2013 no ouvido

Pode-se dizer que em 2013 eu fui bastante relaxado, não procurei nada muito novo. Ouvi muita velharia, muita coisa que só se pode ouvir sozinho, em headphones. Incluindo aí trilha sonora da novela Tieta, músicas de Madonna e Laura Pausini e o artista sensacional que faz covers de trilha de videogame ACAPELLA, Smooth McGroove, que eu ouvi muito no meu iPod Shuffle, nos primeiros meses na Austrália, enquanto corria e suava para tentar perder os quilos que ganhei durante os cinco meses de férias no Brasil.

Ele e mais outros três foram artistas que escutei em 2013 que eu não vinha escutando antes: The Radio Dept, Rodriguez, Frank Ocean e Volcano Choir.

The Radio Dept eu só tinha ouvido na trilha sonora de Marie Antoinette, mas nunca tinha prestado atenção. Foi um dos casos em que explorar a biblioteca de outras pessoas no Last.fm vale a pena. Quando eu vejo uma banda sendo a mais escutada por uma pessoa, algo de bom ela tem que ter. Foi assim que descobri Of Montreal.

Rodriguez foi, obviamente, por causa do documentário. Frank Ocean é muito bom. E Volcano Choir, o disco antigo deles eu não tinha curtido, mas o novo é como se fosse um Bon Iver inédito. bom demais, com certeza o disco novo que mais ouvi este ano.

Os discos novos que mais escutei:

algums2013

Volcano Choir – Repave
Vampire Weekend – Modern Vampires of The City
Daft Punk – Random Access Memories
Cass McCombs – Big Wheel and Others
Arcade Fire – Reflektor
Rodrigo Amarante – Cavalo
The National – Trouble Will Find Me

Esses são mais antigos, mas ficaram no topo da lista em 2013, muito rodados:
old2013
Frank Ocean – Channel: Orange
Radio Dept – Clinging to a Scheme
Deftones – Koi No Yokan
Father John Misty – Fear Fun
Sixto Rodriguez – Cold Fact

Aquela que recebe o troféu e música mais rodada de 2013: Smooth McGroove – Dire Docks Acapella

Seguida de perto por Laura Pausini – Destinazione Paradiso, vício meu, motivado pela minha vontade de aprender italiano.

A música de 2013 que eu mais escutei é na verdade um cover de um hit, The Stepkids – Get Lucky.

E a música SÉRIA de 2013 que eu mais escutei, vem apenas em décimo quarto na lista geral: Volcano Choir – Acetate. Muito boa, porém.

Aqui os resumos do Last.fm, para registro:

E, para fechar o ano, fiz um Mixcloud com algumas das músicas mais apresentáveis que eu escutei este ano.

Destaque para Jig-Saw Puzzle, dos Stones. Eu adoro Rolling Stones, gosto mais deles que de Beatles, mas nunca escutei toda discografia. Estou fazendo isso aos poucos. Então, todo ano, descubro uma música nova para mim. Essa maravilha é a do ano.

Como disse, tem muita coisa que escuto de maneira PRIVADA, em headphones. Os meus dois momentos de escutar música atualmente são bem definidos:

1.Em estúdio, com um monte de gente, trabalhando, com playlists pré-definidas ou feitas na hora. Como é muita coisa variada, como se fosse um rádio, essas músicas acabam não entrando nas estatísticas do Last.fm

2.Nos fones, enquanto ando de bicicleta. Nesse caso, limita um pouco ao que tenho no celular, que só tem 16GB de espaço. Não tenho mais levado meu iPod pra rua – na verdade tenho usado o coitado muito pouco, ele tá meio capenga (pausa sozinho se estou em movimento). Só uso quando escuto em casa, com ele paradinho, ligado às caixas de som.

Sobre shows, nada a declarar, tenho quase certeza de que não fui em nenhum em 2013, talvez pela primeira vez nos últimos 20 anos. Posso estar enganado.

I want you to show me

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Um dos lugares da minha lista de viagens para a Chi era o litoral de Santa Catarina. Por uma decisão de grupo, que incluía meu vizinho Ricardo, acabamos vindo para o Rosa, uma boa praia, um belo exemplo do que é SC: vegetação densa, geografia (e provavelmente leis ambientais) que impede grandes construções muito perto da praia, ondas fartas. Marchamos um pouquinho em pousada, que não é a coisa mais barata do mundo, mas valeu a pena. 7 bons dias, que começaram com mau tempo, quando fizemos a caminhada do Rosa até o Ouvidor (caminho também conhecido como Terra Média), acompanhados de um fiel cãozinho (adoro quando isso acontece), mas depois embalaram bem, com sol forte. Tô todo descascado. Ainda tivemos a ilustre visita do Mala e sua namorada, no fim de semana.

Ficamos numa boa pousada, também. Muito limpa, com internet, perto da praia. Mas não vou colocar o link por que o dono não merece, é um patife.

Vale destacar a música da semana, em versão apresentada tocada mil vezes pelo Ricardo.

O resto das fotos, aqui.

O ano musical no SambaMaioral 2012

Fim do ano, hora de registrar o que mais rodou nesse ano musical. Na verdade, não foi um ano de muita música, especialmente, não foi um ano de muita música nova. No trabalho, por exemplo, a música deu lugar a entrevistas e documentários. Um pouco antissocial, mas foi o que rolou.

Por isso, a música ficou mais pra voltas de bicicleta e momentos pinçados do dia-a-dia. Como sempre, a estatística vem de um dos meus sites favoritos, o Last.fm.

Enquanto ano passado, Fleet Foxes liderou loucamente com mais de 1200 escutadas, esse ano a coisa ficou bem mais equilibrada, pois não houve um lançamento arrebatador como o Helplessness Blues. Os discos mais novos que colocaram artistas entre os mais escutados foram os de M. Ward, Father John Misty, Tallest Man On Earth e Beach House, todos artistas que eu já conhecia antes (FJM já conhecia pelo Fleet Foxes).

Picture 1

Já nas músicas isoladas, não tem nem o que dizer: uma playlist do meu iPod dominou, que foi a das minhas músicas instrumentais favoritas. Poucas conseguiram furar essa barreira, apenas uma delas sendo uma novidade, “Myth”, do Beach House, que ganha, automaticamente, o título de música nova do ano, pra mim.

Picture 2

Ah, esse ano teve o Mixcloud, também, que alguns ouviram e gostaram, mas que acabou sendo deixado de lado.

No que toca concertos, tivemos um Primavera inesperado, graças à caridade de Rodrigo Levino. Fora isso, poucos shows, mas bem escolhidos. Ficando velho, meio que cansei de ir a shows dos quais conheço menos de 80% das músicas.

Melhores do ano:

1.m83 @ Primavera Sound 2012
2.Bon Iver @ Poble Sec
3.Leonard Cohen @ Palau Sant Jordi
4.The Cure @ Primavera Sound 2012
5.Wilco @ Primavera Sound 2012
6.Noel Gallagher @ Razzmatazz
7.The Tallest Man On Earth @ Casino del Poblenou
8.Father John Misty @ Primavera Sound 2012

When they said “Repent”, I don’t know what they meant

Eu já tinha perdido a chance de ver dois shows do Leonard Cohen. Estava para perder a terceira. Sempre mesma desculpa: além de um pouco caro, é aquele show em arena, todo mundo sentado, assistindo ao show pelo telão (a não ser que tu pague um valor relativamente alto e consiga comprar a tempo alguma das cadeiras que ficam pertinho do palco).

Pois dois dias antes desse show em Barcelona, resolvi dar uma olhada na página do show no Last.fm e vi uma oferta de duas entradas em um lugar não tão longe por quase metade do preço. E resolvi comprar, de aniversário pra Chi, que não vai estar comigo no dia do aniversário dela, 4 de dezembro. Era um grupo de 6 amigos que iam ao show, mas duas pessoas não chegaram a tempo e eles venderam por barato, afinal, não tinha lotado. O cara que me passou os ingressos, assistimos ao show todos juntos, tem uma das profissões mais peculiares que já ouvi falar ao vivo: técnico de câmeras de segurança de um presídio.

Enfim, voltando ao show, foi legal, mas foi aquilo que eu esperava: arena. Deu até pra tirar uns cochilos em alguns momentos, cansadão que eu tava. Mas teve momento belíssimos, o show. Destacaria “Bird on a Wire”, em versão blueseira, “Who By Fire” em versão guitarra espanhola (um dos guitarristas dele é catalão) e “The Partisan”.

A banda dele realmente é muito boa, mas os solos de violino ficaram meio xaropes e repetitivos ainda na primeira parte do show. Mas respeitei demais o velho Leo, 78 anos, 30 músicas, esbanjando vitalidade (e o vozeirão de sempre). Entrava e saía do palco literalmente saltitando.

Dois dias depois, de quebra, ainda vimos o show do Tallest Man On Earth, que foi no Casino del Poblenou, um dos melhores lugares de Barcelona para shows intimistas. Já foi o quarto show dele que vi, então não empolgou MUITO. Mas foi legal, teve muitas coisas diferentes dos anteriores, incluindo uma versão no piano para “The Dreamer”.

I was not magnificent

27 de julho passado fomos ao esperadíssimo show do Bon Iver, no Poble Espanyol. Chegamos cedo, conseguimos um lugar no gargarejo, sentamos nas cangas, jogamos canastra até o começo do show da Beth Orton, que abriu. Foi legal, mas nem chegou a empolgar. Um par de músicas boas. Acho que a melhor foi “Concrete Sky”.

Com vinte minutos de atraso, entrou a banda toda, Bon Iver, 9 integrantes, incluindo dois bateristas. Foi um show muito bom, mas eu esperava ainda mais, poucas vezes transcendeu, ficou um pouco JAM em alguns momentos, disperso, com tanta gente no palco.

Melhores momentos pra mim foram a introdução, com sobreposição de vozes de “Woods”, depois o reggae desconstruído de “Minnesota, WI”, a versão diferente, mais pesada, de “Blood Bank” e o singalong de “Skinny Love”, a música que nunca falta nos shows deles, para que todos possam cantar junto o “MAMAMA MAMAMA MAAAA“.

A foto é desse site. Mais fotos, aqui e aqui.

Song Poop

Pois depois de muito observar o pessoal jogando pelo Facebook, recebi um desafio do meu irmão e resolvi tentar o tal joguinho, Song Pop.

E, claro, viciei um pouco. Na primeira semana completa de competições, ganhei de 20 dos 22 adversários que tive. Dos dois que me ganharam, tem uma mina desconhecida que jogou apenas um jogo e a outra pessoa eu não sei quem foi.

Desde que tenho iPod, sempre joguei uma versão “analógica” desse jogo, que é colocar o iPod todo, com suas vinte mil músicas, no shuffle e ir tentando descobrir quem toca. Tu pode dizer que é fácil por que o iPod é meu, mas, não se engane, eu não escutei nem 40% de tudo que tem no meu iPod. ;)

Joguei muito isso com o Nego na Austrália e também com a Chi.

Inclusive, num jogo outro dia com o Nego, Song Pop me roubou. Fiz até um print screen para comprovar, meu saldo de gols era melhor, pô:

BEM JOGADO, porém, Mr. Nigga.

E é isso. Quem quiser me desafiar, é só chamar lá no Faceblue. Aliás, coloquei uma regra: com gente desconhecida, só jogo até garantir uma vantagem de 3 pontos. Com gente conhecida, jogo até cansarem. ;)

A shot in the arm

Esse ano a gente tinha decidido saltar o Primavera. Enquanto ano passado a oferta de artistas que eu gostava bastante era infinita, o elenco desse ano deixava bastante a desejar, o que piorou ainda mais com a saída da Björk. Mesmo assim, por acaso, ganhamos um par de ABONOS do parceiro Rodrigo Levino, que, igual ao ano passado, veio para Barcelona para o festival. Um amigo dele não conseguiu vir e acabou deixando os ingressos com ele, que nos repassou espetacularmente, ao qual agradeço bastante o gesto.

Na quinta-feira, conferi:

1.Mudhoney – Como o palco do Death Cab From Cutie era longe demais, cheguei e fui conferir o Mudhoney. Bom show, com bastante hits e um público decente. “Touch me I’m sick”, “Suck You Dry” (que eu cantava com a falecida SENSIFER) e “When tomorrow hits” foram bem boas. Mas nada comparado ao show que vi deles no TEATRO DE ELIS, há uns 13 anos.

2.Wilco – Considero essa apresentação melhor que a que vi no London Scala em 2004. Destaque total para “Jesus, etc”. “A shot in the arm”, “Spiders” e At Least That’s What You Said” também foram demais.

3.The xx – BOM trio. Show CORRETO, se puxaram nos timbres iguais aos do disco. Esses caras são bons.

4.Franz Ferdinand – Vi as primeiras 6 ou 7 músicas e cansei. Boas músicas, apresentação pilhada, só hits, mas falta emoção na música do FF.

5.Spiritualized – Então corri pro outro lado do mundo pra ver o Spiritualized, um dos shows mais hypados do dia, que eu veria só por causa do “Ladies and gents”, cd que eu possuo e curto. Tava bom o show, mas era tarde pra burro e eu tinha que trabalhar no dia seguinte. Quando dei toda volta no Fórum e estava desacorrentando minha bicicleta, eles começaram a tocar “Ladies and Gentlemen We’re Floating in Space”.

Na noite da sexta-feira, resolvi me poupar para aproveitar melhor os shows que eu realmente queria conferir, The Cure e M83.

Ignorando Rufus Wainwright e Girls, deitamos para tirar uma sesta, eu havia colocado o despertador para 8:50 para chegar no show do The Cure pelas 21:40 e pegar um lugar bom, o show começava às 22:10. O problema foi exatamente ali em cima: a Chi acordou num sobressalto às 22:20. Fui olhar meu despertador, eu botei o despertador pra 8:50 am, não 20:50. Se fosse por mim, cansado pra caramba, seria exatamente o horário em que eu acordaria. Meu cansaço me sabotou.

Nos vestimos correndo e pegamos um táxi, conseguindo entrar no Parc del Fórum quando soava “Just Like Heaven”. Ou seja: perdemos “In Between Days”, “Lovesong” e “High”, das que eu realmente curto. Logo rolaram “A Forest”, com “Parabéns pra você” ao Simon Gallup, “Lullaby” (melhor música que eu vi), “The Walk” (frenética), “Friday I’m in Love” (especial ouvir essa música numa sexta-feira) e um monte de músicas outras que são muito parecidas e meio palhas. Na real, claramente sou fã de “Best of” do The Cure.

Quando terminou “Disintegration”, largamos correndo pra pegar um lugar privilegiado para o M83, sem saber que o show tinha sido atrasado em 30 minutos (todos horários eram rigorosamente respeitados). No bis do Cure, rolaram “Lovecats”, “The Caterpillar”, “Close to Me”, “Let’s Go to Bed” e “Boys Don’t Cry”, das que eu gosto. Pena ter perdido. Ao menos não tocaram “A Night Like This” e “A Letter to Elise”, não me perdoaria de ter perdido estas. Foram 36 músicas no total.

Mas dá pra dizer que valeu a pena ter conseguido um lugar no gargarejo do M83, por que foi o melhor show do festival. Caras FODA mesmo. Um dia verei de novo. Grandes músicos, especialmente o baterista. Destaque total para a expectativa: será que o cara vai entrar pro solo de saxofone em “Midnight City”? E entrou, triunfante. Maior emprego: fazer um solo de saxofone por noite.

No sábado, tínhamos viagem para Ibiza, então só deu tempo de ver Father John Misty, no auditório Rockdelux. Mas foi decepção, afinal era só ele no violão, sem banda. Eu gosto bastante dos arranjos daquele disco. Mas enfim, ele se esforçou bastante para entreter a platéia com piadas e macaquices. E acabou o Primavera, patrocinado por Rodrigo Levino.

No sábado de noite ainda tocariam Beach House (excelente disco novo) e Justice, mas enfim.

Poppetmusicmachine

Hoje é aniversário de dois anos meu e da Chi juntos, ao mesmo tempo dois anos meus vivendo em Barcelona e estamos viajando para comemorar. Se todos no mundo conseguissem encontrar uma pessoa tão boa para suas vidas, com certeza teríamos um planeta mais feliz. ;)

Te amo, Chi!

Divulgo aqui algumas fotos praticamente inéditas do primeiro dia em que nos conhecemos, lá pelo dia 7 de novembro de 2008. O lugar, Oxford Art Factory, em Sydney. São da câmera da Noelia, acho.

PS: Por isso mesmo, a mixtape da semana saiu mais cedo e vai dedicada a ela.

If you have to stay

Segunda mixtape tá no ar, pra quem tá naqueles dias de querer algo novo pra escutar no trabalho, etc. ;)

Há alguns pedidos para falar mais entre as músicas, mas por enquanto vou deixar para o final mesmo. Meu objetivo não é ficar falando, é mais mostrar algumas músicas talvez desconhecidas de bandas famosas, algumas bandas desconhecidas, coisas assim.

Vamos ver, de repente faço algum teste com uma faixa de fala no meio ou algo assim. Mas, se eu estou escutando, prefiro ter as músicas todas num talagaço, como uma mixtape de verdade.

Radio Gaga

Quando tinha lá uns 13, 14 anos, escutava bastante rádio (Poprock e Ipanema, principalmente, Atlêntida também). Sempre curti, tinha ilusão de poder ser DJ de rádio, escolher as músicas, etc. Mas com o declínio fatal das rádios e o súbito poder do império do mp3. Lá por 2000, quando a banda larga passou a ser mais popular e o Napsters e Soulseeks bombavam demais, a rádio começou a ser escanteada (graças à baixa qualidade, repetição insistente de músicas ruins, jabá). Eu cheguei a gravar um Clube do Ouvinte com o Claudio Cunha e a Katia Suman, na Ipanema, e fiz um programa legal com o Arthur de Faria na Poprock, mas nunca consegui de fato entrar no mundo das rádios. A troca do curso de Jornalismo pelo de Publicidade também ajudou nisso.

Pois já não é de hoje que a internet permite podcasts, mixtapes, etc, e me surpreende que eu nunca tenha parado para fazer algo assim. Há umas semanas, ouvi alguns cloudcasts do Douglas Dickel e pensei que poderia fazer parecido. Pois ontem, segundo dia do ano de 2012, organizei uma playlist e gravei um comentário besta ao final. Esse blog sempre foi em português e não pretendo mudar isso, mas achei correto colocar o podcast em inglês, para poder, de repente, ter ouvintes de fora do Brasil. Provavelmente não vai acontecer, mas enfim, deixa assim.

Quem quiser ouvir minha primeira experiência, é só clicar aqui (não descobri como colocar o widget diretamente no WordPress).

Na hora de gravar a parte falada, subi para o terraço, por que a casa estava cheia e eu tinha vergonha de gravar na frente de todo mundo. Era noite e tava frio, por isso o barulho de vento pegou no microfone em alguns momentos.

Mas gostei desse teste, pretendo manter esse programa a cada duas semanas.

2011 no meu iPod

Fim de ano, arredondando as estatísticas musicais do meu Last.fm, como de costume.

Muitos dos meus favoritos lançaram disco novo. Foram 12 os discos lançados em 2011 ouvidos mais de 10 vezes por mim. Em ordem de mais tocados:

Fleet Foxes – Helplessness Blues
Bon Iver – Bon Iver
M83 – Hurry Up, We’re Dreaming
Radiohead – The King of Limbs
Mogwai – Hardcore Will Never Die, But You Will
PJ Harvey – Let England Shake
My Morning Jacket – Circuital
The Strokes – Angles
Foo Fighters – Wasting Light
Bonnie Prince Billy – Wolfroy Goes To Town
Jens Lekman – An Argument With Myself EP
Boy and Bear – With Emperor Antarctica EP

Se nota como o download de mp3 cada vez mais banaliza a experiência de ouvir discos. Mesmo assim, acho que, em épocas de discos entre 15 e 20 reais, eu teria comprado uns oito desses.

Me recordo especialmente da expectativa para o lançamento do Be Here Now, do Oasis. Depois de GASTAR o Morning Glory desde o estouro mundial de “Wonderwall” e “Don’t look back in anger”, estavam todos muito ligados no próximo disco. Lembro de receber minha Showbizz pelo correio, ela continha uma descrição faixa-a-faixa do disco. O cara lia, ficava imaginando, depois de algumas semanas, comprava o CD, escutava lendo as letras, etc. Imagina quantas vezes eu escutei o Be Here Now em 1997. Dava um dedo para ter a estatística de músicas escutadas de toda vida.

Voltando a 2011, aqui os 20 artistas mais ouvidos esse ano no meu iPod:
 

1 Play
1,223
2 Play
643
3 Play
641
4 Play
607
5 Play
563
6 Play
496
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492
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432
9 Play
413
10 Play
408
11 Play
390
12 Play
380
12 Play
380
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379
15 Play
346
16 Play
338
17 Play
326
18 Play
305
19 Play
300
19 Play
300

Fleet Foxes quase dobrando o número de rodagens do segundo lugar, Radiohead, que tem Bon Iver na cola. Destaque para NENHUM artista brasileiro no topo. Tem até dois argentinos, porra. Completando, 12 americanos, 5 ingleses e 1 sueco.

Aqui, as 20 músicas mais rodadas, muitas repetidas do ano passado:

1 Loved track
120
2 Loved track
119
3 Loved track
113
4 Loved track
110
5 Loved track
97
5 Loved track
97
7 Loved track
91
8 Loved track
86
8 Loved track
86
10 Loved track
85
11 Loved track
84
12 Loved track
83
13 Loved track
82
13 Loved track
82
15 Loved track
81
16 Loved track
80
17 Loved track
79
17 Loved track
79
17 Loved track
79
20 Loved track
78

“Albatross”, minha música preferida, segue no topo, perseguida de perto por outras 3 músicas instrumentais. Há mais duas instrumentais nas 20 primeiras.

Das 100 músicas músicas escutadas mais de 40 vezes esse ano, apenas 15 foram lançadas, de alguma forma, em 2011. A maioria é do disco mais escutado, o Helplessness Blues, do Fleet Foxes, que tive o prazer de ver ao vivo duas vezes recentemente.

Devendra Banhart – Brindo
Fleet Foxes – Blue Spotted Tail
Fleet Foxes – Bedouin Dress
Fleet Foxes – Lorelai
Fleet Foxes – Grown Ocean
Boy & Bear – Rabbit Song
Fleet Foxes – Battery Kinzie
Fleet Foxes – Helplessness Blues
Radiohead – Staircase (live From the Basement)
Fleet Foxes – Sim Sala Bim
Fleet Foxes – Montezuma
Bon Iver – Beth / Rest
Radiohead – Lotus Flower
Bon Iver – Calgary
Radiohead – Separator

Nem vou entrar em listar todos shows que vi esse ano, por causa do Primavera, mas acho que dá pra destacar os sete melhores:

1.Mercury Rev, Poble Espanyol, Primavera Sound Festival
2.Fleet Foxes, na sala Pau Casalls
3.Bonnie Prince Billy, no Casino del Poblenou
4.M. Ward, Parc Del Fórum, Primavera Sound Festival
5.Smashing Pumpkins, Razzmatazz
6.Mogwai, Casino del Poblenou
7.PJ Harvey, Parc Del Fórum, Primavera Sound Festival

Acho que é isso de música para 2011.

I just want to get there faster

Dia 6 fui ver Smashing Pumpkins ao vivo. Claro, não é mais D’Arcy, Jimmy Chamberlin e James Iha, mas pelo menos foi legal encontrar o Billy “Funéreo da Mão Vermelha” Corgan tão de perto (o Razzmatazz é bem menor que o Opinião, por exemplo).

Claro, depois de passar tanto tempo de relacionamento com companheiros de banda, se tu tem a chance de escolher as pessoas que vão tocar contigo, tu escolhe como quiser e não tem tanto direito de encher o saco dos caras. E acho que ele escolheu bem. A baixista nova, Nicole Fiorentino, é a típica gótica gatinha e pega pesado na palheta (ganhei uma dela, por sinal). O guitarrista novo (John Cusack japonês) é competente e discreto. Já o baterista é um monstrinho de 21 anos. Bem escolhido, aqui tem um vídeo dos primeiros testes com ele, a partir do minuto 5. Ele perdeu peso e tá mais estiloso agora. Ele ganhou bastante confiança, mas ainda olha pro Tio Billy buscando aprovação depois de alguma acrobacia difícil.

O palco tava bonitinho, apesar das luzes muito fortes, me faziam virar a cara de vez em quando (eu tava na primeira fila). O show em si foi massa, várias versões extendidas, solos, músicas novas (que tavam boas, mas o som tava meio bagunçado no começo, foi melhorado depois). Músicas preferidas do set: Siva, Window Paine, Frail and Bedazzled, Zero e Cherub Rock. Tonight, Tonight também foi massa. Aqui o setlist completo.

PS: a banda de abertura, Ringo Deathstarr, não mostrou nada de muito bom além da baixista bonita, alta, ruiva e nariguda.