo e fui direto para garantir meu lugar na NOSEBLEED SECTION do show do Mercury Rev. Cheguei com duas horas de antecedência, para não ter erro, o que se mostrou bastante exagerado. Mas, em casos EXTREMOS como esse, precaução é o mínimo. Tive que suportar dois shows terríveis, My Teenage Stride e BMX Bandits (com o vocalista mais mala do mundo). Pelo menos tive a companhia do comparsa Rodrigo Levino para passar o tempo.

Mercury Rev: FODA DEMAIS. Um dos melhores discos dos anos 90 tocado de cabo a rabo, na ordem, com muito tesão e pegada extra. O vocalista transpirava uma empolgação contagiante, parecia uma FADA ALCOÓLATRA HIPERATIVA, ou o máximo que se pode chegar perto disso sem cruzar para o lado GAY da vida. Bebeu uma garrafa de vinho NO GARGALO durante do show. O setlist, igual a esse, fala sozinho. Peter Gabriel no final, mais a bela “Dark Is Rising” foi pra fechar com chave de ouro total o festival.

Até o início desse show, eu ainda estava fazendo os cálculos para distribuir os 170 euros investidos no ingresso para o festival entre as quase 20 bandas que eu conferi. Depois desse show, coloco todos os 170 no Mercury Rev e levo o resto de brinde. Show histórico para quem gosta da banda.

Para fechar a noite, hambúrguer pegado no Kiosco, para mostrar aos paulistanos como se fazer um burger bom, barato e de qualidade insuperável. Mas isso é assunto para outra hora.

Destaque negativo do festival: a total falha em funcionar dos cartões que se carregaria com euros e usaria para comprar bebidas e comidas. Fracasso gigante. Eu mesmo não gastei nada lá dentro, igualmente. Levei baguetes deliciosos de casa em todos os dias e não ingeri uma gota de álcool dentro do festival.

Destaque positivo: a pontualidade IRRITANTE e essencial no início de cada show.

PS: Aqui a cobertura mais profissional do Scream & Yell, daonde roubei a foto do Mercury Rev, feita pelo Marcelo Costa.

PS2: as outras fotos selecionadas dos shows, roubadas do Facebook da Pitchfork, foram clicadas pelos enviados especiais Shannon McClean e Morgan Levy. Mais fotos deles aqui.


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