Arquivo por Autor

Organizando

Fiz uma compilação das minhas fotos mais queridas e joguei nesse tumblr aqui. Acho que ficou bonito. Espero que gostem.


2 weeks in

IMG_4190

IMG_4194

IMG_4231

IMG_4280

IMG_4309

IMG_4368

IMG_4426

IMG_4435

IMG_4481

IMG_4533

IMG_4563

IMG_4579

IMG_4589

IMG_4622

IMG_4646

IMG_4647

IMG_4657

IMG_4663

IMG_4674

IMG_4709

IMG_4719

IMG_4722

IMG_4734

IMG_4747
Então hoje faz duas semanas que chegamos na Austrália. A princípio, estamos na casa dos pais da Chi, até ter um trabalho fixo e, aí sim, achar um lugar legal pra morar. Mas vai dar.

O mais essencial já foi feito com facilidade nos primeiros dias:
1.Revi Titanic e Nego, conheci sua querida namorada Gemma.
2.Comprei um computador novinho em folha, um MacBookPro bonitinho.
3.Com a ajuda do Titanic e seus parceiros da MacStore, consegui consertar meu computador antigo, que tá servindo como HD de backup e tela extra para assistir seriados.
4.Tenho um número de celular.
5.Abri conta em banco. Levou 15 minutos. Por isso que a Chi ficou tão frustrada quando passamos uma hora e meia tentando resolver umas bobagens no Banco do Brasil. Fora que pra entrar ela teve que ficar NUA, quase. Enquanto aqui o banco nem tem porta, é como uma loja qualquer do shopping. Afinal, não tem dinheiro vivo, praticamente.
6.Refiz contatos com o pessoal com quem já tinha trabalhado na outra oportunidade em Sydney.
7.Estou organizando CV e portfolios.

Algumas vezes fomos pra cidade de carro, leva pouco mais de uma hora. conseguimos estacionar na frente da casa do Nego e passamos o domingo lá. Quando vamos pra City, no mínimo é pra passar o dia todo.

Já peguei o trem daqui de Glenmore Park pro centro cidade, que fica a 50km. O trem em si é tranquilo, bem suave e silencioso, leva pouco menos de uma hora até a Central Station. Tendo um livro ou computador, passa rapidinho. E custa 9 dólares, ida e volta. O único problema é ir da casa até a estação Penrith. Única opção plausível: de carro. Ou alguém dá uma carona, ou dá pra deixar o carro de graça no estacionamento da estação. São 9km daqui até a estação. Dá 10 minutos de carro. De bicicleta, levaria meia hora. Não é ideal, mas por enquanto é o que dá, pra não ter que pagar aluguel. E os pais da Chi nos tratam super bem, claro.

Nas fotos, algo da vizinhança, algo da cidade, uma visita à vó dela (que tem uns carros velhos enferrujados no pátio e umas dez bicicletas, ela não joga nada fora), um churrasco de formatura com direito a cordeiro inteiro no espeto, em homenagem a um primo dela que virou policial, visita a Elizabeth Bay, à bela morada do amigo Nego, janta no amigo Radge, um almoço com ex-colegas de trabalho da Chi em Manly (tentação de ir morar lá) e, fechando, gostosíssimo churrasco de domingo na Maison Yusuf, para o dia das mães. Fui encarregado do hummus. :)

O resto das fotos, aqui.


Castor Agradável

Apenas mais uma seleção das melhores buscas do Google que acabaram chegando no meu blog:

sola de pneu (ref FASANO, Victor)
renato portaluppi pelado
ter um sono de porcaria
‘meu dente ficando preto”
hoje nem é sexta, foda to de ferias
nick cave do album mais feliz de bigode tropical
beirinha com a perna cheia de bicho em nova iguaçu
oque e isso quando comeca umas bolhas na maovermelha e dolorida
prostitutas na rua garibaldi em porto alegre
praia do cagalhão
vontade de dar um soco na cara
futebol libertadores gremio antipato
como eu bato punheta com meu primo
tiazinha dormindo de camiseta
tem pessoas que adora me ver sofrer
cortando o próprio cabelo homem
dub zero – castor agradável video
veja o paraglider aterrisando no restaurante chou de bola
velhosdecueca

Poesia pura.

A busca mais intrigante, por ter sido feita 74 vezes e não fazer nenhum sentido: “ber supermercado de nuasok de”.

E a busca que mais levou gente ao meu blog no último ano: “girino”. 261 vezes.


Last goodbyes

IMG_2383

IMG_2991 copy

IMG_3182 copy

IMG_3892 copy

IMG_3983 copy

IMG_4052 copy

Fora isso tudo, teve aniversario de um ano da minha fofura de sobrinha Luiza, que foi bem legal, uma boa oportunidade para ver alguns familiares que ainda não tinha conseguido ver nessa passagem pelo Brasil. E também de me despedir de vários outros.

Ultima semana serviu para acertar últimas coisinhas burocráticas de bancos e procurações e carteiras de motorista. Também passei dez dias lendo 8 diários da minha mãe, de 1980 a 1988. Muita coisa legal, especialmente as frases que soltávamos quando pequenos. E ainda alguns dias marcantes na história do Brasil, como trocas de moedas, jogos da Copa do Mundo e o titulo do Grêmio na Libertadores. 28 de Julho de 1983: “Hoje teve um jogo importante. Está todo mundo feliz. Tu, Beto, te assustou com os foguetes, deu ate’ pena.” Como ela escrevia todos os dias, qualquer fato minimamente relevante era citado. Um belo documento. Li como se fosse um seriado, temporada, por temporada, umas duas horas antes de dormir, todos dias. Como eu também estava no apartamento onde se passaram muitas das cenas, foi uma imersão total. Sonhava com aquilo toda noite.

E também fazer as malas, pegar algumas coisinhas encomendadas pelos amigos de Australia e, claro, festas de despedida no último fim de semana. Sexta no DNA com os amigos, domingo almoço na mamãe e janta na titia. Grandes presenças, incluindo a minha querida Vó Iolanda, que pra sair de casa é um parto. Dizer tchau pra todos é sempre um sufoco, mas tudo bem, eu já deveria estar acostumado.

E foi isso. Agora estamos no meio do voo de Santiago para Sydney, na expectativa dessa nova vida na Australia. Sorte pra nós! Volta e meia passo aqui para deixar alguma notícia.

Aqui, o resto das fotos.


Flight 666

IMG_2584 copy

IMG_2607 copy

IMG_2628 copy

IMG_2630 copy

IMG_2651 copy

IMG_2688 copy

IMG_2696 copy

IMG_2726 copy

IMG_2756 copy

IMG_2792 copy

IMG_2846 copy

IMG_2852 copy

IMG_3453 copy

IMG_3456 copy

IMG_3766 copy

Depois que voltamos da viagem de um mês pelo Brasil, tínhamos apenas três semanas para aproveitar o que dava da família, dos amigos e de Porto Alegre. Muito videogame com os irmãos, muita comida, algumas interações com bons amigos.

No primeiro sábado, tivemos um dos melhores e mais ensolarados dias no Brasil. Ao meio-dia, comemos com minha mãe. Dali, fomos ao Aeroclube do Rio Grande do Sul, onde o capitão Ricardo Scussel Lonzetti nos levou para um belo voo panorâmico. Até eu pilotei um pouquinho o avião, todo tosco, mas pilotei.

Depois, fomos até Belém Novo, na casa do parceirão Gabriel. A Chi adorou a casa e a família dele. Ficou daquele jeito que eu sempre fico quando vou lá. Bombom e Conrado crescerão para ser grandes caras. Na volta, passamos na casa dos pais da Leto, para tirar uma foto do querido Herrera, o supercachorro dela, e acabamos entrando um pouquinho para conversar com seus queridos pais. Na seqüência, esticamos a noite na casa do grande amigo Iuri, um dos points mais quentes de toda Porto Alegre. Um dia perfeito.

Aqui, o resto das fotos, que também incluem uma visita à minha querida vó, ao consultório do Dr. Luiz Pinto, namorado da minha mãe, à casa do irmão do Nego, Sr. Fernando CP e seu filhote Gabriel e um passeio pela Redenção.


Boipeba

IMG_1181

IMG_1214

IMG_1222

IMG_1260

IMG_1373

IMG_1409

IMG_1417

IMG_1495

IMG_1590

IMG_1701

IMG_1706

IMG_1735

IMG_1821

IMG_1838

IMG_1903

IMG_1920

IMG_1932

Depois de 15 horas entre vans, ônibus e barcos, chegamos à Ilha de Boipeba. Graças às dicas da Charlene: uma van saiu do Vale do Capão às 20:30, pegamos o bus em Palmeiras as 22 horas, chegando a Feira de Santana as 4:30 da matina. Conectamos com o ônibus das 5:25, que nos deixou  em Valença às 9:30, para correr ao cais para pegar lancha rápida às 10 da manhã. Depois de carregar as malas por 20 minutos sob o sol escaldante, entramos na pousada pelas 12:00. Ufa!
 
A princípio, ficaríamos uns 3 dias em Morro de São Paulo e 3 dias em Boipeba. Por causa de algumas mudanças nas datas de Recife, acabamos ficando com menos dias para a Bahia, por isso acabamos cortando Morro de SP. Acho que acabou ficando melhor assim. Boipeba é uma ilhazinha ao sul de Morro de SP. Não há carros. O céu é estrelado demais. A lua estava cheia, fazendo o mar brilhar em prateado, marcando uma sombra dura na areia. Espetacular.
 
A maior parte do tempo passamos na praia da Cueira, emoldurada por belas e intermináveis palmeiras. Com o avanço gradual da maré, as palmeiras da primeira fileira se dobram em direção ao mar, criando providenciais sombras na praia.
 
Restaurantes recomendados: Restaurante da Analia (perto do portinho) e o Panela de Barro (mais para o centro da vila dos locais).
 
Ficamos hospedados na Pousada Tassimirim, por indicação do amigo Christian. Bom café da manhã, nos dois primeiros dias foi até atendimento exclusivo, pois eramos os únicos hospedes. Mas o grande hit da pousada é a localização. A 15 minutos caminhando do centrinho, 5 minutos da praia do Tassimirim, 25 minutos da Cueira. E a prainha da frente da pousada também quebra o galho, para ver o pòr do sol de dentro da agua quentíssima.
 
Valeu a pena, como fechamento da parte tropical da viagem. Dali, pegamos a lancha rápida, depois um ônibus até Bom Despacho, daonde pegamos a balsa para Salvador. E um táxi para o hotel, que ficava perto do Aeroporto, daonde saiamos para SP na manha seguinte. Pegamos um hotelzinho meia boca, mas que tinha piscina, café da manhã e uma papagaia muito simpática que cantava “Ilari-lari-è, Ò, Ò, Ò”.
 
E vou dizer: em toda viagem pela Bahia, incluindo os lugares mais interioranos e solitários, nunca senti qualquer especie de ameaça à segurança. Muito mais seguro do que os bairros mais abastados de Porto Alegre.

O resto das fotos, também beneficiadas pela recuperação dos arquivos, está aqui. Como o computador estragou no meio da estadia em Boipeba, acabei repetindo algumas fotos no último dia.


Movies Roundup

Fiquei um tempo sem postar os filmes que tenho visto, mas anotei. Faz tanto tempo que não lembro bem a impressão que tive no dia, por isso não deveria acumular tanto sem escrever. Aí vão:

Django – Entretenimento puro. Se pensar demais, estraga. Mais um show do Christopher Waltz. Nota 9.0

Silver Linings Playbook – Divertido. Vale a pena conferir. Nota 8.8

Looper – Bom filme. Nota 8.5

Sleepwalk With Me – Estranho, tem algumas coisas boas. Nota 8.2

Searching for Sugarman – Geralmente, quando vejo documentários, são muito bons. Esse não é exceção. Excelente. Dica do Firpo, dou a dica da mesma maneira que ele deu: vejam sem medo e, principalmente, sem ler nada sobre. Vai que é maravilha. Que história! Que homem! Que vida! Nota 9.5

Spring Breakers – A maioria das pessoas vai achar esse filme uma merda, por que é uma merda. Mas eu estava sofrendo de jetlag e curti a trilha sonora e as cores, o James Franco mucho lôco, hilariante, fiquei dançando na cadeira, curtindo o visual. Não recomendo, mas eu gostei. Também, fui numa pré-estreia gratuita, a convite da irmã da Chi, que trabalha com cinema. Nota 8.5

Flight – Esse filme tava na minha lista de filmes para ver, por acaso fui procurar na lista do voo Santiago – Sydney. Jurei que não teria, afinal, fala de um acidente aéreo. Mas tinha. E eu assisti no avião. Legal, mas esperava mais. Também, ver filme sem legenda no avião é um saco, só se ouve uns 60% das palavras. Nota 8.5


Chapada Diamantina

IMG_0127

IMG_0214

IMG_0325

IMG_0358

IMG_0397

IMG_0461

IMG_0579

IMG_0590

IMG_0693

IMG_0767

IMG_0807

IMG_0833

IMG_0843

IMG_0906

IMG_0912

IMG_1006

IMG_1058

IMG_1072

IMG_1122

IMG_1138

Então chega a parte que parecia mais complicada da viagem: o interior da Bahia. Chegando em Salvador, pegamos um taxi na pressa, para conseguir pegar o ônibus das 13:00. Perdendo esse, o próximo bus para a Chapada Diamantina sairia às 16:30, chegando là apenas 22:30, meio tarde demais para um lugar desconhecido. Depois de uma agradável viagem de 6 horas por chuvas torrenciais, nuvens lindas, sol forte, chegamos a Lençóis, a “capital da Chapada Diamantina”. Por indicação, resolvemos passar apenas uma noite ali, já que é um lugar mais turístico. Na real, so’ ficamos ali por que o transfer para o Vale do Capão não era dos melhores naquela hora.

Jantamos em um dos restaurantes locais, Quilombola, o que não foi nada mal. Comi um escondidinho de charque. Dormimos na Pousada Lua de Cristal, que é bastante honesta e faz questão de ter tudo exatamente como na descrição do Booking.com. Na manhã que tivemos na bonita cidadezinha, fizemos uma trilha para um lugar chamado Ribeirão do Meio. Há uma piscina natural para banho e uma especia de tobogã natural, numa pedra bem gasta. É época de seca, então a descida era meio dura nas ancas, mas deu pra se divertir e a caminhada foi tranquila.

Voltamos à pousada, tomamos um banho rápido e partimos pra rodoviária de Lençóis, para pegar o ônibus para Palmeiras, que atrasou uma hora, que gastamos comendo e tomando um suco gigante. Uma hora de viagem até Palmeiras, onde nos esperava uma van. O preço da viagem de Palmeiras ao Vale do Capão é de R$10, mas como éramos apenas 4, acabou ficando R$17 por pessoa. Pelo menos nos deixaram na porta da Pousada Pé No Mato, onde passaríamos três noites. Boa pousada, bastante limpa e correta, com café da manhã bem decente.

O grande destaque do Vale do Capão, fora o lindo céu estrelado e a beleza natural, ficou para seus pequenos restaurantes. Fomos ao Masala, Savi Café e à Pizzaria Capão Grande. Todos com comida vegetariana, todos excelentes, todos com gostosos sucos naturais, a conta mais cara foi de 32 reais, para duas pessoas. Assim dá gosto de ir a restaurantes. E todo pessoal dos restaurantes muito amáveis, sempre passei pelo menos 10 minutos conversando com donos ou cozinheiros ao fim das refeiçoes. Mas o melhor de todos foi a Pizzaria Capão Grande, que tem apenas dois sabores de pizza, um doce e um salgado. Uma pizza pequena serve tranquilamente duas pessoas e custa R$18. Um suco de meio litro sai por R$4. E ainda tem um chá muito gostoso, cortesia da casa. Maravilhoso lugar. Ah, eles também servem um mel-pimenta, criação do dono da pizzaria, que é genial.

No primeiro dia, acabamos não fazendo muito, ficamos pelo centrinho, entre os bêbados argentinos, vendo o jogo do Brasil, tomando uma cerveja barata. Quanto às trilhas, pegamos leve, só fizemos aquelas que não precisavam de guia.

- Angelica/Purificação: Combinamos com um argentino chamado Leo de irmos juntos. Acabamos não encontrando a sua casa, que ficava no meio do caminho, então seguimos viagem sozinhos. Acabamos encontrando a trilha sem problemas. O grande destaque foi a cachoeira da Purificacao, que, apesar de seca, ainda caia forte na paleta de quem se pusesse embaixo. Uma massagem violentíssima da natureza, a agua caindo como pedras fofas no pescoço, nas costas. Uma experiência intensa. Na volta, pela estrada de chão batido, ainda conseguimos uma carona de um arquiteto chamado Jaime e um surfista pedreiro de Foz do Iguaçu que sabia todos os cantos da Geral do Grêmio (e era a cara do James Franco, se o James Franco tivesse dentes tortos e uma barba ruiva de mendigo). De noite, encontramos os dois no concerto do centro da cidade (e’ impossível ver uma pessoa no Vale apenas uma vez) e pagamos uma cerveja.

- Cachoeira da Fumaça: Combinamos com uma portuguesa (Sara) e dois irmãos alemães (Félix e Rjonna) que conhecemos no ônibus de Salvador (e fizeram o trecho Lencois – Capão a pe’) para fazer a caminhada ate’ a Fumaça juntos. É uma caminhada bastante puxada no início (um subidão de pedras gastas, escorregadias), mas que fica tranquila depois da primeira hora de suor intenso. Mas vale a pena: a vista de cima da Cachoeira da Fumaca é realmente impressionante. Aqueles que não sofrem de vertigo agudo não resistirão à tentação de deitar no chão e rastejar até pender a cabeça para fora do penhasco. Olhando para baixo, se vê que a água que corre não chega a tocar o solo, evapora antes. Por isso o nome, Fumaça. Alguns mais corajosos, chegam a sentar na pedra, com as pernas balançando. 

Feita toda a provação da cachoeira, é hora de relaxar e curtir a água gelada da corredeira. Mas não dá pra relaxar muito. Reza a lenda (James Franco) que, em tempos de seca, pode acontecer uma chuva em outro lugar, gerando a tal TROMBA D’ÁGUA. O vento para, ouvem-se estrondos, como pedra batendo, cada vez mais perto. Um volume de água, a primeira água da chuva, que desce como um pequeno tsunami e varre tudo que estiver no leito do rio. Se estiveres muito perto da garganta da cachoeira, é bem provável que a água te leve. E a chance de sobreviver é nula, afinal, a água não chega ao chão, mas tu vai chegar, garantido. Dizem que duas pessoas já foram levadas pela tromba d’água. Também há a história do cara que foi de carro até o início da trilha, subiu sozinho, fumou um baseado e se atirou. Histórias do Vale. A volta foi quase tão difícil, porém mais rápida.

-Rio das Rodas: No último dia disponível, a pousada nos deixou guardar as mochilas e prometeu um banho no fim do dia. Então aproveitamos para ficar pelo centro, observando uma roda de capoeira d’angola. Cansamos daquilo e, por insistência da mina da pousada, caminhamos ao Rio das Rodas, o que valeu muito a pena. Era mais perto do que pensávamos, um lugar bem bonito e tranquilo. Tinha só uma outra menina lá, parecia uma sereia, sozinha, olhando o sol. 

E assim acabou a nossa exploração desse lugar muito especial, que se diferencia pelo espíirito de comunidade, sustentabilidade, parceria. Enquanto em lugares tão perto dali (Lençóis) alguns locais se oferecem para te guiar por duas quadras com a justificativa de que é “muito complicado chegar lá’”, qualquer pessoa no Vale está mais do que pronta para te desenhar uma mapinha para chegar nas piscinas e cachoeiras.

Ainda não sei se conseguirei recuperar as fotos do HD do meu computador que pifou, as únicas que tenho acesso são aquelas do dia da Fumaça, por que dei uma cópia num USB para os nossos companheiros de trilha.

O resto das fotos, aqui.

PS: Com a ajuda do amigo Titanic e seus comparsas de MacStore, consegui recuperar não apenas os arquivos, mas também o computador. Maravilha.

panoramic


SPS2 (not)

(Por problemas técnicos, vou desrespeitar a ordem cronológica da viagem e falar de São Paulo antes da Bahia – ainda tenho esperanças de recuperar inteiramente os arquivos da Chapada Diamantina e de Boipeba)

IMG_1961

IMG_1983

IMG_2023

IMG_2046

IMG_2066

IMG_2090

IMG_2105

IMG_2135

IMG_2146

IMG_2158

IMG_2155

IMG_2176 copy

IMG_2201 copy

IMG_2212 copy

IMG_2308 copy

A última parada da nossa interminável viagem por esse Brasil, completando 7 estados visitados, o que faz a Chi conhecer mais estados do que a maioria dos brasileiros: 8 dias em São Paulo.

Acho que é a quinta vez que venho para São Paulo. Posso dizer que a cidade melhorou. Em comparação a outras capitais do Brasil, que vivem num retrocesso bastante ridículo, SP ao menos se destaca demonstrando uma vontade de melhorar, uma vontade de competir com outras metrópoles do mundo nos quesitos em que ela pode se aproximar.
 
As ciclovias aos domingos são uma amostra disso. Só falta agora ativá-las em todos dias da semana. Numa pequena volta de bicicleta, nota-se a quantidade bastante elevada de bicicletas. Alguns podem dizer que até de bicicleta se pega engarrafamento em SP. Pode ser verdade.

A ideia inicial era dividir nossa estadia entre a casa de 2 ou 3 dos nossos amigos, mas acabamos ficando com preguiça e tava tão bom na aconchegante e bonita casa da minha amiga Letícia, que acabamos ficando por ali mesmo. No fim, por causa do tempo nublado, quando nao chuvoso, acabamos vendo pouco da cidade. Alguma passeada pela Liberdade, Ibirapuera, MASP, um pastel de feira na Aclimação, um restaurante japonês bom e um peruano gostoso mas de atendimento risível, um sanduíche de mortadela no Mercado com a Cecília e o Tarta, uma incursão infernal pelo centrão e o metrò na hora do rush, visitas a alguns amigos queridos em uma pequena turne culinária pela casa das pessoas, um bom show da Fresno na sexta-feira a noite, uma mini-reunião de despedida na casa da Leto e aqui estamos no avião para Porto Alegre, aonde passaremos 3 semanas até embarcarmos em definitivo para Sydney, no dia 29 de Abril. 

Conseguimos um voo bonzinho: Poa, Guarulhos, Santiago, Sydney, em apenas 22 horas, um recorde. E o voo mais longo é operado pela Qantas, que é considerada uma das melhores companhias aéreas do mundo. Saiu por USD1600 por cabeça.

Algumas coisas morreram nessa viagem:

1.Meu Asics preto abriu o bico de jacaré.

2.Meu pobre computador queimou, depois de 5 anos e meio de uso e abuso, abriu as pernas enquanto eu processava algumas fotos de Boipeba e assistia Californication ao mesmo tempo. Ele vinha desligando sozinho, por estar quente demais, desde a viagem para Santorini, em Agosto de 2011.

3.Minha vontade de voltar para SP, assim como morreu minha vontade de voltar para Londres, da última vez que fomos lá. Cidades lotadas, de tempo feio.

Também matei minha saudade da querida Letícia Gonzales, que eu não via desde Corinthians 2×0 Gremio, em Outubro de 2009, no Pacaembu. 

É uma pena termos nos visto tão poucas vezes desde que eu fui para Londres, em Março de 2004. Já são NOVE anos entre Londres, Porto Alegre, Paris, Tokyo, Sydney, São Paulo, Barcelona, e dá para contar nos dedos das mãos quantas vezes pude sentar e conversar com ela. A verdade é que ela é a única pessoa que eu conheci na Famecos com quem eu me importo e mantenho algum contato. Pois é, eu sou bastante critico e seletivo com relação a amigos. Mas pode confiar: essa é de fé e é um privilégio tè-la como amiga. E eu fico satisfeito em ver que, apesar de estar vivendo em Sao Paulo, essa cidade que me agrada pouco alem das pessoas boas que vivem nela, ela pareça feliz, profissional (está trabalhando na TPM) e pessoalmente, saudável e querida como sempre. 

Tive a oportunidade de finalmente conhecer de verdade o namorado dela, o Fabrício, que é um cara muito gente fina, engraçado, de bom humor, gente boa mesmo. Além de ser um excelente diretor de arte (quem quiser conferir o trabalho dele, é só pegar uma cópia de duas das melhores revistas disponíveis no Brasil, a Super Interessante e a Vida Simples, da Abril, onde ele trabalha há 10 anos recém feitos). Outra: ele permitiu que eu jogasse o Playstation 3 dele, algo que há muito tempo eu não fazia. Em nove horas e meia VIREI God Of War: Acsension, bom beat’em up.

Vida longa aos dois! Obrigado Letícia por nos receber tão bem. Quando for pra zona sul de Poa vou passar pra abanar pro Herrera.

Ah, e a casa deles é um espectáculo à parte, muito bem decorada, cheia de detalhes legais, infinitas tomadas e uma rede. E tem um dos meus sonhos de consumo: um mictório instalado no banheiro. Invejei.

Fiquei de ver o Parada e o Levino e aqui me desculpo por não ter tido pilha para sair de casa nos dias em que poderia ter saído. Efeitos de São Paulo.


O resto das fotos, aqui.


Recife & Olinda

IMG_9999

IMG_0009

IMG_0035

IMG_0052

IMG_0078

IMG_0087

IMG_0105

Recife!

Além da ida a Japaratinga, passamos alguns dias em Recife, na casa de Zenzi e Tarta. Na verdade, foi mais como um pitstop, um descanso do resto da viagem. Entre jogar Wii (montamos uma boa banda em Rock Band), assistir a coisas aleatórias no Netflix (muito bom canal), escutar alguns dos belos vinís da casa e ficar parado na frente do ventilador, preparamos muita comida boa (Cecília também faz excelentes comidinhas) e acabamos saindo pouco, fora ir ao supermercado.

Apenas no penúltimo dia levei a Chi pro Recife antigo, depois encontramos o casal anfitrião e fomos a Olinda, onde comemos no delicioso (porém um pouquinho caro) restaurante Oficina dos Sabores. Pedimos duas abóboras tradicionais da casa, recheadas, uma com camarão e lagostim e a outra com charque e leite de côco.

Sempre é bom passar por Recife e, mais uma vez, obrigado por tudo, Cecília e Marcelo.

Mais umas fotos, aqui.


HABEMUS VISAMMM

Registrando momento importante, já que não tenho mais entrado em detalhes maiores de vida pessoal neste blog. E um dos motivos era essa expectativa:

visaapproved

Valeu, amigos.


Japaratinga

IMG_9511

IMG_9531

IMG_9563

IMG_9626

IMG_9662

IMG_9692

IMG_9700

IMG_9739

IMG_9747

IMG_9762

IMG_9792

IMG_9836

IMG_9876

IMG_9894

IMG_9900

IMG_9917

IMG_9945

Tendo como guias nossos anfitriões em Pernambuco, Zenzi e Tarta, viajamos por quase três horas para chegar a uma prainha de Alagoas chamada Japaratinga. Lá, nos alojamos na pousada Doze Cabanas, que fica na beirinha da praia. Uma pena que, no último ano, a subida da maré acabou desmoronando a faixa de areia que havia na frente das cabanas, resultando num barranquinho.

Atividades disponíveis:

1.Caminhar pela praia, quando a maré está baixa.
2.Entrar na água fervendo, quando a maré está alta.
3.Comer alguns dos petiscos oferecidos no cardápio da pousada. Preços bastante honestos, pratos deliciosos. Recomendamos a posta de dourado com legumes refogados, macaxeira frita e sururu no côco. Tudo isso trazido na mesa na porta da tua cabana. De noite, belas estrelas apareceram, além de um sapão.
4.Beber. Cervejas a R$3, água de côco a R$2.
5.Deitar na rede (decidi que preciso ter uma rede na minha vida, a longo prazo)
6.Tomar sol nas espreguiçadeiras.

A diária, por cabana, vale R$150 e inclui um bom café da manhã, com sucos naturais, queijo coalho, frutas e tapioca feita na hora, entre outras coisinhas.

Estando em Alagoas, a 10 km de Maragogi (onde fui aquela vez com a promoção da Fanta), é uma ótima pedida ficar nas cabanas do Fred, bom sujeito. Uma boa parada estratégica inesperada na nossa viagem de um mês.

Aqui o resto das fotos.


Noronha on the cheap

IMG_8917

IMG_8982

IMG_9056

IMG_9061

IMG_9066

IMG_9068

IMG_9088

IMG_9120

IMG_9159

IMG_9197

IMG_9294

IMG_9318

IMG_9344

IMG_9394

IMG_9403

IMG_9415

IMG_9424

IMG_9437

IMG_9447

IMG_9456

IMG_9481

panoronha01lofi

-=-=-=- Quebrando um pouco com o ritmo de ultimamente (muita foto e pouco texto), abro espaço para uma espécie de guia para aqueles que nunca foram a Fernando de Noronha -=-=-=-

Muita gente pensa em Fernando de Noronha como um lugar apenas para lua de mel, muito caro, etc. Mas, na verdade, vou provar que dá pra fazer tranquilamente por mais barato do que muitos destinos por aí. Gastamos 1000 reais por cabeça em 5 dias (sem contar passagens, por que usamos milhas – Noronha é paraíso das milhas):

*600 reais em taxas ecológicas – 446 da TPA, por 5 dias (que, dizem, não é em nada investida na Ilha). 200 da taxa nova, essa do Eike Batista, que construiu passarelas, chuveiros e melhor acesso às praias. Sem pagá-la, tu não entra no Sueste, no Sancho, no passeio de Barco e, futuramente, na Praia do Leão. Ou seja: nos melhores lugares da ilha, se tu não for surfista. Pagamos 65 reais a mais por que a Chi é gringa.

*900 reais em acomodação – Quem diria que, ao ficar na casa de um legítimo gringo, teríamos a experiência de local em Noronha? Pagamos 30 reais a mais por dia por que pegamos pelo Booking.com, se tivéssemos ligado diretamente para o George, seriam apenas 150 reais por dia, quarto de casal, com banheiro privativo, ar condicionado e geladeira. Ainda há uma cama de solteiro, para uma criança. E uma cozinha pequena para preparar um café da manhã ou janta. Acho que a maioria das pousadas servem café da manhã, mas cobram no mínimo 250 reais por dia e tem gente que acha normal pagar 500 a diária. Ah, pros hóspedes que se comportam, é possível que o George suba na árvore para catar um côco e servir uma água fresquinha. Ficar na casa dele foi como ficar na casa de um amigo.

Contato direto com o George, para marcar o quarto: 81 990371-58 ou 81 8749-3208

*300 reais – Passeio de barco para dois, incluindo observação de golfinhos e parada de uma hora para mergulho na praia do Sancho, em cima de um coral com muitos peixes e inclusive uma tartarugona. Ali também servem um almoço bem caprichado. Eu passei um pouco mal depois do mergulho e só consegui comer deitado, de olhos fechados, com a Chi servindo peixe na minha boca. Fora o passeio de barco e a comida, inclui ainda, num outro barco, um passeio com umas pranchinhas chamadas Sub. Eles te rebocam e tu vai manejando a prancha, com a possibilidade de mergulhar até cinco metros. É divertido, mas no lugar onde nos levaram a única coisa que tem pra ver é o barco grego encalhado. Só vi uma arraia. Ah, o capitão do catamarã é o Chico, filho adotivo do George.

*140 em três jantas para dois – Na real, gastamos 80 num camarão com alho e óleo no Restaurante da Edilma que tava bom, mas acho que não escolhemos o prato certo: meu camarão alho e óleo é difícil de bater. Da próxima vez, quero pedir o peixe fresco feito na folha de bananeira. Mas tem que pedir com antecipação.

Há muitos restaurantes que cobram no mínimo 50 reais por cabeça por qualquer comida, mas acho que comida não é exatamente o atrativo da ilha. Melhor deixar isso para outras partes do nordeste. Uma tigela de açaí pode chegar a 18 reais, por exemplo. Uma tapioca, a coisa mais banal do mundo, pode chegar a 12. Melhor deixar esse tipo de coisa para o continente.

Se der preguiça de preparar comida, o que eu recomendo mesmo é o xis do Restaurante Ousadia, que fica na frente da Praça Flamboyant. Entre 6 e 12 reais, um xis bem bacana, caprichado. A Chi pegou um Xis Burger de 8 reais e gostou muito, eu peguei o Xis Calabresa e tava excelente, a 10 reais. Completando com uma batata frita (um pouco cara, 13 reais). E o buffet de sorvete deles é gostoso e barato, 34/kg, preço melhor do que em Imbé. Por 35 reais, total, dá um bom tapa-buraco noturno para dois. Uma das opções mais honestas do local.

*100 reais de supermercado – Nas outras duas jantas (massa com molho de tomate, abóbora e parmesão) e em todos cafés da manhã (bauru e iogurte), comemos na pousada mesmo. Boa opção, trocaria o camarão alho óleo por outro prato daquela massa que a Chi preparou. Nesses 100 reais também entram umas bobagens comidas na rua, tipo empadas, barrinhas de cereal e etc, pra enganar o estômago durante o dia.

Recomendo levar umas barras de cereal na mochila, na Ilha tudo é caro demais, o pessoal que leva suplementos pra ilha explora demais os turistas (e os locais). Pra ter uma ideia, se um cara quiser levar uma moto pra ilha, tem que pagar uma taxa de 15 mil reais. Isso um local me falou. Imagina a extorsão. Dizem que uma carga de tijolos que custaria 400 reais no continente, chega à ilha custando uns 2500 reais. Por isso que as casas dos locais são bastante pobrezinhas. Imagina o sufoco para fazer uma reforma.

Quanto ao transporte, o ônibus que roda a BR-363, a mais curta BR do Brasil, com 7 km, custa 3 reais e serve muito bem. Claro que a caminhadinha para chegar em praias como Sancho e Leão é puxada, mas sempre dá pra contar com a boa vontade do pessoal endinheirado que aluga buggys. O aluguel de um buggy fica por 150 reais a diária, 120 se der sorte, 100 se tu alugar diretamente de um local, um buggy deles mesmo. Tá carinho, se tu pensar que um buggy velho daqueles deve custar uns 2000 reais. Mas até tá barato se tu considerar que a licença pra ter um carro vale 70 mil reais. E que não se pode colocar mais carros na ilha, só pode trocar a licença de um velho para um novo. Mas enfim, o que importa é que o bus da ilha serve, para quem não quer gastar muito.

-=-=-

No que toca a programação, da outra vez eu tinha ficado 7 noites, dessa vez fiquei 5 noites e ainda assim achei tempo demais. 4 noites é o ideal.

Dia 1 – O voo da gol chega na ilha às 16:30. 17 horas tu tá na pousada, dá tempo de descer pra Praia do Cachorro pra ver o belíssimo pôr-do-sol.

Dia 2 – Dá pra dedicar uma tarde inteira à praia do Sancho, que é considerada a quarta praia mais bonita do mundo. Pegar a sombra de uma bananeira e relaxar, dormir, ler, nadar até o coral.

Dia 3 – Passeio de barco, mencionado ali em cima.

Dia 4 – Ida à Baía do Sueste para procurar as tartarugas. Para nadar na parte dos corais, onde se encontram algumas tartarugas, é obrigatório o uso de coletes, que podem ser alugados por módicos 5 reais. A dica: nadar em direção à pequena faixa de areia, em uma linha reta. Uns bons metros antes de chegar lá, onde umas ondas estão sempre quebrando, encontramos, além de arraias e lagostas, uma turma de sete tartarugas marinhas, entre grandes e menores. Passamos uns bons quarenta minutos nadando com elas, de vez em quando quase topando com uma, quando se presta atenção à outra. Melhor coisa é vê-las subindo para pegar ar, ouvir a respiração delas. Maravilha de bicho.

Ah, não esqueça de observar, na beirinha da praia, os filhotinhos de tubarão-limão rondando. Em certo momento, havia uns dez cercando a gente. Mas não tem problema nenhum, eles nunca atacaram ali, estão bem alimentados pelo equilibradíssimo ecossistema da ilha. Na real, primeira vez que vi tubarão de pertinho, primeira vez que comi tubarão (tubalhau, bolinho de tubarão na Edilma, bem bom, indicação do padre da ilha).

Uma dica esperta: uma fatia de torta pode soar caro a 8 reais, mas a torta de Prestígio que tavam vendendo no barzinho do Sueste vale a pena, é boa e muito bem servida. Mandou bem, Eike Batista!

Cansado de ver tartarugas, é só sair do Sueste e pegar a estradinha para a esquerda. Em 15 minutos caminhando numa estrada de barro seco (com sorte ganhas uma carona), chegas à Praia do Leão, que foi, pra mim, a mais gostosa de todas. Ficamos ali deitados, na frente da pedra que realmente parece um leão marinho, até começar a chover. Pena que não rolam peixinhos nem nada. A única coisa que se pode ver são os ninhos de tartaruga, com as marcas das patas delas na areia.

Dia 5 – Como o voo só é às 16:30, dá tempo de acordar tarde, deixar as malas pelas 12 horas no aeroporto e caminhar 15 minutos até a Baía de Sueste, para dar um abraço de despedida nas tartarugas.

Nós tivemos um dia a mais do que isso e acabou sendo um pouco inútil: batemos cabeça na Praia da Conceição, com mares muito fortes, depois quase quebrei a perna na Praia do Meio e tomei um caixote na Praia do Cachorro. Acabei voltando pro Sueste, mesmo, pra observar os atobás pescando. Coisa linda aquele bicho.

-=-=-

Para terminar, umas palavras a mais sobre o tal do George Gringo, onde ficamos. Gente finíssima, contou cada história. Não chegamos nem a provar as palestras do Ibama. Primeiro por que a Chi ia ter dificuldade em entender (não lembro se tinham legendas). Segundo, por que as histórias do George com certeza são melhores. Passamos uma noite inteira escutando histórias sobre golfinhos, curandeiros, veleiros, etc.

Ele é um escocês de 64 anos, criado em Liverpool (sotaque igual ao do George Harrison), que morou por alguns anos na Andaluzía e acabou comprando um veleiro lá, de onde partiu, navegando o mundo todo. Acabou em Fernando de Noronha, onde mora há 24 anos. Por 10 anos trabalhou na ilha como guia de nado com golfinhos, prática que é considerada uma das mais eficazes no tratamento da depressão. Acho que foi em 1999 que entrou uma lei proibindo o nado com cetáceos em todo território brasileiro. Não é meu objetivo contar toda a história da vida dele, mas vale a pena escutar da boca do próprio. Grande contador de histórias, grande ator e um cara de bom coração. Uma figuraça que vale a viagem. Também conhecemos um dos filhos dele, de 4 anos, Margeo. Bom guri.

Depois de ter passado por lugares como Menorca e Formentera, estava com um pé atrás sobre Noronha. Especialmente do que a Chi acharia da ilha. Mas eu estava bastante enganado: a abundância da natureza preservada faz toda a diferença em Noronha. E é Brasil, não é Espanha. Para o bem e para o mal.

O resto das fotos, aqui.


This is 30

IMG_8886

Obrigado a todos os envolvidos. Próximas metas: 33, 37, 40, 44, 50, 55, 60, 66, 69, 70, 77, 80, 88, 90, 99, 100, 110, 111, 150, 200 e 222. E chega, me deixa em paz.


Feverê

IMG_8535

IMG_8545

IMG_8555

IMG_8604

IMG_8606

IMG_8626

IMG_8728

Alguns momentos mais de Imbé, depois da viagem pro Rio. Estrelando, principalmente, como tem sido de costume, a Luiza. E a Chi. Me resta dizer que nos dois melhores dias que saímos para caminhar, não levei a câmera. O primeiro era uma tempestade de areia (talvez por sorte, por que teria enchido a câmera de areia ainda mais). O segundo era um dia de nuvens loucas, de todos tons de azul. Mas, também, choveu bastante no meio da caminhada, o que teria molhado bastante a câmera, inevitalmente. Outra sorte.

E na sexta-feira, dia em que chegamos lá, fui bobear cavando na areia com o pé e chutei um marisco.Talhou meu dedão no meio, até a unha o bicho cortou. Sangrou bastante. Mas fiquei pegando jacaré e parou, com o sal do mar.

O resto das fotos aqui.


Might as well jump

21lique pulando da ponte

A pedido do bom pessoal do BochaBraba, escrevi algo sobre a origem dessa vontade louca de saltar de pontes, pedras e penhascos.


Tall and tan

IMG_7517

IMG_7623

IMG_7640

IMG_7675

IMG_7687

IMG_7718

IMG_7791

IMG_7832

IMG_7871

IMG_7874

IMG_8136

IMG_8301

IMG_8391

IMG_8467

macinteiro_zoom_lofi

panolemelofi
Depois de Porto Alegre, Gramado, Garibaldi, Rosa e Imbé, finalmente a Chi fez a primeira viagem de avião dentro do Brasil. O destino: Rio, Brasil tipo exportação, no Carnaval. Eu já tinha ido duas vezes ao Rio, mas não tinha visto nem o Cristo. Uma vez foi em maio de 2002, com o Nego e o Galera, para um show do Mogwai e uns jacarés no Leblon. A outra foi em dezembro de 2005, para uma entrevista mega secreta para entrar no Big Brother.

Dessa vez, ficaríamos na casa do amigo Koch, ex-colega do meu irmão. Mas, de última hora, recebi um convite bastante tentador da amiga Carol Althaller para ficar com ela e sua mãe no bairro Humaitá. E foi uma boa, elas são muito queridas e nos deixaram muito à vontade. Pena que no fim nem conseguimos encontrar o Koch, que perdeu seu celular em meio à folia do carnaval e seus bloquinhos de rua.

Fizemos bastante coisa: Cristo (ainda com tempo ruim), Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon, Niterói, Santa Teresa, até na Sapucaí a gente foi, algo que eu achava que nunca faria. Porém fomos pra ver a Série A, que custa 10 reais, enquanto a Série Especial vale 400. O grande destaque do desfile foi o gari Renato Sorriso, espetacular. Das escolas, assistimos apenas três: Santa Tereza, que teve duas alas cujas fantasias não chegaram a tempo, Parque Curicica e Estácio de Sá.

A maioria do tempo estivemos acompanhados pelo nosso ex-colega de casa e cabelereiro exclusivo Dario Manghisi, sua namorada e suas primas. O que faltou foi visitar o Jardim Botânico, o Maracanã e uma favela. Até teve festa no Vidigal, mas somos velhos e declinamos. Fora a Apoteose, única noite em que tivemos no Carnaval foi na Lapa, para uma cerveja com o casal Daniel e Maria Alejandra (que são chiques e foram ao camarote da Brahma no dia valendo)
.
O Rio realmente é um espetáculo, especialmente nas vistas e na natureza. Pegamos ônibus e metrô de madrugada e em nenhum momento rolaram ameaças ou coisas suspeitas (fora umas correrias na Lapa, mas estávamos protegidos por uma cerca do bar SóKana). Tudo tranquilo e civilizado. Surpreendente, sabendo que era Carnaval. Destaque do transporte público vai para as alucinadas vans, que levam o pessoal pra cima e pra baixo em velocidade máxima e com comediantes como trocadores. Carioca adora fazer piadinha sem graça, mas quando dão pra ser engraçados, são muito engraçados.

E, vamos combinar, Porto Alegre poderia usar um pouco mais de açaí, água de côco, suco e bom humor. Além da praia, claro. O resto das fotos, aqui.

PS: fiquei com “Do Leme ao Pontal” o tempo inteiro na cabeça.


Kiss the flame

IMG_6805

IMG_6829

IMG_6862

IMG_6866

Acordamos cedo um dia para ver o sol nascer em Imbé. Vale a pena.

O resto das fotos entraram nesse álbum.


Halo-ooh-ooh.

IMG_6489

IMG_6493

IMG_6600

IMG_6604

IMG_6655

Mais alguns momentos em Imbé, onde temos passado a melhor parte do tempo, agora que há menos vento e o mar anda melhor (não exatamente o que aparece nas fotos, já que nos dias de mar bom não levei a câmera pra praia). Tivemos mais uma visita da Luíza, o Feli andou correndo a Travessia Torres-Tramandaí (terminaram em nono lugar), montamos a piscina, recebemos visitas dos meus primos Bibi e Caca, entre outras coisas.

O resto das fotos, aqui.

Eu também vinha acrescentando algumas fotos nos álbuns Imbé!2013 e Álbum de Família.

A parte mais engraçada da semana foi essa competição de massinha. Pegamos todos potinhos com cores e dividimos aleatoriamente. Com as cores que saíssem, tínhamos que moldar um Stewie, de cabeça. Fui TÃO, TÃO mal comparado com o da Chi que quase me mijei de rir. O meu parece saído do Fresh Prince of Bel Air.


Pi

Life of Pi - Bonito e interessante. Nota 9

Perks of Being a Wallflower – Legal, mas um pouco caricato, em alguns momentos. Nota 8.2


Gabi Gol

IMG_6316

IMG_6342

IMG_6384

Dos meus primos que tiveram filhos, faltava eu conhecer um deles (fora a que mora no Paraná, que não tive chance de conhecer ainda). Se chama Gabriel e é filho da minha prima por parte de mãe, Vanessa. Figurinha, fanático pelo Grêmio, sabe diferenciar modelos das camisetas. Apareci com uma comemorativa e ele disse “igual à do pai”. Depois, mostrei uma de 2007 e ele disse “A do vô”. Reconheceu que meu calção da Adidas era igual ao do dindo dele. Bem observador. E tem olhos azuis incríveis. Prazer em conhecer!

O resto das fotos dele está aqui no fim deste álbum.

IMG_6252

Coloquei mais umas fotos da Luíza lá nos álbuns de família, também, no dia em que fomos fazer umas pizzas no meu irmão.


Encontras

IMG_6085 copy

IMG_6118 copy

IMG_6041 copy

IMG_6160

IMG_6144 copy

IMG_6150 copy

Essa passagem por Porto Alegre me tem proporcionado alguns reencontros legais com gente que eu admiro bastante e, quando há boas condições de luz, tenho feito retratos no mesmo estilo do Gente de Porto Alegre. Além do Daniel Galera e do Christian Jung, dois que já citei em posts anteriores, também fotografei o escritor, tradutor e, nas horas vagas, gênio Daniel Pellizzari, que vai ter livro novo lançado em breve e o Marcelo Firpo, que é o publicitário mais gente fina do mundo e, entre outras coisas, me indicou para o meu primeiro emprego com fotografia publicitária. Todos parceiríssimos, gente que eu gostaria de encontrar mais vezes, ainda nessa vida.

As fotos em P&B eu incluí lá no álbum do Gente de Porto Alegre, no FB.


Tá dormindo?

IMG_3248

IMG_3249

IMG_3250

IMG_3255

IMG_3262

IMG_3283

IMG_3312

IMG_3319

IMG_3323

IMG_3326

Visita que fiz ao novo apartamento do parceiro fotógrafo e ex-colega de estúdio Christian Jung, antes da viagem dele para o Hawaii. Grande presença. (Fotos feitas para a Revista Caras – not)


I want you to show me

IMG_5409

IMG_5450

IMG_5538

IMG_5580

IMG_5855

IMG_5894

IMG_5925

IMG_5934

Um dos lugares da minha lista de viagens para a Chi era o litoral de Santa Catarina. Por uma decisão de grupo, que incluía meu vizinho Ricardo, acabamos vindo para o Rosa, uma boa praia, um belo exemplo do que é SC: vegetação densa, geografia (e provavelmente leis ambientais) que impede grandes construções muito perto da praia, ondas fartas. Marchamos um pouquinho em pousada, que não é a coisa mais barata do mundo, mas valeu a pena. 7 bons dias, que começaram com mau tempo, quando fizemos a caminhada do Rosa até o Ouvidor (caminho também conhecido como Terra Média), acompanhados de um fiel cãozinho (adoro quando isso acontece), mas depois embalaram bem, com sol forte. Tô todo descascado. Ainda tivemos a ilustre visita do Mala e sua namorada, no fim de semana.

Ficamos numa boa pousada, também. Muito limpa, com internet, perto da praia. Mas não vou colocar o link por que o dono não merece, é um patife.

Vale destacar a música da semana, em versão apresentada tocada mil vezes pelo Ricardo.

O resto das fotos, aqui.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.